Isabella Potter
15 Reencontro
Notas iniciais
Bem, em primeiro lugar, desculpem pela demora mas como já tinha dito fui de férias *sem computador =(*e voltei à pouco tempo.
Em segundo lugar, BOA LEITURA.
No capítulo anterior …
Lupin voltou-se para os Quileute que queriam saber mais sobre os Animagus e o porquê de acharmos que eles se correspondiam mais a um Animagus do que a um Lobisomem. Foi quando senti o meu telemóvel a vibrar no bolso das calças. Peguei-lhe e vi que era Charlie quem me ligava.
- Sim? – atendi.
- Bella vem para casa, estão aqui umas pessoas para te ver. – ele foi curto e rápido, desligando logo em seguida sem me dizer mais nada.
Umas pessoas a querer ver-me? Quem será?
P. O. V. Bella
De uma coisa eu tenho a certeza, algo se passa.
Charlie estava muito misterioso ao telefone, sem dizer oi nem adeus, foi direito ao assunto e desligou antes que eu pudesse dizer alguma coisa e quando lhe telefonei outra vez a pedir explicações nem sequer atendeu.
- Lupin, temos de ir embora, o Charlie telefonou a dizer que estavam umas pessoas lá em casa à minha espera. – chamei-o.
- Ele não disse quem?
- Não, nem me deu tempo de perguntar, só me disse que estava lá alguém para me ver e desligou logo de seguida.
- Estranho.
Despedimo-nos dos Lobos e entramos na picape, dando partida logo de seguida.
Fui para casa na velocidade máxima que a minha picape deixava, acho que já consigo perceber a razão das queixas de Edward, esta coisa é mesmo lenta! Charlie estava meio misterioso ao telefone e nem me deixou perguntar quem lá estava, e depois quando voltei a lhe telefonar nem sequer atendeu, ai sim, eu fiquei preocupada. Será que algum Devorador da Morte apareceu lá em casa, lançou-lhe a Maldição Imperius obrigando-o a telefonar-me e depois magoou-o? Calma Bella, respira, já estamos quase a chegar. Porque é que eu não Apareci!
Chegamos a casa e eu estacionei a picape o melhor que a pressa deixou, saindo dela em seguida e indo praticamente a correr para dentro de casa com Lupin atrás de mim.
- Charlie? – chamei quando finalmente consegui abrir a porta, logo hoje que estou com pressa é que as chaves decidiram não colaborar comigo.
- Na sala Bella.
Fui para lá mas parei à porta assim que olhei para a sala e vi quem estava com ele.
Não pode ser, devo estar com alucinações, só pode.
Eu não queria acreditar no que os meus olhos viam … ou melhor … em quem viam, mesmo ali, à minha frente, a uns passos de mim.
Aqueles que me acolheram, que me trataram como uma irmã, como uma filha, que me mostraram como é ter uma familia que nos ama.
Os Weasley.
Assim que os vi foi como se as minhas pernas tivessem ganho vida, começando a correr em direção a eles e abraçando o que estava mais perto. Ron e atrás dele estava a Hermione, ela não é uma Weasley mas sempre foi uma grande amiga para mim a quem eu podia dizer tudo, contar tudo e que sempre me aconselhava e me ajudava a seguir pelo caminho certo.
Passei pelos braços de todos. Ron. Hermione. Fred. Ginny. George. Bill. Mr Weasley. Os do Ron e da Hermione foram os mais apertados mas o mais demorado e também mais afetivo foi o último, o da Mrs Weasley que desde que a conheci sempre me tratou como uma filha.
- Oh minha querida pregaste-nos cá um susto. – ela disse com lágrimas nos olhos.
- Eu sei. Desculpe. – baixei os olhos e ela voltou a abraçar-me.
Só agora, com todos eles ali e no abraço de Mrs Weasley é que percebi o porquê de, mesmo estando feliz ao lado de Edward e dos Cullen, sentir que faltava algo, sentia algo mais.
Agora eu descobri. Eu sentia saudades.
Só agora é que eu realmente percebi a dimensão que a saudade pode ter. Saudade … um sentimento tão ignorado, em que só quando o verdadeiramente sentimos é que conseguimos perceber o quão forte pode ser.
Saudade … de quem está longe … de quem já partiu … de um amigo querido … de um amor … da nossa familia.
Sim, da nossa familia, porque os Weasley sempre me trataram como se eu fosse um membro da deles e com o tempo eu comecei mesmo a sentir como se isso fosse verdade, como se eu fosse uma deles.
Quando a Mrs Weasley me largou voltei-me para Charlie para lhe agradecer por aquela surpresa mas parei quando reparei que havia mais uma pessoa naquela sala que eu ainda não tinha reparado por estar encostada na parede.
- Fleur? – perguntei confusa.
Eu conheci-a no quarto ano, no Torneio dos Três Feiticeiros, apesar de sermos as duas as únicas raparigas do concurso nunca falei muito com ela, apenas trocávamos um oi, tudo bem e raramente algumas outras palavras. Mas nada demais, nada que nos fizesse considerar que somos amigas ou que ela se preocupava comigo.
- Olá Bella. – ela disse e percebendo a minha confusão suspirou e olhou para Bill.
Espera, eu conheço aquele olhar que ela lançou ao Bill, é o mesmo com que eu olho para o Edward. Será que?
- Deves-te estar a perguntar porque é que a Fleur está aqui, não Bella? – Bill perguntou-me.
- Só assim por acaso, até estou. – falei um bocado envergonhada.
Ele sorriu e chamou a Fleur com a mão, ela foi até ele que a abraçou. Pelos vistos a minha teoria não estava assim tão errada.
- Bella, a Fleur é minha namorada. – eu sabia! – Na verdade é até mais do que isso. É minha noiva, pedia em casamento a um mês atrás. – eles sorriram um para o outro.
Olhei para ele de olhos arregalados. Casamento?
É só impressão minha ou esse assunto anda-me a perseguir? (N/B: Aqui o Edward já a tinha pedido em casamento)
- Uau, devo admitir que por esta eu não esperava, mas parabéns, espero que sejam muito felizes juntos. – sorri para eles que retribuíram.
- Obrrigado. – Fleur agradeceu.
- Não sabia que se conheciam. – é verdade, não fazia ideia mesmo.
Eles riram. O que é que tem tanta piada?
- Bem … na verdade, nós conhecemo-nos por tua causa. – disse o Bill
Por minha causa? Como assim? Não me lembro de os ter apresentado ou de ter planeado algum encontro para eles, nem sequer tinha pensado neles como um casal.
A minha cara deve ser a personificação da confusão porque o Fred tratou logo de gozar comigo.
- É melhor contares-lhe a história toda que a rapariga ainda vai queimar os fusíveis de tanto pensar. – disse rindo com o George.
Lancei-lhes um olhar mau que apenas fez com que rissem mais.
- Ignora-os, eu explico-te tudo. – Bill disse.
- Esperem, antes de começarem para ai com longas histórias de amor, sentem-se que é mais confortável que ficar de pé.
Rimo-nos mas seguimos o seu conselho, como não cabíamos todos nos sofás e poltronas eu, o Ron e a Hermione pusemos algumas almofadas no chão e sentamo-nos, como fazíamos nos velhos tempos na sala comum dos Griffindor e na casa do Ron, era um velho hábito nosso e é bom saber que apesar do tempo e da distância ele continua connosco.
Charlie fez aparecer chá, sumo de abóbora e alguns bolos e sandes para podermos lanchar visto que já estava na hora e eu e o Lupin ainda não tínhamos almoçado. Tirei uma sandes e um copo de sumo percebendo que estava cheia de fome.
Bill começou a contar a sua história de amor, dizendo que eles se tinham visto pela primeira vez no Torneio dos Três Bruxos, a Fleur estava a competir e ele tinha lá ido com os pais assistir a última prova.
A última prova … um labirinto cheio de obstáculos onde no meio se encontrava a taça. Foi nessa prova que eu e o Cedric fomos parar ao cemitério onde Voldemort renasceu e onde … o Cedric morreu.
Deixei esses pensamentos de lado e concentrei-me na história de Bill, pelos vistos a Fleur descobriu que ele trabalhava em Gringotts e foi até lá para ter aulas para melhorar o seu inglês. O Bill foi o seu professor e eles acabaram por se apaixonar perdidamente.
É uma bonita história e nota-se quando olham um para o outro que eles se amam.
- E tu Bellinha? Novidades acerca de rapazes ou continuas a mesma solteirona de sempre? – só o George para dizer isto.
- Tá calado George porque que eu saiba a tua lista de namoradas também é mínima, na verdade nem sequer se consegue contar pelos dedos de tão pequena que é. – contrapus.
Todos na sala desataram a rir.
- Au Bellinha essa doeu. – ele disse pondo a mão por cima do coração.
- Mas respondendo à tua pergunta, sim eu tenho um namorado.
- Sério? – Fred, George e até o Ron perguntaram.
O que há assim de tão estranho no facto de ter namorado?
- É verdade, e como ela gosta das coisas em grande até arranjou um que vai viver uma eternidade. – Lupin falou pela primeira vez desde que entramos em casa. – Como é que souberam que a Bella estava aqui?
- Foi a Tonks quem nos contou, mas não te zangues com ela foi preciso mais de duas horas e a Molly recorrer aos seus sentimentos maternais para ela nos contar. – Mr Weasley confessou.
- Esperam ai, façam marcha atrás e voltem à conversa do namorado da Bella. Como assim ele vai viver eternamente? – George perguntou.
E agora? Contou ou não conto? Bem … o Edward também vai saber o segredo deles, mas como é que eles irão reagir?
Inspirei fundo.
- Eleéumvampiro.– disse a última parte muito rápido.
- Hã? Fala mais devagar Bella. – disse o Ron.
Ok, é agora.
- Ele é um vampiro, por isso é que vai viver eternamente.
- Todos na sala, excepto o Lupin e o Charlie, arregalaram os olhos ao mesmo tempo! Seria cómico se o assunto não fosse tão sério.
- Tás a brincar connosco, não estás Bella? – Mr Weasley perguntou, não querendo acreditar.
- Não.
- Mas ele é um vampiro, pode-te ferir! – eh, pelos vistos Mr Weasley não gostou muito da natureza do meu namorado.
- Calma Artur, eu já conheci o rapaz. Ele e a familia são boas pessoas e pelo que percebi o rapaz prefere arrancar um braço a aleijar a Bella e além disso ele já ficou avisado das consequências de a magoar. – Lupin disse sorrindo maldosamente na última parte.
- Hum … eu confio em ti Lupin mas gostava de conhece-lo.
- Claro, quando quiserem. – disse-lhe.
- Então porque é que não lhe telefonas, Bella? Agora fui eu que fiquei curiosa para conhece-lo, para te conseguir conquistar deve ser muito especial. – Hermione disse.
Ela tinha razão, eu era difícil de conquistar, por isso é que em Hogwarts nunca arranjei nenhum namorado. Não sei porquê mas sempre tive medo de me envolver mais emocionalmente com alguém, e grande parte desse receio era devido a ter medo de voltar a ficar sozinha. Compreendam, eu até aos 11 anos, quando entrei em Hogwarts, estive sempre sozinha, ok, tinha os meus tios e o Dudley mas eles odiavam-me por isso estar com eles era o mesmo que estar sozinha (ou ser uma escrava), e na escola nunca tive nenhum amigo porque todos tinham medo do Dudley e dos seus amigos. Por isso sempre estive sozinha e apenas quando entrei em Hogwarts é que consegui fazer amigos. Outro motivo para não ter tido nenhum namorado foi também porque não queria ser usada, afinal eu sou famosa e tenho uma grande fortuna e mesmo em Hogwarts há aproveitadores que apenas se aproximavam de mim por essas razões.
Mas quando conheci o Edward foi diferente, ele fazia-me sentir segura e amada e também não sabia que eu sou famosa e rica. E além disso eu senti por ele algo que nunca senti por mais ninguém: amor.
Sorri para a Hermione.
- Claro, eu vou telefonar-lhe.
Peguei o telemóvel da mala e fui até a janela já discando o número por mim tão conhecido. Edward atendeu no primeiro toque.
- Amor, aconteceu alguma coisa em La Push? – sempre tão preocupado.
- Não, correu tudo bem. Edward podes vir cá a casa? Tá aqui umas pessoas que eu gostava que conhecesses. – pedi-lhe.
- Bruxos?
- Sim, não me digas que estás com medo deles.
- É claro que não, estou ai em 15 minutos. Amo-te.
- Também te amo.
Desliguei e fui-me juntar aos outros outra vez. Ficamos a conversar sobre vários assuntos mas o que mais me chocou foi saber que o Snape era o novo diretor de Hogwarts e que havia alguns Devoradores da Morte como professores que torturavam os alunos como forma de castigo. A Ginny tinha conseguido se escapulir e vir ter com a familia para me visitar (e também porque já a algum tempo que andavam a procura de um motivo para a tirar de lá), e o Ron e a Hermione andavam fugidos, como ela é Muggle o Ministério anda atrás dela, pelos vistos eles andam a tirar a varinha a todos os feiticeiros Muggles, e o Ron não a quis deixar ir sozinha por isso foi com ela para a proteger, pelo que ele disse (pois … engana-me que eu gosto), mantendo pouco contacto com a familia para não serem descobertos, mas quando a Mrs Weasley lhes contou que tinham descoberto o meu paradeiro eles quiseram vir com o resto da familia, afinal sempre fomos os melhores amigos e muito unidos também.
Edward chegou passados 15 minutos, tal como tinha dito e eu fui-lhe abrir a porta.
- Oi meu anjo. – ele cumprimentou-me presenteando-me com o meu sorriso torto.
- Olá. – disse e como sempre, perdi-me na imensidão dourada dos seus olhos.
Notas finais
Bem, a meta para o próximo capitulo é de outra vez 10 reviews
E muito obrigado a todas as que comentaram no spoiler e têm vindo sempre a comentar e a deixar a sua opinião.
Como já sabem, recomendações são sempre muito bem-vindas e como carvão para a inspiração.
Bjos
N/L: Olá meninas!
Nossa eu amei demais esse capitulo!
A reação deles ao saber que a Bella namora um vampiro foi hilária! kkkk'
Vamos esperar para ver o que irá acontecer não é?
Bem, esperamos que tenham gostado do capitulo!
Beijos! ♥
N/J: Oii Pessoal que saudades de vocês, agora eu (aposto que vocês tambem) vou poder dormir mais calmamente depois de todo esse suspense!!
Espero que comentem MUITO!!
Beijocas meus vampiros lobinhos e afins!!
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