Isabella Marie Crouch
8 Capítulo 8
Isabella Crouch POV:
Devido ao Cullen idiota eu cheguei atrasada na aula de inglês (quem precisa disso?) fazendo a vadia da professora tentar me constranger pelo atraso. Simplesmente a ignorando sentei-me na cadeira vazia mais próxima e desenhei pelo resto da aula, fazendo agora um esboço da câmara secreta, incluindo o basilisco erguido gloriosamente em frente a estátua de Salazar Sonserina, suas presas enormes expostas prontas para dar o bote, seus olhos amarelos mortais olhando fixamente para a forma nebulosa de Potter caído no chão a sua frente a espada de Gryffindor à centímetros de suas mãos. Seu rosto não era visível, apenas um contorno vago, coberto pelas sombras da câmara, apenas seus olhos verdes vibrantes eram perceptíveis. No plano de fundo do desenho, próximo à estátua de Salazar, os contornos de Riddle mostravam-se no papel. Assim como Potter seu rosto não era visível, coberto pelas sombras, que lhe davam um ar de mistério e perigo. Seus olhos, de um jade frio, com um anel vermelho quase imperceptível ao redor da pupila, era a única característica visível de seu rosto, o resto eram apenas contornos angulosos do que era um rosto bonito e aristocrático. Por ultimo quase coberta pelo corpo enorme do basilisco era uma pequena garota com cabelos vermelhos escuros úmidos pela água ao seu redor, seu rosto estava virado para o outro lado, em seu braço, quase imperceptível, eram os contornos de um livro de capa antiga, negro com TMR escrito em letras minúsculas na parte de baixo da capa.
O resto da manhã passou rapidamente, que eu mal percebi o tempo passado, tão concentrada em meu caderno de desenhos, que era a única coisa que me permitia estar próxima de mim mesma, e de toda a magia estando presa naquele lugar.
Surpreendentemente eu fui deixada em paz durante todo esse tempo, mas é claro, isso não durou muito tempo, quando o sinal do almoço bateu, Mike, Eric e Tyler me esperavam na porta da minha sala e me acompanharam para o refeitório tagarelando o tempo todo sobre o passeio à praia.
Na fila para o almoço Jéssica não parava de tagarelar sobre o baile, fazendo-me ignorá-la ao máximo, o que não me ajudou em nada, desde que Ângela e Lauren falavam sobre isso também. Aparentemente Tyler e Eric tinham aceitado seus convites. Ao menos assim eles me deixariam em paz.
Comprei apenas uma maçã para o almoço, sentindo severamente a falta da comida mágica que estava acostumada.
- Edward Cullen está olhando pra você de novo – Jéssica sussurrou ao meu lado. – Eu me pergunto por que ele está se sentando sozinho hoje... – “Provavelmente sendo ignorado pelos outros sanguessugas por causa da sua irritante e inútil presença incômoda.” – Pensei mordazmente. Por fora eu apenas arqueei uma sobrancelha e segui seu olhar para onde o Cullen estava sentado sozinho, sorrindo feito um Lufa Lufa, o que só causou meu humor à escurecer. Ele me observava atentamente de uma mesa vazia no lado contrário à que ele sentava todos os dias.
Quando me percebeu olhando, fez um gesto com o dedo indicador indicando que eu me juntasse à ele. Enquanto eu o encarava com incredulidade da sua audácia ele teve a ousadia de piscar! Piscar para mim! Argh!
— Ele tá chamando você? — Jéssica perguntou incrédula com uma pontada de ciúmes em sua voz.
- Ao que parece ele além de ter síndrome de bipolaridade, ele tem transtorno de personalidade múltipla. – Eu murmurei obscuramente, não alto o suficiente para Jéssica ouvir. Vi pelo canto dos olhos seus irmãos rindo como se tivessem escutado a piada do ano, enquanto uma careta passou brevemente pelo rosto do Cullen. – É melhor eu ir ver o que ele quer. – Disse em voz alta para Jéssica saindo antes que ela pudesse responder.
Pude sentir seu olhar fixo em minhas costas enquanto andava e reprimi a vontade de virar e dar-lhe um gesto rude com as mãos, me focando em descobrir o que o Cullen estava jogando.
Quando cheguei a mesa dele parei atrás à cadeira em sua frente com uma sobrancelha arqueada mantendo uma expressão fria.
- Porque você não se senta comigo hoje? — ele me perguntou, sorrindo. Lancei lhe um olhar sombrio e me sentei observando-o cautelosamente por baixo dos cílios.
Ele parecia estar esperando que eu dissesse alguma coisa. Mas eu não lhe daria a satisfação. Continuamos o concurso de encarar, seu rosto contendo o mesmo sorriso estúpido o tempo todo enquanto minha expressão esfriava mais e mais a cada instante quase me surpreendendo que ainda não havia gelo cobrindo-a.
- Está me dando o tratamento de gelo? – Perguntou divertido.
- Você me chamou aqui para falar algo ou só vai continuar aí como um babaca? – Perguntei como se perguntasse sobre o clima. Ele riu me fazendo novamente querer testar a teoria e descobrir o que acontece quando se soca um vampiro.
- Bem... – Ele começou, franzindo o cenho levemente. — Eu decidi que já que eu estou indo pro inferno, é melhor fazer direito. — Reprimi o impulso de dizer “Vá com o satanás e não volte nunca mais!”, mas mantive o silencio, deixando-o se estender longamente.
Ele se contorceu um pouco parecendo quase envergonhado, olhando por cima do meu ombro, possivelmente para algo que seus irmãos tinham dito ou feito. Ele então colocou seu sorriso torto estúpido novamente e mudou de assunto.
— Eu acho que os seus amigos estão bravos comigo por roubar você.
- Eles vão sobreviver. – De fato, eu podia sentir os olhares cravados em minhas costas o que me dava uma vontade irritante e levantar e mandar todos para o inferno. É claro, eu não deixava isso transparecer em minha postura.
- Porém, eu posso não te devolver. — Ele disse com um brilho estranho no olhar.
- Não sou um produto disposto à empréstimo e devolução. – Disse friamente. Pude ouvir uma gargalhada estrondosa soando da mesa de seus irmãos, os cantos dos meus lábios se contorceram com isso. Ele lambeu os lábios parecendo frustrado outra vez e eu perguntei. – Por que me chamou aqui?
- Eu já te disse... eu me cansei de tentar ficar longe de você. Então, eu estou desistindo. – O sorriso estupido estava em seu rosto novamente, mas eu podia ver o nervosismo em seus olhos.
- Desistindo? – Fingi confusão.
- Sim. Desistindo de tentar ser bonzinho. – Eu arqueei minimamente uma sobrancelha para isso, tentando descobrir se isso era bom ou ruim para mim. — Eu vou fazer o que eu quiser agora, — Que tal morrer? Ah espere! Você já está morto! — e deixar acontecer o que tiver de acontecer. — Seu sorriso sumiu enquanto ele explicava, sua voz adquiriu um tom duro. Estreitei um pouco os olhos.
- E o que isso significa? – Perguntei com cautela, ele ia tentar me comer pro jantar?
Seu sorriso reapareceu.
- Eu sempre falo demais quando estou com você, esse é um dos problemas. – Ele comentou.
- Não se preocupe, eu não entendo metade do que você fala mesmo. – Menti. Não podia deixa-lo saber que eu conhecia seu segredo ou ele poderia pensar que seria necessário me silenciar, eu não poderia me defender dele sozinha, sem minha magia, minhas adagas não fariam nada contra ele, e a arma de Charlie muito menos.
- Eu estou contando com isso. – Falou.
- Então, em Inglês simples, nós somos amigos agora? – Perguntei testando as águas antes de mergulhar.
- Amigos... — ele meditou, parecendo em dúvida. Ele sorriu, por fim. — Bem, nós podemos tentar, eu suponho. Mas eu te aviso que eu não sou um bom amigo pra você. – “Ah, eu entendo isso completamente, mas eu ainda preciso de uma ferramenta perigosa para recuperar meus poderes e você é a única disponível no momento...”
- Você diz muito isso. – Disse não dando minha reflexão interna.
- Sim, porque você não está me ouvindo. Eu estou esperando que você acredite em mim. Se você for esperta, você vai me evitar. – Apertei as mãos em punhos sentindo a raiva com esse comentário me inundar, minhas unhas cravaram através da casca da maçã intocada em minhas mãos.
Esse filho da puta está me chamando de estúpida? – Meu subconsciente homicida gritou. Respirei fundo fortificando minha oclumência e oprimindo a raiva juntamente com meu lado homicida, retornando à calma.
- Eu acho que você também já deixou clara a sua opinião sobre o meu intelecto. – Ok, talvez não tanta calma assim...
Ele simplesmente sorriu, e minhas unhas cravaram mais profundamente na fruta em minhas mãos, fora isso minha irritação não transpareceu de nenhuma forma.
- Então, enquanto eu estou sendo... não esperta, nós vamos tentar ser amigos? – Eu arqueei uma sobrancelha enquanto perguntava.
-Isso parece correto. – Ele respondeu. Eu olhei para a maçã em minhas mãos franzindo o cenho tentando entender como diabos a mente desse louco funcionava. Primeiro parecia me odiar ao osso, então ele desaparecia, quando reaparece tenta ser amigável, então ele age frio e ignorante, me ignorando completamente, e agora tentava uma amizade? Pff! Meia raça estúpido!
- No que você está pensando? — ele perguntou de repente me fazendo piscar confusa antes de olhar para seu rosto curioso.
- Tentando descobrir como seu distúrbio de personalidade funciona. – Disse dando de ombros. – Tentando descobrir o que você é. – Na primeira ele sorriu, mas quando eu terminei a frase sua mandíbula se contraiu e seu sorriso se tornou forçado.
- Está tendo alguma sorte? — ele perguntou num tom desinteressado, teria caído completamente seu nervosismo se não estivesse atenta para suas reações.
- Tenho algumas teorias. – Dei de ombros novamente
Ele fingiu rir.
– E quais são? – Perguntou. Deliberadamente levantei a mão mordendo lentamente minha maçã, deixando-o se contorcer um pouco. – Você não vai me contar? – Insistiu inclinando a cabeça para o lado com um sorriso que tinha a intenção de me deslumbrar, mas só o fazia parecer com prisão de ventre.
“Qual o melhor curso de ação?” Ponderei por um segundo antes de decidir por reforçar o ato de tímida e inofensiva. Eu já tinha saído muito do ato. Não podia deixar nada escapar.
Eu balancei minha cabeça negativamente forçando minhas bochechas a corarem.
— Muito embaraçoso. – Menti.
- Isso é muito frustrante, sabe. – Ele reclamou.
- Não. — eu discordei sarcasticamente meus olhos revirando. — Eu não consigo imaginar porque isso seria frustrante, só porque uma pessoa se recusa a te dizer o que ela está pensando, só porque ela está só criando pequenas observações obscuras que te mantêm acordado se perguntando o que elas poderiam querer dizer com aquilo... agora, porque isso seria frustrante? – Por dentro eu estava me perguntando se isso era uma referencia ao seu ‘poder’, ele poderia ler mentes? Como um legilimens? Eu não o sentia em minha mente, as barreiras de oclumencia estavam intactas, e eu não tinha sentido nada tentar penetrá-las.
Ele fez uma careta.
- Você tem um temperamento um pouco forte, não tem? – Perguntou ainda mais frustrado.
Eu apenas dei de ombros irritantemente. Nós encaramos um ao outro, sem sorrir.
Ele deu uma olhada por cima do meu ombro, e então, inesperadamente, ele sorriu silenciosamente.
- O que é? – Perguntei rudemente sem me preocupar em olhar.
- O seu namorado parece estar pensando que eu estou sendo rude com você, ele está se questionando se deve ou não vir aqui apartar a nossa briga. — Ele sorriu silenciosamente de novo.
- Eu não sei do que você está falando. — Eu disse frigidamente, nojo e desgosto com o simples pensamento de pensar em alguém nesse lugar como algo mais que ferramentas maleáveis ao meu dispor. Apesar de ver um certo benefício em certas áreas de ensino trouxa, eu certamente nunca pensaria em me envolver romanticamente com um, com apenas a exceção notável de ser uma ultima opção necessária para algo que trará o meu benefício. — Mas de qualquer forma, eu tenho certeza que você está enganado. – Dei outra mordida na maçã.
— Eu não estou. Eu já te disse, a maioria das pessoas é fácil de ler. – Seria isso uma confirmação das minhas teorias? Ele podia ler mentes? Ou simplesmente um idiota velho de mais que tinha uma ereção em observar pessoas? Estudá-las?
- Exceto eu, é claro. – Minha voz escondia a provocação e triunfo nisso. Minha oclumencia ainda estava solidamente no lugar. Eu ainda a fortificava todas as noites antes de ir dormir, com várias seções de meditação, com a ajuda dos livros de Yoga que Renné tinha mandado para mim, aparentemente ela mudava constantemente de hobbie e Yoga era o seu atual. Acabou por ser útil, relaxava o corpo e a mente, dando-me mais clareza em meus pensamentos, e desviando a raiva e desprezo que eu constantemente mantinha em meus pensamentos ultimamente. Não estava em meus planos vir para o mundo trouxa permanentemente, ou pelo menos por um longo tempo, eu sabia que o velho ia puxar algo tão estupido assim antes mesmo dele me mandar para cá, mas eu simplesmente não tinha contado com o velho ir tão longe à colocar todos esses bloqueios em mim, me impedindo de sair do maldito estado de Washington com eles. Eu não estava ciente de nenhum lugar mágico localizado nesse estado, nenhuma vila, nenhum centro comercial, nenhuma portal para o mundo mágico, nenhum sistema de flú ou mesmo uma maldita coruja mágica, portanto sem comunicação com nenhum conhecido mágico que poderia possivelmente ajudar-me a sair dali, isso a tinha colocado no limite, mas lentamente eu estava voltando ao normal, minhas emoções não estavam mais tão fora de controle embora ainda fosse mais difícil que o normal para manipulá-las e controla-las como eu estava acostumada, levando-me a acreditar que isso era mais um truque sujo do velho maldito. Em fim, minha raiva tinha estado saltando a cada movimento, fazendo-me cega para coisas simples, fazendo-me impulsiva como uma grifinória maldita, eu normalmente poderia deduzir inúmeros aspectos da vida de uma pessoa simplesmente a analisando um pouco, absorvendo os detalhes, mas eu não tinha conseguido pensar calma e friamente tempo o suficiente para fazer isso desde que tinha sido mandada para o mundo trouxa, eu tinha pensado neles de uma forma que Malfoy ou Parkinson faria, não procurando nenhum aspecto em que eu poderia se beneficiar através deles, considerando-os apenas sujeira necessária como os elfos domésticos eram, eu é claro, não tinha uma visão boa sobre os trouxas, minha vida no orfanato garantiu meu ódio pela espécie, mas isso não significa que eu não poderia me beneficiar deles aprendendo seus ensinos, suas defesas e ataques, eu já tinha iniciado aulas na academia de polícia com Charlie depois de uma visita à delegacia onde ele me deu uma longa visita ao prédio me ensinando vários métodos em que os policiais abordavam criminosos, e eu achou algo incrivelmente interessante observando os policiais praticando tiro ao alvo, ou artes marciais. Eu tinha iludido Charlie a acreditar que estava interessada na área policial para ele dar-me a permissão oficial para que pudesse entrar nas aulas de tiro ao alvo com os Juniors todos os fins de semana, e já tinha iniciado aulas de Kenpo, Judô e Karatê dos ramos de lutas corporais, e Katas, do ramo de lâminas em uma academia em Port Angeles, dando-me algo além de pensar em mortes prematuras e dolorosas para cada trouxa ou meio sangue em todo o estado de Washington.
No começo tinha sido extremamente cansativo e eu não queria nada mais do que deitar em minha cama com seus lençóis de seda de acromântula no sul da Alemanha e não sair de lá por dias, mas eu simplesmente não era alguém de desistir tão rápido, especialmente quando vários trouxas partilhavam as aulas comigo e prosperavam sem desistir. Então eu mantive um estoque de poções para dores musculares e poções de sono sem sonhos para dar-me mais tempo de descanso e aliviar as dores resultantes de forçar seu corpo em tanto exercício em um curto período de tempo. Eu ainda era muito inexperiente nas aulas de lutas corporais, mas a cada derrota, e surra que levava minha determinação e raiva resultante disso só me fazia tentar mais e mais para melhorar, é claro, o pensamento de uma morte longa e dolorosa para os instrutores ajudava bastante. Em Katas, eu era relativamente boa, mas não o suficiente para ser uma ‘profissional’, afinal, eu só tinha uma mínima experiência com lâminas e isso devido ao punhal amaldiçoado que tinha comprado na travessa do tranco anos atrás e que só havia usado algumas vezes, em uma pequena vingança contra alguns trouxas inúteis que fizeram minha vida difícil no orfanato. Levantamento de peso era uma frustração total, irritava-me facilmente ao não conseguir levantar todos os pesos que queria e a visão de outros trouxas fazendo isso facilmente não era nem um pouco calmante. Até agora o máximo que conseguia levantar era 10 Kg com as duas mãos e com muito esforço. Eu nem ao menos conseguia levantar o maldito peso acima da cabeça! Pelo menos eu tinha finalmente passado dos malditos 5 Kg após as primeiras duas semanas. As caminhadas não eram tão frustrantes, eu ainda não podia correr todas as duas milhas que tinha estabelecido como meta para si mesma, mas já estava na metade do caminho, embora ainda suando miseravelmente e desabando em exaustão a cada vez. Tiro ao alvo era de longe o mais fácil, eu ainda tinha um pouco de problema em segurar firmemente a arma para que o impulso do tiro atrapalhasse sua mira, mas com o levantamento de peso isso ficava mais e mais fácil. Minha mira era ótima desde que eu treinava com minha varinha constantemente, é claro, eu ainda não tinha um vasto conhecimento sobre armas, mas eu não estava tão focada nisso, embora talvez mais tarde eu pudesse adquirir uma.
-... Bella! Você está fazendo isso de novo! – A voz irritantemente aguda e alta me espantou das minhas reflexões. Por um segundo pleno de confusão eu olhei para a pessoa a minha frente antes de me lembrar de onde estava e chutar-me mentalmente para mergulhar tão profundamente em meus pensamentos e esquecer que estava no meio de uma conversa.
- Sinto muito. – Murmurei de má vontade dando outra mordida na maçã e olhando ao redor percebendo que a maioria dos alunos já tinham saído do refeitório. Balancei a cabeça jogando a maçã em direção ao lixeiro enquanto Edward falava.
- Isso é incrivelmente e irritantemente frustrante. Você parecia estar pensando muito profundamente em alguma coisa. – Ele falou em um tom intrusivo me olhando como se quisesse que eu confessasse todos os meus pecados. Quando eu não disse nada ele acrescentou. – Em que você estava pensando? — Eu arqueei uma sobrancelha condescendentemente enquanto me levantava e falei.
- Em uma interessante, embora estúpida teoria. – Dessa vez ele arqueou uma sobrancelha em questionamento.
- E você vai me dizer? – Eu sorri ironicamente e disse.
- Você é muito pálido para ser Peter Parker. – Sem elaborar mais caminhei para a saída do refeitório ignorando a gargalhada estrondosa de quem agora eu sabia ser Emmett Cullen enquanto andava.
Fim Do Capítulo.
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