Is this love? Maybe someday...

11 Capítulo 10 - Isso não pode estar acontecendo... parte 1


Notas iniciais
V.O.L.T.E.I.!!!

Elizabeth’s P.O.V.

Depois da nossa viagem a Los Angeles, ao voltarmos para a fria Yale, fiquei me preparando para as provas finais. As provas finais que diriam se eu iria ser ou não uma advogada iriam definir meu futuro! Minha cabeça girava de preocupação nesses últimos dias, estudando, pensando, ahhhhh...

Flashback

Me encontrava mais uma vez em frente ao computador da biblioteca da escola estudando, enquanto a morena estava num outro computador perto do meu, também estudando. Okok! Me chame de exagerada se quiser, mas a morena fica linda demais quando está concentrada, com aqueles seus óculos de estudos que a deixavam cada vez mais sexy...

End of Flashback

Oh Deus... é hoje. É hoje! Minha prova final é hoje! Ai Deus... só minha morena para me acalmar mesmo nesse momento pelo qual até meus pelinhos do braço estão arrepiados.

Vou me preparando para “ o grande momento”, arrumando minha roupa para hoje, quando a morena aparece no quarto...

“ Oiii, soube que hoje será um grande dia para uma pessoa que amo muito!” ela falou me acalmando.

“ Hummm, e quem seria essa pessoa pela qual você está falando senhorita Madd?”

“ Bom... ela tem lindos cabelos loiros, é baixinha e tão sexy que quase me mata de tesão!” ela falou de um modo zen, mostrando seus lindos dentes ao sorrir para a minha figura tensa.

“ Cabelos loiros... Baixinha... Tão sexy que quase te mata de tesão... Ah, é mesmo: Eu!” falei enrolando meus braços ao redor da minha querida morena, que de algum jeito com apenas poucas palavras e seu sorriso, conseguiu me deixar mais calma. Lhe dou um selinho.

“ Amor, pode parecer meio dramático mas, posso te falar uma coisa?” lhe pergunto.

“ Claro! O que?

“ Bom, quando eu vim para Yale para ser uma advogada, eu meio que fiquei sendo atormentada pelos meus pais por ter vindo...”

“ Como assim, meu amor?” ela perguntou melancólica.

“ Bom, no meu primeiro dia aqui em Yale, achei que estava sendo perseguida, que alguém estava me vigiando o tempo todo. E... a última coisa de que eu me lembro é de encontrar minha mãe no meu dormitório, com seus olhos saltados de raiva de saber que eu estava aqui...” comecei a chorar, dee novooo. “ E, nós tivemos uma briga tão feia, mas tão feia que ela me deixou com um olho roxo e desmaiada no meu dormitório!” minhas lágrimas desceram cada vez mais fortes. Funguei, encostando minha cabeça no ombro da morena.

“ Ei... Meu amor?” ela levanta meu queixo. “ Você está COMIGO agora, ok? Hoje será o seu grande teste e, quando os resultados saírem daqui a alguns dias, e se Deus quiser você vai passar, isso vai ser o maior tapa de luva na cara dos seus pais filhos da puta preconceituosos, ok?

Aiai... tenho sorte de ter essa morena comigo. O que faria sem ela?

“ Ok...” consegui sorrir de novo, lhe dando um beijinho no nariz, me dirigindo até a porta.

“ Eu te amo sugar baby! Boa sorte!” ela gritou...

“ Também te amo chuchu! Tchau!” saí pela porta. A morena tinha razão, se Deus quiser eu passarei nesse exame e sim, eu serei uma advogada e isso será um baita tapa de luva na cara dos meus pais filhosdaputaidiotaspreconceituososvadiosinfelizes! Ufa! Falei como o Eminen agora!

Flashback

Minha adolescência...

Levei minhas mãos a cabeça, decepcionada com meus pais. Eles me odiavam agora, odiavam mesmo! Eles provavelmente se divorciariam ou me mandariam para um sanatório, pois odiaram o fato da filha ser bissexual!

Resolvi descer as escadas devagarinho, tentar ouvir a “conversa civilizada “deles, pelo qual envolviam gritos, tapas e copos quebrando ao serem atirados na pia.

Fico encostada na parede, um pouco antes da escada, mas posso ouvir muito bem a briga dos dois:

“ Por que cargas d’água aquela filha duma puta resolveu ser bissexual!!!! As amigas dela eram maus exemplos! Eu sabia que aquela filha duma égua acabaria doente também!” mamãe gritava com toda a força de seus pulmões.

A vadia nem tinha percebido que ELA estava SE considerando uma puta no momento?

“ Eu também acho! Ela está doente! Não pode ser... Ou talvez seja só uma fase da vida dela... Talvez tenhamos errado muito porque eu pedi para Deus uma filha perfeita e não uma completa aberração da natureza que irá queimar no inferno!” papai berrava ainda mais alto.

O pior dia da minha vida, pode-se dizer... O dia em que decidi que meus pais eram uns filhosdaputaidiotaspreconceituososvadiosinfelizes! E sim, eu repeti essa frase!

End of Flashback

Madison’s P.O.V.

Enquanto a minha loira estava fazendo sua prova, fiquei em casa estudando, limpando, organizando... Mas, teve uma coisa que aconteceu enquanto a loira estava em seu teste que me deixou confusa...

Enquanto eu passava aspirador pela casa, de boa, ouvindo uma musiquinha... o telefone tocou.

Tiro meus fones de ouvido para ir até a cozinha e atender o telefone, ainda suada de limpar a casa.

Eu: *Alô?*

Voz: *Alô... Quem fala?* a voz provavelmente era de uma mulher.

Eu:*Uh, com quem quer falar?*

Voz: *Eu gostaria de falar com Elizabeth!*

Eu: * Bom, ela não está aqui agora... Quem é?*

A voz misteriosa ficou um tempinho em silêncio. A essa altura me perguntava quem era no telefone, e adivinha quem foi a criatura?

Voz: * Eu sou Martha... A mãe dela!* a voz falou num tom melancólico.

Fiquei paralisada ao ouvir essas palavras. Era a mãe da minha loira! A vaca que batia no amor da minha vida tinha me ligado! O que faria? O que o que o que o que o que?

Meu coração disparava, a voz, quero dizer, Martha continuava a falar, mas não podia falar agora, no momento em que provavelmente até meu coração tinha parado...

O que eu faria meu Deus do céu? Isso não pode estar acontecendo!