Is real

22 Por que se importa?


Notas iniciais
Max e o dream boy ♡

Louis ouve o gatilho da basuca ser puxado. Mirava a arma no garoto que encarava Lana, quando teve certeza que algo se aproximava na mesma velocidade de Allen.
Ele se joga contra Lana e Grace, abraçadas, e tudo começa a cair a sua volta.
Grace solta um berro, que é massacrado pelo estrondo que os escombos faziam. Nenhum deles sente nada. Tudo para. Nada cai mais. Apenas ouvem um grunido de esforço, e quando olham para o lado, o garoto estava deitado no chão, com a cabeça sangrando e os braços segurando todos os escombos. Mas não tocava em nenhum deles.
A medida que ele estica o braço, os escombos vão junto, levitando.
— Mas que porr...
Do lado de fora, todos estavam atônitos com a casa que não desabou por inteiro; pelo contrário: ela levitava, cada vez mais pra cima.
— Isso é possível? — Kyle arregala os olhos.
— Louis! — Cal grita, tentnado chama-lo, mas ele está atônito demais para responder.
— O que você vê? — Alex pergunta a Chris, que extreita os olhos.
— Eles estão bem. Tem um outro garoto segurando tudo. Sem tocar em nada. — Cal pisca, encarando o tenhado levitar.
Louis vê a luz amarelada dos postes lá fora, e faz sinal para a Lana que estava com as unhas cravadas em seu braço se arrastarem. Grace chorava. Lana morde os lábios.
— Vão! — Ele grita agoniado, se levantando aos poucos.
— E você? — Lana pisca os olhos, parando. Seu peito aperta. Não, ele não podia morrer.
Ele sorri, despreocupado.
— Vou ficar bem. — Ela assente, conduzindo Grace pelo corredor que agora virou uma passagem minúscula.
— Calma, Grace. — Louis resmunga, sem paciência para o choro da garota. — Nós vamos ficar bem.
A luz ficava cada vez mais perto, e o rosto de Cal pronto para tira-los dali, também.
Ele puxa Grace primeiro, sem dificuldade, e Kyle a pega no colo, a tirando de cima da madeira. Da varanda. Cal e Noah puxam Lana, que é envolvida pelos braços de Alex, e Louis abraça Cal, respirando fundo. Lana tosse com a poeira, e seu irmão segura seu rosto.
— Você está bem? — Ela assente, ainda tossindo. Sempre foi alérgica a poeira.
Até que a parte de trás da casa desaba, fazendo Lana gritar e tapar a boca com os olhos enchendo de lágrimas. Restou apenas a frente levantada. Ele ainda estava andando.
— Tira ele! — Ela grita pra Cal, que olha pra escuridão da casa, procurando algum sinal do garoto. Nada.
Os escombos estavam tão altos que poderia pular dentro da casa por cima, como numa panela de escombos de madeira. As paredes formavam dentes pontiagudos e irregulares, e o teto reduzido a pedaços de madeira enormes, fluruavam em direção céu como se não fossem parar.
Cal finalmente o vê andando rápido em sua direção. Os braços erguidos tremiam. Não conseguiria segurar por mais muito tempo.
— MEU COELHO! — Grace grita, e Lana a encara.
— Sinto muito, Grace.
Ele não podia deixar um animal vivo para trás. No mesmo instante, ele dá meia volta.
— O que infernos ele tá fazendo? — Noah grune, tocando a testa.
— Pegando o coelho dela. — Chris diz, com os olhos focados. O enxergava usando a visão raio-x.
Lana pisca, atônita. Ela não tinha tido um sonho com sua morte, mas agora teria.
Um desespero aperta seu peito de repente, e lágrimas começam a formar. O telhado vacila junto com o garoto, e Lana tapa a boca. Ela prende a respiração.
— Ele achou. — Chris diz, e Lana ameaça alívio. — E.. Agora caiu.
— O que? — Lana se solta de Alex, indo pra perto de Chris.
— Acho que está fraco demais. — Ele morde a boca, e Lana encara a porta a sua frente.
Arriscaria a vida por um garoto que só viu no sonho? Sim.
Ela corre pra dentro, e no mesmo instante eles gritam em protesto, prontos para agarra-la, mas uma madeira cai, impedindo a passagem.
Ele estava a alguns passoas da porta. Lana passa seu braço por seus ombros, e levantando pra cima, Louis imediatamente tira a madeira da porta, e os dois caem pra fora.
Lana rola, sentindo uma queimação no braço. Eles ajoelham em volta dos dois, mas Lana só conseguia encarar a respiração afobada e irregular do garoto.
A casa desaba, levantando mais poeira.
— Você está bem? — Cal pergunta, segurando seu rosto. Ela não responde. — Lana!
— Ah, que? Eu... Estou. — Ela sorri abertamente pra Cal, que ergue as sobrancelhas.
— Você está pedindo, implorando pra morrer.
Isso pareceu uma repreensão, mas ela nem prestou atenção. Só conseguia encarar Alex curando seu enorme ferimento nos ombros.
Ele a encara de volta, abrindo um sorriso fraco. A única coisa que o mantia sentado fime, era Louis.
— Obrigado.
Lana não consegue dizer nada. Apenas sorri, assentindo.
— Seu... Coelho. — Ele sorri, entregando o bixinho de pelúcia sujo a garota, que o abraça com força. Ele achou que era de verdade, mas é só um coelho de pelúcia.
— Muito obrigada. — Ela sorri, limpando as lágrimas, e seu sorriso só aumenta.
— Qual seu nome? — Alex pergunta, estranhando o fato de ele nem piscar com suas mãos o curando.
— Avery O'Malley. — Ele responde.
O'Mally. Se a adrenalina em seu corpo a deixasse pensar, refletiria por horas como esse nome é perfeito pra ele.

— Seu braço! — Alex diz, olhando para o imenso corte que jorrava sangue no braço de Lana. Ela nem sentiu, mas agora a dor toda veio enquanto ele a curava.
— Como você chegou a tempo? — Cal pergunta a ele, sem pestanejar. Ele não gostou desse tal de Avery.
— Era infiltrado na base de Zod. — Ele diz, e todos arregalam os olhos. — Da P.A.A.N da Coréia do Sul. Me mandaram pra cá há dois meses. Mas apenas ontem Zod chegou aqui.
— Espera. Ele está aqui? — Chris arregala mais os olhos.
— Sim. Queria muito a garota que prevê o futuro.
— Alice. — Grace abaixa os olhos.
— Isso.
— Por falar em prever o futuro, não é melhor irmos? Vão mandar alguém pra pegar ele. — Noah diz, apontando pro corpo do veloz no chão.
— Sim. Tell está no carro? — Cal pergunta, e o loiro acena de dentro do veículo.
— Okay. Vamos. Termino com Jaden no carro.
Jaden estava ferido? Lana o procura, e o encontra deitado na calçada. Suas costelas estavam roxas. Ela faz uma careta. Em outros tempos... ela teria o abraçado.
— Venha conosco. — Louis diz, e Avery olha para trás.
— Okay. — Ele concorda, se levantando. — Tenho meu carro.
— Se Zod está aqui, a segurança é mil vezes mais reforçada. Precisamos pedir reforços a P.A.AN daqui, e se for preciso, a de outros lugares. Mas não podemos fazer isso só nós. — Cal lamenta, cruzando os braços.
— E meus amigos? — Tell pergunta, colocando a cabeça pra fora.
— Vão ter que aguentar.
Lana fecha os olhos. Não concordava com isso. Talvez eles não aguentem. Talvez sejam mortos. Talvez já estejam mortos.
Mas Cal estava certo em relação a uma coisa: Zod não era qualquer um.
(...)
— Não temos pessoal para isso. — Goulab retruca, calmo. — Os únicos que temos são protetores da base.
— Entendo. — Cal esfrega os olhos. — Vamos trazer todo nosso pessoal do Canadá. Chris, ligue pro Hodge.
Ele assente.
Alex vai com Jaden para a enfermaria, e Cal, Noah, Couty, Kyle e Louis se reunem com Goulab para planejar o ataque.
— Lana, mostre a base ao Avery, por favor?— O líder pede, sem tirar os olhos do papel em sua mesa. Ela sente um frio percorrer sua costas.
— Claro.
Lana se vira para o garoto encostado na parede, que fitava todos com uma cara confusa.
— Com quem diabos vocês estão falando?
— Goulab. Ele não tem língua. Fala em nossa mente.
— Ah, interessante. — Ele a segue, observando cada centímetro da base. E ela observa cada centímetro do seu rosto.
— Ah... Esse é o refeitório. — Ele entra em sua frente, observando o lugar com um sorriso.
— Eu gostei daqui. — Avery roda, olhando o teto minuciosamente. — Muito.
— Vimos tantos cômodos, e você vem gostar do refeitório.
Ele sorri.
— Gosto de cozinhar. Já tinha vindo pra Índia antes?
— Não. — Lana pressiona os lábios, juntando as mãos nas costas.
— Gostou?
— Vi pouco, mas sim.
Lana o observa andar pelo lugar, fuçando em tudo que seus dedos podem tocar.
Ele é maravilhoso. Sua voz a anestesiava. Nem sabia o quão loge sua mente estava, mas seus olhos acompanhavam cada passo que Avery dava.
Ela se senta na mesa, o deixando dar a volta pelo cômodo. Por fim, ele se senta a sua frente.
— Por que está me olhando desse jeito? — Avery dá um sorriso de lado. Não tinha maldade alguma. Apenas estava curioso.
— Eu te conheço de algum lugar. — Ela solta, analizando seus olhos ficarem transparentes nessa luminosidade.
— Eu me lembraria de você. — Ele dá de ombros, e é a vez dela sorrir.
— Sonhei com você. — ele ergue as sobrancelhas. — Sua voz é exatamente como eu imaginei.
Ele abre um sorriso enrome e curioso. Ela? Sonhado com ele?
— Foi algum tipo de sonho erótico...?
— O que? — Ela arregala os olhos, corando como um pimentão, e ele gargalha. — Não.
— Estou brincando. O que acontecia no sonho?
— Bem... Acho que é difícil de explicar. — Ela sorri, mordendo os lábios.
— Acho que eu poderia ver. — Ele dá de ombros, e ela franze as sobrancelhas, confusa.
— Qual seu poder exatamente?
— A mente. Goulab pode sussurrar na cabeça das pessoas. Eu posso ler a dos outros, e controlar a minha.
— Usando toda a capacidade da sua mente você pode mover coisas com os olhos... Telecinetico. — Lana conclui, com a sobrancelhas erguidas, e ele assente. — É incrível.
— Posso ver? — Ele sorri, estendendo a mão a ela. Lana hesita. — Não dói. Só vou ver o sonho, prometo.
Não pareceia ser uma boa idéia deixar um estranho entrar em sua mente. Mas não era um estranho. Era Avery O'Malley. O garoto de cabelos negros e olhos cinzas. O garoto dos seus sonhos.
Lana estende a mão na direção dele, e ele envolve-a como se fosse quebrar, com as duas mãos geladas a segurando bem.
Seus olhos vidram nos seus, e ela sente um fervilhar em suas memórias. Queimava um pouquinho.
Lana observa cada traço dele.
Avery O'Malley tem uma covinha na bochecha quando sorri.
Avery O'Malley morde os lábios quando termina de rir.
Avery O'Malley tem uma voz que a faz viajar longe.
Avery O'Malley tinha vários tons de cinza em seus olhos, e dependendo da luz, os olhos de Avery O'Malley ficavam transparentes como vidro.
— Você é linda. — Ele sorri, e ela acorda, percebendo que ele já tinha acabado, e ela ficou olhando pra ele como uma idiota.
Suas mãos estavam juntas.
— O que? Ah, obrigada. — Ela morde o lábio, desviando o olhar, e seus sorriso só aumenta. — Você está rindo da minha cara?
— De maneira alguma.
— Bom mesmo. — Ela se levanta, e ele apressa o passso par alcança-la.
Ele é do tipo que pensa que só porque é bonitinho (do tipo maravilhoso) pode controlar todo mundo? Bem, ela não era todo mundo. Não podia deixar se levar por seus encantos.
— O que eu fiz de errado? — Avery sorri, parando na pora a impedindo de passar.
— Nada. — Lana vai para o outro lado, mas ele impede.
— Sério?
— Por que se importa?
— Porque minha missão é te proteger. — Ele diz, e ela fica séria.
— O que?
— Falei demais? — Ele ergue as sobrancelhas.
— Você mentiu?
— Não. Estava realmente infiltrado na base deles. Mas essa minha missão acabou. Agora você é minha missão.
Lana solta um riso debochado, olhando ao redor.
— Primeiro. Eu não preciso de proteção. E se precisar, meus irmãos estão aqui.
— E o segundo?
— Eu. Não. Sou. Sua. Missão.
Ela afasta sua mão num tapa, e sai.