Is real
12 Faremos isso juntos também.
Notas iniciais
— TEMOS QUE DAR UM JEITO NISSO! — Cal grita. — Lexi! Vai!
Ela assente, e um campo de força se forma em volta de seu corpo, e começa a correr, avançando em direção a caverna. As vezes ela se chocava com um demônio, e o empurrava do caminho, sem parar de correr. Aquilo já tinha enchido o saco.
Faltava alguns metros para a entrada da caverna, e todos os demônios que saiam dela se amontoavam em cima dela, batendo com força no campo de força azulado. A cada batida, ele rachava um pouco, mas ela o regenerava.
— Vamos, lá! Saiam daqui! — ela grita com si mesma, sem saber como se livrar daqueles demônios.
Ela olha em volta, e só vê sombras negras e olhos luminosos e roxos a sua volta, atrás de seu campo.
— Okay. — Lexi respira fundo, e ergue as mãos, e a medida que as estica, o campo se expande, até enxergar o céu. Ela abre um buraco no teto do campo, e, numa fração de segundo lança uma granada encantada com Dyu que destruiria completamente a caverna. No momento que a granada passaria pelo buraco extreito, um demônio a rebate, e ela fica presa dentro do escudo.
Ela não tem tempo de gritar. A granada explode, e rompe o campo numa enorme bolha de fogo, matando provavelmente algumas dezenas demônios, e Lexi.
— Cadê ela? — Logan pergunta a Cal, atirando num demônio, seguido por outro.
— Não sei. Mas ouvi uma explosão. Acho que...
— Esperem. — Kong para entre os dois, ainda segurando a grande metralhadora. Ele tinha cortes em todo lugar. — Estão ouvindo isso?
Todos param de fazer o que faziam, incluindo os demônios, que começaram a recuar ouvindo o som que parecia um grito de guerra.
— Estão recuando. — Alex diz, parando o jipe. Couty desce do mesmo, e para ao lado de Cal, observando-os. — Tem algo errado.
— Tem. — CJ concorda, ao lado dele. — A caverna está inteira. Cadê a Lexi?
— Oh, merda. — Cal resmunga, sem tirar os olhos da entrada da caverna.
Um exército de demônios se aproximava, saindo da caverna. Simplesmente um EXÉRCITO ENORME que os massacraria em segundos.
— Meu Deus. — Couty diz, passando as mãos no cabelo nervosamente.
— Não conseguiremos dar conta de tudo isso. — Alex encara Cal. — O que fazemos?
Cal continua fitando as sombras negras se aproximando, com os olhos cheios de lágrimas. Não tinha como enfrentarem aquilo.
— Cal? — ele insiste.
— Lutamos. Juntos.
— Vamos morrer. — a voz de Alex falha, e ele pisca pra nem ameaçar criar lágrimas.
— Faremos isso juntos também. — A voz de Cal sai rouca, como se apontassem uma arma pra ele.
Thay se ajoelha, como se rezasse por sua Katana, e Kong tira uma garrafa de ferro do bolso com vodka dentro, e vira-a toda garganta a baixo. Se fosse para morrer, morria bêbado.
Logan fecha os olhos, respirando tudo, e imagina Lana a sua frente. Tentou imaginar todos os detalhes. Cada oscilação de cor do seu cabelo loiro. Cada tom de azul em seus olhos. Cada pinta, cada cicatriz, cada movimento que se lembrava dela.
Couty passa o braço pelas costas de Cal, que coloca o braço em seus ombros.
— Cal. -Ele diz, ameaçando dar um sorriso. — Antes disso, preciso que saiba que fui eu que quebrei suas esculturas de vidro.
— O que? — Cal o olha, furioso. — Se nós não fossemos morrer, eu te matava.
— Também te amo.
CJ olhava os demônios impassível. Nenhuma ruga de preocupação, nenhuma lágrima, nenhuma sombra de tristeza. O único indício de nervosismo foi seu dedo que enrola uma mecha rosa, como fazia sempre que estava nervosa. Alex a encara, como se guardasse na memória como seu rosto era. Sua mão envolve a dela e Carolyn o olha.
— Tudo bem. — Ela sorri pra ele. — Vai ficar tudo bem.
— Eu sei.
— Eu sabia que vocês se pegavam escondidos. — Couty sorri, sem tirar os olhos das sombras.
Os olhos de Cal ficam vermelhos, e seus dentes pontudos e unhas afiadas aparecem. Eles não cairiam sem lutar.
Eles empunham as armas, prontos para o que viesse, quando uma grande explosão ecoa alto na caverna. Tudo treme, e pedras e neve caem aos montes da montanha, e novas explosões acontecem em cima dos demônios.
— Abaixem! — Cal grita, mas a explosão os atinge, jogando todos longe pra perto das árvores.
Várias explosões simultâneas explodem todo o exército que antes parecia invencível, e agora foi reduzido a cinzas, mortos.
As explosões pararam, e a fumaça preenche o ambiente.
— Estão todos bem? — Alex pergunta, tossindo.
— Sim. — Logan diz, batendo a blusa cheia de poeira.
— O que diabos foi isso? — CJ se levanta, apoiando na árvore.
Eles ouvem Couty gritar de dor, a distância. Um grande galho tinha praticamente atravessado sua barriga no meio da explosão.
— Meu Deus. — Alex corre até ele, e se abaixa.
— Esse garoto já era. Vamos embora. — Kong brinca, se encostando numa árvore, e Couty o metralha com os olhos.
— Isso dói pra caramba. — ele geme, tocando a barriga, e xinga um palavrão.
— Respira. — Cal segura sua mão com força.
— Eu vou tirar. Aguente. — Alex diz, segurando o galho. — Segurem ele.
Logan e CJ obedecem, e Alex puxa o galho que sai na mesma hora, e Couty dá o maior berro que consegue, sentindo uma dor que nunca sentiu.
— Put... — Ele respira fundo, ofegando, apertando a mão de Cal com força. — 1, 2, 3...
— Está curando, você vai ficar bem. — Alex diz, com as mãos nele.
— Tem alguém se aproximando. — Cal diz, se levantando, com as unhas de fora.
Eles esperam, apreensivos, e vêem uma sombra no meio da poeira e fumaça. A sombra vira 3, e a medida que elas se aproximam, eles conseguem ver os longos cabelos que quase chegavam em seus joelhos, esvoaçando.
Três garotas pararam de frente a eles. Uma loira platinada na ponta usava uma calça militar, e uma regata branca manchada de sangue negro, e seu cabelo estava preso numa enorme trança. Uma morena com algumas mechas loiras usava uma calça preta e colada, com botas e uma blusa da mesma cor, enquanto uma negra menor usava um top e um short pretos, com um tênis roxo forte.
Seus olhos eram completamente negros. Eram demônios.
— Ele está bem? — a loira pergunta, desinteressada.
— Quem infernos são vocês? — Kong aponta uma metralhadora para elas.
— Eu não apontaria isso pra gente se fosse vocês. — A negra diz, irritada. — Salvamos a vida de vocês.
— Vocês jogaram as bombas?
— São apenas granadas melhoradas. — A morena diz. — Sim, fomos nós.
— Vocês não responderam minha pergunta. — ele rebate, sem abaixar a arma. Elas não respondem.
— Abaixa isso, Kong. — Cal diz. Ele Não se mexe. — Kong. Agora.
— Não me dê ordens.
— Kong, elas nos salvaram. Abaixe. A. Arma. — ele sorri, e a joga no chão.
— Obrigada. — A loira diz, fazendo seus olhos ficarem da cor normal: um lindo violeta. — Sou Noah. Essas são Violet, — aponta a morena. — e Malia. Somos demônios bons.
— Ótimo. — Logan se levanta. — O que querem?
— Que nos levem para a P.A.A.N. — Malia diz, rápida.
— Não vai rolar. — Kong sorri.
— Kong, pode deixar de ser um velho rabugento por um segundo? — Couty diz, ainda no chão.
— É o que sou, não posso evitar.
— Tudo bem. Levaremos vocês. — Cal diz. — Sou Cal. Logan, Thay, Couty, Alex, CJ, e ele vocês conheceram. Kong.
— Obrigado por nos ajudarem. — Logan diz.
— De nada.
— Vamos sair daqui. — Logan diz.
— Certo. — Alex ajuda Couty a levantar, e o deixa apoiar nele, e todos vão para os carros. Alex termina de de curar Couty, e vai até Cal, curando seus cortes em segundos. Depois Logan, que tem um corte maior na perna, e Thay, que tinham vários cortes nas costas, mas só. Alex vai pra perto de Kong, mas ele ergueu a mão, o parando.
— Nem ouse.
— Só quero te ajudar. — Ele revira os olhos.
— Não, brigado. Álcool é minha cura. — ele sorri, e volta sua atenção a garrafa.
— Okay, né.
— Esperem. — CJ diz. — Lexi. Cadê ela?
— Uma garota? Achei ela quando vinha pra cá. — Noah cruza os braços, e CJ tapa a boca. — Sinto muito.
Carolyn os deixa ali, e sai correndo de volta pra lá. A fumaça baixou um pouco, mas não conseguia ver muito adiante.
— CAROLYN! — Alex berra, se enfiando na fumaça também. Ela corre rápido, olhando ao redor, procurando Lexi.
— LEXI! — Ela para, rodando ao redor, e finalmente vendo uma silhueta parada, oculta pela poeira.
CJ corre até lá, e finalmente vê Lexi.
Sua pele era uma rocha escura e rachada. Seus olhos estavam negros e arregalados, duros como o resto do corpo, e sua boca contorcia em um grito de agonia. Sua cabeça olhava para cima, e seu braço estava erguido para cima, e suas pernas separadas, imóveis. Mortas.
CJ tapa a boca, com lágrimas caindo aos montes, como um rio.
Ela perdera a noção de quanto havia chorado, mas em seu rosto só haviam lágrimas.
— Lexi... — Ela murmura, levando os braços tremendo a estatua, a tocando.
— Carolyn! — A voz de Alex a desperta, mas ela não tira o olhar do rosto da irmã. — Ah. — ele engole em seco, tapando a boca. Soluços rasgavam sua garganta de um jeito que Alex nunca vira. — CJ. Temos que ir.
— Não posso deixar ela! — Ela grita, se agarrando a "estatua".
— Shhh! Carolyn... Não dá tempo... Vão mandar mais deles. Não temos condições de lutar com mais deles.
— Eu tenho! Não vou deixa-la aqui! — Alex suspira, e a agarra pela cintura, a arrastando dali. Ruídos de demônios a distância podiam ser ouvidos, como gritos de guerra, ódio.
— Não, não, Alex! — ela tenta soca-lo, mas não tem forças. Apenas deixa ele a levar, sem abandonar as lágrimas nenhum segundo. — Alex...
— Ela vai ficar bem. — Ele acaricia seus cabelos, chegando perto dos jipes.
Eles abaixam o olhar triste de Carolyn, e fingem arrumar as coisas para partirem.
Poucas pessoas sabiam da história de Lexi Johansson. Irmã de CJ. Depois que as duas brigaram, anos atrás, Lexi fugiu pra África, e a abandonou na P.A.A.N. Mas elas ainda eram irmãs. E CJ sentia uma parte de si ir embora.
(...)
— De onde vocês vieram? — Cal pergunta, olhando pelo retrovisor.
— Londres. — Noah diz. — Somos caçadoras de demônios.
— Demônios caçadores de demônios. — Kong zomba, ao lado de Cal.
— Demônios bons caçadoras de demônios maus. — Malia corrige. — Vocês, humanos, caçam a si mesmo, por que não nós?
— Verdade. — ele sorri. — Como sabe que sou humano?
— Ignorante demais para não ser. — Foi a vez dela sorrir, e ele revira os olhos.
As três estavam sentadas no banco de trás, enquanto Cal e Kong estavam na frente.
No outro carro, Logan dirigia com Thay a seu lado, e no banco de trás estavam Couty, Alex, e CJ, que não dizia uma palavra.
— Não consigo sinal, que droga. — Couty reclamou, tirando o celular do ouvido. — Quero saber do Allen.
— São só algumas horas. — Logan diz, respirando fundo. — Horas.
— Está com frio? — Alex pergunta a CJ, os outros continuam conversando. Ela assente, e coloca um outro casaco, o abraçando.
— Você acredita em céu e inferno? — sua voz rouca pergunta.
— Bem. Não.
— Ela acreditava. Espero que ela esteja no céu, então.
— Não se preocupe com isso. Ela era uma boa pessoa.
— Não. Ela era horrível. Arrogante e mimada. Mas era minha irmã, e eu a amava. Ou talvez eu seja a horrível, e ela apenas se afastou de mim por isso.
— Não acho.
— Talvez ela achasse. — ela deu um sorriso triste. — Lembro de uma vez que ela quebrou a boneca dela e me fez dar a minha pra ela. Ela era a mais velha. Devia me proteger. Mas os campos de força dela a protegiam, e eu tive que aprender sozinha.
— É, ela era horrível.
— Minha irmã. Imaginaria perder um dos seus irmãos? — ela diz, e Alex abaixa o olhar, e ela logo se arrepende: Allen podia estar morto agora. Eles não sabiam. — Desculpe.
— Não, tudo bem. Eu não suportaria perder nenhum deles.
— Você não estaria sozinho se perdesse um. Eu sim. — ela deu de ombros, e ele segurou seu queixo, a fazendo olhar pra ele.
— Você pode estar desmoronando, que eu vou sempre estar aqui para te erguer de novo.
(...)
— Alô? — Lana pula da cadeira da cozinha, atendendo seu celular.
— Lana? Sou eu, Cout...
— COUTY!
— O sinal vai cair. Estamos chegando! Abram o port... — e a ligação cai.
— Ah meu Deus! E-Eles estão chegando!
— Okay, vou pegar Louis e leva-lo até o Alex. — Ethan se levanta, eu eufórico e rapidamente, e sai.
Lana não ouve nada. Corre com toda sua velocidade escada a baixo, mais rápido do que un elevador faria.
Jaden e Kyle abrem o portão lentamente, com esforço. Geralmente Louis fazia isso, mas ele não conseguia nem andar. Lana esperava-os abraçada ao corpo, pulando no lugar. Deus, ela não tinha ideia se eles estavam bem...
Louis estava apoiado em Louis e Max, com uma cara completamente acabada, e Kylan abraça Lana, nervosa. Lana fica sem reação, apenas passa o braço por suas costas, respirando fundo.
Nada acontece. O túnel continuava escuro, e o único indício deles ali, era o eco que o motor fazia. Depois de alguns minutos, os faróis dos dois jipes aparecem, e Lana quase salta do lugar, tão ansiosa que sua barriga quase sai do corpo.
Os dois carros param, e Cal é o primeiro a saltar do carro. Ela estava pronta para correr até ele, quando Kylan a segura com força.
— Espera. — ela diz, e Lana estava quase batendo na garota. Espera o que?
— Cristo. — Max diz, numa altura que quase fez seus ouvidos doerem. A única vez que ela o viu falar tão alto, foi quando descobriu sobre seus poderes.
Os olhos das 3 demônios ficam escuros no mesmo instante. Kyle e Jaden apontam as armas pra ela. Lana se lembrou das palavras de Logan. Diziam "Cristo" para identificarem os demônios. Os olhos deles voltam a sua natureza: negro.
— Não! Tudo bem, elas estão com a gente. — Cal ergue as mãos. Os dois abaixam as armas.
— Pode ir agora. — Kylan diz, sorrindo.
Lana sente o momento passar em câmera lenta. Estavam todos ali. (Não deu falta de Lexi.) Seus olhos cheios de lágrimas de alívio abraçam Cal com toda força, quase o derrubando.
Era real. Eles estavam ali, e estavam bem.
As lagrimas não paravam sequer um segundo de correr de seus olhos.
— Cal... — ela sorri, piscando com força para enxerga-lo.
— Deu quase tudo certo. Eu prometi que voltariamos, e voltamos, Laninha. — Ela sorri, o abracando de novo.
— Lana! — Couty se lança contra os dois, os apertando num abraço. Cal a larga, e o deixa abraçar ela. — Ahh, não aguentava mais de tanta saudade!
— Eu também. Quase morri de preocupação. — ela enchuga as lágrimas que são substituídas por outras.
Ela vê Alex correr até Louis, e meter a mão em seus machucados. Ele grita de dor, e todos o olham. Era um grito de alívio.
— Como está Allen? — Cal finalmente arruma coragem para perguntar, ainda com medo da resposta.
— Está em cirurgia. Eu não sei. — Ela pressiona os lábios, fazendo algumas lágrimas escorrerem. Eles ainda doiam da mordida que deu.
— Certo. — ele beija sua testa. — Allen é forte. Vai ficar bem, você sabe, não é?
— Sei. — ela mente, com um sorriso triste.
— Allen vai ficar bem. — Couty repete, por obrigação. Ele não tinha nem idéia se o irmão sobreviveria. — O que aconteceu com sua boca?
— Ahn... Eu...
Ela olha pra CJ. Ela chorava, abraçada a Kyle, enquanto Kylan e Jordan os observava, em silêncio. Lana entende no mesmo instante, e os olha.
— Quem? — sua voz indignada e desesperada falha.
— Lexi. — Cal abaixa a cabeça. — Irmã dela.
Lana solta todo o ar que segurava. Ela não tinha idéia do que CJ eatava sentindo. Perder um irmão? Ela não sabia como viveria sem os seus.
Logan. Onde estava Logan? Meu Deus, Logan não estava ali. Meu Deus. Logan. Seu coração para no mesmo instante.
— CAL, CADÊ O LOGAN...?
— Hey, calma. — ele sorri, segurando seus ombros, e a vira. Logan está parado atrás dela, sorrindo.
Ela coloca a mão no peito, o sentindo voltar a bater, e corre até ele, o agarrando num abraço.
— Você está bem? — Logan diz.
— Estou. E você?
— Estou.
— Que bom. — E ficam assim, em silêncio, absorvendo o calor um do outro.
— Desculpa por ter ficado com raiva por você ir.
— Você ficou?
— Muita. Por alguns segundos. Depois fiquei com saudade, e preocupada.
— Então tudo bem. — ela sorri, se separando dele.
— Onde acharam aquelas garotas?
— Quando achamos que morreriamos, elas nos salvaram.
— Quando acharam que o que? — ela arregala os olhos, como se uma bala tivesse passado a milímetros de sua cabeça nesse instante.
— Não se preocupe. Contamos depois. — Ela assente, e olha Alex.
— Já volto.
Ela anda até o irmão de costas, e o cotuca, como se não tivesse vontade de abraça-lo e nunca mais largar. Ele se vira, e quando vê que era ela, a abraça com força. Sem desespero. Com calma. Eles tinham tempo. Estavam bem. Inteiros.
— Como você está? — Ele pergunta a ela.
— Estou bem. — sua voz falha. — E você?
— Eu estou. — Ele ri de alivio, acariciando seus cabelos. — O que aconteceu com sua boca?
— Eu cai. De boca.
— Doi?
— Ah, dói. Bastante.
— Então deixe eu dar um jeito nisso. — ele toca seus lábios, e ela sente uma ardência forte que a faz fazer uma careta. — Deve ter sido engraçado.
— Boi besbo. — ela diz, sem conseguir mexer os lábios. — Bá ababou?
— Sim. — ele ri, tirando uma mexa do cabelo do olho.
— Obrigada. — Ela olha pra Louis, inteiro de novo. Bem. Sem nenhum machucado. — Louis. — Ela o chama, e ele se vira, sorrindo pra ela.
— Eu estou bem agora.
— Percebi. — ela abre o sorriso mais aberto que consegue, e o abraça com vontade.
— Hell? — A voz de Noah que andava na direção deles sobressai a dos três, que a olham, em silêncio. — É você?
Noah, com os olhos violetas anda rapidamente até Lana, que arregala os olhos.
— Hell? Quem é Hell? — Ela sussurra a Louis, que segura sua mão, caso precise defende-la da algo.
— Você... — Noah ergue a mão para toca-la, mas Louis a impede, agarrando sua mão com tanta força que a faz fazer uma careta.
— Louis! — Lana arregala os olhos.
— Não toque nela. — Louis a adverte, e Cal vai até eles rápido.
— Ei, ei, vamos nos acalmar? — Cal olha pra Louis, que larga seu braço vermelho. Noah nem liga para seu braço dolorido. Apenas encarava Lana.
— Quem é você? — Noah pergunta. Sua voz parecia tremer.
— Lana. — Ela diz, engolindo em seco.
— Ela é nossa irmã. — Cal diz, e Noah o olha com os olhos negros. — Por que?
— Pensei que... Ela fosse uma outra pessoa. Desculpe. — ela dá meia volta, e se junta as 2 amigas.
— É ela?— Louis e Lana ouvem ao mesmo tempo Malia perguntar com sua super audição.
— Não. Não é minha irmã.
Lana arregala os olhos e encara o irmão, que faz o mesmo. Que?
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