Notas iniciais
Espero que gostem
Leiam as notas finais.

O mais jovem moreno do Argo II estava lá encolhido segurando o choro, aquele garoto era tão atormentado por fantasmas do passado, que o arrastavam para a mais triste e profunda solidão. Certo loiro mais velho o observava de longe, temendo se aproximar mais, mas querendo tanto ir lá e lhe secar as teimosas lágrimas que insistiam em cair mesmo com o mais novo lutando contra elas com todas suas forças.

- JASON!- Gritou certo garoto com um sorriso maroto estampado no rosto. Ele vem correndo na direção do jovem loiro, que foi acordado do seu transe quando o grito estridente de Leo Valdez atingiu seus tímpanos, com seus cabelos cacheados caindo em seus olhos. — Deixe o próximo turno comigo, vá descansar.

Jason balançou sua cabeça para se concentrar, ele não sabia se tinha sido real ou sua mente lhe pregava peças. Quando o loiro sente o toque quente das mãos de Leo em seu ombro se assusta e nota que ele realmente se perdeu olhando para o jovem di’Angelo.

-Droga!- Ele disse baixo, para si mesmo, mas talvez ele tivesse notado que Leo o ouviu, só talvez. Mas ele não notou, pois estava procurando com seu olhar o jovem que há pouco estava encolhido, ele não estava mais lá. Jason se xingou alto, alto o suficiente para ser ouvido no Tártaro, ele se xingou por estar procurando Nico. E se xingou ainda mais por não ter ido conversar com o jovem.

Jason não conhecia esse sentimento, ele não sabia o que era, não entendia o porquê procurava Nico. Ele nunca tinha sentido um amor como aquele, ele nunca tinha amado, acredito firmemente que esse, como iremos chamar, era o primeiro amor.

Tão jovem, tão ingênuo, tão simples, tão... Confuso? Para os dois acredito. Nico, o jovem Nico, tão perdido dentro de si, não entendia coisas assim, acreditava em fatos, já acreditou em lendas, mas há muito tempo atrás... Agora até o antigo jovem sorridente perdeu a fé, já ouvi tanto em musicas sobre a perda da inocência, e isso uma hora ou outra acontece, mas no caso do Nico foi tão cedo que até dá pena, era triste essa parte da história, Jason achava que sabia e queria transformar esse jovem tristonho em um jovem sorridente com um belo final feliz.

Jason se deita na cama, ainda querendo achar Nico, todos tinham medo deles. Todos menos o loiro. O loiro admirava-o secretamente, nem ele mesmo sabia do que se tratava. Uma pena, quem sabe se ele soubesse seria mais fácil.

-O quê é isso?- Ele se perguntava em voz alta sempre. Jason quase caia no sono quando ouviu um gemido de dor e algo caindo no corredor, atrás da porta de seu quarto. Ele se levanta e ouve uma batinha de leve. Não. Ele nota, era uma batida fraca, como se a pessoa que o chamava mal tivesse energia para respirar.

Jason pula da cama e em menos de dois passos já estava na porta abrindo-a. O ar quase lhe falta quando o vê. Vê certo moreno, pequeno, encolhido com a mão tentando parar um... Sangue Jason vê o sangue de Nico, ele perdera muito sangue e ainda perdia, o perdia muito rápido.

Jason não sabia o que fazia, não pensava, não notara quando acolheu o pequeno em seus braços e o leva para dentro do quarto, ele o joga na cama. Não. Joga não. Ele o pôs delicadamente, mas rápido. Tinha medo de o perde-lo, e não ligava se seus lençóis ficassem ensangüentados, ele se sentiria mais desconfortável com Nico morrendo em seus braços do que passar horas limpando suas roupas de cama.

Jason tira o casaco de Nico e o joga em qualquer canto, o loiro era forte então rasga a camiseta de Nico e o ar lhe falta. Ele, obviamente, se choca com a profundidade do corte e a quantidade de sangue, mas também se assusta com o belo físico do mais novo, ele se sente estranho com isso. O mais velho volta à realidade ao ouvir o gemido de dor de Nico, ele iria morrer se não fosse rápido. Jason não sabia o que fazer, mas seguiu seus extintos, limpou o ferimento e parou o sangramento, mas alguém tinha que segurar o pano. Não, não era um pano. Jason parou o sangramento com sua própria camiseta que usava minutos atrás.

Depois de sacrifícios e dificuldades fez Nico, ainda fraco (e cada vez mais), segurar a camiseta. Jason logo colocou a atadura na cintura do moreno e sabia que ele ficaria a salvo. Ele dá aos poucos néctar para o pequeno, que logo volta a sua cor natural, mesmo que ainda fosse pálida demais para o gosto de Jason, mas era belo nele, e só nele.

Jason finalmente conseguiu respirar após o desespero, ele se senta na cama tentando não acordar o anjo tão belo que dormia calmamente em sua cama, ele era tão belo, tão pequeno, tão solene.

Quando o loiro finalmente se acomoda na casa, sem notar puxa a cabeça do pequeno para seu peito. O loiro se assustou com a respiração quente do mais novo brincando em seu peitoril nu, como ele se sentia confortável.

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Jason acordou horas depois deitado na cama com Nico envolvido em seus braços sobre seu peitoril forte. O loiro se vê encarando a boca de Nico, como eles pareciam tão macios. Jason logo afastou esse pensamento da cabeça, ele nota que Nico tenta falar algo.

-Ja-Jason?- Chama o pequeno, tenho quase certeza que não tinha consciência de que o chamava que chamava seu amado (mesmo que ainda nenhum dos dois sabia o que lhes aguardavam).

-Sim Nico... — Disse o loiro vacilante, não sabia, não entendo por que o pequeno o chamava. Jason nota sua pele gelada, gelada demais. Como ele conseguiu dormir com Nico em seu colo? Será que o frio do corpo do mais novo lhe agradava? Ele não sabia disser, ele não teve muito tempo para pensar sobre isso. Logo Nico abre os olhos lentamente e se da conta muito rápido da situação em que se encontra.

-Jason! –Grita Nico sentando com um pulo na cama. – O-o Q... — Sua voz morreu, ele não tinha como articular.

O impacto da voz de Nico deixa Jason zonzo, ele não entende porque, já havia ouvido a voz de Nico, mas agora ela lhe fazia tão bem, mas essa sensação durou pouco, um corte parecia ter sido aperto no peito do loiro, que tentavam arrancar seu coração. O tom rude do moreno o abalou? Sim, e Jason não tem vergonha, pelo menos agora, já que na época custou para ele admitir, de assumir que seu coração tinha se machucado.

Jason fez tudo o que fez e Nico não se lembra?

É isso mesmo, tudo que ele fez... Ignorado? Sim.

Não lembrado? É.

Importante?

Aparentemente...

Não.

Pronto agora sim parecia que o coração de Jason havia sido arrancado. Nico nota algo no olhar de Jason e excitante se aproxima lentamente de Jason. Seus rostos perto, seus corpos também. Era o mais perto que Nico, voluntaria e conscientemente, já se aproximou de alguém.

-Jason?- Sua voz quebra junto com parte de seu coração, Nico estava preocupado com o loiro a sua frente e sente um aperto ainda mais forte no coração quando vê poucas lagrimas acumulando nos olhos azuis intensos do filho de Júpiter, “Que olhos lindos!” pensa Nico. “Dá vontade de se perder neles e esquecer o mundo acabando ao nosso redor.”

Nico sacode a cabeça, seu rosto parece confuso. Do que falava? Ou melhor... O que falava? Jason? A risada do loiro se espalha pelo quarto, e quebra o silêncio mortal que havia se plantado após a gritaria de Nico ao acordar. A raiva sobe a cabeça de Nico, Jason Grace ria dele?

Antes que Nico perguntasse a graça Jason lhe lança a pergunta que quebra as pernas do pequeno:

- Você também? Você também está pensando de uma forma diferente sobre mim?

Como ele sabia? “Espere...” Nico pensa... “Também?”

-Também? –Diz Nico ao mesmo tempo em que pensara isso, a pergunta escapou de seu controle, mas agradeçam-na por ter conseguido fugir da língua do príncipe dos mortos. Se não nunca contaria essa historia.

O rosto, atualmente meio bronzeado, de Jason se torna rosa, vermelho, rubro e quase roxo. Ele queria morrer de vergonha. Nico fica rosa e tampa a boca.

Na mente dos dois, apenas na mente, pois Ele nunca entrara realmente no navio, já que o navio era protegido:

Eles ouvem uma risada doce, vingativa, perigosa. Eles nunca souberam responder como, mas eles reconheceram a risada de Eros, ou Cupido dependo do acampamento à qual você pertença.

Então ele estava envolvido? Era culpa dele?

Não.

Jason sabia que não. Eros só ajudou,

O Encontro...

O Motivo.

Quando Jason começou a querer proteger Nico, era tudo um plano...

...Para Nico ter um final feliz?

“Isso depende de vocês meus jovens” Responde a voz de Eros na mente deles.

Nico agora entendia. Jason havia concluído a mesma coisa.

Poderia ser paixão?
Não. Não, era algo mais intenso...

...Mais profundo...

Era amor?

Como poderia? Jason já amara, ama Piper, mas nunca se sentiu assim com ela...

... Por que com Nico era diferente? Mais forte, mais profundo, mais intenso, mais real.

Melhor.

Jason não amara Piper? Nico realmente nunca se sentirá assim, mais para frente se acharia idiota por ter achado que tinha uma queda por Percy, ele nunca gostara realmente de Percy. Jason nunca sentiu nada pela Piper.

Pela primeira vez eles se sentiram realmente perdidos. Tudo que eles acreditavam, tudo que eles acham ter certeza, a única certeza em um mundo de confusões como esse em que viviam, era uma mentira. Como podia? Porque o destino brincava assim com eles? Brincava ou presenteava? Nem eles sabiam ao certo.

Leo quase derruba a porta para entrar no dormitório de Jason, ele estava assustado. O terror era tanto em seus olhos que nem tentou fazer qualquer piada sobre os dois jovens no mesmo quarto como teria feito em outra ocasião.

-Harpias... –Foi a única coisa que o moreno conseguiu falar antes de desmaiar, ele estava cansado e ferido.

-Vamos logo! –Grita Frank em algum lugar do convés acima deles, alto o suficiente para se ouvir no navio inteiro. Jason joga Leo em sua cama e corre para porta onde Nico estava. Percy passa correndo pelo corredor e olha estranho para os dois que saiam correndo ao mesmo tempo do quarto.

O grito de Annabeth foi a primeira coisa que ouviram ao chegar ao topo da escada. A única coisa que o três jovens viram foi um vulto loiro se abaixando enquanto um mistura horrível de uma galinha e uma mulher passa rente aos seus cachos.

Percy se joga para o lado que Annabeth correu, durante sua cambalhota destampa sua caneta que logo vira uma espada de bronze celestial que brilhava a luz forte da tarde e começa a lutar lado a lado com Annabeth, um protegendo o outro, pareciam em sincronia.

O segundo seguindo passou como um flash por Jason. Nico o empurra para o lado e se joga logo em seguida para a esquerda, lado aposto ao que Jason caiu. Nico cai de quatro, mas logo se levanta com a espada já em punho. O ferro estígio que era feito a escada ainda assustava Grace. O filho de Hades acerta em cheio a galinha mutante que decidiu dar boas vindas a eles. Ela explode em cinza e Nico para a espada centímetros do rosto de um Leo realmente assustado que acabou de acordar. Nico nem olha para Leo, mas que tinha consciência do que fez, simplesmente mergulha no chão rolando para frente e logo entra na batalha.

Jason levanta com um pulo e corre junto de Leo para perto da cabeça de Festus que estava atacando as harpias fora do alcance dos tripulantes. Jason e Leo lutam lado a lado como já fizeram antes. Hazel, Frank e Nico lutam do outro lado do navio um protegendo o outro enquanto poucos metros de distancia de Jason, Piper lutava ao lado do Treinador Hedge que momentaneamente saia correndo atrás de uma das aves com o bastão de beisebol gritando coisas como “Volte aqui sua maldita galinha modificada. Vou acabar com sua raça.”

Foi tão de repente quanto apareceram que as aves sumiram, só deixando uma pena ou outra e cinzas espalhadas pelo chão. Um grito feminino e um alto baque em algo de metal chamam a atenção de todos. Quando notam, havia uma garota com cabelos negros presos em uma trança, rosto até raivoso, indiferente, túnica branca coberta com um manto roxo que ardia os olhos, caiada sobre uma mesa de metal com uma coloração velha e nada discreta em um dos cantos do convés.

Reyna se levanta e olha com raiva para a mesa de três pernas Bufford, que em algum momento da batalha subiu ao convés por algum motivo desconhecido.

-Reyna... — Diz alguém baixo. –Tudo...

Mas Frank foi interrompido no meio da frase.

-Desculpe o jeito de chegar, mas eu acabei sendo atacada e cai de meu pegasus, que foi atingido por um grifo. –Diz ela indiferente, mas com uma dor nos olhos. Jason sabia que grifos tinham veneno nas garras. Sabia que tinha sido a última vez que Reyna teria visto seu amigo eqüino.

Os tripulantes do navio começam a se aproximar de Reyna. Nico sem notar para ao lado de Jason Grace, ele batia mais ou menos no ombro do mais velho, e isso o deixava se sentindo mal por ser um dos mais baixos, mas ele pelo menos ainda era mais alto que Leo.

-Eu vim em nome do Acampamento atrás da Atenas... –Reyna corta a frase ao meio e começa a olhar alternadamente para Jason e para Nico, seu rosto se tornando pálido.

-Meus deuses. — Diz ela levanta as mãos para a boca. – O quê... O quê vocês dois fizeram?!

Todos olham confusos para Nico e para Jason. Percy toma à dianteira.

-Do que ela está falando?

-N- não sei... –Diz Jason, não dando muita confiança.

-Jason Grace. –Grita Percy. –Responda. Fale a verdade.

-Estou falando. –Grita Jason mais alto, Reyna se aproxima cuidadosamente de Nico. Ele leva as mãos ao ouvido quando os gritos se tornam mais forte, ele fica mais pálidos. Sua visão fica turva.

-Parem... –Tenta disser ele, mas ele desmaia quando Reyna para a dois passos a sua frente. O filho de Hades cai nos braços da pretora de Nova Roma inconsciente e sem forças, mais pálido que nunca, sem ferimento e sem sangue escorrendo.

A chegada de Reyna trouxe algo com ela que fez mal a Nico. Ela viu algo ligado aos planos de Cupido. O destino foi tirado de seus eixos, a história muda aqui.

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Jason nem nota quando pega Nico delicadamente no colo. Seus olhos tinham uma tristeza, quando ele pensou em ter paz com o pequeno isso acontece. O loiro se vê novamente deitando o filho de Hades na cama, quando nota sua visão ficando preta e seu corpo inanimado cai sobre o do moreno que acabara de ser acomodado na cama.

- Reyna. –Grita Piper ao ver a pretora com algo em sua mão, parecia uma seringa, mas a menina nunca sobe o que realmente era. Reyna guarda aquilo logo em sua pochete, logo após ter dado algum elixir sonífero para o, também, pretor de Nova Roma.

Percy coloca Jason, ainda sem camisa, ao lado de um Nico também sem a parte de cima da roupa. Percy tinha visto os dois saindo juntos do quarto. E eles estavam sem a camisa, o herói se perguntava o que os dois faziam, mas todas as coisas que lhe vinham à cabeça eram muito nojentas, na opinião dele. Ele achava errado, ridículo, nojento e muitos outros pensamentos comuns na comunidade sobre relações entre homens.

-Nico. –Dizia Hazel mexendo no cabelo de Nico, ela sentava ao lado da cama, preocupada com o irmão.

- O quê eles fizeram de tão... Errado? –Pergunta Frank hesitante.

-Não foram eles. Cupido quebrou as regras, eles ainda não quebraram o juramento que os deuses colocaram.

-Cupido? –Pergunta Piper, ela não gostava da idéia de seu namorado ter algo com outra pessoa, principalmente... Ela afasta o pensamento e se odeia por ser tão preconceituosa.

-Sim... Tem uma lenta sobre dois... –Uma trovoada corta a romana, os meninos sobem correndo só para se depararem com um céu cinza, quase preto, e assustador. As meninas ficam sozinhas no quarto, Hazel mexendo nos cabelos negros de seu irmão. Reyna procurava algo nas gavetas de Jason, Piper não queria acreditar no que ela achava que seus olhos viam... Um novo casal? Não podia. Annabeth sai correndo para ajudar Nico que voltaram a sangrar na altura do quadril e limpar a testa de Jason que havia sido cortada por uma garra de harpia.

-Jason... –Chama Nico baixo depois de mais ou menos duas horas.

-Estou aqui Nico. –Responde o loiro ainda desmaiado. “Ótimo” pensou alguém “Eles falam dormindo”.

A mão de Nico começou a procurar a mão de Jason por cima das cobertas, quando a acha aperta e é envolvida pelos dedos longos do filho de Júpiter. O corpo de Nico escorrega do colo de Hazel e cai sobre o de Jason.

Piper não agüenta, levanta do chão, lagrimas nos olhos e sai correndo do quarto começando a chorar. Ela perdera Jason. Ela o perdera, e agora tinha certeza. Annabeth e Hazel vão atrás da menina, e deixam Reyna sozinha no quarto.

Ela se aproxima da cama onde Jason agora abraçava Nico. Ela tenta os afastar, mas quando ela toca neles vê uma luz e com um estrondo bate na parede oposta da cama, uma força a arremessou longe. A testa de Reyna começa a sangrar e logo o liquido vermelho estava em seus olhos. Sua cabeça tomba para o lado e ela perde a consciência enquanto perdia mais sangue, e uma força fazia seu trabalho tirando qualquer um do caminho se atrapalhasse seus planos. Ninguém impediria Eros, ninguém, menos certa pessoa. Ele.

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Eros andava de um lado para o outro em seu castelo. Zéfiro, sentado em uma cadeira brincando com um disco de metal entre seus dedos, apenas suspirava e acompanhava seu mestre com os olhos.

-Qual o problema agora Eros?- Pergunta o Vento Oeste, sua voz era doce. Fria, mas doce. Seus cachos pretos caiam sobre os olhos, de cor intensa, suas asas vermelhas estavam acomodadas atrás das costas da cadeira.

-Qual o problema? Qual o problema? – A voz profunda, melodiosa e ameaçadora de Eros ecoa repetidas vezes pelo grande, triste e vazio castelo. Desde que Psique foi castiga pelos deuses a única alegria do castelo se foi. Zéfiro assentiu com a cabeça, e abaixou seu olhar para suas unhas estragadas. – É Ele, o problema é Ele. Ele vai tentar consertar o rumo da história, ele vai estragar meus planos.

-Ele? Ele quem?- O anjo levanta os olhos para o deus do amor, assustado.

-Você sabe. Ele, o deus das profecias.

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-Reyna. – Grito de Annabeth ecoa pelo quarto dos meninos. Ela corre até a pretora que sangrava muito, sua respiração era mais fraca do que o normal, mas não fraca o suficiente para disser que ela irá morrer, mas mais uns minutos, apenas mais uns minutos não teria como salva-la.

O grito de desespero de Piper se espalha por todo o navio, entre Jason e Nico havia uma rosa negra, negra como a noite. Piper sabia o quê aquilo representava.

Um amor verdadeiro.

Um amor verdadeiro e proibido.

Ele esteve ali. Eros esteve no navio.

O grito de Piper se torna um choro. A tempestade piora. Um raio atinge o navio. Zeus queria destruir o quê poderia vir a ser a destruição do Olimpo.

Uma onda bate contra o casco do navio e o quarto é invadido por um clarão. Reyna grita de dor. Piper, e somente Piper consegue ver a silhueta de um anjo, tinha cabelos encaracolados e asa vermelhas.

Quando a luz some, a cama de Jason está vazia, o grito de Piper aumenta, e ela desmaia. Annabeth entra em desespero ao ver que a adaga de Reyna entrara no corpo dela. E a jovem jazia deitada em uma poça de seu próprio sangue. Não estava morta, mas morreria logo.

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Era isso que acontecia com quem tentava interferir nos plano de Eros.

Pagavam com a própria vida.

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Jason acorda em uma cama de casal, usando uma túnica branca longa. Estava descalço. O quarto tinha uma decoração de quartos de hotel para recém-casados. Nico dormia ao seu lado encolhido, e abraçado nele. Estava com uma aparência melhor que nunca. Usava uma túnica negra como seus cabelos até seus pés também descalços que não param de se esfregar um no outro, parecia tranqüilo, mas hora ou outra seu corpo se encolhia e seu rosto demonstrava medo.

Jason ficou ali, abraçando Nico, acariciando seus cabelos com seus longos dedos. A porta se abre lentamente e um anjo com cabelos encaracolados, regata vermelha e bermuda entra.

Zéfiro cumprimenta Jason com um aceno de cabeça e se aproxima de Nico. Jason segura Nico nos braços e ele solta algum ruído inaudível e rola para na cama. Jason não consegue segurar Nico e ele cai da cama com um baque alto.

Nico pula e fica em pé rápido. Ele tenta se localizar, olha para Jason e Zéfiro, alternadamente. O rosto de Nico se torna pálido quando ele olha para a porta e vê ninguém mais ninguém menos que ele.

Jason olha para trás e se vê encarando um jovem magro, musculoso com asas brancas como a neve, cabelos lisos e negros, uma túnica branca e calça jeans. O arco e flecha pendurados no seu ombro. Seus olhos vermelhos como sangue posam em Nico, e um sorriso se formam em seu rosto.

-Olá Nico. Havia muito que queria te conhecer. – A voz dele se espalha pelo ar, o fazendo vibrar e Jason fica meio zonzo.

-Eros. –A voz de Nico era ácida, como o ar do submundo. Sua voz tinha ódio e sabia que nunca iria quer Nico como um inimigo. –Eu esperava nunca te conhecer.

A risada de Eros se espalha pelo ar, e tudo que Jason já pensara sobre o deus se esvai de sua mente, ele não era um anjinho bonitinho como mostrava os desenhos.

-Eu sei que você teve uma queda pelo Percy, Filho do Submundo- Diz o deus com tanta raiva quanto Nico. As pernas de Nico ficam babas e ele cai quando Jason olha para ele. Um vazio preenche o filho dos céus, ele sente as lágrimas e toda sua esperança de esvaindo aos poucos. –Mas você estava errado, você nunca o amou, tolinho, você confundiu admiração por amor. Meus planos são outros.

Nico levanta e grita com Eros.

-Quais são seus planos? –Diz o moreno desesperado, mas sua única resposta foi um pequeno sorriso. Nico pula por cima da cama e avança para o deus. Uma força joga Nico para trás, e Jason agora de pé segura Nico.

Segundos depois no lugar de Eros havia um monte de rosas negras. Nico se levanta e quase cai quando tropeça em sua túnica longa. Zéfiro também sumira e em seu lugar tinha uma cesta de frutas.

Jason se lembrou da lenda. Suas pernas ficaram bambas e ele cai de joelhos.

-Rosas negras. -Diz o filho de Júpiter. -Raras. -Continua tirando o fôlego de sabe-se lá onde. –Significa amor verdadeiro e proibido.

-Somos os heróis da lenda Jason? –Pergunta Nico com medo. –Mas ela é muito antiga.

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O grito de Reyna se espalha pelo quarto, Annabeth tenta tirar a adaga, mas há sangue demais. Piper ainda esta desmaiada, sua tristeza dominou o navio logo após seu grito ter cessado. Seu charme espalhou a dor.

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Reyna, Nico, Jason, Piper...

Todos estavam preocupados se a lenda se completasse, a luta contra Gaia será perdida.

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Eros se deita na cama, ele ainda sente o cheiro de Psique e isso dói.

***Fim?***

Notas finais
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Eu faço a continuação, se não continua nesse suspense e vai ter esse final para vocês imaginarem como será o resto.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!