Notas iniciais
Eu sei que demorei '-'
Mas eu tô sem tempo, minha vida tá muito corrida eu PRECISO estudar pra milhões de provas e testes agora no fim do ano...
Juro que não foi preguiça, isso sem contar aquele bloqueio de criatividade terrível ¬¬'
Mas passou, esse capítulo deu trabalhão enorme pra fazer, tive que pesquisar muuuuito e ainda assim acho que fiz asneira, mas ok
Peoples, o nome da música é Stars do Switchfoot
Pra quem quiser ouvir, eu só achei com o vídeo, que é tão legal ^^

http://letras.mus.br/switchfoot/250443/traducao.html#selecoes/250443/

'-'
Bora ler?
^^

POV THALIA

Eu havia passado a noite no Instituto, junto com Leo, Charles, Zoe, Héstia, e Silena Tentávamos achar uma solução para o maior problema que já se viu dentro do CHB: as inexplicáveis mortes, do mesmo jeito, e aparentemente feitas pela mesma pessoa. Uma pessoa sem rosto, sem nome, sem endereço, que respira nosso desespero e se alimenta das nossas derrotas. Isso já estava passando dos limites, ninguém iria tirar o meu emprego! Não depois de tudo o que eu passei para consegui-lo.

Zoe, Héstia, Silena e eu analisávamos as fotos, amostras e arquivos que Atena e Afrodite nos haviam dado antes de saírem com Quíron, Zeus e Apolo para mais uma daquelas reuniões com a Seita.

Outra coisa que já estava me enchendo o saco, era essa tal de Seita, que ninguém nunca viu, nos pressionando para resolvermos isso o quanto antes, pois a mídia estava distorcendo todas as informações que vazaram sabe-se lá como, pintando uma história muito diferente da realidade, provocando pânico na cidade.

E todos corríamos o risco de perder o emprego por causa desses malditos sem rosto...

Cara, quantos anônimos mais eu vou ter que enfrentar em um só dia!? Isso já era brincadeira de mau gosto, só pode. Voltei minha atenção para as fotos que eu analisava com Héstia e Silena, tentando encontrar lógica entre os símbolos e os cortes deixados pela tortura. Analisamos e reanalisamos tudo, montando frases e mais frases, possibilidades e mais possibilidades, uma mais improvável que a outra, nada se encaixando, comente provocando mais dúvidas.

Se Annabeth estivesse aqui no meu lugar, ela teria entendido isso há muito tempo, e já estaríamos passos à frente! Mas não, ela tinha que sumir, desligar celular, praticamente fugir do CHB sem nem ao menos avisar ninguém. Sinceramente, Annabeth estava muito avoada esses dias, andava distraída demais, perdendo fatos, se afastando do trabalho e suas responsabilidades. Talvez essa folga tenha sido uma má ideia, afinal. De qualquer forma, iria até a casa dela assim que saísse daqui.

─ É, realmente a tortura e os cortes não tem nenhum significado aparentemente conectado aos símbolos desenhados. Foram feitas especificamente para torturar e nada mais. Causar dor, um puro instinto de vingança. Talvez uma das vítimas do Luke, quem sabe uma das primeiras que ele não conseguiu assassinar... ─ Héstia cogitava, pensativa, comigo e Zoë do seu lado, Silena tinha ido até o outro canto da sala pra se concentrar melhor.

─ Já pensamos nisso, mas pelas pesquisas que Atena e Afrodite fizeram, nenhuma das vítimas escapou com vida, essa hipótese já foi descartada. ─ Retruquei. Zoë suspirou e, impaciente, começou a andar de um lado para outro.

As fotos à minha frente já estavam me dando dor de cabeça, era muita coisa sem sentido num lugar só pra não fazer sentido nenhum e foda-se se isso não fizer sentido!

Com um suspiro, desisti, sentindo minha cabeça pulsar, deixando Héstia sozinha com os arquivos e fui até Zoë, que tinha parado do lado de fora da sacada , como se estivesse tomando ar ou “refrescando as ideias” como meu pai gosta de dize. Me aproximei, na expectativa de poder ajudá-la e conhecê-la melhor.

De todos os novos integrantes da equipe, Zoë era a mais difícil de entender. Silena era uma boa pessoa, sempre sabia a coisa certa à dizer e muito fácil de conviver, tanto que Clarisse e ela tornaram-se inseparáveis na última semana. Charles é um cara reservado, mas quando você o conhece melhor, ele é o melhor amigo que alguém poderia querer. Silena e Charles andavam muito próximos, talvez até estivessem tendo um caso, mas se for isso mesmo, só Clarisse deve saber. Héstia é uma mulher espetacular. Reservada nos primeiros dias, se mostrou uma investigadora muito astuta e inteligente, uma mulher perspicaz, decidida e forte, alguém para se admirar.

Mas, Zoë? Sempre fechada, dificilmente falando com alguém por outra coisa que não fosse do trabalho ou estritamente essencial. Preferia ficar sozinha no horário do almoço, recusou os convites do Leo pra sair (ele a chamou seis vezes e nas seis vezes, ela disse não de um jeito diferente. Essa aí tem meu respeito eterno), evitava, principalmente os homens, era realmente uma pessoa intrigante. Sempre mexeu com minha curiosidade, pois claramente se via que era o tipo de mulher com personalidade, exatamente como eu. Além disso, eu não tinha nada pra fazer mesmo, não custava nada eu ir até lá e conversar com ela. Quem sabe ela tenha alguma pista sobre o caso e queira confirmar algo antes de falar conosco.

O.K. isso foi só uma desculpa pra eu poder falar com ela, mas é sério, essa garota põe medo em todo mundo aqui dentro do Instituto, eu preciso aprender alguns truques, todo mundo já conhece os meus.

Caminhei até ela lentamente, tentando não fazer muito barulho,. Não era nada daquilo que eu imaginava. Zoë mantinha os olhos erguidos, admirando o céu escuro salpicados com milhares de gotas de luz, ele estava excepcionalmente belo hoje. A lua enorme se opunha contra os delicados pontos brilhando, causando um contraste de tirar o fôlego na imensa mancha escura. Tudo exalava uma sensação de vida inebriante, fazendo arrepios dançarem por minhas mãos. Era difícil tirar os olhos do céu estrelado e quando se parava para prestar atenção.

Sua voz suave interrompeu meu raciocínio . Ela cantava algo baixinho, perdida nos próprios pensamentos, enquanto sentava numa cadeira, levantando os pés e abraçando os joelhos, a cabeça apoiada. Os olhos estavam fixos na constelação, a canção flutuava à sua volta, o que era estranho já que a música possuía um ritmo agitado.

Talvez eu tenha sido o problema

Talvez eu seja o culpado

mas mesmo quando eu desligo e me culpo

O resultado parece o mesmo

eu estive pensando talvez eu tenha sido parcialmente nublado

talvez eu seja a possibilidade de chuva

e talvez eu seja nublado e talvez

toda minha sorte tenha ido pelo ralo

Eu nunca tinha ouvido a música antes, mas a letra era hipnotizante e junto com sua voz, produzia um efeito calmante em minha mente agitada e estressada.

Eu tenho pensado sobre todos, você parece tão solitário

mas quando eu olho para as estrelas,

mas quando eu olho para as estrelas,

mas quando eu olho para as estrelas

eu vejo outra pessoa

Quando eu olho para as estrela, as estrelas

eu me sinto como eu mesmo

estrelas olhando para nosso planeta

vendo entropia e dor

e talvez começando a imaginar

Como o caos em nossas vidas poderia passar como são

Eu tenho pensado sobre o significado da resistência

Sobre um mundo além do meu

e de repente o infinito e penitente

começam a parecer como um lar

Eu sei que é estranho eu invadir esse momento dela, mas eu não conseguia me afastar. Minhas pernas travaram, meus ouvidos não queiram se separar da voz e o olhar não queria abandonar as estrelas. A letra da canção penetrou em mim de uma forma tão intensa que meu inconsciente se recusava a deixar essa estranha aura para trás.

De repente, o tom da voz de Zoë mudou, de algo doce e calmo, um timbre assustadoramente triste se fez ouvir. Algo tão dolorido que chegava a sangrar a alma. E eu me perguntei quais eram os segredos dessa misteriosa mulher, o que eu encontraria se olhasse mais fundo nos frios olhos castanhos. Voltei a contemplá-la e percebi lágrimas caíam de seus olhos e ela nem ao menos havia me notado.

Me aproximei cautelosa e repousei uma mão em seu ombro. Acho que estava errada sobre ela não ter em notado. Assim que minha mão tocou seu ombro, ela deixou a cabeça cair sobre ela, fechando os olhos, a canção virando um sussurro baixo.

Eu tenho pensado sobre todos, você parece tão vazio

mas quando eu olho para as estrelas,

Quando eu olho para as estrelas,

quando eu olho para as estrelas,

eu vejo outra pessoa

Quando eu olho para as estrelas, as estrelas

eu me sinto como eu mesmo

Novamente, a dor e a tristeza eram quase papáveis. A vida havia sido muito injusta com Zoë Nigsthade.

Após alguns minutos, as lágrimas se misturaram aos sussurros e calmamente eles deitaram no infinito, junto com o brilho de algumas estrelas antes do sol nascer, a lua se pondo despreocupadamente, terminando o ciclo, dando espaço para que outro começasse. Zoë parecia acompanhar esse “ciclo”, se recompondo aos poucos, os primeiros raios de sol pintando o céu aos lentamente – verde, azul, branco e dourado.

─ Desculpe-me , Thalia. ─ sua voz doce saiu levemente rouca. ─ O estresse, a pressão, as noites mal dormidas, todas essas possibilidades iminentes de fracasso... Estão acabando comigo!

─ Com todos nós, Zoë. Todos estamos sofrendo com isso, não há psicológico que aguente toda essa tensão. ─ Eu a acalmei.

Silêncio.

─ Zoë? Você ficaria muito zangada se eu te perguntasse uma coisa? ─ A hesitação era visível em minha voz.

Zoë riu e respondeu calmamente, numa voz baixa e indecifrável.

─ Eu sei o que você vai perguntar. Por que estrelas? ─ Ela suspirou. ─ Quando eu era criança, minha mãe, Pleione, e meu pai, Atlas, sempre levavam a mim e as minhas rimas para um “piquenique noturno” na beira da praia em datas especiais, como o meu aniversário, natal, feriados, 4 de julho. Era uma tradição na família, todos nós adorávamos esses piqueniques. ─ Sua voz falhou. Ela fechou os olhos e respirou fundo, ficando em silêncio um bom tempo antes de continuar a falar. ─ No meu aniversário de dez anos, nós fizemos o mesmo que todos os anos: o piquenique noturno numa das praias de Montauk. Mas esse foi diferente, especial. Minha mãe era uma amante das estrelas e sua constelação preferida era a Sagittarius, mas ela gostava mais de chamá-la de “O Arqueiro”. Ela contou para nós a história dessa constelação.

“É uma das doze constelações do Zodíaco. O seu traço mais característico é o grupo de estrelas que habita no seu interior. Os antigos árabes, bons astrônomos, acreditavam que o triângulo ocidental era um grupo de avestruzes que iam beber água da Via Láctea, e que o quadrilátero leste eram as mesmas aves, quando voltavam de se refrescar. Geralmente acredita-se que Sagittarius é um centauro — metade homem, metade cavalo — e é identificado com Chiron. Era filho de Cronos e Filira. Um centauro diferia dos demais de sua espéciedevido àsua grande sabedoria. O seu pai transmitiu-lhe conhecimentos de medicina, astronomia e música.Chirom incumbiu-se da educação de vários príncipes e heróis, como Aquiles, Teseu, Ulisses e Jasão. Mas quando ao lado de Hércules, lutava contra os centauros, foi atingido, acidentalmente, por uma flecha disparada pelo herói. Sofrendo terríveis dores mas impedido de morrer, Chiron cedeu a sua imortalidade a Prometeu e Zeus colocou-o no Zodíaco, onde constitui a constelação do Sagitário.

Há quem diga que Chiron criou a constelação, para guiar Jasão e os Argonautas quando navegavam no Argos.
Trata-se de uma constelação muito mais antiga que o Centauro, do hemisfério austral.

Provavelmente de origem suméria. Na Babilónia, Pérsia e Egito, Sagitário era um deus arqueiro com cabeça e busto humanos e corpo de cavalo.Esta constelação teve muito nomes. Entre os persas era chamada KAMAN e NIMASP.
Entre os árabes, KAUS entre os sírios, KESHTA; Todas estas palavras significam arco.

Uma nova pausa foi feita enquanto as lágrimas recomeçavam a cair, Zoë lutava contra elas, algo que parecia inútil. Mas ela é uma mulher forte, conseguiu se controlar e retomou a narrativa.

─ Bom, depois que ela me contou essa história, O Arqueiro passou a ser minha constelação favorita também. Eu lembro de ter ficado horas conversando sobre ela com minha mãe, perguntando cada detalhe, seguindo as estrelas e o desenho que elas formavam no céu. Era uma noite abafada e limpa, ideal para se observar as estrelas. Deixamos a praia mais tarde do que de costume naquele dia. Já passava das quatro da manhã quando resolvemos voltar, minhas três irmãs já estavam dormindo e meu pai, Atlas, não conseguia manter os olhos abertos, por isso minha mãe foi dirigindo, pois o motivo de termos nos atrasado foi minha curiosidade pela constelação. Durante a primeira meia hora de estrada, eu e minha mãe ficamos em silêncio enquanto todos os outros dormiam. Mas minhas perguntadas ainda não tinham acabado e aquela conversa na praia havia me deixado desperta demais pra dormir.

“Chamei minha mãe novamente e pude ver o sono e o cansaço nos seus olhos, enquanto ela contava novamente tudo o que sabia sobre O Arqueiro. Eu lembro de ter cochilado, minha mãe virou-se para o banco de trás e ajeitou o cobertor à minha volta. Infelizmente ela se desviou na estrada e invadiu a pista vizinha, exausta para perceber isso, os olhos fechando de sono, ela continuou guiando o carro na contra mão. As buzinas dos carros acordaram meu pai e eu, mas era tarde demais. Um caminhão bateu de frente com nosso carro, matando minha mãe e minhas três irmãs – Hespéria, Clete e Hegéria – na hora. Somente eu e meu pai escapamos, pois estávamos do lado do passageiro, o lado menos afetado pela batida.

“Assim que a colisão aconteceu, eu gritei pela minha mãe. E ela me disse que as estrelas... Eu nunca soube o que ela quis dizer. Somente ‘as estrelas’. Essa é a última lembrança que eu tenho dela. ‘as estrelas’ sempre vai ser o meu maior desafio, meu maior mistério não desvendado. Sempre vai ser minha maior culpa.”

Essas palavras tiveram o mesmo efeito de uma faca dilacerando minha carne. O ar me faltou e eu mesma senti lágrimas caindo em meu rosto.

─ Meu pai sempre me culpou pela morte delas. Ele não aceitava que eu tivesse sobrevivido e minha mãe não, ele não aceitava viver sem ela. ─ Zoë contava desesperada, soluçando sem parar ─ Ele me obrigou à ir pra casa do meu tio Hipnos duas semanas depois do acidente, eu lembro de ter isso o caminho inteiro chorando com as palavras duras que meu pai me disse, deixando bem claro que a culpa por elas terem morrido era minha, que eu era um monstro, que eu deveria morrer também, que eu era a desgraça dele. Naquela noite, ele incendiou a casa consigo dentro e morreu carbonizado. O juiz cedeu a minha guarda ao tio Hipnos. Ele me criou bem, nunca me faltou nada, mas o semblante desesperado do meu pai vai me acompanhar até o túmulo. ─ As lágrimas escorriam com força total.

Eu não sabia o que dizer.

Zoë não tinha intenção nenhuma de controlar o choro dolorido e ressentido, somente queria desabafar, queria um ombro amigo. E eu estava lá. Sempre estaria lá para aquela mulher distante, com esse passado tão perverso. Eu me identifiquei com ela.

“É. A vida foi muito injusta mesmo com Zoë Nigsthade”

--X--

Depois de três mais horas maçantes no Instituto, finalmente fomos liberados. Eu já não estava mais aguentando encarar aquele monte de arquivos e foto que não nos levaram a lugar nenhum, mais uma vez. Hora de trocar de turno, Annabeth que se vire com esse monte de coisas sem sentido.

Falando nela, resolvi dar uma passadinha até seu apartamento, já que ela não me atende nem apareceu aqui, o turno era dela, Bianca deveria estar de folga essa noite. Annabeth precisava de um bom puxão de orelhas.

O trânsito de NY estava mais caótico do que de costume nesse comecinho de manhã conturbado. Presa no engarrafamento, dentro do carro eu ouvia I Miss You, Blink 182, mas a letra da música apenas flutuava por ali, sem fazer sentido, minha mente presa no sofrimento e nas palavras de Zoë. Conversar com ela de certo modo me fez recordar do meu próprio passado, Luke, um pai... As histórias se confundiam na minha cabeça!

Aumentei o volume do rádio e apenas me concentrei na música, tentando não chorar.

I miss you, miss you

I miss you, miss you

--X--

─ Mas que porra de trânsito!!! Uma hora e meia pra chegar do Instituto até aqui, acredita Annabeth? NY tá cada vez pior... ─ Praticamente arrombei a porta do apartamento dela, eu tinha a chave extra, mas ela não estava querendo colaborar comigo. Foda-se, entrei mesmo assim, fazendo um escândalo e... Nada.

Silêncio total.

Tumba de Tutancâmon.

Recepção de funerária.

─ Annabeth? ─ Chamei. “Deve estar dormindo”

Aquela vadiazinha, vadia até agora! E nem foi trabalhar, essa menina está ficando folgada demais... Irrompi pela porta de seu quarto e precisei recolher meu queixo do chão. Cara, uma vez eu tinha visto a Annabeth nua, quando ela saiu do banho, no apartamento em Londres, eu puxei sua toalha na frente da Rachel e da Reyna, nossas colegas de faculdade, mas isso aqui era completamente diferente!

Isso aqui era Annabeth Chase nua com um homem na cama! Calma, deixa eu buscar meu rim que voou lá no corredor com o choque.

E isso não é nem o começo! Olha só o homem que está com ela? Santa Atena, olha o tamanho daquilo! E a Annabeth escondendo esse cosplay de perfeição de mim?! Sua melhor amiga? Olha a que ponto chegamos... Falando em Annabeth, eu não sabia se ria de sua cara totalmente vermelha, ou de sua boca tentando articular alguma palavra. Ela havia puxado o edredom até o pescoço, descoberto ele. Ar, onde está você?

Ela fez menção de falar.

─ Não! ─ Gritei, jogando as mãos pra frente em sinal de advertência. ─ Não! Não fala nada, Annabeth! Finge que eu nunca entrei aqui agora nem presenciei esse momento... mas você poderia ter me contado não é amiga? O.K. Eu vou sair do seu apartamento e isso morre aqui. Balança a cabeça. ─ Eu pedi e ela assentiu. Eu sorri e corri pra porta, cheguei no elevador rindo feito uma histérica!

“Annabeth Chase, seu pior pesadelo acordou!”

POV ANNABETH

Ai, meu deuses! Isso não aconteceu, isso não aconteceu! É o fim, Thalia vai contar pra todo mundo... Adeus, Sol! Afundei minha cabeça no travesseiro e senti Percy se remexer inquieto. Levantei os olhos e percebi o que Thalia deveria ter visto. Meu rosto esquentou só de pensar. Observei o rosto forte de Percy, desviando meu olhar para algo menos, digamos... exposto!

Comecei a rir. O som de meu riso deve tê-lo acordado, seus olhar cor de turmalina me encarou confuso.

─ O que foi? ─ Ele perguntou, a voz rouca e baixa.

─ Você baba enquanto dorme! ─ Eu disse, dei um rápido beijinho em sua bochecha e fui até o banheiro. Hora de trabalhar! Provavelmente Thalia se deu ao trabalho de vir até aqui só pra me matar por ter faltado no meu turno, melhor me apressar.

--X--

─ Annabeth!!! Rápido, um novo corpo encontrado, na Fábrica de Cereais Deméter, todos já estão lá. ─ Assim que ouvi a voz de minha mãe, dei a volta no corredor e corri para o estacionamento, pegando carona com uma vã que saía para o local do crime. Os dez minutos que levamos pra chegar até à Fábrica passaram por mim como quinze segundos. De repente eu já me vi lá dentro ao lado de Thalia enquanto ela chorava. Meu cérebro não queria raciocinar direito, as imagens e tudo o que acontecia ao redor de mim passava como um sonho, um daqueles sonhos no qual a gente fica preso, lutando contra o tempo.

A sensação só piorou quando eu vi o corpo.

Thalia caiu de joelhos e pranteou o corpo flácido de Zoë Nigsthade.

Notas finais
E então?
Chente, pedido especial... Tô pensando em colocar uma co-autora na fic, o que vocês acham?
Tô sem tempo, uma co-autora iria me ajudar '-'
Faz assim, deixem reviews no cap dizendo o que acham da história se quiserem ser co-autoras e tals, aí eu olhos perfil essas coisas e as que eu mais gostar eu mando MP e a gente combina direitinho quem será a co-autora aqui da fic ^^
Outro pedido, my cupcakes, eu tenho 60 leitores e quase ninguém comenta '-' isso me deixa chateada... Portanto, se não quiser deixar um review, pelo menos favorite, ok?
Obrigada ^^
P.S: Capítulo não revisado