Notas iniciais
Sim, eu sei que demorei .-. Basicamente por três motivos: - Preguiça - Falta de Tempo - Bloqueio de Criatividades Não necessariamente nessa ordem e.e Agora vão ler, que o capítulo ficou grande, cheio de enrolação, mas no final acho que vocês vão gostar e.e Notas finais importantes, ok? Boa leitura" ^^

POV ANNABETH

Ondas de choque percorreram meu corpo, imobilizando-me. O corpo de Zoe estava nu e marcado como sempre, o símbolo de risco biológico imperava em seu peito imponente, linhas finas traçadas com sangue formavam arabescos intermináveis, que acabavam em morte. Os olhos abertos fitavam o infinito. Seguindo a linha do seu olhar, percebi que o galpão era aberto no teto, deixando transparecer milhares de estrelas e constelações. Thalia seguiu meu olhar e o choro veio mais forte dessa vez, soluços agudos sacudiam seu corpo violentamente. A envolvi em um abraço apertado, totalmente confusa com aquela reação. Thalia era extremamente profissional, não fazia sentido ela chorar assim pela morte de uma colega de laboratório que ela mal conhecia. Um grito agudo saindo de seus lábios despertou-me do transe em que eu havia me perdido.

─ Tirem-na daqui. Tem uma ambulância na porta, a levem para o Instituto e a mantenham dopada até que eu chegue. ─ Gritei para um dos agentes próximos a mim. Thalia estava tão abalada que nem percebeu o que eu estava fazendo. Mas era melhor assim, com ela transtornada desse jeito, nem eu nem ela trabalharíamos direito.

Imediatamente, Thalia foi tirada de meus braços, ela nem protestou. Assim que senti o peso de seu corpo sair de mim, coloquei os equipamentos de proteção contra radiação e me adiantei até a equipe que trabalhava lá.

─ O que temos até agora? ─ Perguntei firmemente à Maggie, a agente de campo da Equipe 2, que estava ajudando no caso.

–-X--

─ A situação está muito difícil, é uma agente direta no caso que foi encontrada morta, sem pistas. Parece que a “denúncia anônima” que trouxe a Equipe 2 até aqui foi justamente com esse propósito. Eles ouviram um grito enquanto passavam em frente à Fabrica e resolveram para e checar se estava tudo O.K. As coisas estão se complicando cada vez mais Quíron. A imprensa está convicta de que é um caso de serial killer e eu acho que é exatamente isso! ─ Minha voz cansada ecoava pelo telefone enquanto Quíron suspirava antes de responder:

─ Não é um serial killer, disso eu tenho certeza! Nico e Clarisse já trabalharam com essa hipótese e não foi compatível. Apesar do assassino trabalhar com o mesmo modus operandi, não tem características mais importantes, não tem motivos concretos. A imprensa está errada!

─ Quíron, só pode ser um serial killer, não tem outra explicação! ─ Agora a conversa com ar derrotado se transformava em uma discussão.

─ Agente Chase. Eu dou as cartas por aqui. Você só faz o seu trabalho. Se eu digo que essa hipótese já foi descartada, é porque ela já foi analisada e não faz sentido, têm coisas que não se encaixam aí. Faça o seu trabalho. ─ E então ele simplesmente desligou.

─ Ótimo... Todo mundo nervoso com esse tal de assassino! ─ Murmurei pra mim mesma. ─ Como Quíron pode me dizer que ele não é um serial killer? As evidências estão todas aí! Eu não sei o que... ─ E então eu percebi. Aquele pequeno fio que escapava de mim toda vez que eu estava quase o colocando na agulha.

Quíron estava escondendo alguma coisa. Alguma coisa grande. Algo crucial nessa missão. Mas por que ele esconderia algo assim da equipe?

Caminhei imponente até Maggie:

─ Maggie, eu vou voltar para o Instituto. Você e Nico tomam conta de tudo por aqui.

Não esperei ela responder, simplesmente dei a volta e pequei um dos carros do CHB. Em vinte minutos, a fachada envidraçada do prédio me recebia, o sol forte do meio dia refletindo neles me causava dor nos olhos.

Assim que entrei no Instituto, corri até a sala que estávamos usando como Centro de Operações para este caso em busca de Héstia.

─ Héstia, preciso de um favor seu...

─ Diga, Chase. ─ Ela me devolveu, concentrada em analisar as novas amostras e padrões que haviam sido desenhados no corpo de Zoë.

─ Preciso daquele pen drive com o vírus que você projetou para o Quíron alguns dias atrás. ─ Falei num fôlego só, torcendo para que ela não fizesse perguntas. Por sorte, ela estava concentrada demais no que estava fazendo e só retrucou:

─ Mesa 2, Gaveta 5, Arquivo 18. Me devolva antes das 23h00. ─ Sorri satisfeita, agradeci-a e encontrei o bendito pen drive, agora indo pra sala do Quíron.

Bati na porta e chamei por ele três vezes sem resposta. O agente Conan passava por ali, perguntei se ele sabia onde Quíron estava.

─ Ele saiu com Zeus e Atena, parece que foram resolver alguma importante no caso Castellan. Não disseram aonde iam, nem que horas voltariam pra ninguém.

─ Muito obrigada Conan. ─ Esperei ele sumir no corredor pra entrar na sala e trancá-la por dentro.

Liguei o computador e pluguei o dispositivo. Enquanto esperava o mesmo carregar, comecei a remexer nas dezenas de arquivos que Quíron guardava ali. Não sei quantos papéis analisei, mas nenhum deles me deu a informação que eu queria. Votei minha atenção para o computador e remexi nas diversas pastas codificadas que existiam. Algumas foram fáceis de serem rompidas, outras iriam precisar do vírus. Infelizmente, as que consegui decodificar não me serviram de nada, apenas casos encerrados e pautas de reuniões secretas (essas eu copiei em uma pasta separada e enviei para o meu email. Poderiam ter coisas interessantes a serem analisadas).

Quando terminei esse pequeno ritual, carreguei o vírus no computador. Depois de quinze minutos, eu tinha acesso à todos os documentos secretos daquele computador e seu conheço bem o Quíron, ele com, certeza teria uma cópia de todas as suas informações secretas aqui ou em algum pen drive. De qualquer modo, elas tiveram que passar por essa CPU, por isso, o vírus conseguiria identificá-las. Héstia, você é um gênio!

Mais cinco minutos foram o suficientes para eu fazer uma busca com palavras chaves, ativar um drive fantasma e fazer um upload de todos os dados codificados. Acho que já tenho tudo de que preciso.

Quíron estava escondendo alguma coisa, isso eu tinha certeza. E agora sei que ele saiu com Atena e Zeus... Então eles também sabem de algo. Talvez o computador de Zeus eu não tenha a ousadia de invadir, já o da minha mãe...

Se ela aparecesse lá, eu poderia dizer que só queria conversar com ela sobre Thalia e Zoë. Era exatamente isso que eu iria fazer. Desliguei o computador de Quíron, arrumei alguns arquivos espalhados pela mesa rapidamente e saí da sala, hesitante. Não encontrando ninguém no caminho, corri para a sala de minha mãe, do outro lado do prédio. Ou pelo menos tentei.

─ Annie, querida! Espere, eu preciso de um favorzinho seu! ─ A voz de sinos de Afrodite ecoou pelo corredor deserto. Os saltos tiquetaquiando no piso. Impecável como sempre. Abri a boca para responder, mas ela me cortou antes que eu o fizesse. ─ Ótimo! Preciso que você cuide da minha sala por meia hora. Tenho hora marcada no salão, aproveitei que Zeus está fora pra dar essa escapadinha. ─ Ela sorriu animada. ─ Acredita que eu não fui ao salão essa semana?! ─ É apenas segunda-feira. Deixei ela me guiar até a sala dela, me rendendo com um suspiro.

Afrodite, você me paga!

Cinco minutos dentro daquela sala infernalmente rosa e brilhante já estavam me sufocando, eu nem ao menos conseguia pensar direito!

Espera! Afrodite é a irmãzinha querida de Zeus. Sua sala fica ao lado da dele. O computador com certeza deve ter alguma ligação direta com o do escritório do Diretor, ele confia piamente nela!

Sem perder mais nenhum minuto, instalei outro drive fantasma no computador de Afrodite e comecei a revirá-lo, buscando algo que me desse uma ligação direta com o computador de Zeus. Sorri radiante quando localizei um sistema de Intranet. Quíron havia conseguido esconder aquilo muito bem, mas Afrodite já não teve essa preocupação. Haviam cinco computadores interconectados: o computador que ficava nos laboratórios, o de Afrodite, Atena, Quíron e Zeus.

Rapidamente, direcionei o vírus para o computador de Zeus, fiz uma cópia num drive fantasma e adicionei o de Atena na busca. Levei dez minutos para decodificar todas as senhas e ter acesso total. Enquanto o upload era feito, resolvi vasculhar o computador do laboratório, aquele em que Héstia estava conectada. Verificando o histórico e decodificando novamente algumas pastas, consegui descobrir até mesmo correspondências num site de relacionamentos, com um cadastro feito por Silena e Clarisse! Descobri o porquê dessas duas estarem tão amigas!

Deixei isso de lado e me concentrei novamente nos arquivos. O Upload estava em 86%.

Afrodite chegaria em nove minutos e eu precisava passar o drive fantasma para bloquear a ação do vírus e restituir o backup pra ninguém desconfiar de nada.

─ Oh, Annabeth, eu tive uma sorte tremenda hoje! Encontrei um horário disponível pra mim quinze minutos antes do previsto! ─ Afrodite irrompeu alegremente pela porta, me fazendo dar um pulo, assustada, sem poder contar com os poucos minutos que eu pensava que tinha.

Olhei para o monitor: 94%.

─ Droga! ─ Murmurei. Eu tinha que dar um jeito de enrolar Afrodite para que ela não descobrisse o que eu estava fazendo.

Levantei-me da cadeira, indo até ela:

─ Oh, Dite querida, seu cabelo está fabuloso! ─ E estava mesmo: perfeitas ondas douradas cascateando por suas costas, contrastando com o Pink de seu casaquinho de brim. Ela sorriu radiante ao me responder:

─ Eu sei, baby! ─ Ah, essa era Afrodite.

─ Amei seus sapatos! É da nova coleção da Valentino Dia Crystal não é mesmo? ─ Soltei torcendo para serem os mesmos sapatos de que Piper vinha falando a semana toda.

─ Em conjunto com a Sating Enenin Pump! Não são perfeitos? ─ Ela exclamou exuberante, se sentando na pequena poltrona pêssego que havia ali. Isso me deu uma desculpa para me sentar na escrivaninha.

“Upload Completed”

Ótimo, agora é só passar o drive fantasma. Mais três minutos sorrindo falsamente, falando sobre tons acobreados de batons e a coleção de Inverno da Louis Vuitton foram o suficientes para que nenhum vestígio meu sobrasse naquele computador. Me despedi de repente de Afrodite, a deixando surpresa e saí da sala com um convite para um café enquanto discutimos sobre os tons da estação.

Mereço.

Próximo passo: descarregar toda essa informação no primeiro computador que eu achar fora de CHB. Devolvi o pen drive com o vírus para Héstia que ainda estava concentrada em suas análises, agora Charles, Silena e Apolo tinham se juntado a ela. Bianca, Leo e Clarisse conversavam à um canto. O computador um me chamou atenção, resolvi dar uma verificada nas pastas codificadas, lembrando de mais cedo. Mal me sentei na cadeira, fui chamada por Bianca.

─ Acho que descobrimos o que são os símbolos desta vez. ─ Disse ela quando me aproximei, entregando-me a foto com os símbolos. Desta vez, tudo o que podia-se ver eram riscos e linhas que se intercalavam com pequenos pontos. Nada fazia sentido. ─ É a representação de uma constelação. Pra ser mais específica a constelação de Sagitário, ou O Arqueiro.

─ E o que isso quer dizer? ─ Perguntei ansiosa. Clarisse suspirou contrariada e me fuzilou com os olhos.

─ Não temos a menor ideia, Chase! Muito menos cabeça pra pensar nisso! ─ Ela deixou a sala pisando duro, batendo a porta com um estalo que me fez arrepiar.

─ Mas o que foi que deu nela? ─ Perguntei assustada. Bianca suspirou e eu olhei pra ela, me assustando.

Seus olhos cor de chocolate estavam vermelhos e inchados, o nariz fungando. Ela desviou o olhar, caminhando para o outro lado da sala. Leo recolheu-a em seus braços e seu corpo sacudiu-se em soluços violentamente silenciosos. Apolo caiu em uma cadeira, vencido pelo cansaço e Héstia me olhou duramente, se retirando da sala, provavelmente indo atrás de Clarisse.

E então o clima fúnebre e pesado foi jogado sobre meus ombros. Zoë estava morta. Nossa colega de trabalho, a garota calada e gentil que sempre encontrei aqui nessa sala, trabalhando o mais arduamente possível para achar uma solução pra tudo isso.

Ela se fora antes que conseguisse encontrá-la. Picada pela serpente que observava.

Meu coração se apertou ao perceber quanta frieza eu carreguei ao longo do dia. De certa forma, a morte de Zoë me deixou estarrecida, funcionando como uma válvula que aumentou meu empenho pra chegar ao fim desse mistério. Eu fiz tudo o que estava ao meu alcance para descobrir como deter esse assassino.

O Assassino que tirou a vida de tantas pessoas. A vida de Zoë! Eu nem tive a chance de conversar direito com ela, uma mente brilhante tragada por essa maldição... Sim a Maldição que se abateu sobre todos nós, nos condenando ao mais profundo desespero. Isso precisa acabar.

Estava saindo decidida da sala, quando dou de cara com Héstia na porta.

─ Rápido, você precisa ver isso! ─ Ela me conduziu por corredores silenciosos até uma pequena sala de autópsia, onde um corpo estava repousado. Achei que fosse o corpo de Zoë, mas um lampejo ruivo fez meu coração acelerar.

“Outra vítima? Já não basta Zoë por um dia só?”

Foi como se meu coração gelasse e meu sangue fervesse ao mesmo tempo, ignorando o quão possível de acontecer isso era. Me senti perdida no meio de tanta informação...

Quando chegamos perto o suficiente, o lampejo ruivo se tornou uma densa cabeleira cor de fogo, a pele alva salpicada por salientes sardas acobreadas, traços delicados envoltos num lençol branco, o corpo frágil, pálido e pequeno, exposto na maca prateada como num show de horrores.

─ Rachel? ─ O sussurro assustado deixou meus lábios antes que eu percebesse.

─ Você a conhece? ─ Perguntou Héstia, repentinamente alarmada.

─ Claro que sim, ela foi nossa colega de turma na faculdade, minha e da Thalia. ─ Respondi, dando às costas ao corpo, saindo da sala. Era muita informação, duas pessoas queridas em um dia só? Pelo mesmo cara? Isso tem que parar!

Imediatamente, meu lado profissional tomou conta de mim. Poucas vezes meu lado emocional levava a melhor, não seria hoje, com tantas coisas em jogo, ou melhor, tantas vidas em jogo, que eu deixaria isso acontecer.

─ Como ela foi encontrada? ─ Perguntei à Héstia.

─ Maggie me passou um relatório, ela foi encontrada meia hora depois de você sair do galpão. As cordas vocais estão rompidas.

─ Então o grito que a equipe de Maggie ouviu, foi dela? ─ Interrompi-a.

─ Exatamente. Mas o modus operandi das mortes anteriores não se aplica à ela. Não há qualquer vestígio de radiação, nem padrões de símbolos, ela nem foi encontrada nua. Somente marcas roxas pelo seu rosto e tórax, em especial no pescoço.

─ Asfixiada?

─ Provavelmente.

─ Podemos estar trabalhando com o mesmo assassino. ─ Héstia me olhou confusa. ─ Todas as vítimas foram espancadas, asfixiadas e depois submetidas à radiação gama. Rachel poderia estar passando em frente à Fabrica enquanto o assassino estivesse desovando o corpo, ele a viu e antes que ela conseguisse escapar, a matou, mas antes que concluísse o seu “ritual”...

─ A Equipe 2 chegou, atraída pelo grito de Rachel. ─ Ela conclui meu raciocínio, chegando à mesma conclusão que eu.

─ O Assassino ainda estava lá. Mas ele conseguiu fugir debaixo de nossos olhos. Literalmente.

–-X--

Cheguei em casa mais cansada do que o habitual. Depois de minha conversa com Héstia, o Instituto se pôs em polvorosa atrás de uma solução pra esse problema. Jason apareceu algumas horas depois, trazendo Piper, e aproveitou para levar Thalia pra casa, ela ainda estava dopada e não podia passar a noite na enfermaria do Instituto.

Quando Quíron, Atena e Zeus chegaram de sua misteriosa conferência e foram informados sobre o que acontecera quanto à Rachel e o assassino, eles nos deram a maior bronca que já recebemos. Parecíamos crianças assustadas do jardim de infância recebendo uma advertência pela primeira vez depois de desobedecermos alguma regra importante. Quíron ficou uma fera! Minha mãe me deu um sermão particular depois sobre responsabilidade e o quanto aquilo era sério. Zeus apenas foi pra casa conversar com Thalia e deixou tudo por conta de Quíron e Afrodite.

No começo da madrugada, a Imprensa fez um alarde sem tamanho em torno da morte de Zoë, por sorte não conseguiram nenhuma informação sobre seu trabalho para o Instituto ou sobre a morte de Rachel.

Apolo, Piper e Leo estavam examinando o corpo da garota durante a tarde toda e descobriram uma digital pela metade e um pedaço de tecido. Na pressa para fugir, o Assassino deixou para trás o que pode ser a nossa salvação. Uma pontinha de esperança brotou em todos nós quando eles nos deram essa notícia.

Ajudei no que pude, mas infelizmente não podia contribuir com mais nada agora. Tudo estava na mão dos peritos forences e dos médicos legistas. Só conseguir sair do CHB às 03h38 da manhã.

Percy provavelmente estava dormindo, então fui até a cozinha pra pegar um copo de água. Eu estava distraída pensando em Zoë e Rachel, lembrando de quando éramos jovens sonhadoras,batalhando por nossas conquistas, quando senti braços fortes envolverem minha cintura, me fazendo pular. Mas então, o cheiro de maresia de Percy tomou conta de mim e um sorriso floresceu em meus lábios.

Ele beijou meu pescoço, riu e estreitou os braços à minha volta.

─ Pensei que não fosse mais voltar. ─ Seu sussurro rouco me fez arrepiar, fazendo-o sorrir. Girei em seu abraço, ficando de frente pra ele, envolvendo meus braços em sua nuca.

Relembrei tudo o que eu passei hoje, os momentos de tensão, as lágrimas retidas, as surpresas, as complicações, as dificuldades. Decidi que eu poderia esquecer tudo isso, pelo menos por algumas horas, afinal, se eu continuasse estressada e sobrecarregada, não conseguiria trabalhar direito.

─ Esperei por esse abraço o dia inteiro. ─ Sussurrei e sem esperar pela sua resposta, ataquei seus lábios num beijo desejoso, o pegando de surpresa, mas logo ele retribuiu.

Deixei aquele beijo remover de minha memória todos os momentos ruins de hoje, limpando minha mente, me concentrando apenas em Percy e no seu beijo doce, seu cheiro de mar me embriagando, seus braços protetores me envolvendo. Simplesmente me entreguei a ele. Acho que Percy gostou disso.

Em pouco tempo, estávamos no quarto, Percy deitado sobre mim na cama quente, sua boca fazendo uma trilha do meu pescoço até meus lábios. Com delicadeza e sem pressa, ele retirou meu casaco e coldre, desabotoando a camisa branca, deixando um rastro de beijos conforme a minha pele ia sendo revelada. Senti todo o meu corpo estremecer quando sua língua quente brincou em meu umbigo.

Um suspiro deixou meus lábios, então ele avançou novamente sobre eles, me fazendo gemer quando senti seu membro sob a cueca roçar minha intimidade. Suas mãos afoitas trabalharam na minha saia, a retirando antes que eu percebesse. Em um movimento rápido, ele se colocou sentado na cama, me puxando para seu colo, posicionando minhas pernas uma de cada lado de seu corpo. Sua boca deixou meus lábios para brincar em meu colo, novamente me fazendo arrepiar. Minhas mãos percorreram suas costas, a arranhando, parando em sua nuca, o puxando cada vez mais para mim.

Tentei deixar minha mente longe dos problemas do CHB, o que não foi difícil com as mãos fortes de Percy apertando minhas coxas, me fazendo rebolar em seu colo, buscando atrito. Minha mente esta embriagada pelo seu cheiro, meu corpo enlouquecido pelo seu toque. Todo o meu ser chamava por aquele homem misterioso e sexy que apareceu na minha vida a quase dois meses, me enlouquecendo cada vez mais.

Seus lábios novamente nos meu, afoitos e urgentes, impediram que qualquer pensamente me dominasse, a não ser o desejo que eu tinha sobre ele. A excitação percorria minhas veias, me enlouquecendo. Minhas mãos deixaram sua nuca para se concentrarem em seu membro. Afinal eu também sei jogar. O massageei de leve sob a cueca, mas foi o suficiente para eu sentir sua ereção, o fazendo gemer a contragosto.

Fomos obrigados a nos separar quando o ar nos faltou, e antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, o joguei novamente na cama, agora estávamos deitados ao contrário. Fiquei por cima dele, passeando minas mãos por seu peitoral forte, os ombros largos, a pele bronzeada e o abdômen definido, enquanto as suas brincavam com meu cabelo e minha nuca.

Com calma, tracei beijos, do seu pescoço até sua cintura, retirando a cueca, o deixando totalmente nu. Beijei a glande de seu membro ereto, o masturbando de leve enquanto eu sorria ao vê-lo gemer de prazer.

─ Annabeth... ─ Meu nome saindo de sua voz rouca e sexy somente contribuiu para aumentar minha excitação. Não deixei que Percy chegasse ao ápice, simplesmente me sentei sobre seu abdômen e o devorei num beijo que foi correspondido com entusiasmo. Antes que eu percebesse, Percy havia invertido as posições. ─ Não deveria ter me provocado, Chase.

Meu corpo se arrepiou ante a expectativa e senti seus lábios descendo até meu colo. Eu sabia que ele estava dando o máximo de si para se controlar e eu adorava isso. Ri alto sem perceber, ao me dar conta de que era eu quem causava isso nele. Percy levou isso como uma provocação.

Imediatamente, suas mãos levantaram minhas costas, suspendendo-me surpresa, desabotoando o fecho do sutiã. Ele me fez despencar novamente, sua boca deixando beijos no meu ombro esquerdo enquanto ele retirava as alças da lingerie. Ele se livrou da peça e atacou meus seios desnudados, abocanhando o mamilo esquerdo com ferocidade, arrancando-me um arquejo de prazer. Sua língua traçava padrões circulares irresistíveis, enquanto uma de suas mãos apertava minha cintura, a mão livre massageando meu seio direito sem dó.

Arqueei minhas costas contra sua boca e senti seu sorriso contra minha pele. Ele passou a brincar com o seio direito e a massagear o esquerdo. Novamente um arquejo. Quando se deu por satisfeito com os seios, somente quando os bicos ficaram vermelhos e enrijecidos, ele tornou a beijar meus lábios. Eu roçava em sua perna em busca de atrito, mas ele rapidamente impossibilitava-me.

Quando precisamos novamente de ar, ele desceu seus beijos até a minha cintura, ergueu os olhos e me lançou um sorriso malicioso. Sem interromper o olhar preso no meu, ele dedilhou por cima de minha calcinha já úmida, me fazendo quase urrar de prazer. Ele riu levemente e retirou a peça, lançando-a em um canto qualquer do quarto. Rosnou ao olhar minha intimidade melada e estimular ainda mais o clitóris, me fazendo gemer ainda mais.

─ Percy! ─ Eu estava ofegante. Ele rosnou e subiu novamente até sua boca estar na altura da minha. Durante o beijo, ele deslizou sua mão até minha coxa, a enlaçando em sua cintura, fazendo nossas intimidades se roçarem novamente, nos arrancando gemidos impacientes.

Ele interrompeu o beijo e ofegante, começou a me penetrar lentamente. Percy apoiou sua testa na minha, ambos gemendo, enquanto ele começava uma série de estocadas, aumentando o ritmo e a força. Nossos gemidos eram harmoniosos e o prazer logo inundava de vez o meu ser. Ele se sentou novamente, me puxando junto com ele, eu enganchei minha outra pena em sua cintura, suas mãos em meus quadris enquanto ele me ajudava com os movimentos de vai e vem.

Em alguns minutos, senti minhas pernas ficarem bambas e lancei minha cabeça para trás enquanto eu aumentava o ritmo, Percy indo cada vez mais fundo dentro de mim. E finalmente o primeiro espasmo percorreu meu corpo mole. Meus olhos se fecharam quando eu senti o orgasmo e gozei dentro dele gemendo alto. Não muito tempo depois, foi a vez dele chegar ao ápice e eu senti seu gozo em mim.

Ambos caímos na cama, ofegantes e suados, cansados demais para fazer outra coisa se não deitarmos e esperar a respiração voltar ao normal. Sem dizer qualquer palavra, ele me puxou para seu peito e acariciou meus cabelos até eu pegar no sono.

Percy era bom em me fazer esquecer as coisas. Muito bom.

Notas finais
Gostaram? Enfim, dois recados importantes: Devido à minha demora, VOU FAZER UMA MARATONA, COMEÇANDO POR AMANHÃ! Õ/ Mega maratona na verdade pra compensar esse tempinho que fiquei sem postar .-. Outro recadinho importante: Quando chegarmos à 100 comentários, vou fazer um capítulo bônus, narrado pelo Percy, e se vocês forem espertos, vai dar pra sacar praticamente toda a fic u.u E se recebermos uma recomendação, teremos um capítulo bônus especial e.e Muuuuito especial... Então é isso ^^ Até amanhã, My Cupcakes ;)