Irresistível Atração
5 Olhos Nublados
Notas iniciais
Título: Irresistível Atração
Autora: Toynako
Anime: Katekyo Hitman REBORN!
Casal: Dino x Hibari
Classificação: +18
Gênero: Yaoi / Lemon — Universo Alternativo
Criada em: 18/07/09
—x.I.x––
Irresistível Atração
Dino soltou os capangas de Mukuro de seus braços e logo tratou de pegar seu chicote desferindo um ataque sobre aquele ser vil, aproveitando-se de momento de distração deste.
“— Largue-o!” – mandou o loiro.
Seu chicote conseguiu enroscar-se no pescoço do vampiro, puxando-o com tanta força de cima de Hibari que este caiu de costas no chão, aos pés da cama que estava.
“— Quanta insolência!” – reclamou Mukuro, levantando-se do chão, tentando a todo custo retirar chicote de seu pescoço com as mãos.
“— Por quê?” – o loiro puxou mais o chicote, espertando-o mais “— Você vai dizer que foi desleal, atacá-lo quando estava distraído...” – sorriu maroto para o outro.
“— Dino...” – Hibari chamou baixo por este, se remexendo na cama “— Mnw...”
“— Já te ajudarei!”
“— Cala a boca! Este vampiro é meu!” – vociferou Mukuro, puxando o outro mais para si pelo chicote que prendia-o, não ligando em ferir gravemente suas mãos ao fazer isso.
“— Vejo que não conhece minha força...” – o caçador riu, fazendo seu chicote o estrangular mais.
Aquele golpe de sorte que o caçador dera estava ferindo demais a Mukuro, que sentia a pele de seu pescoço queimar com o poder sagrado daquela arma, suas mãos estavam em piores estados, sangrando de tão ferida que fora, na força que fazia para se livrar do chicote.
Olhou ainda em meio a toda a dor que sentia, ignorando-a por instantes, mirando seus olhos bicolores em seus subordinados, notando-os cheios de hematomas e ferimentos, mas estavam vivos pelo menos.
O olhar estreito que possuía ia de um para outro, culpando-se infimamente por ter causado, de certa forma, aquele tormento a tão obedientes e atraentes humanos. Não que sentisse algo por estes, simplesmente gostava de sua submissão para consigo.
Se tentar soltar-se definitivamente não estava resultando em algo satisfatório, usaria outro método, o atacaria. Tentou criar sua arma como sempre, mas desta vez, por algum motivo, não conseguira.
Se não conseguiria nem criar seu tridente, só restaria partir de mãos limpas para cima do outro. Percorreu o espaço razoavelmente grande daquele quarto, quase correndo, indo em direção ao caçador que lhe prendia.
“— Vem a mim com facilidade?” – Dino sorriu travesso, puxando o chicote com força, fazendo o vampiro de desequilibrar.
Mukuro cambaleou pelo ato que não esperava do outro, recebendo no peito, por um descuido seu, um chute com tanta força que caíra estirado ao lado da cama onde tinha prendido o vampiro.
Dino rapidamente foi para cima deste, antes que o vampiro se recuperasse de seu golpe. Sentou-se nas pernas deste, prendendo-o todo com seu chicote, vendo sorridente o quão difícil era até ele respirar.
Retirou do bolso de seu casaco uma estaca de madeira, para dar fim aquela existência amaldiçoada.
“— Pa...re...” – fora Ken que falou, com muito esforço, levantando-se lento, com estrema dificuldade “— Não encoste... No... Mukuro-sama.”
“— ...” – Chikusa também se levantava.
Dino virou-se um pouco, ficando a olhar aqueles dois humanos que tentavam a todo custo se levantar para ajudar aquele ser vil no qual prendia. Olhou em seguida para os olhos com coloração diferentes o encarando com raiva.
Mas não parecia ser pelo motivo de estar preso, mas sim, como é se ele fosse arranjar forças desconhecidas caso tentasse machucar novamente algum daqueles dois garotos que se empenhavam tanto para ajudar a si.
“— Não vou fazer nada...” – avisou Dino, ainda mantendo o outro bem preso “— Mas se ousar ir atrás de Hibari novamente, colocarei todos os caçadores atrás de você...” – após ameaçar, aproximou-se da orelha deste, como se fosse contar um segredo “— E você sabe o que acontece na cadeia... Não vai querer que a mesma coisa aconteça a estes humanos...”
Saiu de cima deste, deixando-o ainda amarrado ali, depois este arranjaria um jeito de se libertar, agora tinha coisas mais urgentes. Fora direto para a cama em Hibari estava preso, desamarrando-o enfim.
“— Você está bem...?” – indagou, vestindo-o, um pouco enciumado pelo fato do estado em que este estava pelos toques do outro em si.
“— Awnnm...” – só conseguiu gemer, com o toque quente das mãos do outro o vestindo.
“— Hibari...?” – chocou-se notando o estado deste “— Usaram algo em você...” – terminou de vesti-lo “— Maldito...” – xingou o outro vampiro, pegando o moreno nos colo “— Te tirarei deste inferno.”
Pegou-o e tirou daquele lugar, ignorando aqueles três se agonizando no quarto. Quando os humanos melhorassem um pouco soltariam o vampiro, com certeza, mas isto não lhe importava.
Saiu mudo daquele lugar, segurando Hibari nos braços, sentindo este remexer-se e gemer baixo, pelo efeito da droga. Colocou-o deitado no banco detrás do seu carro e não tardou em começar a dirigi-lo.
Vez ou outra o escutava gemer necessitado, para logo em seguida este reclamar de calor e implorar por toques, bravamente ignorava a tudo, concentrado em levá-lo até seu novo esconderijo, pois lá estariam seguros.
Assim que chegou a um prédio alto, tanto quanto aquele no qual estava antes de todo aquele acontecimento. Voltou a pegar o vampiro no colo, notando que o ‘estado’ deste estava piorando, ele estava muito corado e ofegante agora.
Levou-o rápido até seu novo quarto, colocando-o na cama grande assim que chegara.
“—Temos que dar um jeito nisto...” – pensou em voz alta “— Acho que será melhor se tomar um banho para tirar um pouco o efeito disto...” – suspirou, retirando seu casaco e camisa “— Te darei um banho.” – avisou docemente.
Foi até o banheiro, ligando a água da banheira no gelado, pegou uma toalha e colocou ali a disposição, depois disto voltou para o quarto, sentando-se na cama, acariciando de leve o rosto deste, notando como estava quente.
“— Lamento-me não ter feito nada para evitar isto...”
Lentamente, ignorando os ofegos e gemidos, começou a tira a roupa deste. Quando retirou toda a roupa deste fora que pode ver realmente o estado em que este se encontrava.
Odiou mais aquele outro vampiro por ter se atrevido a tocar em Hibari, voltou e pegá-lo nos braços, levando-o com cuidados para o banheiro, colocando-o na água fria da banheira, vendo a resistência deste.
“—Não...” – reclamou Hibari, tentando sair dali.
Dino ficou surpreso em ver aquele vampiro Nobre tão sensível e manhoso daquele jeito. O moreno não sabia o que acontecia consigo. Não aguentava mais esse calor que se apossava cada vez mais de seu corpo por inteiro.
Qualquer toque que recebia, por mais inocente e sem malícia que fosse, fazia seu corpo reagiram de forma assustadora de tão prazeroso, totalmente diferente de quando Mukuro o tocou, onde só conseguia sentir nojo de si mesmo a cada toque.
Mas infelizmente seu corpo correspondia a tudo que aquele vampiro aquele fazia, e este fato só fazia-o sentir mais asco de tudo.
“— Caçador...” – chamou-o, tentando em vão não deixar sua voz sair ofegante “— Pare com isso...”
“— Não.” – disse “— Você precisa deste banho gelado...” – molhou-o mais “— Nunca soube que vampiros ficavam quentes assim.”
“— Pare de me tocar... Ou eu... Ahnwwmm...” – tentou ameaçar, mas acabou por não conseguir.
“— O que você pode fazer neste estado...”
“— Ahnwm... Ou vou... Mnn... Mordê-lo até a morte...”
“— Irei ignorar isto...” – comentou, passando o sabão por todo o corpo deste “— Infelizmente você está em um estado que só sabe reclamar e gemer, fique quieto e me deixe tirar os rastros daquele vampiro em você.”
Dino estava ajoelhado ao lado da banheira, passando levemente o sabonete pelo peito deste, tentando a todo custo ignorar aquela parte do vampiro que parecia implorar por toques.
Não queria se aproveitar da situação que este se encontrava, como aquele outro fizera. As mãos de Hibari tentavam impedir seus toques, porém este estava sem forças.
“— Por que está tão fraco...?” – indagou de modo preocupado o loiro “— Isso não pode ser só o afrodisíaco...”
“— Fome...” – respondeu em um ofego.
“— Fome?” – parou de tocá-lo.
“— Foi me retirado muito sangue...”
“— Então me deixe limpá-lo todo, que depois eu te deixo me morder.” – falou dando um de seus sexys sorrisos “— Afinal, eu prometi.”
O loiro continuou a limpar o menor, tentando manter-se impassível aos ofegos que este dava, porém estava cada vez mais difícil. Principalmente viu as mãos deste indo para o próprio membro, começando a tocá-lo de leve.
“— Ahnn!” – soltou um gemido mais alto o moreno, fechando os olhos, movendo suas mãos, mesmo que sem forças.
“— Hibari, por favor, pare...”
“— Cala a boca e ajuda...” – abriu os olhos, encarando com raiva para o outro.
O caçador soltou um suspiro, levando sua mão aquela área, segurando as mãos do moreno com a sua, movimentando estas juntas. Escutou deliciado um gritinho de puro prazer que o vampiro deixou sair, gemendo sucessivas vezes, enquanto o masturbava.
“— Di-no...” – chamou ofegante por este, soltando suas mãos, deixando que este fizesse tudo “— Ma-is...”
“— Acho que realmente, o único jeito de tirar esta droga do teu corpo, é esse...”
O maior se inclinou mais na banheira, segurando melhor o membro do moreno, movimentando-o fortemente, vendo a água se mover com os movimentos que fazia. Não aguentou só fazer isso, roubou-lhe um beijo do outro.
Quase chegou a espantar-se com a voracidade com que o vampiro retribuía. Este o puxou tanto para si, que quase caíra dentro da banheira. Aquele beijo era possessivo, necessitado, dominador e prazeroso.
Em meio àquele beijo que de tão intenso que era, chegava a ser quase violento, Dino sentiu um gemer mais alto deste, afastou as bocas, notando que o menor tinha enfim gozado. Ficou a olhar o rosto arfante deste, o estado de torpor que este se encontrava.
Amava o ver deste jeito, tão entregue aos seus toques. Mas desta vez infelizmente, não sabia se era obra daquela droga no corpo dele ou se realmente aquele eram os sentimentos verdadeiros daquele ser.
Afinal, nunca havia recebido uma confirmação do que este sentia por si. Sempre falara que gostava deste, que o amava, mas este parecia ignorar tal fato. Mas tratou de mandar estes pensamentos para longe, afinal, não era hora ficar divagando com o vampiro naquele estado.
“— Sente-se um pouco melhor?” – perguntou o loiro, retirando sua mão daquela área do outro, olhando atentamente para o rosto deste.
“— Sim... Mas eu quero mais... Necessito de mais...”
“— Mais...?” – voltou a olhar para o baixo ventre deste, vendo-o voltar a animar-se sem nem tocá-lo “— Acho que precisará de mais que só isso...” – falou de um jeito maroto.
“— Caçador...”
“— Chega deste banho, pelo menos já está limpo, sem as marcas daquele outro...” – levantou-se.
“— ...”
Dino pegou a toalha onde tinha deixado e jogou-a sobre os ombros, voltando assim para o outro, pegando com cuidado e colocando-o sentado na borda da banheira para secá-lo um pouco.
“— Caçador...” – chamou novamente este, de uma forma baixa, ainda necessitada.
Hibari não se conteve mais, abraçou-o forte pelo pescoço, beijando com tanta insistência o pescoço do loiro que este gemeu baixo. Estava-se deliciando com o gosto e o cheiro que deste o primeiro dia o tinham fascinado tanto.
“— Você me quer...?” – indagou Dino, acariciando-lhe as costas enquanto ainda o secava.
“— ...” – sua resposta fora dar uma mordida de leve no local.
“— Mn...” – estremeceu “— Aqui não... Vamos para a cama...” – avisou.
Afastou-se com dificuldade do menor, pois este insistia em beijá-lo todo naquela área. Pegou-o no colo e não tardou em levá-lo para a cama, colocando-o no meio desta. Sentou-se a sua frente, aguardando o desfecho daquilo. Ansiando saber qual era o prazer de ser mordido.
“— Como eu prometi...” – ajeitou os cabelos dourados, deixando o local livre para o menor “— Faça o que quiser... Eu confio em você.” – sorriu-lhe doce.
O vampiro avermelhou-se mais, nunca antes havia mordido alguém que tivesse se entregado de livre e espontânea vontade, sempre teve que usar truques vampirescos para isto. Engatinhou, com um pouco de dificuldade, até o outro, segurando-se nos ombros deste, olhando com atenção para aqueles olhos marotos e sensuais. Cobiçava saber se o gosto era tão bom quanto o cheiro que possuía. Pensava que sim.
Chegou mais perto, ficando ajoelhado em sua frente, inclinou-se de leve, beijando suavemente os lábios do maior, se afastando contento um sorriso vulpino no rosto e abraçou-o pelo pescoço novamente, não tardando em beijar novamente a area no qual morderia.
“— Hibari...”
Este não aguentou mais esperar, seu corpo todo clamava pelo sangue daquele humano de uma forma tão intensa que nem entendia o motivo, mordeu-o com cuidado no local, se arrepiando todo com o gosto que possuía aquele sangue.
Era quente, entrava em si como se fosse brasa, mas de calor gostoso. Doce, nunca pensou que sangue algum poderia ser tão delicioso, para si sangue sempre teve aquele gosto ferroso de sempre.
“— Aahwnm...”
Dino gemeu com gosto, sendo perfurado pelas presas do outro em seu pescoço. A sensação era muito melhor do que os livros explicaram, muito melhor do que imaginara. Sentia dor sim, afinal era sua carne sendo cortada, mas o prazer que sentia com o outro lhe sorvendo o sangue era tanto, que se sentia reagir lá em baixo.
Puxou mais o outro para si, necessitando mais daquela dor prazerosa que este estava lhe proporcionando, levando uma mão a cabeça deste, forçando-a mais de encontro ao pescoço.
Hibari sugou-lhe completamente, saciando-se do sangue que era realmente viciador, afastou-se devagar daquele pescoço, lambendo-o freneticamente, para que cicatrizasse. Escutando o ofego do loiro quase em seu ouvido.
“— Delicioso...” – falou, dando por fim, uma última lambida.
“— Te amo...” – Dino falou ofegante, surpreso em ter ficado naquele estado com uma simples mordida.
“— Eu...” – emudeceu, corando violentamente.
“— Tudo bem, eu sei que me ama também...” – falou doce, acariciando o rosto deste, mas a verdade era que seu coração pesava em não ouvir estas palavras do menor.
“— ...” – jogou-se na cama, largando-se nesta, olhando para outro com seu olhar vermelho sangue agora.
Dino respirou fundo, tentando colocar sua mente no lugar, mas aqueles olhos carmesins a lhe observar-lhe tiravam quase todo o raciocínio. Mas sabia que não poderia mais abusar deste neste estado.
“— Se dormir pode ser que o efeito disto passe...” – comentou o loiro, sorrindo sem jeito para menor, já pensando em levantar-se.
“— Fica...” – segurou-lhe o braço, puxando com força para que caísse por cima de si “— Você... Disse que daria outra coisa muito boa também...”
“— Não com você neste estado...” – evitava olhar para este.
“— Dino...” – chamou baixo o nome deste, virando o rosto para si “— É o meu presente de maioridade...”
“— Era o meu sangue...”
“— Era você.”
Dito isto, o moreno puxou o outro com possessão para um beijo ardente...
CONTINUA
(27/11/09)
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