Irony, no?
1 MM.
Notas iniciais
Maria = Maria Eduarda.
Bom proveito!
Era mais uma manhã fria de inverno, Mary estava sem vontade alguma de se levantar e ir trabalhar, mas era preciso. Mary, com seus vinte e cinco anos, trabalhava como escritora. Dois livros de sucesso, e mais alguns menos conhecidos. Adorava seu emprego, mesmo não sendo uma escritora famosa. Tinha seu próprio estilo, ou melhor, era uma tomboy. Seu cabelo negro, curto, era o que mais chamava atenção á primeira vista. 1,66 de altura, ela não era muito alta, porém também não era baixa. Baixa mesmo era sua assistente, Maria, com 1,59 de altura.
Maria, vinte e dois anos, cabelo mediano, na altura dos ombros. Olhos e cabelos castanhos. Muito tímida, mas após conhecer melhor a pessoa, se soltava, ficava á vontade. Era assistente de Mary desde que a mesma começou a carreira, e Maria sempre a ajudando, nas ideias para um enredo, mas não só em livros, Maria ajudava-a também em sua vida. Maria era a salvação para a Mary.
- Bom dia, Maria. – Anunciou Mary, chegando a seu local de trabalho, sonolenta.
- Está atrasada novamente, Mary... – Suspirou. Maria usava uma camisa de manga longa, com sua típica cor cinza. Estava usando seus óculos, com a típica armação azul. Seu olhar era sério, mas Mary sabia que era apenas fingimento. Mary sempre se atrasava.
- Sim, sim – Murmurou Mary, sorrindo e aproximando-se de Maria. – Agora, meu bom dia.
- Eu já te disse para parar de fazer isso! – Respondeu-a, corando e recuando. Quanto mais Maria ia recuando, mais Mary avançava, até prensá-la contra a parede.
- É só um bom dia – Sorria malicioso, segurando a mão tremula de Maria. – Vamos! Quanto mais rápido fizer isso, mais rápido acabará.
Maria revirou os olhos, totalmente corada, e então deu um rápido selinho nos lábios quentes de Mary, que, após o gesto, soltou a mão de Maria, posicionando-se em sua cadeira, preparada para escrever mais um capítulo de uma historia que estava fazendo, sem tirar, claro, seu sorriso malicioso do rosto. Esse era o “bom dia” que Maria devia dar para Mary todas as manhãs.
- Porque tenho que fazer isso todas as manhãs? – Perguntou Maria, sentando-se em sua cadeira, suspirando e arrumando os óculos.
- É meu ritual sagrado. Meu dia só ficará completo se eu receber meu bom dia de você. – Sorriu malicioso.
O resto do dia foi normal, com muito trabalho por parte de Maria, pois Mary não conseguiu pensar em muitas ideias para o tal capítulo. Mas isso também não importava para Mary, pois a mesma, por algum motivo, não parava de pensar em Maria. Não entendia porque, e então começou a rever o seu dia.
“Foi tudo normal, ela deu o meu bom dia... Mas sempre fazemos isso. Não, não é isso. Seus óculos? Seu cabelo? Sua roupa? Não, está tudo normal. Argh! O que é isso, Mary? Controle-se! Você sempre sentiu algo a mais por Maria, ela mesma sabe disso. Até parece que vai ter um ataque...!”
- Ô, Mary, está me escutando? – Exclamou Maria, chegando perto da maior, que se assustou com a sua presença tão perto.
- Oi, hã... O que você disse mesmo? – Corou levemente, piscando os olhos freneticamente.
- Perguntei se você quer ir lá á minha casa hoje á noite. Talvez nós... hã... Poderíamos escrever algumas coisas juntas, não? – Desviou o olhar. – Mas c-claro, se você não quiser ir, tudo bem...
- Claro que vou, Maria – Sorriu a morena, abraçando a menor por trás, abaixando-se um pouco para apoiar seu queixo em seu ombro. O coração de Maria começou a bater forte, e a mesma, ficou totalmente corada. Começou a suar frio por causa da aproximação espontânea que a maior fez. – Está ansiosa, Maria? Seu coração está rápido.
- Estou bem. – Tentou ser o mais séria possível, mas qualquer um notaria a ansiedade em sua voz.
- Então meus toques te deixam assim? – Mary sorriu malicioso. A menor estremeceu ao ouvir tais palavras, tentando sair, sem sucesso, do abraço duradouro. – É melhor tomar cuidado, Maria. Posso ser muito perigosa quando eu quero.
E, ali mesmo na sala de trabalho, as coisas começaram a ficar quentes. Mary lambeu levemente o pescoço da menor, fazendo-a arrepiar e soltar leves suspiros.
- E-Então te espero em meu apartamento ás oito! – Exclamou apressadamente Maria, conseguindo desfazer-se do abraço, e cortando o clima. Pegou seu casaco preto que estava em cima da sua cadeira e saiu da sala, mas voltou apenas para dizer: – T-Tchau.
Mary ficou sem reação. Apenas estava com um sorriso bobo nos lábios. Pegou seu casaco cinza e saiu da sala, em direção á sua casa.
. . . .
Maria havia feito compras; apenas o necessário para preparar o jantar. Arrumou seu pequeno apartamento, colocando todas as coisas no lugar. Preparou uma linda mesa de jantar; e, claro, um ótimo jantar. Depois de tudo pronto, resolveu se arrumar. Tomou um longo banho, e vestiu uma calça jeans branca, com um blusão cinza; cinza era sua cor favorita. Deixou seu cabelo solto e não se importou com maquiagem. Colocou uma sapatilha preta.
Foi, então, conferir se estava tudo certo. Cozinha, ok; quarto, ok; sala, ok; comida, ok; mesa de jantar, ok. Conferiu as horas, 19h50min.
- Ah, porque estou tão ansiosa? – Perguntou para si mesma. – É só minha chefe, afinal. Agora finalmente tenho uma resposta para ela. Desde o dia que ela se declarou para mim, fiquei sem reação. Ah, é tudo tão complicado! – Fechou os olhos, relembrando a forte cena que acontecera com Mary; ela nunca havia feito isso antes. Corou levemente, tendo esses pensamentos, quando tocam a campainha.
Maria abriu a porta e deparou-se com a melhor vista que já teve. Era Mary, maravilhosamente linda. Seu cabelo curto bagunçado, como sempre, uma camisa social branca, calças pretas, igualmente com o sapato. Não era nada demais, mas para Maria, aquela era a beleza em pessoa. Mary nunca ia muito arrumada para o emprego, pois tinha preguiça de se arrumar, então, vê-la assim, toda arrumada, foi uma surpresa para Maria.
- Se você ficar me encarando por mais tempo vou ficar envergonhada – Disse Mary, sem graça.
- Ah! Desculpe. Vamos, entre.
Após entrar, Mary deu uma boa olhada no apartamento, nunca havia ido lá, então não sabia como era.
- Gostei daqui. É pequeno, mas confortável – Comentou. – Que cheiro bom... O que tem para o jantar?
. . . .
Após jantarem, Mary ajudou Maria a tirar a louça e a lavá-la. Depois decidiram assistir a um filme, e então arrumaram a sala com cobertores, travesseiros, e, claro, um bom filme de terror.
- Mary, antes de começarmos o filme, será que posso lhe falar uma coisa? – Perguntou Maria.
- Claro que sim.
- Lembra-se quando você se declarou para mim? E eu disse... Disse que eu tinha que pensar?
- Lembro-me...
- Eu decidi – Encarou-a. – Eu quero... Quero ficar com você.
Mary não conseguia dizer nada, apenas um sorriso tomou conta de seu rosto.
- Eu percebi que te amo. Desculpe-me fazê-la esperar tanto tempo, mas eu não tinha certeza ainda. Você sabe, não é? Eu gostava apenas de garotos antes de te conhecer, e então, você mudou minha vida. Você é mais gentil que todos os meninos com quem já namorei, não foram muitos, mas você é a melhor dentre todos. Seu carinho comigo, o amor que você me dá, lutando por mim, mesmo eu lhe rejeitando, você é... Você é incrível. Eu consegui aprender a te amar, afinal, tive a melhor professora, você. Eu nunca achei que algum dia ficaria com você, Mary, mas você me conquistou. Eu te amo.
Mary estava espantada. Não conseguia falar nada; apenas chorava. Chorava de alegria, felicidade. A menor, que estava corada, não exibia reação alguma. Seu coração estava acelerado, assim como o de Mary.
- Eu amo você, Maria! – Abraçou-a com força, e Maria retribuiu o abraço. Mary limpou as lagrimas e então, fez o que mais queria desde o momento em que viu a pequena pela primeira vez... Beijou-a.
Primeiramente foi um selinho longo e demorado, e então, Mary tomou a inciativa, e Mari cedeu. Logo o beijo foi se tornando mais quente, suas línguas brigavam por espaço algumas vezes e, em outras, elas eram totalmente sincronizadas.
- Obrigada por aparecer em minha vida, Maria. – Dizia Mary, com Maria aconchegada em seu braço, abraçando-a. – Você... Você quer ter um relacionamento mais sério comigo?
Maria encarou os olhos negros de Mary. Corou levemente e então a puxou para mais um beijo doce.
- Claro que aceito meu amor, claro que aceito...
Por fim, Mary dormiu junto com Maria. Foi uma noite cheia de carinhos e amores. Agora elas estavam completas; Mary havia conquistado seu novo amor e Maria estava com alguém que a entendia como ninguém. Que ironia, não? Mary e Maria, duas garotas com nomes praticamente parecidos, porém tão diferentes... Uma, a princesa, inocente, tímida, certamente um lindo anjo; outra, o mordomo, atrevido, malicioso, com seu terno preto, um completo demônio.
Que ironia, não?
Parece que anjos e demônios podem se dar bem, afinal.
Notas finais
WAAAAH *-*
Apenas fiz essa pequena one-shot para vocês, espero que vocês gostem. ;_;
Estou muito feliz por fazê-la, espero ter alcançado suas expectativas. u_u
Adoro vocês, nhaw *w*
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