Inglaterra, Liverpool5 de Julho 2015 — 14h34.

Amélia Clark

O carro de Elizabeth para em frente a porta do colégio e logo buzina para chamar atenção da filha. A menina suspira de alivio ao ver que finalmente sua carona tinha chegado e retira seus fones e entra no carro sem falar nada. Elizabeth da a partida e começa a falar, mas a menor não dá muita atenção.

— O gato comeu sua língua? Estou tentando falar com você Amélia. — ignorou. — O que foi desta vez? — voltou sua atenção para a estrada.

— Você se atrasou para me buscar, de novo. — disse sem muita emoção.

— Eu me atraso e você fica assim, com cara fechada? — disse com indignação.

— Mãe, você se atrasou duas horas, como tem acontecido a semana inteira semana. E você também não apareceu na minha feira de ciências. — abaixou a cabeça. — Você sabia o quanto essa feira era importante para mim, fiquei a semana inteira avisando vocês. — Elizabeth bufou.

— Desculpe Amy, tive que um compromisso de última hora.

Elizabeth tentou o máximo soar arrependida, mas Amy sabia que era só um desculpa para não admitir que preferiu ir a um bar ao ver o trabalho da filha.

— Brooke chegou da reabilitação hoje. — disse Elizabeth quebrando o silêncio.

— Que bom.

Elizabeth estacionou o carro em sua garagem quando chegaram a casa.

— Amélia, me desculpe, de verdade. — acariciou o rosto da filha. — Você sabe como as coisas estão difíceis em casa...

— Isso não justificar você abandonar sua família.

Amy se apressou a entrar em casa e quando o fez gritou que tinha chegado, mas ninguém respondeu. Andou pelo andar de baixo a procura de alguém até que ouviu um choro vindo da escada.

— Brooke? John? — Elizabeth chamou. — Devem estar dormindo.

Amy ignorou sua mãe e foi em direção a escada onde viu sua irmã encolhida chorando no topo da escada.

— Brooke, o que houve?

Chegou mais perto e abraçou a irmã, tentando a acalmar. Brooklyn não respondeu, não tinha forças para falar nada, deixando Amy mais nervosa do que já estava. A mais velha ergueu a cabeça e olhou para o quarto de seus pais. Amy entendeu o recado e correu para lá, soltou uma respiração tremula e abriu a porta.

Seus olhos se arregalaram e sentiu seus joelhos chocarem-se no chão. Ficou parada, olhando aquela cena, tentou assimilar o que havia acontecido.

Gritou, com toda sua força, expondo toda sua tristeza e indignação, e junto veio sua primeira lágrima. Se aproximou do corpo no chão e com delicadeza passou a mão em sua testa, onde se encontrava a ferida. Ouviu passos pesados vindo em sua direção e logo sentiu uma mão em seu ombro, era sua mãe, estava tão chocada quanto Amy.

— Querida...

Seu corpo se encontrava sujo de sangue, mas ela não ligava, a pessoa mais importante da sua vida morrido. Seu pai havia cometido um suicídio.

Irlanda, Mullingar 20 de Julho de 2015 — 20h47

Noah Horan

Sempre tive medo de hospitais. Eu passei grande parte da minha vida lá, acho que seria esse motivo, minha mãe pensou que só seria uma fase, mas provou que estava enganada hoje, tive que ir ao hospital fazer alguns exames e acabei ficando o dia todo lá inquieto e agonizado, o cheiro de remédios, o barulho das máquinas, a calma inexistente que as enfermeiras tentavam transmitir, tudo naquele lugar eu odiava.

A primeira coisa que fiz quando cheguei foi pegar um pote de sorvete de chocolate, provavelmente acordaria com dor de barriga se comesse isso tudo hoje, mas não liguei, comida de hospital além de não ter gosto não preenchia o buraco negro que havia no meu estômago. Abri a gaveta para pegar uma colher quando vi um papel dobrado, "Para Noah e Maura" era o que estava escrito na parte da frente.

— Noah, querido, procurei seu irmão por toda a casa e não achei. Liguei para seu celular mas diz que o número não existe. Será que eu deveria ligar para a polícia?

Ainda encarando a carta, entreguei para minha mãe, eu não estava com nenhuma vontade de abrir e ler. Greg estava com problemas com a mãe e o pai já há um tempo, mas nunca pensei que chegaria ao ponto de fugir de casa.

Dona Maura olhou para mim preocupada e com rapidez abriu a carta e leu as poucas linhas que continha ali. Quando vi a primeira lágrima dela percebi que era coisa séria. Puxei a cadeira para ela sentar e tomei a carta de suas mãos antes que rasgasse.

Após ler aquele papel, quem teve que se sentar fui eu. Eu simplesmente não queria acreditar no que estava escrito, não podia. Não podia acreditar que perdi meu irmão, meu melhor amigo.

Meu irmão foi morar em outro país.

Notas finais
Para ler a fanfic no SocialSpirit: https://spiritfanfics.com/fanfics/historia/fanfiction-one-direction-ironies-of-love-2682898

Para ler a fanfic no Wattpad: https://www.wattpad.com/story/79517412-ironies-of-love
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.