Ironic
2 One
Notas iniciais
–sorria minha garota, sorria – forcei um de meus melhores sorrisos e após 2 segundos estava cega
–não podemos parar um pouco? – indaguei
–só mais uns minutinhos – suspirei assentindo
[...]
– estou morta — disse entrando no carro com o papai pra ir embora, pus a língua para fora e deitei a cabeça de lado botando a mão sobre minha testa, papai riu da minha idiotice mesmo tentando se controlar
– há – há- há engraçadinha – ele não conseguiu agüentar e riu alto
– que horas são? – disse tentando mudar de assuntos
–quase sete, e eu estou morrendo de fome- ele repetiu meu ato e eu gargalhei, ele logo se ajeitou – o que vamos comer?
–HMMM, não sei você, mas eu to maluca pra comer um Xburger bem grandão com tudo que eu tenho de direito. –disse fazendo o hambúrguer com a mão e passando a língua na boca. Ele riu e ligou o carro.
Meu nome é Alisson Carter Leone, meus pais adotivos são Katharine Carter e Andrew Leone, meu pai biológico se chamava Jonathan Leifert e minha Mãe Vanessa Muller, mesmo sabendo que o certo era levar no nome lembranças de meus pais biológicos ainda sim preferia os de meus pais adotivos, Jonathan morreu quando eu nasci, era apenas isso que eu sabia, Vanessa se afundou nas drogas quatro anos mais tarde. Minha guarda oi para a diretora da escola, Andrew falava que eles me tratavam como filha já que Katharine não poderia ter um que vivesse de suas raízes, eu não bati os pés e nem fiz birra, não esperneei e nem gritei quando aos dez anos, fiquei sabendo de toda a verdade, até porque acho que eles foram a melhor coisa que já me aconteceram, ermo uma família perfeita, até o dia 13 de setembro, faltando apenas um mês para eu completar os dez anos, papai e eu estávamos deitados no sofá quando o telefone tocou
~ ligação on ~
–quem é? – papai perguntou
–sim, é ele, por quê? – em sua voz ouvia-se temor
–como? – ele se desesperou
–já estou indo – ele correu para o quarto e eu continuei deitada, quando ele voltou tudo o que falou foi- vamos ao hospital, filha, saiba que independente de tudo que virmos, eu amo você e nada vai me separar de ti- ele pegou minha mão e fomos para o carro
~ ligação off ~
Depois de alguns anos foi que pude entender o que havia acontecido, Katharine havia sofrido um grave acidente de carro.
Eu realmente poderia ter procurado minha mãe biológica, mas uma coisa da qual eu aprendi é que, se queremos ser felizes no presente e futuro, temos que deixar o passando para trás, mesmo que corroa que doa que machuque, mesmo que te detone, mas na frente irá valer à pena, coisas certas irão chegar, pessoas melhores irão se apresentar, a ordem é essa, primeiro chuva, depois sol e logo depois, vem o arco-íris.
Mas eu sabia que, mesmo com esse pensamento, não poderia negar suas origens, não poderia negar suas raízes, pois em seu sangue corria memórias de uma vida que poderia ter tido uma família que poderia ter sido feliz, talvez mais do que agora, uma família que era real. E em seu corpo, havia partes de cada um dos dois, os olhos claros de sua mãe, ruiva pelo seu pai. Não havia como negar, nem se o quisesse. Quem olhasse veria.
[...]
Depois de uma serie de autógrafos e fotos eu pude realmente comer bem, papai estava nervoso e queria saber o por que
– o que houve? – perguntei curiosa
–quero eu faça uma coisa por mim – ele desviou o olhar
– pode manar a bomba – ri fraco pelo nariz
–Vanessa está morrendo – ele me encarou
–e o que eu tenho haver com isso? –disse seca
–preciso que faça isso por mim
Assenti – eu faço, mas saiba que é por você, não por ela – coloquei meu hambúrguer de lado, havia perdido a fome – quando meu vôo sai?
–amanhã ou depois, você escolhe infelizmente o vou poder ir próxima semana e você vai o na frente, no aeroporto vão esperar dois garoto, filho de uma amiga da sua mãe, Justin é o com cara de bad boy, Brian é o mais simpático e o mais alto – ele me dava às coordenadas e eu prestava atenção, algo me dizia que deveria ir, queria saber coisas sobre o meu passado, coisas que ninguém me permite saber e o único jeito de descobrir é esse, eu precisava ouvir boca Dela algumas coisinhas – provavelmente eles estarão te esperando com uma placa, não dê muita corda, ok? – ele ainda me olhava fixo
–ta bem papai – assenti
–quando pretende ir?
–amanhã mesmo de manhã cedo – quanto tempo mais eu passava longe de papai, mais coisas eu descobriria, e irá ser assim, apenas pelo conhecimento, sem sentimentos, sem lembranças, sem saudades, sem amor, sem Raiva, apenas conhecimento, esse era o foco.
–tudo bem, agora vamos pra casa, você vai precisar de energias amanhã, e, por favor, não dê nenhum trabalho a Vanessa, ela está quase La filha, não queira dar uma ajudinha, ta bem? – ri pelo nariz pelo jeito de como ele falou
–tudo bem pai, eu não darei, prometo – abaixei o olhar, sabia que estava preocupado e que se fosse por ele, o passado ficaria La no lugar ele, mas às vezes temos de encarar nossas raízes.
– você é a melhor filha do mundo – levantou-se, me beijou o topo d cabeça e foi pagar a conta, deixei minha cabeça cair sobre minhas mãos, eu estava cometendo um erro enorme, pensei. Será mesmo que deveria ir? Não queria, mas não poderia fazer birra agora, não mais. Agora teria que encarar um de seus piores inimigos: o passado, pessoas esquecidas, lembranças guardadas, um futuro que não existiu, seus sentimentos... Será mesmo que conseguiria lutar contra tudo isso? Não é fácil se vencer uma batalha quando o inimigo te mata de entro pra fora, quando corre nas veias, quando está no seu peito.
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