Ironias do Amor
16 CAP 16 – Um Sumiço ironicamente misterioso
Notas iniciais
O homem piscava várias vezes tentando absorver as palavras impensadas de sua amiga, ela deveria ter sido mais prudente, mas por hora precisava encontrar Rey que parecia que a terra tinha sido aberta e tragado a jovem. Olhou para Christie com fúria que estava desconcertada pelo tremendo equívoco que tinha cometido, fitou aflita o homem que tinha o semblante colérico, e falou incerta.
— Solo me perdoe pelo que disse, eu não queria .... Esqueça o que falei! – O sujeito com fogo nos olhos, esbraveja toda a sua raiva.
— Esquecer!? Esquecer!? Como você acha que isso é possível? A noite inteira você manipulou e a constrangeu, e ainda por cima vomita uma informação séria, sobre ela estar grávida e agora me pede para esquecer! – Saiu intempestivamente e, antes de deixar o jardim onde ficava a piscina, tornou a fitar e num tom de ameaça ladrou.
— Torça para que ela esteja escondida em algum banheiro dessa casa e que não tenha fugido daqui! E que esteja em segurança em qualquer cômodo.
A médica engoliu em seco ao ouvir o tom ameaçador do amigo que, saiu da vista da alta e cruzou pelo japonês esbarrando em seu ombro, e observou o desespero no olhar de sua esposa e a alcançou e pousou sua mão na bochecha rósea e quente da loira e perguntou.
— O que foi que aconteceu aqui, Lis? Seus planos de casamenteira não deram certo? – Ela estava totalmente alterada, tentando formular um modo de se justificar ao marido o tamanho equívoco que havia cometido, então falou exaltada.
— Não era para ser desse modo, não poderia ser eu a falar, mas eu vi quando os dois vieram para cá, sentados aqui juntos. – Mantinha o olhar nos olhos do esposo tentando encontrar consolo e, continuou suas justificativas. – Conclui que ela ... Por Deus! Que garota teimosa! – O oriental beijou os lábios da esposa e rindo disse.
— Lis sempre adiantada! Querendo que as coisas ocorram à sua maneira! – Com isso alisou o dorso da mão da médica e concluiu. – Achou que por causa de não ter ouvido gritos e tapas, a jovem entendeu todas as suas indiretas, na mesa e, então iria contar ao Ben sobre ... – O homem interrompeu seu pensamento por um momento e olhando a mulher perguntou.
— A moça deveria ter contado o que mesmo ao nosso amigo? – Ela o fitou envergonhada, mais ela já tinha cometido o engano de contar a Solo sobre o bebê, atropelando a sua ética médica, e sussurrou.
— Eu contei que ele seria pai! – Pronunciou aquilo de cabeça baixa, sentindo o peso de seu afobamento sendo cobrado, e sua ânsia por controle a fez cometer algo irrefletido e ser tão imprudente. Não conseguia olhar para o seu interlocutor e declarou.
— Me desculpe meu bem por isso! – O sujeito levantou o rosto da mulher abatida com o nó do dedo e alinhou sua cabeça, afim de olha-la nos olhos, nesse momento beijou a ponta do seu nariz o que tirou um sorrisinho dela e disse.
— Ah, meu amor! Não é para mim que você tem que pedir desculpas. – A fitava compassivamente, enquanto falava aquelas verdades que a machucava, mais do que estocadas de facas.
— Sua mania de que as coisas saiam à sua maneira, algum dia iria acabar mal, e agora temos o nosso amigo exaltado e precisamos acalmá-lo, e até agora a garota não apareceu em canto nenhum da casa. – A mulher loira passou a mão pelas olheiras na tentativa de corrigir a maquiagem borrada e se recompor, e se levantou e foi rapidamente para dentro da residência. E observou um cenário caótico a sua frente.
Alguns convidados ao testemunharem um homem possesso procurando algo ou alguém ficarem receosos e saíram sem se despedir, e poucos que permaneceram olhavam amedrontados para tudo aquilo que estava acontecendo, assim a doutora Christie reuniu suas forças e controlou a raiva por tudo ter saído de seu controle e se pronunciou.
— A noite acabou de uma maneira inesperada, me desculpem o transtorno! – Olhava os seus ouvintes e, prosseguiu. – Vamos encerrar o jantar por agora, porque temos assuntos urgentes para resolver, espero ter a compreensão de todos. – Nesse interim, os convidados foram se despedir dos anfitriões e saíram um a um até sobrar Finn, Rose e Ben.
O homem totalmente transtornado, bufava como uma fera enjaulada, e tornou toda a sua fúria em direção da garota e, esbravejou.
— Onde está a Rey? Ela disse que iria embora com vocês! – Nesse momento Mark se interpõe em defesa de sua irmã e fala firmemente.
— Rose, não tem culpa do sumiço da garota, controle sua zanga, ela não vai ajudar a ninguém e muito menos esclarecer o que aconteceu aqui. – Ben respirou pesado e concordou com as palavras sensatas do amigo, com isso olhou para a jovem de olhar assustado e disse.
— Não sei onde ela pode estar, a última vez que a vi foi quando a vi sair em direção da piscina. Depois não tive contato com ela.
Lisa estava se sentindo pressionada pela responsabilidade de que se algo ocorresse a Rey, ela sabia muito bem que Solo, não a perdoaria, e então agiu mais prontamente se direcionou para sua cunhada e falou.
— Querida, por favor olhe todos os cômodos da casa, não deixe passar nenhum detalhe. – A olhou com nervoso e recomendou. – Você conhece bem a casa, sabe dos esconderijos, não deixe passar nada, ela pode estar escondida com medo. – A garota assentiu e foi fazer o que a mulher do seu irmão solicitou. Então, Finn seguiu em acompanhar a jovem, não queria ficar no mesmo recinto de um homem agastado, quando ouviu a voz feminina interferir.
— Não vá por aí! Precisamos procurar em todos os locais. – Num tom de ordem militar.
— Vá para o jardim da frente, ele é bem extenso ela pode estar lá! – O rapaz piscou confuso e um tanto amedrontado. – A isso a mulher falou ríspida. – Vá logo de uma vez, não fique aí parado. – O marido numa calma invejável olhou o rapaz e compreensivamente gesticulou com a mão em direção do jardim, e ele saiu em direção do local indicado, para procurar a amiga desaparecida.
Ben estava totalmente alterado penteava os cabelos negros com os dedos e caminhava de um lado para o outro, mordendo sua bochecha interna e, tudo que conseguia pensar era na garota, que estava desaparecida e saber que está esperando um ‘filho meu. Por que ela escondia algo tão importante? Será que ela falaria algum dia? ’
A amiga de maneira acuada tentou o consolar, falou receosa.
— Ela vai aparecer, só está assustada. – O advogado a fulminou com os olhos, queria poder sufocar ela com o pensamento, mas apenas a encarou em pura raiva e cuspiu.
— Você não tinha nada que se intrometer em minha vida, nas nossas vidas! – E novamente voltou a acusa-la. – Eu sempre convivi cm suas manipulações, sempre querendo controlar tudo e a todos, querendo que as coisas aconteçam de seu jeito.
O marido de Lis em sua paciência, observava toda a situação ali envolvida, pesava e avaliava cada personagem e cada sentimento ali envolvidos, reparava o em seu acesso de fúria descomunal que lhe embotava à vista. Sua esposa, sempre controladora, no entanto, estava em verdadeiro remorso, e isso de certo modo foi bom, assim ela poderia aprender com essa experiência a não tentar controlar tanto as pessoas a sua volta, com isso num tom seguro falou.
— Vamos manter a calma! Coloquemos essas questões menores para depois, foquemos no verdadeiro problema. – Com isso a dupla que discutia olhou para Mark e, ele continuou.
— É bem verdade que Lisa, exagerou um pouco, em seus cuidados excessivos com os amigos. – Olhou para a esposa que estava pálida ouvindo aquelas palavras sensatas e mais uma vez sentiu elas acertarem bem fundo, Ben Solo irritado com a colocação suavizada retrucou.
— Exagerou um pouco? Um pouco? .... Ela atropelou a mim ... a Rey ... – Tico, notando que o amigo não iria ceder, então interrompeu sabiamente, antes que ele falasse coisas das quais se arrependesse depois.
— Agora não é o momento de apontar culpados, mas encontrar a jovem, até porque ela pode estar em algum lugar da casa ou congelando lá fora.
Nesse momento Rose adentra a sala com um semblante triste, com isso todos voltam a sua atenção a garota e, seu irmão tranquilamente a inquiriu.
— Rey está em algum lugar? Desacordada? – Ela o olhou com lágrimas nos olhos e sussurrou.
— Não a encontrei em nenhum lugar, banheiro, closet, saídas secretas ou cômodos. – Ao pronunciar isso se sentou no sofá triste pela amiga. A isso Finn entra todo afobado e joga as informações.
— Eu não a encontrei em nenhum lugar do jardim.
Nesse momento Christie se jogou no sofá em sinal de decepção e apoiou sua cabeça em suas mãos, sentindo um imenso remorso pelo desaparecimento de Rey. Sentia que a garota grávida não poderia ter ido muito longe, pois o carro que seu marido emprestou ainda estava lá estacionado. Ela ergueu a cabeça em direção do marido que tentava controlar os ânimos de todos ali naquela sala.
Ele pensava em todas as possibilidades de onde a garota poderia ter ido. Então caminhou até Rose que estava sentada junto a Finn e se abaixou afim de ficar na altura da garota e falou calmamente.
— Liga para o celular dela, talvez ela já tenha chegado em casa. – A moça assentiu com a cabeça e foi logo buscar o aparelho. Alcançou o dispositivo e discou o número, o celular começa a chamar insistentemente dentro de uma bolsa pequenina recostada num cômodo junto a um jarro de flores bem ornados. Solo ao ouvir o toque, respirou fundo, para não vociferar mais uma vez, pois ele não estava em seu território. Assim olhou para Mark e questionou.
— Sempre quando entro nessa casa percebo que há câmeras de segurança na guarita e em toda a extensão do muro. – O homem anuiu com a cabeça, dessa maneira Ben andou um pouco mais à frente e parou próximo a bolsa que havia se silenciado e falou.
— As câmeras são de enfeite, ou elas gravam tudo que se passa na rua? – Mark entendeu onde a sua análise queria chegar assim, respondeu.
— Sim elas gravam vinte quatro horas por dia, temos um grande servidor que armazena todas as imagens. – O homem encarou o anfitrião e disse secamente.
— Não quero todas as imagens, quero apenas as que captam Rey e o que aconteceu com ela.
Assim Mark Tico se apressou em formar duas equipes para ampliar as chances de encontrar a jovem, assim dividiu as pessoas ali em dois grupos, um que iria até o apartamento das jovens para saber se ela havia chegado lá, e o outro que ficaria na sala do servidor colhendo as imagens tentando montar um quebra-cabeça caso ela ainda não tivesse chegado em casa. E nesse momento surge um impasse.
— Rose e Finn, vão para o apartamento verificar se ela está bem! – Nisso Christie interfere. Na tentativa de cercear sua cunhada.
– Eu vou com Rose. – O marido antevendo as intenções da companheira diz firmemente.
— Agora não Lis! Não vamos formar outro grupo, sejamos sensatos. Quem você acha que uma garota acuada gostaria de ver. Seus amigos? Ou as pessoas que ela julga não estarem a seu favor? – Olhava Phasma decidido, até que ela meneou a cabeça em concordância. Dessa maneira o homem continuou.
— Ótimo! Então os garotos vão até lá, e nós juntos com Ben vamos rever as imagens e, com sorte vamos encontrar Rey sã e salva.
Todos concordaram com suas tarefas e assim, a dupla de amigos saíram em direção do apartamento, enquanto que os demais ficaram para ir até o servidor e analisarem uma quantidade razoável de imagens.
(...)
Quando cobrou consciência sentiu o ar pesado em suas narinas juntamente com sua garganta ardiam por conta do odor forte de charuto entre outros cheiros que se misturavam, umidade, álcool, faziam a garota nausear e ficar zonza, não conseguia ver nada a sua volta, pois a venda que lhe cobria os olhos era extremamente grossa, ela estava de mãos e pés atados numa cadeira um tanto quanto confortável, as vozes masculinas que conversavam muito próximo a ela, porém não conseguiu ligar a ninguém conhecido, então com voz embargada clamou.
— Por favor me soltem. Por que estão fazendo isso comigo? – As vozes a ignoravam completamente, desse modo ela apelou mais uma vez.
— Quem são vocês? O que querem de mim? – Ela estava extremamente amedrontada, sentia que aquilo não era um bom sinal. Tentava controlar seu emocional, com a finalidade de ser o mais racional possível, no entanto, sentia muito medo e temia por seu bebê. Então, as lágrimas que brotaram dos seus olhos encharcando mais a venda.
Ouvia passos pesados no recinto a sensação que passava era que o local era pequeno e insalubre, nesse instante ouviu um tilintar de sapatos que rumava em sua direção e, ao se aproximar retirou o lenço escuro da sua vista, com isso ela piscou algumas vezes para se acostumar com a luz do ambiente, desse modo pode perceber que o local fétido era de fato muito pequeno e precário, nesse interim Rey perguntou ao homem.
— Por que estou aqui? Quem são vocês? – O sujeito arqueou uma sobrancelha e com um sorriso indecifrável respondeu irônico.
— Somos seus anjos da guarda. – Com isso os homens que se sentavam a frente numa mesa redonda jogavam cartas, riram maldosamente da piada. Então um homem que estava mais à frente da garota coçou sua barba espessa e cabelos loiros, a avaliou de cima a baixo e completou.
— Você, docinho, está aqui porque é mercadoria valiosa. – A voz do indivíduo soou sinistra e fez a garota sentir temor por sua vida, contudo um sujeito baixinho interferiu naquele diálogo.
— Deixem ela em paz! Sabe que o patrão não quer que incomodemos essa aqui. – Dessa feita o homem de estatura pequena não precisou se abaixar muito para encontrar os olhos da jovem pálida e a consolou.
— Não fique com medo pequena, logo, logo você já vai saber o que querem de você. – A garota soluçou num início de choro, o homenzinho retirou o lenço do bolso da camisa e enxugou suas lágrimas e falou bondoso.
— Oh! Não chore, criança! Vou trazer algo para comer. – Nisso se afastou e antes de sair da sala, ameaçou os demais.
— Não façam nada! Nem tentem qualquer gracinha, essa daqui é peça fundamental para o patrão, então já sabem ... – Gesticulou passando um dedo por sua garganta em sinal de que a vida dos brutamontes seria tirada caso isso acontecesse. E, assim que saiu da sala, os homens deram de ombros e continuaram a balburdia do jogo de cartas.
(...)
Numa sala próxima da jovem Hux estava sentado em frente a um homem baforando um charuto tomando uma bebida esverdeada, que descia queimando pela sua garganta a cada tragada. Aguardavam os resultados das atividades escusas. Nesse instante, o sujeito de estatura mínima adentra o recinto com uma postura superior e vai até o obeso e falou palavras imprecisas para os ouvidos do indivíduo a frente, todavia Hutt riu maldosamente e, falou para o homem.
— A garota chegou! Agora tire ela daqui logo, não quero problemas. – Assim o homem olhou para o seu interlocutor e falou soturno.
— Ótimo! Vou retira-la daqui agora mesmo. – Mas antes de se levantar pediu.
— Posso solicitar mais uma coisa? – Jabba anuiu com a cabeça.
— Gostaria de levar o médico comigo, só por precaução no translado da mercadoria de barganha. – Então o homem que ouviu o pedido riu malignamente e, respondeu.
— Certo Hux, mas vou aumentar os meus honorários. – O advogado sorriu em meia boca e falou.
— Coloque na conta de Snoke ... – E saiu porta afora.
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