Ironia do Destino
29 Surpresa
Notas iniciais
– O que pensa que está fazendo? Saia já daí, está bêbada! – Ela ainda segurava o rosto dele.
San foi abaixando a mão, passou pelo pescoço e a enfiou por dentro da camisa dele. Milo fechou os olhos e ela sorriu triunfante.
Ele se esparramou mais no sofá e disse com os olhos fechados. – Continue...
Ela engoliu em seco. Não sabia o que fazer. Ele abriu os olhos. – Viu porque não serve para mim? Não adianta se camuflar vestida desse jeito. Não passa de uma virgem inexperiente.
San não retirou a mão como ele pensava que faria. Ao invés disso, lhe cravou as unhas com força no peito do Cavaleiro. – Se ainda sou virgem, é graças a uma das suas fraquezas Milo! – E se afastou.
Ele se levantou e a puxou por trás de encontro ao seu corpo pela cintura.
– Entenda de uma vez por todas que não posso ser o primeiro! Não seria justo! – Disse em voz baixa.
– Deixe que eu decido o que é justo ou não para mim! – Se soltou e se afastou deixando-o pensativo se realmente seria injusto ser o primeiro.
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Mia trombou com Aioros. – Ei, mas por onde andou? Meu irmão está como um louco atrás de você!
– Pois diga para o seu irmão não perder a festa por minha causa. – E continuou andando até Shaina bloquear seu caminho.
– Quem é você? – Mia com as mãos na cintura.
– Hunf! Você não sabe? – Cruzou os braços.
– Não sei e não me interessa! Saia da minha frente, quero ir embora! – Tentou passar mas Shaina a empurrou de volta fazendo-a quase perder o equilíbrio.
– Sou Shaina, com certeza já ouviu falar de mim. – Disse com um sorriso irônico. – Você não vai a lugar nenhum! Aiólia está preocupado e não vou permitir que o trate assim! – Defendeu o amigo.
– E desde quando ele estar ou não bem te diz respeito? – Mia não estava gostando nada daquilo.
– Ora garota, nós somos amigos! E não faça essa cara que o conheço desde quando éramos pequenos. Desde muito antes de você ter esse relacionamentozinho com ele. – Informou.
– Aquela Marin... agora você! – Mia colocou as mãos na cabeça.
– Marin? Não me compare com ela. Eles eram namorados! Nós somo amigos! AMIGOS! Como se diz amigos em italiano? – Zombou. – Amici! Hahaha, nunca aconteceu nada entre nós, nem mesmo quando dormi na casa dele, nunca! Agora pare de choramingar e vai falar com ele!
– Dormiu na casa dele? – Não estava acreditando.
– Por que, algum problema? – Ela sorriu.
Mia começou a andar para trás enfurecida e voltou para festa. Ao chegar viu Marin apoiada em uma árvore. Foi até ela e lhe deu um tapa que lhe arrancou a máscara.
– Nunca mais encoste no Aiólia! Você me entendeu? – Gritou histérica. O Cavaleiro de libra a segurou.
Marin recolocou a máscara, tremia. Respirou fundo para se controlar. – Escute bem o que vou lhe dizer! – Se aproximou de Mia. – Eu não tenho mais nada com o seu namorado. Mas isso não quer dizer que eu não o admire como homem. Sempre vou me lembrar dos momentos que passamos juntos porque foram únicos, porém respeito a decisão dele de ficar com você! – Colocou um dedo no rosto dela. – Mas nunca mais ouse me tocar. Só não vou revidar por respeito à ele. Mas se insistir juro que te parto ao meio! – E foi embora.
Aiólia trombou com Marin. – Veja que sua namoradinha voltou para festa e está fazendo um escândalo!
Ele correu até lá.
– Me solta Dohko! – Se debatia.
– Está tudo bem. – O leonino deu um tapinha de leve no ombro do libriano que a soltou.
Mia não perdeu tempo e lhe deu um tapa com toda força! – Como você pôde fazer isso comigo? – Gritou.
Ele massageou o próprio rosto. Não era bem assim que pretendia que a noite terminasse.
– Mia fique calme por favor! – Disse controlado.
– Ficar calma? Não me peça para ficar calma entendeu! – E começou a chorar histérica.
– Será que podemos conversar? O que foi que te irritou tanto? – Ele tentou manter a calma.
– Por que não me disse que sua namorada tinha voltado? – Disse fungando o nariz.
– Porque minha namorada está na minha frente. Será que é tão difícil de entender? – Tentou toca-la mas ela se esquivou.
– Sabe muito bem do que estou falando! Não se faça de desentendido! – Se irritou.
Ele olhou para o céu e fechou os olhos. – Marin e eu não somos mais um casal a muito tempo. Agora já chega!
– Já chega mesmo! Não perca mais seu tempo comigo e volte para os braços dela. Duvido muito que só uma canção tenha sido suficiente para matarem a saudade! – Estava louca de ciúme.
Ele esfregou o rosto. – Já acabou?
– E essa Shaina de que tanto ouvi falar... finalmente conheci aquela vagabunda! – Gritou.
Ele gelou. – O que tem a Shaina?
– Como você pode colocar aquela mulher para dormir na sua casa? Aposto que ela conhece a sua cama e eu não! – Disse indignada.
– Você sabe muito bem o motivo por não conhecer a minha cama ainda! – Explicou.
– Isso quer dizer que ela dormiu com você? – Colocou a mão na boca. – Quem mais Aiólia? Quem? – Gritou e foi para cima dele.
Ele a segurou pelos punhos. – Não! Ninguém dormiu na minha cama!
Ela perdeu as forças e caiu de joelhos. Cobriu o rosto e chorou de soluçar. Ele se ajoelhou na frente dela. – Psiu! Ei, pare com isso! – Ergueu o rosto dela e enxugou as lágrimas que escorriam por baixo da máscara. – Sabe por que ninguém dormiu na minha cama Mia? – Aquele comentário a fez acalmar o choro e prestar atenção. – Porque minha cama assim como o meu coração estão reservados para a mulher da minha vida! Esperei uma eternidade por esse momento, por essa mulher. Somente ela dormirá na minha cama, somente ela terá a chave do meu coração! – Retirou uma caixinha de veludo vermelha e abriu, nela havia um anel de ouro branco, uma safira enorme em formato de gota toda cravejada de brilhantes. – E o meu coração pertence à você Mia, você é essa mulher... quer se casar comigo?
Ela perdeu o ar. Olhou para ele e para o magnífico anel que tinha nas mãos. – Aiólia!
– Mia respire por favor! – Sorriu. – Ehhh... você ainda não me respondeu! – Disse meio ansioso.
– Oh por Zeus! – A festa ficou em silêncio. – Aiólia... sim! Sim, eu aceito! – Todos gritaram e aplaudiram. Ele retirou o anel da caixinha e colocou delicadamente no dedo dela, beijou o local, a ergueu no colo e a beijou apaixonadamente. Marin que observava tudo de longe, baixou a cabeça e foi embora.
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Lizzy parou de perseguir Larissa e voltou para festa. Alguém tinha que confirmar que ela se encontrava dentro do evento, assim não despertaria suspeitas. Logo após cumprimentar Mia pelo noivado procurou por Kanon.
– Ele está na arena! – Aldebaran cochichou e deu uma piscadinha. Ela sorriu em agradecimento e foi até o local mencionado, mas antes parou e olhou para Aldebaran.
– Será que você poderia se encarregar de não deixar ninguém ir até lá? Preciso ter uma conversa em particular com Kanon. – Ela pediu.
– Pode ficar tranquila, ninguém aparecerá para perturba-los. – Assegurou o taurino.
Ela agradeceu e foi ao encontro do Cavaleiro de Gêmeos. Entrou na arena e se aproximou devagar. Ele sabia que ela estava ali, podia sentir. Ela parou e ficou observando-o. Ele ergueu a cabeça e a olhou sério. Ela sorriu tímida e se aproximou até estar de frente para ele. Lizzy colocou uma mão no rosto do Cavaleiro e o acariciou. Ele reagiu ao toque dela e se aconchegou. Ela se abaixou até ficar de joelhos, segurou o rosto dele entre as mãos, não aguentou e deixou as lágrimas descerem por seu rosto. Kanon aproximou a mão e enxugou uma lágrima com a parte de trás dos dedos.
– Eu posso sentir a sua agonia e sinceramente Lizzy, se para te ter devo te ver sofrer assim, prefiro te deixar livre para viver a sua vida! – Disse com um pouco de dificuldade.
Ela negou violentamente com a cabeça. – Não! Não Kanon! Por favor, não faça isso comigo!
– Shiuuu calma! – E a abraçou.
Ficaram em silêncio assim por um tempo. Ela o olhou de volta. – Me beije Cavaleiro! Preciso sentir os seus lábios nos meus!
Ela não precisou pedir outra vez. Ele a colocou sentada em seu colo e devorou sua boca. Soltou a parte de cima do macacão que escorregou revelando seus seios. Ela não pensou duas vezes e começou a tirar a roupa dele. Em menos de um minuto só uma máscara separavam os dois. Não se importavam com nada e ninguém. Precisavam se amar com urgência para espantar aquela nuvem negra que pairava sobre suas cabeças. Se amaram sem dizer uma palavra. De olhos fechados. Até atingirem o clímax. Ele apoiou as costas nos degraus e ela deitou sobre o peito dele ofegante.
– E então? Decidiu o que fazer? – Ele perguntou receoso.
– Sim! – E ergueu o rosto. Ele também a olhou. – Kanon... estou apaixonada por você!
O Cavaleiro deitou a cabeça para trás aliviado, fechou os olhos e sorriu.
Ela levantou e se vestiu. – Onde vai? – Ele quis saber.
– Preciso resolver uma pendência. – Se aproximou e o beijou com vontade. – Aconteça o que acontecer nunca se esqueça do que lhe disse. – E partiu deixando-o sozinho.
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Shiva parou enquanto era tempo. – Eu ainda não te perdoei!
Ele sorriu. – Por que será que acho completamente o contrário?
– Porque está acostumado a ter tudo o que sempre quis, porém comigo não é assim! – Avisou.
– Eu tenho exatamente o que quero... a sua atenção! – Ele acariciou o rosto dela.
– Afrodite não precisa mentir para mim. Sei bem o que você quer... – Desviou o olhar envergonhada.
– E o que é então Shiva? Diga! – Insistiu.
– Ah... você sabe! – Ela não tinha coragem de falar.
O Cavaleiro de Peixes achou graça. – Shiva não é pecado desejar o seu corpo sabia? Como sonhar em te ter na minha cama também não é faltar com o respeito. Eu sou homem! Você é uma mulher linda! Nossos corpos se comunicam, combinam, se atraem... Eu posso ficar só aos beijos com você para sempre se quiser mas entenda que é um desperdício!
– Eu não sei! Mas acho que posso tentar... só se um dia formos namorados! – Se afastou e voltou para festa mancando.
Se ela estava achando que ele ia se amarrar estava redondamente enganada, pensou o Cavaleiro mas a seguiu mesmo assim.
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Larissa não aguentava mais correr e se escondeu em uma espécie de caverna. Estava escuro, encostou na parede úmida e ficou ali ofegante.
Lizzy voltou para a floresta! Podia sentir a presença asquerosa da serva.
– Quanto mais se esconder pior será para você! Apareça e morra com dignidade! – Gritou a Amazona de Castor.
A voz dela fez Larissa saltar de susto. Morcegos voaram por causa do seu movimento fazendo-a gritar. Tapou a boca e se abaixou.
Lizzy deu um sorriso quando a ouviu. Caminhou até ela e parou sobre a caverna.
– Onde está a serviçal que jogou na minha cara que tinha uma vida descomplicada? Que se metia na vida dos outros sem ser convidada? Apareçaaaaa! – Gritou.
Larissa não se mexeu até alguém saltar na sua frente. Lizzy a agarrou pelos cabelos e a puxou para fora. – Me solte! Saga vai te castigar!
– Saga não vai nem se dar conta! E sabe por quê? – A sacudiu pelos cabelos. – Porque sua presença é insignificante!
Larissa começou a chorar. – Não sabia que serpente chorava? Sabe quantas lágrimas derramei até agora? Mas a sua hora chegou! – E atirou-a contra o tronco de uma árvore fazendo-a gemer de dor. Não satisfeita, Lizzy caminhou até estar ao lado do corpo da serva que se retorcia no chão. A Amazona pisou no pescoço dela e se abaixou. – O que disse que sou mesmo? Responda! – E lhe deu um soco. – Quantas vezes riu de mim? Respooooda!
Electra caminhava pela floresta pensando que aquela hora Máscara da Morte deveria estar no centro médico com Bella e a esposa. “Pobre Cavaleiro”, pensou a serva mas teve os pensamentos interrompidos pela voz de alguém pedindo por socorro. Correu de volta e trombou com Mú.
– Cavaleiro! Por favor, tem alguém sendo atacado no bosque! – Disse em pânico.
– Em que direção? – Mú já pronto. Ela indicou e ele saiu correndo.
Electra voltou para a festa para pedir reforço. Aldebaran, Aiólia, Aioros e Dohko foram para o bosque. Kanon procurava por Lizzy. Shaka não quis se meter afinal já sabia quem era. Milo estava com o olhar perdido na tibetana que o encarava do outro lado da festa. Afrodite se aproximou de Shiva que abraçava a leonina.
– Estou tão feliz por você! – Shiva emocionada.
– Eu ainda não posso acreditar! Ele disse que uma de vocês o ajudou a escolher. – E lhe mostrou a mão com o imponente anel.
– É espetacular! Bem eu não fui, nem a Bella pois estávamos em casa de castigo. – E olhou de rabo de olho para o pisciano que baixou a cabeça. – Kat e San não creio, Lizzy talvez, com toda sua elegância.
– Foi a Dona... minha amiga querida! Claro... quem mais? – E sorriu.
– Desculpe, parece que não estendi bem! Dona te deu um anel? – Afrodite se aproximou mais e perguntou confuso.
– Claro que não! O seu amigo, Cavaleiro de Ouro de Leão, Aiólia lembra? Pois é, pediu a mão da Mia em casamento! Nem mesmo namoro... c a s a m e n t o! – Shiva disse invejando levemente a amiga.
Afrodite tirou a máscara e arregalou os olhos. – Por Atena! Aiólia perdeu completamente o juízo!
– Oh! – Mia se surpreendeu.
– Nada contra você Mia! Mas... casar? Você está por acaso... – Tentou perguntar sem graça.
– Não! Claro que não! Muito pelo contrário. – Mia cruzou os braços e olhou para o outro lado.
– Afrodite! Isso são modos? – Shiva indignada. – As pessoas também se casam por amor sabia Cavaleiro! – Disse magoada. – Mas você não sabe não é mesmo? Só entende de instintos masculinos. Mas para a sua informação, os homens também amam. E aqui está a prova! – Agarrou o pulso de Mia e lhe mostrou o anel.
Afrodite levantou uma sobrancelha arrogante. – Um anel de noivado não muda o que uma pessoa sente pela outra. Não sabia que dava tanta importância para coisas materiais.
– E não dou! É o gesto que importa! – O encarou.
– Está me pedindo que dê um passo mais longo que minha perna. Sinto muito! – E se afastou.
Ela ficou muda. Mia sem saber o que fazer a abraçou. – Venha vamos beber para comemorar e esquecer!
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Máscara da Morte havia entregado Bella aos médicos já havia mais de uma hora. Ele andava de um lado para o outro ignorando completamente a esposa que o acompanhava com o olhar assustada. Um médico abriu uma porta e Máscara o segurou pelo colarinho.
– Peço que tenha calma Cavaleiro! – O Dr. Disse com a voz estrangulada.
– Estou a mais de uma hora aqui sem que ninguém me desse uma satisfação! Quero saber como ela está agora! – Exigiu.
– Vou chamar o médico responsável... mas para isso tem que me soltar! – Máscara o devolveu ao chão. Ele ajeitou o jaleco. E entrou.
O canceriano se sentou ao lado de Cynthia e colocou a cabeça entre as mãos. Ela acariciou as costas dele de leve, não sabia que o marido se preocupava tanto pela amiga.
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Lizzy escutou vozes e agarrou Larissa pelo pescoço. – Considere seu dia de sorte. Uma palavra sobre o que aconteceu aqui e vou te buscar pessoalmente no meio da noite! E de noite não costume sentir pena de ninguém! – A soltou e fugiu.
– Socorro! – Gritou como pôde a serva.
– Ali! – Indicou Mú.
Ao se aproximar viu o corpo de Larissa no chão. A pegou no colo. Estava delirando e tinha o rosto todo ensanguentado. – Vou leva-la com a telecinese ao centro médico e desapareceu.
Aldebaran, Dohko e Aioros resolveram ir embora. Kiki ficou encarregado de avisar na 13ª casa sobre a serva. Electra também foi para o centro médico. Aiólia foi buscar Mia e a acompanhou até a casa. Chegando lá Dona abriu a porta e foi derrubada pela leonina.
– Você não me disse nada! – E a abraçou.
Dona tentou sair de baixo da leonina. – Você teve coragem mesmo Aiólia? Pense bem, pois não aceitamos devolução. – E levou um cascudo de Mia. – Au!
– Muito engraçadinha! – E se sentou.
– Não a trate assim! Parte da beleza desse anel é mérito dela! – Aiólia defendeu Dona.
– Isso mesmo Cavaleiro, me defenda! – De repente se lembrou das palavras de Shura, “você não quer alguém que te defenda?”, e fechou a cara.
Mia estava tão eufórica que nem percebeu. Dona se despediu e entrou. Mia ainda ficou perdendo tempo com o noivo do lado de fora.
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Shiva caminhou devagar até os rochedos. Se sentou e olhou as estrelas tristes. Afrodite a seguiu. Se sentou ao lado dela.
– Também gosto de admirar as constelações. – Informou o pisciano.
Ela nada disse e ele continuou. – A nossa constelação protetora está tão brilhante esta noite. Consegue identifica-la? – A abraçou por trás e apontou para o céu.
Ela olho para cima e viu duas estrelas que brilhavam mais que as outras.
– Feliz aniversário Shiva! – Ele disse baixinho.
Ela voltou o olhar surpresa para ele. – Como soube que hoje também era meu aniversário?
– Eu sei mais coisas do que você pode imaginar! – E a beijou delicadamente. Ela correspondeu entrelaçando os braços pelo pescoço o Cavaleiro.
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Samantha caminhava sozinha e parou na frente de Shaka. – Será que poderia matar minha curiosidade? Você é cego?
Ele deu meio sorriso. – Senhorita! A minha visão está muito além da vida terrena! Não tem nada material que me interesse! Com licença! – E foi embora.
– Hunf! O que tem de maluco tem de lindo! Pecado que não quer observar de perto as belezas carnais. – Falava sozinha quando viu como Yato e Tenma a olhavam.
– Quem é ela? – Yato estava curioso. – Por que esse papo que é prima do Milo não colou.
– Ouvi dizer que é a prostituta exclusiva do Máscara da Morte! E aí, está afim de arriscar? – Brincou Tenma. Yato ficou pálido.
– Que Zeus me livre! – Deu um passo para trás. Ela colocou a mão na cintura. – É melhor eu ir embora. Você vem comigo ou vai ficar aí?
– Eu vou com você! – E partiram juntos.
Samantha correu e os abraçou por trás. – Os meninos não querem um pouco de diversão?
Eles correram e a deixaram para trás dando risada. – Covardes! Eu não ia dizer nada à ele. Voltem aqui! – Disse inutilmente.
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Lizzy foi até o rio e se limpou. Tinha sangue nas mãos e os punhos machucados.
– O que está fazendo aqui? – Kanon se aproximou.
Ela paralisou. Não queria que soubesse a verdade.
– Estava só me refrescando. – Mentiu.
– Se refrescando a essa hora? – Disse sem acreditar e parou na frente dela. Agarrou as mãos da Amazona e a encarou. – Foi você não foi?
– Fui eu o que Kanon? – Ela já imaginava.
– Que atacou a serva! Ela foi levada para o centro médico em péssimas condições. – Ele a agarrou pelos ombros. – Lizzy você pode ser condenada por isso! Será que não vê? É uma luta totalmente desleal, você é uma Amazona enquanto ela não passa de uma simples criada, pode ser considerado desumano.
– Ela passou de todos os limites comigo! Não poderia mais suportar suas provocações sem fazer nada! Procurou por isso! E não se preocupe, ela não vai dizer nada! – Informou Lizzy.
– Confia tanto assim nela? – Ironizou.
– Claro que não! Mas sei que teme pela própria vida e se abrir a boca sabe muito o que acontecerá! – Avisou.
Kanon a observou por um longo minuto. Não conhecia esse lado da Amazona que não o desagradou em absoluto. Não permitiria que lhe acontecesse nada.
– Vamos embora daqui antes que alguém te veja assim! – E partiram juntos.
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Não restava mais ninguém na festa. Milo estava sentado de um lado e San de outro. Se encaravam em silêncio. Ela se levantou. Ele a mediu de cima a baixo. Ela atravessou a pista de dança lentamente até estar bem próxima dele. Ficaram se encarando pelo que pareceu uma eternidade. Shaina saiu de entre as árvores e parou ao lado dele.
– Saia daqui Shaina! – Ele mandou sem tirar os olhos da tibetana.
– Mas... – E foi interrompida.
– Agora! – Disse ríspido. – Nos deixe sozinho por favor! – Baixou o tom de voz.
Ela olhou para Sangmu. – O que você vê nela? – Deu as costas e foi embora.
Ele esticou a mão. San deu um passo em frente e a segurou. Milo se levantou e os dois partiram juntos sem dizer uma palavra.
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Mú entrou com Larissa no centro médico e a levaram para sala de emergência. Poucos minutos depois Electra chegou.
– Como ela está? – Quis saber.
– Ainda não sabemos. – Informou Mú.
Um médico apareceu e chamou Máscara da Morte que saltou da cadeira.
– Boa noite Cavaleiro! Bem até o momento não podemos confirmar o que a Senhorita Izabella tem. Retiramos seu sangue e mandamos para o laboratório de análises. Assim que chegarem os resultados será o primeiro a saber. O Senhor é parente dela?
– ...Não! – Disse sério.
– Neste caso precisarei de alguém mais próximo para dar estes tipos de informações. Espero que me entenda, é por uma questão de privacidade. – Explicou o médico.
Electra se aproximou. – Eu ficarei responsável por ela. Não sou uma familiar porém sou a acompanhante privada da Deusa Atena.
– Neste caso peço que aguarde aqui pelos resultados. De Larissa também. – Pediu o Dr.
Electra o acompanhou e aguardou em uma sala especial. Uma hora depois uma enfermeira apareceu com dois envelopes iguais.
– Senhorita Electra? – Perguntou.
– Sim! – Se levantou ansiosa.
– Aqui estão os exames de sangue das Senhoritas Izabella e Larissa. – E lhe entregou os envelopes.
– E como elas se encontram? – Quis saber.
– Bem a Senhorita Izabella está repousando, amanhã cedo já poderá ir para casa, agora a Senhorita Larissa ficará em observação por mais alguns dias pois foi gravemente lesionada. – Informou.
– Obrigada! – Electra agradeceu e esperou que a enfermeira se afastasse para abrir os exames. Ao ler o de Larissa não constatou nada demais. Abriu o de Bella que aparentemente também estava em ordem até chegar na ultima linha. Teve que se sentar. Não poderia ser!
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