Ironia do Destino
7 O fogo derrete o gelo
Notas iniciais
Shaina ouve um grito, só podia ser ele, conheceria aquela voz a anos luz. Saiu em disparada e logo o encontrou tentando se levantar, ela o tenta ajudar, mas ele nega, estava enlouquecido de raiva, a Amazona se assusta com a fúria nos olhos dele.
– Milo, o que foi que aconteceu? Deixa eu te ajudar! – Ele a empurra com uma mão.
– Cala essa boca e sai daqui! – Se levanta e parte, Shaina o segue.
Quando passa pela casa de Aries, Milo escuta a voz de San vindo da sala. Ao avistar a garota acompanhada por Mú não pensou duas vezes e agarrou Shaina encostando-a na parede e a beijou com violência, a Amazona gemeu alto, Mú avançou na sua direção mas foi bloqueado por San.
– Não Mú! – Por mais que a magoasse no fundo sabia que ele a estava provocando.
– Onde vocês dois pensam que estão? – Mú procurava manter a calma. – Fora da minha casa! Agora!
Por fim Milo larga Shaina. – Você está escutando um carneiro? Hahaha, vamos para minha casa terminar com isso de uma vez por todas, o que você me diz? – Ele a convida. Ela aceita.
– Não se esqueça das suas obrigações, você está de ronda esta noite Cavaleiro. – Mú o lembra.
Ele ri mas não deixa de notar o braço do ariano sobre San, protegendo-a. “Maldito” praguejava em silêncio.
– Me desculpe carneirinho mas foi mais forte do que eu! Não posso resistir a essa mulher. – Ele não tirava os olhos de cima de San. – Você é homem não é mesmo Mú de Jamiel? Então suponho que entenda o que estou falando. – Ele puxou Shaina para perto dele. – Espero aguentar até a 8ª casa. – E parte com a Amazona de Cobra.
Mú fecha os olhos e nega com a cabeça. – Me desculpe San por te fazer presenciar tamanha falta de respeito em minha própria casa.
– Prefiro assim do que ver você revidar, é isso que esse cretino quer. – Ela olhava para o nada.
– Eu sei! E por favor, não perca a credibilidade no próximo por meio de uma pessoa como o Milo, ele não serve de exemplo para ninguém. San ninguém é como ele está bem? Fique aqui se quiser, eu vou até a 13º casa falar com o Grande Mestre. – Ele lhe dá um beijo na testa na Aspirante sobre a máscara e parte.
San aguentou somente até o momento de ver Mú sair para se apoiar de costas em uma coluna e desabar em um choro sem fim, “ninguém é como ele!”, as palavras de Mú a atormentavam, ela sabia mais que qualquer um que ele era único, não poderia estar apaixonada por um tipo pior.
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Shura vê Dona caminhando pela arena e se aproxima, ela já o havia visto muito antes mas fingiu surpresa.
– Oi Dona! Tem visto a Bella? – Ele pergunta.
– Mas que pergunta, nós moramos juntas lembra? – Ela sorri.
– Eu acho que me expressei mal. Na verdade eu queria saber se ela se irritou comigo ontem? – Ele estava apreensivo.
– Hunf! Um pouco, ela não está acostumada a tomar um fora. Mas ela vai sobreviver. – Dona suspirou, será que eles teriam sempre a mesma conversa. – Era só isso? Porque já estava de saída. – Não estava bem humorada hoje.
– Me desculpe! Era só isso sim. Ah só mais uma coisa, de um recado à ela por mim. – Ele fazendo cara de piedade.
– Sim! – Ela não conseguia perder a paciência com ele.
– Diga a Bella que passarei mais tarde para vê-la, se ela quiser dar uma volta... – O Cavaleiro tinha esperanças.
– Está bem Shura, eu digo, até mais tarde então. E se afasta.
Yato que observava mais adiante vai ao encontro de Dona.
– Você gosta dele não é? — Ele pergunta sem perder tempo.
Dona para bruscamente. – Perdeu o juízo? E o que você entende de gostar moleque. – “Era só o que faltava” pensava ela.
Ele se ofende, agarra o rosto dela e a beija. Dona o empurra.
– Nunca mais faça isso! – E sai correndo. Yato confirma sua duvida.
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Bella estava sentada ao lado de Mia na escadaria da casa.
– Vai me dizer o motivo desta ruga no meio dos seus olhos ou vou ter que adivinhar? – Bella quis saber pois conhecia a amiga a mais de dez anos e sabia que alguma coisa estava errada com ela.
– Oh Bella eu não sei o que fazer, Aiólia veio com uma conversa sobre virgindade hoje. – Mia começou a chorar.
– Tá mas qual é o problema? – A canceriana não conseguia entender a gravidade disto.
– Ele acha que eu sou virgem e pior está orgulhoso disso. – Mia começava a se desesperar.
– Calma Mia, ele não vai te deixar por causa disso. – Bella a conforta.
– Você diz isso pois nunca esteve com um homem antes, quando se trata desse assunto eles são extremamente machistas. – Ela dizia aos prantos.
– Eu posso não ter a experiência que você tem, porém não sou nenhuma tapada. Tem que contar para ele o quanto antes Mia, senão ele vai se sentir enganado. – Bella aconselha.
– Eu tenho medo da reação dele. – Ela confessa.
– Pois quer saber o que essa sua amiga inexperiente acha? Se ele te deixar por isso, significa que ele não te merecia. Melhor assim! – Bella sempre muito prática.
– Me entenda, eu não sei viver sem ele! – Mia soluçava.
– Ora mas que exagero, você mal o conhece. – Bella sorria.
– A sim? E aquele seu Cavaleiro de nome sinistro, você o conhece bem? Entende o que eu sinto agora? – Mia jogou baixo.
Bella não podia argumentar contra aquilo. Ela estava certa. Dona se aproximava correndo mas logo parou ao se deparar com a amiga aos prantos. Bella que confortava Mia nos braços fez um sinal com a mão para Dona não se preocupar que não era nada sério.
– Shura pediu para te avisar que mais tarde virá te ver. – A Amazona de Algedi dá o recado.
– Mas quem esse Cavaleiro pensa que é? Ele realmente acha que estou a disposição dele? – Bella achou uma ousadia programar a sua vida sem nem ao menos a consultar antes.
– Bella não é bem assim, ele foi tão gentil a me pedir isso, seja mais paciente, ele não é uma má pessoa. – Dona o acaba defendendo como sempre.
– Eu não acredito que você está do lado oposto? Isso é traição sabia? – Bella não estava gostando nada daquilo.
– Lado oposto? Ele não é nenhum inimigo para ser tratado assim. – Dona estava indignada.
– Ei não precisa se irritar. E eu sei o porque de você o defender tanto. – Bella sorri e Dona fica tensa. – Você o defende porque ele é o Cavaleiro de Ouro da sua constelação protetora.
As três acabam rindo, cada uma a sua maneira, Bella para não se irritar, Mia para esquecer dos problemas e Dona aliviada por não ser desmascarada que estava apaixonada pelo capricorniano.
Nem um minuto depois avistam San que passa por elas chorando. As três se encaram sem entender nada.
– Mas o que está acontecendo hoje? – Bella levanta as mãos para o céu.
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Mú pede uma audiência com Saga que o recebe no mesmo instante, afinal o ariano só se dirigia ao Grande Mestre quando o assunto era realmente importante, não como os outros que vinham só pedir besteiras, com exceção de Dohko e Shaka é claro.
– Pois então, o que o trás aqui Mú? – O Grande Mestre estava curioso.
– Desculpe a invasão, mas foi preciso. Vou ser breve, estou farto com o mal comportamento de um certo Cavaleiro de Ouro. Ele está fazendo com que até eu perca a paciência. – Mú tenta explicar.
– Você? Mú de Áries, perdendo a paciência? Vamos ver se eu adivinho, Máscara da Morte? – Saga logo pensa.
– Para dizer a verdade, Máscara após o ocorrido na Itália tem se comportado surpreendentemente bem, o problema chama-se Milo de Escorpião, ele vem faltando com o respeito a Aspirante Sangmu. – O ariano relatou o episódio de hoje.
– Claro, aquele idiota do Milo. Porém qual, quantas e que tipo de mulheres ele se envolve, não é do nosso interesse. Você o conhece tanto quanto eu Mú e sabe que precisaríamos matá-lo para resolver este problema. Mas não é por isso que permitirei que ele transforme a 8ª casa em um bordel. — Saga concordando com Mú.
– Agradeço sua compreensão e peço desculpas mais uma vez pelo inconveniente. – Mú com um gesto de cabeça.
– Mandarei trazê-lo aqui imediatamente. Diga ao Kiki para avisá-lo. Você está proibido de ir no lugar dele fui claro. Não o quero perto do Cavaleiro de Escorpião por enquanto, era só o que faltava, uma batalha de mil dias. – Saga não querendo nem pensar naquilo.
– Não cometeria um erro tão primário. Mais uma vez obrigado. – Mú recordando da noite anterior, fez uma reverência e saiu.
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Milo entra na sua casa acompanhado de sua ex namorada Shaina, já não estavam abraçados.
– Boa menina, me acompanhou direitinho até minha casa, agora pode ir. – Ele dispensou a Amazona.
Ela enfurecida com a falta de interesse do Cavaleiro, o agarra pelos cabelos.
– Não sou a sua serva Milo de Escorpião, não ouse me tratar como tal. – Shaina dizia perto do seu ouvido. Ele sorri.
– Então é isso! Vou te dar uma lição Amazona de Cobra. Eu sei do que você precisa, o que você quer! – A agarrou com uma só mão pelo pescoço atirando-a no chão, depois a segurou pela nuca e a empurrou sobre a mesa derrubando tudo o que havia em cima, abaixou com a outra mão a calça dela deixando-a nua da cintura para baixo e a penetrou duramente.
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Kat atravessou casa por casa do Zodíaco lentamente até chegar em Aquário, seu Cavaleiro guardião porém se encontrava tomando um banho relaxante pois fazia calor demais na Grécia, ela entrou mas não o encontrou, porém ao fechar os olhas ela pode sentir seu cosmo, ele estava em casa.
–Mestre Camus? – Decide chamá-lo mas ninguém respondeu.
Passou pela sala, pela cozinha e nada, ele só poderia estar no quarto, então resolveu esperar porém quando deu meia volta se deparou com Camus só de toalha.
– Aaaaah por Atena! Não encoste em mim! – Kat grita.
Camus fecha a cara, só podia estar louca.
– Aaaaah... pare agora mesmo, fique onde está por favor! – Quanto mais ele se aproximava mais ela gritava e implorava.
Vendo que o aquariano não recuava, Kat difere um golpe que Camus para com uma mão e o direciona para sua direita, acertando uma coluna e a despedaçando.
– Já acabou? – Ele inclina a cabeça para o lado e pergunta.
Ela respirou fundo. – Me desculpe! – E desviou o olhar.
Ele notou que a Aspirante tinha as mãos trêmulas.
– Espere aqui enquanto visto alguma coisa. – Ele fez um gesto para a toalha que tinha envolta do quadril. – E se retira para o seu quarto.
“Já era hora” pensou Kat que teve que encontrar coragem para não fugir correndo dali.
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Nem dez minutos depois Milo já se encontrava embaixo do chuveiro, havia mandado Shaina embora afinal a casa era dele, e começou a pensar na escorpiana de cabelos rosa, tão delicada, tão agressiva, gostava dessa combinação, como a queria ali naquele momento para provar quem era homem de verdade, quando começou a ficar excitado outra vez, sentiu aquela vibração da telecinese que conhecia muito bem, talvez fosse sua bonequinha que ouvira seus pedidos ou era o idiota do Mú que também ouvira seus pedidos e resolveu vir matá-lo e nessa hora Kiki surge sentado na pia de mármore. Inferno, ainda matava esse moleque.
– Vim te dizer que o Grande Mestre Saga quer que compareça imediatamente a 13ª casa. – Kiki o informa.
Após dar a notícia, Kiki desaparece bem na hora que o vidro com sais minerais voou em sua direção. “O que será que o velho Saga quer comigo? Dane-se ele que espere”.
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Shura passou por Peixes para que Afrodite fizesse um belo buquê de rosas sem veneno para sua Bella e vinha descendo alegremente para encontrá-la quando viu Shaina perdida em seus pensamentos. Em vez de pensar no escorpiano, pensava no sagitariano e seu cavalo alado, Tenma, aquele desgraçado vira o seu rosto, precisava matá-lo ou...
– Mas o quê? – Assustou-se com Shura e se surpreendeu com as rosas que ele levava consigo.
Ele ri percebendo para onde a Amazona olhava.
– Não se assuste, as rosas não são para mim! – Ele explica.
Shaina não disse nada mas invejava a garota que ao menos tinha alguém que zelasse por ela... ela decidiu ficar na casa de leão pois Aiólia era um grande amigo e Shura continuou, quando passou por Câncer encontrou Máscara preparando uma bela macarronada que fez roncar seu estômago, o canceriano quando viu as rosas levantou uma sobrancelha.
– Não me olhe assim que fere meus sentimentos. Sim, as flores são para você, sim, eu sou gay e sim, estou completamente apaixonado por você. – Shura ri e desvia a tempo do prato cheio de macarrão que Máscara atirou nele, mas manchou sua camisa branca de molho de tomate. – Ahhh olha o que você fez seu imbecil.
– Eu sempre soube que você era louco por mim. — O Cavaleiro de Câncer ri.
– E é assim que você retribui o meu amor seu desgraçado! Eu não vou voltar para minha casa para trocar de camisa, pode providenciando uma sua! – Exige Shura já indo para o quarto do Máscara procurar por outra camisa.
– E então, já levou a Amazona para cama? – Máscara pergunta sem interesse.
– Ah meu amigo eu bem que queria mas ela não é dessas! – Shura a defende.
– E para que perder tempo com essa garota se nem para isso serve? – O canceriano não conseguia entender.
– Eu não vou perder o meu tempo tentando explicar esse tipo de coisa para um homem de pedra como você! – Shura estava terminando de abotoar a camisa do outro Cavaleiro. – Quando se apaixonar por alguém voltaremos a falar sobre isso.
– O que foi que eu te fiz para ser amaldiçoado duas vezes em tão pouco tempo? – O canceriano fingia espanto.
Shura balançou a cabeça e partiu antes que ficasse muito tarde.
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Camus voltou e viu Kat de costas com os nós dos dedos das mãos brancos de tanto apertar o blusão que lhe deixava descoberto o ombro esquerdo. Começava a se preocupar de como nada lhe passava despercebido quando se tratava daquela mulher.
– Aqui estou! — Resolveu anunciar antes já que se encontrava na sala, assim não correria o risco de ter de se defender outra vez.
Ela se virou lentamente e ele notou a tenção nos músculos do pescoço dela. Camus se aproximou devagar e ela deu um passo atrás, ele parou.
– Certo, o que é que está acontecendo aqui? – Ele cruzou os braços. — Você quer ou não aperfeiçoar seus golpes?
Ela fez que sim com a cabeça.
– Então aconselho a parar de fugir, eu não sou o inimigo Ekatrina. – Ele parecia estar falando com uma criança.
Ela concorda outra vez com a cabeça. Ele não pensou duas vezes e quando ela se deu conta, já está atrás dela com os corpos completamente colados.
– Agora sim sou o inimigo. – Ele diz ao ouvido dela.
Kat se debate e grita mais alto, Camus tapa a boca da Aspirante.
– Está louca? Quer acordar Atena gritando dessa maneira? – Ele começava a se irritar.
Naquele momento Milo se encontrava de passagem pela casa de Aquário e escutou os gritos abafados. “Quem é o pervertido aqui? Eu claro! Sempre levo a culpa de tudo enquanto os outros se divertem”, pensou o escorpiano e seguiu em frente.
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Enquanto isso na casa de Leão Shaina correu para abraçar o leonino do qual havia sentido tanta saudade, era o único Cavaleiro descente na opinião dela.
– Shaina! Que bom te ver! Fique e jante comigo. – Ele a convida.
– É bom te ver também leãozinho. É claro que fico. – Ela aceita.
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Camus soltou lentamente a boca de Kat.
– Será que poderia gentilmente não gritar mais? – Ele pedia com calma.
– Isso não vai dar certo, é melhor eu ir embora! — Ela se virou e disse.
Camus com a força do seu cosmo fecha todas portas.
– Você só sairá daqui quando eu domar esse seu instinto selvagem. – Ele a encara.
Kat se assustou com o poder do Cavaleiro de Aquário, ele virou-se e foi esquentar alguma coisa para comer.
– Eu não estou com fome. – Ela afirma.
Ele para e a olha. – Mas eu estou... e com muita. – Antes de se virar outra vez ele a mede de cima a baixo.
Ela perdeu o folego com a intensidade daqueles olhos azuis como o céu do sol da meia-noite, ela iria lembrar de não contrariá-lo mais. Ao terminar ele se levantou e aproximou-se, ela se controlou, ele a olhou satisfeito, deu a volta e foi para atrás dela outra vez.
– Me ataque! – Ele ordena.
– Mas você está atrás de mim. – Ela reclama.
– Eu posso lhe garantir que a maior parte dos seus inimigos te surpreenderão por aqui. — Camus passou um braço pela cintura dela, aproximou a boca do seu ouvido e ordenou. – Agora!
Kat o agarrou pelo braço e o jogou para frente, ele porém não a soltou e ela acabou no chão por cima dele que olhou para os lábios descobertos pela máscara que cobria só metade do rosto dela.
– Você ainda não venceu! – Ele lembra.
Ela tentou acertá-lo com o cotovelo mas ele foi mais rápido e torceu o braço dela para trás fazendo-a cair de cara no chão, Camus sentou sobre ela e a prendeu com as pernas, com um braço preso junto ao corpo e o outro torcido para trás, ela não tinha saída. Foi quando sentiu a mão livre de Camus massageando sua nuca, quase acariciando.
– O...o que es...tá fazendo? – Ela gagueja.
– Relaxe! Tensa desse jeito vai acabar tendo uma distensão muscular. – Camus pede.
E ficaram assim por minutos, ela não resistiu e deixou escapar um gemido, ele parou, respirou fundo e continuou.
– Sempre fica tensa assim quando luta? – Ele perguntou para distrair mais a ele que a ela.
Kat não responde, ele se aproxima esperando pela resposta.
– E então? – O Cavaleiro perguntou baixinho.
– Só quando luto com homens, principalmente os do seu tamanho e porte. – Ela finalmente diz.
– Vou considerar isso um elogio Ekatrina. – Ele sorri.
– Mas infelizmente não é! – Ela responde.
Camus a vira de frente e espera uma explicação que não vem, ele a olha de cima a baixo.
– E então? Estou esperando a sua explicação – Ela continuou calada. – Tudo bem não tenho pressa, afinal o seu treino com a Bella iniciará só as sete horas da manhã do dia seguinte e ainda são nove da noite.
– Você só pode estar brincando? – Ela não acreditava naquilo.
Ele a olhou sério. – Tenho cara de quem está brincando? – Ele pergunta.
– Não! Mas é impossível me livrar de você! – Kat admitiu.
– Só existe uma maneira. Encontre o meu ponto fraco. – Ele explicou.
Ela olhou aquela boca desenhada, carnuda e perfeita e pensou, “existe só uma maneira de distrair esse homem enorme e poderoso”, aproveitando que estava com a máscara especial, Kat abriu a boca e passou a língua nos lábios bem devagar sem nem mesmo acreditar no que estava fazendo, era como se o seu corpo tivesse vontade própria. O interesse do aquariano não passou despercebido, Camus engoliu seco. Não demorou para ele passar os braços dela por cima da cabeça e juntar os lábios nos dela, um beijo urgente, ela sentiu o medo esvanecer e lhe mordeu o lábio com força. Não perdendo a oportunidade, girou-se sobre ele, pegou a faca que levava consigo e colocou no pescoço do Cavaleiro. Ele sem se importar continuou a devorar a boca dela com os olhos. A Aspirante se aproximou do ouvido dele.
– Nunca mais me beije. – Ela diz em voz baixa
– Então terá que me matar! – Ele a afronta.
Ela se distraiu com o olhar intenso dele e em menos de um segundo eles estavam de pé, só que era ele quem segurava a faca no pescoço dela desta vez, ela sentiu o frio da lamina e o calor da respiração dele na sua nuca.
– Lição número um, nunca repita o mesmo golpe com um Cavaleiro. – Ele disse com a voz rouca.
– Eu não ia beijá-lo outro vez! – Kat protesta.
Camus jogou a faca que se cravou em uma coluna.
Ele a virou de frente para ele. – Mentirosa!
– Você não me conhece! Eu não tenho esse tipo de interesse por homens! – Ela se irrita.
Ele levanta a sobrancelha. – Desculpe?
– Não sou lésbica! Só não consigo sentir atração sexual por ninguém. – Ela toma coragem e explica.
– Mentirosa! – Ele repete. – Ou talvez eu a conheça melhor que você mesma, suas reações, sua respiração, o cheiro da sua pele te condenam.
– Jamais! – Ela insiste.
Ele a vira outra vez, já estava começando a perder a paciência e o autocontrole.
– Lição numero dois, nunca subestime um adversário, seja ele mais forte ou mais fraco do que você. Agora vou provar que é uma mentirosa. – Ele diz pressionando o corpo dela com o seu contra a parede.
Ela já estava ofegante antes mesmo dele enfiar uma das mãos dentro da sua calcinha.
– Você está mais do que pronta, está sedenta. E é capaz de chegar a um orgasmo sem que eu te toque. – Ele tirou a mão. — Porém jamais permitirei tamanho desperdício.
Aos poucos ele foi largando os pulsos dela, desceu as mãos até o quadril e com um movimento, as calças dela estavam no chão. Ela mantinha as mãos na parede enquanto lançava a cabeça para trás, ele rasgou sua calcinha com a mão, afastou as pernas dela e a tocou com a língua no lugar mais sensível do seu corpo. Kat perdeu a força das perna mas ele a segurou, não demorou para ela ter um, não, dois orgasmos na boca dele, perdeu as forças completamente, ele a pegou no colo e a levou para o seu quarto, a colocou na cama e acariciou seu rosto semicoberto.
– Agora vou fazer amor com você.
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