Ironia do Destino
9 Louca por você
Notas iniciais
Afrodite caminhava despreocupado quando ouviu vozes, “a esta hora ainda pelas ruas, mas essa gente não tem o que fazer mesmo”. Se encostou em uma árvore e decidiu esperar com que as pessoas passassem.
San e Shiva caminhavam e conversavam alegremente, Shiva mais que San apesar que a caminhada fez muito bem para a escorpiana.
– Mia e Dona vão nos matar por ter deixado os meninos entrarem com aquele filme chato. – San riu.
– A Mia com certeza, já a Dona seria incapaz! – Shiva concluiu.
– Você acha que o Tenma gosta da Dona? – San em dúvida.
– Eu acho que ele gosta das três! – Shiva se diverte.
– Eu torço para que a Dona encontre um cara bacana, gosto muito dela. – A tibetana disse com carinho.
– É verdade, também espero, ela é uma garota admirável. – Shiva concorda.
– Já nós, estamos encrencadas, bem eu mais do que você! – San suspira.
– Você gosta mesmo dele? Não quero me meter na sua vida mas vocês são tão diferentes. – Shiva temia pela amiga.
– E eu não sei disso! Juro que não queria, mas é mais forte do que eu. – Confessa San.
– E pelo Cavaleiro de Áries, você não sente nada? – Shiva tinha esperança.
– Mú? Ele é como um irmão para mim. Jamais olhei para ele com outros olhos. – San nunca havia parado para pensar naquilo.
– Mas e ele? Será que olha para você como uma irmã? – Shiva não acreditava nem um pouco naquilo.
– Será? Oh por Zeus, espero que não! A última coisa que quero é magoá-lo. – Disse San aflita.
– Então comece a ter mais cuidado, porque tenho quase certeza que ele está apaixonado por você! – Shiva com pena do ariano.
– Chega vamos mudar de assunto por favor. – San estava tensa.
– Me desculpe, nós saímos para esquecer um pouco os problemas e eu te criei outro. Sobre o que quer falar? – Shiva perguntou sem graça.
– Que tal sobre o seu salvador. Francamente o homem vive te curando. – Brincou San.
Afrodite levantou a cabeça para prestar mais atenção. Estava escutando tudo atrás dos arbustos.
– Ainda não posso acreditar que Atena me mandou um sinal de verdade. – Shiva sorriu.
– Não sei se foi um sinal, só sei que as rosas do Cavaleiro de Peixes eram verdadeiras, brilhantes e convidativas. – San dando uma piscadinha.
– Claro que foi um sinal! Só pode ser. Mas o que será que queria dizer? – Shiva estava ansiosa.
– Talvez ela quis dizer que vocês vão se encontrar e resolver alguma pendência. – Sugeriu San.
– Então se eu voltar a vê-lo ele provavelmente irá terminar o beijo que começamos na sala. – As duas riem baixinho.
– Aaaaaaahhhhh! – San dá um grito de susto ao ver uma rosa passar voando por elas. – Mas o que... – Ela para ao ver um movimento.
Elas se assustaram outra vez quando Afrodite saiu detrás de uma árvore. Shiva ficou vermelha como um pimentão imaginando se ele havia escutado a conversa. Afrodite sorri. Shiva não conseguia nem piscar de tão maravilhada que estava ao ver seu Cavaleiro vestindo a esplendorosa Armadura de Ouro de Peixes, era incrível como ele conseguia ser mais bonito que o normal.
– Boa noite meninas. – Afrodite se mostrou muito mais educado de que quando o conheceu pela primeira vez, cumprimentou San com um beijo na mão mas sem desviar os olhos azuis piscina dos cor de mel de Shiva apesar da máscara que cobria metade do seu rosto.
– Boa noite Cavaleiro. – San simpatizava com ele.
– Não quero incomodar mas poderia ter um minuto a sós com Shiva para terminar um assunto importante. – Ele pediu gentilmente. –Pode caminhar tranquila pelas ruas, meu companheiro também esta de ronda noturna.
– Então acho que já vou indo. – San se despediu dando um aperto na mão de Shiva que parecia hipnotizada e partiu.
Afrodite não esperou nem um segundo mais e prendeu Shiva entre ele o caule da árvore na qual estava encostado antes, ao mesmo tempo que segurava seu rosto com as duas mãos o pisciano a beijou. Quando pararam para tomar ar, ele sorriu e começou tortura-la com perguntinhas constrangedoras.
– Então fui aprovado por Atena? – Ele passava os lábios pelo maxilar de Shiva. – E o que foi que ela disse? – Descendo para o pescoço. – Que nós deveríamos terminar o tínhamos começado de tarde. – Trocou os lábios pelos dentes. – Posso apostar que você quer isso tanto quanto eu. – E chupou o pescoço dela.
Shiva queria encontrar um buraco para se esconder, mas só se o seu Cavaleiro entrasse com ela.
– Ninguém nunca te ensinou que é muito feio escutar atrás das... árvores? – Ela estava totalmente sem graça.
– Você não respondeu a minha pergunta. Então fui aprovado por Atena ou não? – Ele deu outra mordida de leve.
– Ahhhhggg! – Ela geme. – Quem tem que te aprovar sou eu e não ela! – Ousa Shiva.
Ele para e a encara sério. – E então?
Ela perde o fôlego com a intensidade do olhar do Cavaleiro.
– Como eu posso saber se nem te conheço direito. – Ela queria fugir daquele assunto.
– Afinidade não conta? – Ele disse olhando para os lábios dela.
– Isso não é afinidade. – Shiva estava por perder o auto controle.
– E que demônio é então? – Ele disse encostando sua testa na dela.
– É atração física, eu acho! – Ela estava ofegando.
– Então você não sabe nada sobre afinidade, quanto a atração, acho que isso já está mais do que claro. Vou te provar que é mais do que isso. – Ele a agarrou com uma mão pela nuca, a beijou desesperadamente e com a outra mão introduzida pela saia do vestido, acariciou a coxa da pisciana levantando esta e passando ao redor de sua cintura, podendo assim colar o corpo completamente no dela.
......................................
Durante a caminhava de volta a casa, San lembrou das palavras de Mú enquanto colocava Milo para fora da casa de Áries, “não se esqueça que está de ronda esta noite”, ou seja, o companheiro no qual Afrodite se referiu antes era o Cavaleiro de Escorpião. Começou então a andar bem devagar para não chamar a atenção, pois sua telecinese ainda era muito precária, só funcionava quando ela se encontrava extremamente irritada e o passeio com Shiva a fez relaxar, apesar de estar um pouco perturbada com a hipótese de que o seu amigo Mú estivesse realmente interessado nela.
Espiou antes de virar pelo caminho completamente e lá estava ele, caminhando lentamente, com o olhar fechado, o maxilar trincado, lindo e perverso como a noite. Ela voltou rapidamente e se escondeu atrás de uma árvore. Se ele a visse estaria perdida.
Milo já havia desistido de procurar por Afrodite quando escutou o barulho de galhos quebrando, ficou parado esperando escutar mais algum som mas nada aconteceu, ou seja não era um animal. Quem seria então, provavelmente alguém se escondendo dele. Foi quando o perfume dela invadiu os sentidos do Cavaleiro, não podia ser, sorriu Milo.
San que se encontrava a poucos metros tapou a boca com a mão para não emitir nenhum som, sentiu a adrenalina invadir o seu corpo, quando um golpe foi lançado em sua direção, partindo a parte superior da árvore onde se escondia. Ela olhou para os lados mas não viu ninguém e do nada o Cavaleiro saltou na sua frente, prendendo o seu corpo com os braços. Vendo-a encurralada sorri maleficamente. San se rende, decide não jogar o jogo dele, pois sabia que quanto mais tentasse fugir mais ele iria se divertir as suas custas. Ficou imóvel e fechou os olhos.
Milo se surpreendeu por ela não tentar lutar mas ao mesmo tempo lembrou de quando quase o havia deixado “aleijado”. Mesmo assim valeria a pena arriscar tudo outra vez e agora estava preparado e vestindo a sagrada Armadura de Ouro, em outras palavras ela não tinha chance alguma. Milo se aproximou lentamente, ela pôde sentir seu hálito de álcool misturado com menta pois caminhava sempre com um chicle na boca, ele o cuspiu.
– Abra os olhos! – Mandou sabendo que ela os mantinha fechados por debaixo da máscara.
Se não sobrevivesse até o amanhecer como havia dito antes, morreria feliz imaginou ele, mas que tipo de pensamento maricas eram aqueles se recriminou criando um conflito interno.
– Então? Vai ficar a noite toda parado me olhando ou vai me deixar ir para casa? – San decidiu perguntar.
– Ir para a Casa? Só se for a minha! Já estou imaginando a cara do seu amante vendo-a entrar comigo. Kkkkkkkk. – Milo ri alto.
– Pare com isso! – Ela se irritou.
– Se quiser e eu sei que quer, posso começar te dando uns amassos na casa de Áries. – Ele disse medindo-a de cima a baixo.
– Você realmente não me conhece. – Ela tremeu de raiva só de lembrar.
– Quem carece de conhecimentos aqui é você Sangmu! – Disse bem próximo ao ouvido dela.
– O que eu te fiz para você não me respeitar, para me tratar assim? – Ela quis saber.
– O que fez? – Ele a encarou sério. – Você nasceu, você existe, você cruzou o meu caminho, já é mais que suficiente não acha? Ainda por cima sob a constelação protegida por mim. Ahhhh eu vou cuidar de você San. – A mediu de cima a baixo. – Deveria me agradecer, pois é a primeira mulher que recebe minha atenção e devoção. Você me fascina.
Ele só podia ser louco mesmo pensou ela.
– E foi também a primeira que conseguiu ter um dialogo completo comigo, nós falamos demais San. – Milo voltou a falar com a boca tocando o ouvido da Aspirante.
– Fico imaginando como as outras não eram tratadas. – Mas lembrou da cena com Shaina. – Aliás eu vi muito bem como trata as mulheres. – Disse irritada tentando se soltar.
Ele a aperta com mais força. – Humm... ciúme! – Ele sorriu.
– Não! Desprezo! — Ela jogou na cara dele.
– Ou seria pura e simples inveeeeeja! – Ele estava se deliciando com aquilo.
– De ser um objeto? Hunf, penso que não! – Ela ironiza.
– Eu jamais a trataria como “um objeto”! – Ele se fez de sério, ela o encarou. – Você seria o “meu principal e único objeto”!
– Estava demorando mesmo para começar a mostrar sua gentileza. – Ela se irrita.
– Você pode não acreditar mas costumo tratar muito bem o que é meu. Geralmente o que passa pelas minhas mãos são objetos compartilhados com outras pessoas se é que você me entende. Não é o seu caso, você seria como uma pedra preciosa bruta sendo lapidada aos poucos e do meu jeito. – Ele disse mordendo o lábio.
– Sim, você está realmente louco! – Ela afirmou.
– Louco por você! – Ele confessou com a voz rouca.
Ela ficou tensa olhando para aqueles olhos azuis pervertidos. Ele subiu a mão até o rosto dela, desenhou sua boca com a ponta dos dedos, se aproximou um pouco mais e mordeu seu lábio inferior e o chupou com força.
– Ahhhggg! – Ela deixou escapar um gemido.
Ele ainda estava com os lábios colados em seu rosto e os arrastou lentamente até a lateral do pescoço e lhe deu outra mordida seguida de uma chupada forte, dançou com a ponta da língua até sentir a pele dela arrepiar.
Ela deixou escapar outro gemido, cravou as unhas na palma das mãos recriminando seu corpo traidor. Quando não aguentou mais se segurar, virou o rosto na direção do Cavaleiro, separou os lábio ofegantes cedendo. Não aguentava mais, queria sentir aquela boca cruel na sua.
Ele percebendo a atitude de San, a solta e agarra o rosto dela com as mãos, se aproxima encostando levemente a boca na dela. – Você quer? – Perguntou com a voz rouca.
– Sim! – Ela confessou sem ar.
Mas antes de beija-la, a larga com os olhos fechados e se afasta sorrindo, deixando-a desnorteada e abandonada.
– Bom saber, usarei isso a meu favor! – Milo deu um meio sorriso. – Entenda de uma vez por todas uma coisa Sangmu. Só eu posso acabar com o seu sofrimento e é só você querer. – Dizendo isso dá meia volta e vai embora abandonando-a assim.
San se sentindo pior do que se ele a houvesse violado correu em direção a sua casa ao mesmo tempo que as lágrimas corriam por seu rosto frustrado.
Milo escutou o choro da garota, em um impulso arrancou o elmo e o arremessou com toda força contra uma árvore cortando-a ao meio, se sentou no tronco partido, baixou a cabeça enfiando os dedos entre os cabelos. Não se sentia tão frustrado assim desde a época que lutou contra Hades. Inferno...essa mulher era a sua Guerra Santa interna, mas toda aquela provação era necessária, pois só assim ela seria dele de corpo e alma.
..........................................
Afrodite segurou Shiva pelo quadril e a levantou fazendo com que suas pernas cruzassem em torno dele, a tocava por todos os lados, ela se sentia em combustão, tentava se controlar.
– Gosta tanto assim das minhas rosas? Pois saiba que há milhares delas em minha casa e eu adoraria te mostrar o quão perfumadas elas são e o toque delicado que elas tem, algumas podem ser mais agressivas mas isso é uma questão de preferência. Elas tem o mesmo toque aveludado dos seus seios — Disse com uma das mãos que desabotoava com maestria a parte superior do vestido dela.
Já com o seio de fora ele a ergueu ainda mais para poder beijá-lo e com a outra mão procurou a calcinha dela.
– Como você pode ser tão virginal, pura, está me deixando louco! – Disse entre uma lambida e outra.
E foi como se a tivesse despertado do transe. Se ela não parasse agora não conseguiria parar mais. O empurrou.
– Me desculpe mas... eu não posso! – E saiu correndo deixando o pisciano literalmente na mão.
Shiva passou correndo descalça na frente do Milo que levantou a cabeça para olhar.
– É... acho que pelo visto te encontrei Afro. – E seguiu pela direção de onde vinha a garota e se divertiu ao encontrá-lo todo descabelado e ofegante.
– Sabe que apesar de estar em um estado deplorável você ainda é uma sardinha bonitinha. – Milo não podia perder a piada.
Afrodite atirou seu elmo no meio do estomago do Cavaleiro de Escorpião que acabou engasgando.
– Cof cof, ei pega leve, eu te fiz um elogio! – Milo tentava dizer enquanto tossia.
– Morra Milo! – Praguejou Afrodite arrumando os cabelos.
– Acho melhor mudar a direção da ronda por que estes lados me deixaram um tanto abalado. – Confessa Milo
Afrodite bufa em confirmação.
.....................................
Camus não conseguiu pregar os olhos por toda a noite. Não se cansava de admirar a beleza nórdica da garota com quem dividia a sua cama. A máscara havia se desprendido um pouco e ele estava realmente tentado em olhar rosto dela, porém seria uma invasão à intimidade de Kat. Então resolveu prendê-la de volta. O movimento fez com que a garota despertasse.
Sua última lembrança era de estar nos braços do Cavaleiro...
... Camus a levou para o seu quarto com a promessa de fazer amor com ela. A depositou sobre a cama lentamente e arrancou a camiseta sem desviar o olhar do dela. Se aproximou, lhe agarrou uma perna e começou a beijá-la desde baixo até a parte interna da coxa. Ela agarrava os lençóis com força e jogava a cabeça para trás. Ele subiu as mãos e acariciou os seios dela. Kat gemia de prazer. Estava perdida nas mãos dele. Ele deslizou por cima dela. Tomou um seio com a boca e o sugou forte enquanto deslizou um dedo para dentro dela. Estava molhada, pronta para recebe-lo. Kat não aguentava mais, o queria dentro dela. – Peça! – Ordenou o Cavaleiro de Aquário. Ela levantou o rosto sem entender. – Diga o que quer que eu faça com você. – Disse com a voz rouca. – Camus, você sabe o que eu quero. – Não tinha coragem. – Eu quero ouvir dos seus lábios. Peça para eu fazer amor com você. – Ele estava tão sexy exigindo aquilo dela que acabou dizendo. – Faça amor comigo... agora! Eu não aguento mais. – E foi a gota d’água, Camus tomou a boca dela em um beijo intenso. Com mãos rápidas terminou de despir-se e despi-la. Se posicionou e a penetrou lentamente. Kat gritou de satisfação mas foi calada por outro beijo. Com as mãos presas para cima pelas fortes mãos dele, o saber doce dos lábios deles nos seus e seu corpo sendo invadido com amor, não viu a noite passar...
Abriu os olhos sem saber onde estava, Kat demorou um pouco para se dar conta que tudo não havia sido um sonho e sim realidade. Ele estava ali, do seu lado, e lhe havia ensinado a sentir prazer, havia feito amor com ela tão docemente, havia lhe mostrado que um homem poderia tocar o seu corpo de várias maneiras sem desrespeitá-la, havia lhe ensinado que se podia amar.
Devia uma coisa a ele, era o mínimo que podia fazer por este homem fantástico. Se virou na direção de Camus que a olhou um pouco apreensivo pois não sabia qual poderia ser a reação dela. E com as mãos trêmulas ela retirou a máscara. Os dois tinham lágrimas nos olhos, emocionados, ela olhou no fundo dos seus olhos, azul no azul e finalmente abriu seu coração.
– Camus...eu te amo ardentemente!
Fale com o autor