Ironia Do Destino - Segunda Temporada
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Segunda feira eu fui pro colégio, não estava afim de voltar no domingo. Eu estava tão pra baixo que Rachel já não sabia o que fazer por mim, ela brincava comigo mas eu não achava graça em nada, eu estava acabado.
Estava conversando com Rachel matando o primeiro tempo de aula quando vi Damon e Juliard saindo juntos da sala, rindo e brincando como amigos de longa data. Rachel imediatamente correu o olhar pra mim e apertou meu braço de leve como se fosse uma forma de apoio, eu mordi meu lábio e apenas balancei a cabeça como uma forma de dizer: "está tudo bem".
Mais tarde eu fui pra quadra, queria me destrair e achei legal a idéia de Rachel de treinar sozinha na quadra. Eu faria o mesmo, esta semana seria a última antes do verão, a próxima estação era o outono e logo mais chegaria perto das últimas semanas de aula para as férias de duas semanas. Eu iria repetir o semestre, eu não faço nada naquela aula, nem trabalhos de casa e nem trabalhos participativos. Os pontos que eu tenho é só quando fazemos trabalhos em dupla que pra minha slavação ou eu faço com Rachel ou com Juliard ambas espertas , eu odiava arquitetura e tinha perdido meu total tempo indo pra lá.
Eu não quero dizer que estou arrependido por ter vindo atrás da Sophia, o ruim é que as vezes você sente que o jogo está saindo do seu controle e você começa a pensar que o final talvez não seja do jeito que você pensava que seria. Eu me apaixono todos os dias um pouco mais pela Sophia, eu olho pra ela é como se fosse da primeira vez quando me apaixonei por ela, mas acho que eu não fui capaz de conquistá-la de novo, infelizmente era assim que as coisas andavam.
– Ei, se morresse aí ninguém acharia o seu corpo — Disse uma voz familiar atrás de mim, eu olhei e vi Juliard com a blusa de uma banda qualquer.
A bola que a segundos atrás eu tinha lançado na cesta quicou até ela, ela colocou o livro do Nickolas Sparks no chão, pegou a bola e tentou acertar, não conseguiu e por isso fez uma careta.
– Queria te agradecer por ter me dado aqueles ingressos, o show foi muito bom — seus olhos brilharam, ela pegou a bola e me devolveu.
Eu estava um pouco suado, um pouco é gentileza minha, na verdade eu estava suado demais. Meu cabelo estava molhado, eu estava sem camisa e podia ver meu corpo brilhar um pouco, mas Juliard não se importava.
– Foi com o Damon? — Eu peguei a bola e quiquei no chão.
– Não. Ele tinha problemas pra resolver — Ela abaixou o olhar, eu dei meia volta quicando a bola e acertei na cesta:
– Problemas chamados Jannie? — Eu mordi meu lábio e corri meu olhar pra ela.
– Eu não sei o nome dos problemas dele, mas eu sei os meus. Um deles se chama Justin Bieber — Ela sorriu torto.
– Você me acha um problema? — Eu corri atrás da bola, quiquei rodeando Juliard e ela tomou a bola de mim, correu e jogou na cesta.
– Eu o fiz... ela me olhou e colocou as mãos na cintura — Acho que tenho que repôr o show que eu recusei ontem pra ele.
– O show já era — Eu mechi no cabelo suado.
– Mas tem várias outras coisas que podemos fazer.
– Dentro deste colégio? — Eu falei com sarcasmo na voz.
– Se eu falasse com o Damon para desenharmos, para brincarmos de adedonha, lermos livros, e ouvir músicas de rock, provavelmente ele iria me convencer a fazer outra coisa. Eu gosto de você porque eu posso fazer coisas que eu quero. Você se incomodaria?
– Você sabe que eu vou dizer que não, esta óbvio que eu quero ser melhor que o Damon não é? — Ela riu e eu não resisti e abri pra ela um sorriso totalmente apaixonado por aquela garota.
Fomos pro quarto dela, mesmo sabendo que poderíamos levar suspensão por isso. Comecei a olhar as músicas do ipod de Juliard enquanto ela procurava algumas canetas pra mim e pra ela:
– Você prefere o que? Mímica ou adedonha primeiro?
– Mímica de desenho — eu disse olhando pra ela — Quero ver você adivinhar os meus desenhos — eu ri — E quem não adivinhar vai ser pintado tá?
– Ah então pode se preparar, porque você vai sair todo maquiado daqui, Justin — Ela se sentou ao meu lado com um bloquinho de folhas e começou a traçar algumas linhas, deixei o ipod de lado e sentei ao lado dela pra tentar adivinhar.
– Só pode três chances, tá? — Ela desenhava.
– Sim. — eu sorri — Tá na cara que é um estádio de futebol — Juliard me olhou como se estivesse espantada e riu.
– Ok, sua vez — Ela me deu o bloquinho e eu comecei a desenhar.
Se você conseguir imaginar o desenho mais medonho do mundo é este o que sai das minhas mãos, eu faço tudo absolutamente sem sentido e eu sei o quanto é complicado pras pessoas entendê-los.
– Oh meu Deus, eu não faço idéia — Ela riu quando tentou por milhares de vezes adivinhar.
– Mas meu desenho esta tão claro — Eu a olhei rindo.
– Claro, você daria um picasso sabia? — ela passou a mão sobre o desenho Certamente arquitetura não é o seu forte Justin.
– Diga pra mim uma novidade? — Eu ri e ela respondeu.
– Você terá de me maquiar. — Eu abri um sorriso e peguei o estojo de maquiagem dela. Eu não fazia idéia o que era rímel, blush, sombra, mas ela foi me ajudando e por fim já tinha maqueado ela toda. Ela estava terrível... mas fazia parte da brincadeira.
Depois brincamos de Mímica e cometi o erro de no artista na letra "E" falar Amy Winehouse, o que trouxe uma risada gostosíssima de Juliard. Eu poderia passar horas só ouvindo aquela risada dela.
Brincamos também de interpretar nomes da música, vesti várias roupas dela e confesso que nunca me diverti tanto como naquela tarde.
Mas infelizmente alguém tinha que estragar tudo, a porta se abriu e Damon entrou:
– Juliard?! — Ele chamou por ela enquanto ela estava deitada na cama de cabeça pra baixo tentando dar uma cambalhota e eu ao seu lado tentando ensiná-la.
– Damon! — ela caiu da cama o que me fez quase cair na gargalhada -Como você está? — Ela perguntou toda desajeitada.
Quando olhei pra expressão de Damon ele fez uma careta observando o rosto dela.
– O que houve com você? Está...
– Eu sei como estou — ela me olhou com cumplicidade — Não quer brincar com a gente?
– Não — ele franziu a testa — Quero que vá lavar este rosto, bem lavado... está péssima, Juliard.
– Ela é linda de qualquer jeito, seu idiota — eu puxei Juliard e encostei sua cabeça em meu peito. Vi o quanto maguou ela o jeito que ele falou.
– Vou lá lavar meu rosto e já venho Damon. — Ela se soltou de mim — Justin, tem como você ficar com ele aqui só caso a diretora venha e pense que eu estava sozinha com ele no quarto?
– Com o Justin você não se preocupou com isso né? — Ele a fitou.
– Fico sim — eu beijei a testa dela e ela assentiu indo pro banheiro.
Me sentei na cama e dei um longo suspiro mexendo no cabelo, o que eu não fazia por ela?
– Fica longe da Juliard, ok? — ele falou — Eu não quero você perto dela.
– Você não é ninguém pra querer alguma coisa. — eu o olhei — Eu vou ficar ao lado dela todas as vezes que for preciso, e não é você que vai por medo em mim.
– Eu tô falando pro seu bem, cara — Ele chegou mais perto de mim.
– Por que? O que você faria contra mim? — Eu fixei meu olhar no dele e ele recuou hesitante.
Neste momento Juliard saiu do banheiro com a cara úmida e a ponta dos cabelos escuros molhados.
– Obrigada Justin — ela sorriu — Agora eu vou ficar um pouco com Damon.
– Sem problemas — eu sorri de lado — Divirtam-se.
Saí do quarto um tanto mais feliz, por mais que eu tenha deixado Juliard com Damon, eu me sentia aliviado com uma sensação de " trabalho feito ".
Fui no quarto de Rachel onde ela parecia perdida em um monte de papéis desenhados e rabiscados. Ela usava short, uma blusinha leve de alcinhas e decotada.
– Será que tem tempo pra mim?
– Não — ela nem fez questão de me olhar — Eu estou de recuperação em duas matérias, o baile é esta sexta-feira, e quem está de recuperação não pode ir. Eu vou me ferrar Justin, como vou conseguir estas notas em três dias?
– Já ouviu dizer que sempre tem gente pior do que você?
– Mas no meu caso não tem, porque neste colégio é um bando de CDF filho de umas éguas, que vivem pra estudar.
– Pois eu sou a prova viva de que tem gente pior do que você, eu não tenho nota de prova nenhuma. Comecei no meio do ano e tô pouco ligando pra faculdade, se eu ficasse aqui até o final eu reprovaria o período.
– O que acontece é que você é o "grandão" da escola, e você pode ir em tudo que você quiser... tirando a babaca da diretora que ama esses meninos daqui, aquela tarada lá não iria te reprovar ou no mínimo vai deixar você ir ao baile, e as meninas é que se ferram por aqui, eu não sei se você ainda entendeu — Ela me fuzilou com o olhar, estava vísivel o quanto ela estava nervosa.
– Ok — eu sorri de lado — Você fica uma gracinha nervosa, sabia? — Eu brinquei com ela, Rachel gritou e começou a me jogar cadernos, estojos, almofadas... qualquer coisa que vinha na sua frente. Eu coloquei o braço na frente do rosto pra me defender e saí correndo dalí antes que ela me matasse.
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