Iron Girl

4 Seguimos em frente


Notas iniciais
OIOI GENTE, bem, esse capítulo é meio dramático, porém preciso. Obrigada as manas que comentaram, isso ajuda pra caramba. Enfim, espero que gostem! Boa Leitura!

Belize. Base Submersa da S.H.I.E.L.D, 17:58

—Como assim você não sabe o que está acontecendo com ela?-disse Tony Stark indignado com a resposta da doutora.

—Desculpe Senhor, mas nem mesmo a Jemma Simmons soube explicar o que está acontecendo com a garota.-disse a Dra. Cho.

—E quem seria Jemma Simmons?-disse Tony Stark, o que fez a Dra virar os olhos.

—Se não acredita, veja você mesmo.-disse a Dra parando na frente de uma porta sem numeração. Ela abriu a porta e entrou acompanhada de Tony, seu erro foi não fecha-la.

—O que faz aqui?- perguntou a Dr. Cho ao se deparar com a garota mais uma vez. A ruiva rapidamente entrou no quarto sem se importar com o que fosse acontecer depois e com um movimento rápido fechou a porta. Ao se virar para a garota adormecida viu que ela ainda estava com as mesmas feições de antes, sem pensar duas vezes pegou a mão da garota e logo já estava dentro da sua cabeça.

Belize. Base Submersa da S.H.I.E.L.D, 18:23

Elisabeth ainda estava ofegante, não acreditava que tudo aquilo havia acabado. Mas o que ela não imaginava era que acabara de entrar em um pesadelo pior ainda.

—Elisabeth? Você está bem?-disse a doutora se aproximando da paciente.

—Quem é você?-disse Lizzie ainda meio grogue.

—Meu nome é Helen Cho, venho cuidando de você por todo esse tempo.-disse enquanto ajudava a garota a se sentar.

—Como assim todo esse tempo? Há quanto tempo estive dormindo?-disse a garota esfregando os olhos para ter uma visão mais nítida de sua salvadora.

—Muito tempo.-omitiu Dra. Cho.

—Quanto tempo?- insistiu Elisabeth.

—Meses.-cedeu a doutora.

—Meses?-disse Lizzie surpresa.

—Você não mencionou que ela também era surda.-disse Tony Stark que a garota acabara de perceber que estava presente na sala.

—E o que esse aí faz aqui?-perguntou a garota em tom de deboche.

—Se você não tivesse acabado de sair de uma hipnose do sono, eu até me ofenderia.-disse Tony o que deixou a Dra Cho sem entender absolutamente nada.

—Hipnose do que?-disse Lizzie o que a Dra estava prestes a falar.

—É mais grave do que eu pensei.-disse Tony. –Bom, antes de tudo ir pelos ares no torneio no qual eu gastei uma fortuna, você ficou exposta a uma substancia que basicamente hipnotizou o seu cérebro fazendo você achar que estava acordada, quando na verdade estava fazendo um cosplay da bela adormecida.

—Que substancia é essa?-perguntou a garota.

—É confidencial.-disse Tony e soltou uma risadinha. –Sempre quis dizer isso.

—Então você ta querendo dizer que dormi por meses, porque a S.H.I.E.L.D não deu conta de uma substanciazinha?-disse a Cabe.

—Substanciazinha?-disse Stark impressionado com o tom de deboche da menina.

—E eu que era a surda.- comentou Lizzie.

—Como você descobriu tudo isso Tony?-disse Dra. Cho. –Quero dizer, Senhor.-corrigiu a doutora.

—Ah, você sabe Helen! Eu tenho meus contatos.-se gabou Tony, quando apoiou o cotovelo no ombro da doutora que logo o tirou de lá.

—Mas e quanto aquela garota, quem era ela?-disse Lizzie se referindo a Darkhome.

—Ela é a Darkhome, Lauren Darkhome. Uma paciente daqui.-disse Dra Cho sem revelar muita coisa.

—Estou devendo uma a ela.-disse Lizzie pensando alto.

—E sobre o que ela falou...-começou Tony.

—O que ela falou?-perguntou Elisabeth confusa.

—Você não ouviu? Ainda bem!-disse Tony, mas logo foi fuzilado com o olhar da doutora Cho.

—Tá bom eu vou falar, se acalma aí chinesa!-disse Tony levantando as mãos em sinal de rendição.

—Coreana!-corrigiu a Dra furiosa.

—Eu sou seu pai.-disse Tony já esperando a garota enlouquecer.

—O que?-disse a garota em choque, ela voltou seu olhar para Dra. Cho. – É tarde demais para eu voltar a dormir?- e Elisabeth enlouqueceu, porém não da maneira que o Stark esperava.

—Não diga besteira, Elisabeth!-repreendeu a coreana.

—Soou como o a minha mãe!-comentou Lizzie, e então ela se tocou, como ela havia esquecido de sua mãe? Onde será que ela estaria? Eram umas das milhares de perguntas que rondavam na cabeça de Lizzie.

—Sobre sua mãe... -disse Tony com um olhar triste. –Eu sinto muito!

Seu cérebro sabia o que aquelas palavras queriam dizer, mas seu coração não.

—Não, não pode ser! Isso não está acontecendo. — disse a garota em choque enquanto se segurava na borda da cama para não cair.

—Foi durante o desastre de Sokóvia, o corpo dela foi achado em meio aos destroços.-acrescentou Tony triste pela menina e por ele mesmo, ele também não acreditava que havia perdido a amiga, até falar aquilo em voz alta.

Tony foi em direção a garota, colocou mão em seu ombro e lhe lançou um sorriso encorajador, que logo foi surpreendido por um abraço da sua "nova" filha.

—Vai ficar tudo bem.-sussurrou Tony perto do ouvido da garota enquanto a abraçava.

—Eu só quero ir pra casa, mas acho que nem isso tenho mais. – disse a garota agora reprimindo os soluços.

—Quero que você venha comigo, só até isso tudo esfriar. – propôs Tony.

—O que?-disse a garota se soltando do abraço. –Você acha que só porque descobriu que é meu pai tem algum direito sobre mim?

—Elisabeth...- Cho tentou interferir, mas Tony a interrompeu com um balançar de cabeça.

—Não precisa fazer isso por mim, faça pela sua mãe. Ela iria querer isso.- a garota o encarou por um tempo absorvendo as informações.

—Quando partimos?

Torre Stark 19:56

—Lar, doce lar!- disse Tony ao chegar no 11° andar do que parecia ser o maior edifício de Nova York, o que fez Lizzie rolar os olhos.

—Tony o que são todos aqueles...-disse Pepper ao dar de cara com Lizzie, que sorriu pra ela. –Oi!- foi o que a mulher conseguiu dizer.

—Pepper!-disse Tony se aproximando da mesma e colocando a mão sobre o seu ombro. –Essa é Elisabeth, minha filha.

—Sua o que?-disse Pepper que em choque deixou os papeis que estavam em sua mão cair. –Como eu nunca soube dela?

—Não se sinta mal por isso, descobri sobre ela há duas horas. –disse Tony. –Vou precisar que arrume um quarto pra ela.

—C-claro. –disse Pepper ainda encarando Lizzie com cara de espanto.

—E quanto a você,-disse Tony apontando para Lizzie. — vão buscar seus pertences amanhã cedo.

—Não!-se pronunciou Lizzie. –Eu quero buscar-los, alem do mais eu poderia aproveitar a carona para ver a April, ela deve estar preocupada.

—E quem seria essa April?

—Minha melhor amiga, ela estava comigo antes de tudo...-fez um gesto expandindo as mãos.

—Tudo bem.

—Tony, amanhã não é o dia do Happy buscar o...-começou Pepper mas Tony a interrompeu.

—Eu mesmo vou levar-la.- disse Tony o que fez Pepper estranhar.

—E quanto ao...-Lizzie se segurou para não desabar novamente. – funeral. Minha mãe merece um, e que seja digno.- disse Lizzie.

—Acontecerá amanhã a tarde.-disse Tony meio abalado por tocar no assunto.

A garota somente balançou a cabeça em afirmação. Tony cochichou algo para Pepper e ela o encarou com um olhar triste, Elizabeth deduziu que Tony havia contado a ela sobre o falecimento de sua mãe. O falecimento de sua mãe, isso ecoava na cabeça de Lizzie junto com todas as lembranças que tinha dela, era como se a garota fosse uma bomba relógio, prestes a explodir.

—Venha querida!-disse Pepper estendendo a mão para a garota se aproximar, quando a mesma se aproximou ela colocou a mão em seu ombro e a levou até o seu quarto provisório.

—Esse vai ser seu quarto, por enquanto.- disse Pepper abrindo a porta e dando espaço para a Cabe entrar. Lizzie silenciosamente entrou e sentou sobre a cama cabisbaixa.

—Oh, eu sinto tanto!-a ruiva se sentou ao lado da garota, o que fez a mesma encara-la. Pepper depositou um sorriso encorajador nos lábios. –Vai ficar tudo bem!

—Esse é o problema.-se pronunciou a morena.-Não vai.-sua visão já estava turva quando sentiu a primeira lágrima escorrer por seu rosto. –Eu sinto que vou explodir a qualquer segundo.-Pepper a encarava com o olhar triste.

—Eu sei que aparece ser algo impossível, mas as coisas vão melhorar.-disse Pepper que logo em seguida a abraçou. -Eu vou estar aqui com você.

—Obrigada.

Dia Seguinte. 10:43 AM.

Lizzie foi acordada por uma voz artificial que lhe disse a hora, e a temperatura. O dia estava chuvoso, estava tão triste quanto a garota. Ao sair do quarto deu de cara com Tony, que aparentemente estava prestes a bater em sua porta.

—Pronta?-perguntou Tony, que recebeu como resposta um aceno com a cabeça.

Os dois saíram torre Stark e foram em direção ao Queens, quando Elizabeth chegou na frente de sua casa, um turbilhão de lembranças invadiram sua cabeça. Ela lembrara de quando sua mãe quase quebrou o portão da garagem quando estavam atrasadas para a sua formatura do ginásio, de quando sua mãe comprou sua primeira bicicleta e Lizzie a desmontou para construir sua primeira geringonça. Ela não podia acreditar que alguém tão incrível como Bethany teve que partir de uma forma tão cruel.

—É aqui.-se pronunciou Lizzie ao chegar na frente da porta de madeira que a separava de sua antiga vida. A garota entrou na casa pegou o necessário, colocou em uma bolsa qualquer e foi em direção a saída, mas foi parada por um barulho de algo se quebrando, ao olhar para os pés a Cabe se deparou com um porta retrato com o vidro estilhaçado, na foto ela e Bethany sorriam uma para a câmera felizes. Ela não conseguiu agüentar suas pernas, caiu de joelhos, retirou alguns pedaços de vidro de cima da foto e pois se a chorar.

—Por que você teve que me deixar, logo agora?-disse a garota acariciando a foto com o polegar.

—Elisabeth?-chamou Tony do lado de fora.

—Já vou.-limpou as lágrimas, guardou a foto dentro da bolsa e foi embora.

Machpelah Cemetery 16:45 PM

Geralmente Lizzie gostava de preto, aquela cor caia bem nela, mas não naquele dia. Várias pessoas estavam presentes, pessoas que Marie nunca havia visto, a garota chorou durante todo o funeral, mas tentou ser forte.

Antes do funeral acontecer, a Cabe foi a casa da sua melhor amiga, porém a encontrou vazia, deduziu que a garota estava na escola, afinal não foi ela que ficou apagada por meses. Durante todo o percurso Tony ficou calado, a garota estranhou, não era do feitio do Stark ficar calado, aquilo devia ter o afetado bastante.

—O que fazemos agora?-perguntou a garota no carro indo em direção ao único lugar que ela poderia chamar de lar a partir de agora.

—Seguimos em frente.-respondeu Tony.

Notas finais
E aí???