Irmãos de Sangue
25 Capítulo 25 - Congelada
Notas iniciais
Cebola! Socorro. - Mônica mandou a mensagem receosa, era para ser mais forte que isso mas ela estava... Precisava... Era o sim de Mônica Souza, ela iria morrer.
Pelo amor de Deus, Mônica! Onde você está? Ele gritou exasperado.
Ela riu enquanto sentia todas as partes de seu corpo dormecerem, se ao menos ela soubesse onde ela estava.
Mônica se debatia como um cachorrinho aprendendo a nadar, enquanto tentava jogar o peso de seu corpo para cima, mas era inútil, Mônica Souza, a namorada dos vampiros Salvatore, poderia morrer de todas as maneiras, mas nunca havia se passado pela sua cabeça um dia que sua morte iria ser num ringue de patinação — ou quase -
E com esse turbilhoes de pensamentos ela apagou.
Eles procuravam tão incansavelmente, e jamais poderiam imaginar que : Primeiro, Mônica poderia patinar tão longe assim, Segundo : Que aquele lago era tão grande assim.
D.C podia sentir a poucos metros de distancia o desespero do irmão, e quase, se não estivesse tão focado em procurar a menina, teria dado uma das suas — pelo menos ele achava — cômicas tiradas.
Enquanto o vampiro pensava ele acabou tropeçando e saindo da parte sólida e indo de cara com um buraco no meio do gelo. Voilá! Ponto para DC, duas vezes salvando a vida da namorada do irmão. Sinceramente, ele deveria tomar mais cuidado aonde deixa essa menininha brincar.
Ele teve a tentação de dar seu sangue para ela, mas se lembrou que caso ela morresse ela se tornaria uma vampira e seria odiado eternamente pelo irmão. Se essa alternativa já parecia tão tentadora, imagina uma Mônica vampira?
Mas aí ele se lembra que, caso transformasse ela, ele seria odiado por ela. E ele não podia suportar a ideia de ser odiado por ela pela eternidade.
E agora resta uma única coisa a fazer e, ah essa alternativa sim era ótima, maravilhosa, ganhou em disparado de todas as outras.
E, de bônus ainda viria o ódio do irmão mais novo. Nossa!
As roupas, ele raciocinou. Esse era o problema, certamente não poderia ser tão frio na água como é no ar. Eram as roupas que a faziam sentir tanto frio.
Mônica já estava totalmente acordada e parecia compartilhar desse pensamento, ela não teria nem tempo de descordar, ela estava com... Tanto frio.
E ele tirou primeiro o casaco dela, já que as mãos delas pareciam dedos de defuntos. Ele simplesmente não teve desrespeito, anos de prática, claro. Mas ele não pode deixar de sorrir.
Ela já estava quase toda despida, só faltava o sutiã, que ele meio que não conseguia abrir, ele pode ter quantos anos de prática for, mas ele ainda assim não tinha seios.
Ela retirou as mãos dele do sutiã, ela nem parecia corada, mesmo que internamente tivesse, ela estava tão pálida que nem se percebe. Ela pega e abre com facilidade o sutiã, quase como se debochasse da capacidade dele.
- Pronto — Ela sorri triunfante
- Essa é a minha garota — Disse DC, e continuou — Não lute comigo, Mônica, eu estou tentando salvar a sua vida, só isso. Lhe dou minha palavra.
Ela sorriu e se deu por convencida na fidelidade dele.
Ele a abraçou lentamente transferindo todo o calor do seu corpo para o dela
- Mas que merda está acontecendo aqui? — Eles se viraram rapidamente, para um Cebola nervoso e um pouco suado, talvez da procura e DC não pode deixar de dar um risinho
- Eu não estou tentando assediar sexualmente a sua namorada — Ele riu, Mônica mal conseguia formatar um pensamento inteiro para Cebola — Acho que você andou faltando ás suas aulas de Biologia, eu só estou tentando salvar a vida dela.
Ele os olhou com uma cara de desconfiança antes de DC o interromper
- Que ajudar ou vai ficar remoendo ciumes enquanto ela morre?
Essas palavras realmente mexeram com ele e ele se aproximou receoso de Mônica e ela deu um sorrisinho tímido para ele, foi a primeira coisa que ela conseguiu fazer.
- Eu sinto muito... Muito mesmo — Ele abaixou os olhos enquanto abraçava a menininha
- Não se preocupe, foi a melhor coisa que aconteceu nessa viajem até agora, obrigado, por me manter feliz. Você é a alma mais pura que eu conheço
Ele sorriu sincero para ela
- Você foi a melhor coisa que aconteceu nessa minha existência
Ela sorriu. Ele ganhou essa.
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