Irmãos Hunters
6 Sweet Dreams
O que fazer quando a única pessoa que te mantém longe da loucura está fora do seu alcance?
O que fazer quando ferem a última pessoa que é capaz de te amar? Os gritos de agonia podiam ser ouvidos até pelos que já se foram, gritos que fariam os mais corajosos se encolherem de medo. Lucian foi impiedoso, cruel e frio como jamais havia sido. Naquela noite chuvosa nem os ratos ousavam sair de suas tocas. — eu vou perguntar outra vez. Onde está o tal de Barney — eu não sei, meu deus eu não sei — deus não vai te ajudar agora- outro grito foi ouvido quando o último dedo da mão direta foi arrancado- agora só falta a outra mão. Escuta aqui seu filho de uma cadela. Você vai me dizer aonde o cara está ou eu corto seus outros dedos um por um e depois eu fateio o que leva entre as pernas—tá bom. Tá legal. Eu falo —estou ouvindo —dizem que ele mora na parte afastada da cidade, um condomínio chique de difícil acesso —eu quero o número —eu não sei —ok- Lucian passou a faca sobre os dedos do homem cortando todos de uma só vez fazendo o homem urrar de dor- agora só falta uma coisa pra cortar — apartamento 232. Eu juro é tudo o que eu sei —viu nao foi tão difícil. Você só teve que perder dez dedos, parte da orelha e um olho. Agora vamos acabar com isso- Lucian cortou lentamente a garganta do homem vendo o líquido vermelho gotejar enquanto ele se afogava no próprio sangue. Mas diferente das outras vezes que matou, que torturou, ele não foi capaz de sorrir, a única expressão em seu rosto era uma mistura de ódio e desdém- eu vou matar todos Zest, você vai ver, eles vão pagar pelo que fizeram Naquela mesma noite Lucian foi atrás de Barney. Ele encontrou o homem dormindo tranquilamente no sofá da luxuosa sala, Lucian caminhou cuidadosamente até ficar de frente pro Barney, ele contou cada suspiro tranquilo e despreocupado que o homem dava, e então enfiou a faca até o cabo sem nenhuma piedade em sua perna, o homem acordou com um grito de dor que só aumentou quando Lucian girou a faca — boa noite Barney —quem, quem é você? -disse o homem —ninguém importante, só o cara cujo a irmã você pôs uma bala —eu não atirei em ninguém —você mandou homens invadirem a casa branca, eu e minha irmã éramos responsáveis pela segurança da casa- os olhos de Barney se arregalaram ao entender quem estava de ante dele — você é um dos hunters —corrigindo, eu sou o cara que vai fazer você achar o inferno uma colônia de férias- Lucian retirou a faca da coxa de Barney e a enfiou na outra- vamos brincar de açougueiro senhor Barney? Lucian cortou cada dedo, cada junta, cada pedaço de pele visível, depois dos cortes e da surra Barney estava irreconhecível, o nariz quebrado sangrava como rio, o olho que permanecia na órbita quase não abria, o sangue do que sobrou da língua gotejava incessantemente, sua boca havia sido rasgada em um assustador sorriso indo de orelha a orelha, seu peito tinha escrito os nomes Sadist e Sweet, nem mesmo suas partes mais íntimas tinham sido poupadas da lâmina da faca, após as longas horas Lucian deixou o cadáver profanado de Barney pra trás indo em direção ao hospital, da porta do quarto 696 Lucian observava Zest inconsciente, graças aos médicos a bala havia sido retirada com sucesso, mas ainda sim ela teve que ficar em coma induzido até que o ferimento estivesse fechado, e pra Lucian significava morte. Até que Zest acordasse ele mataria a qualquer um que representasse uma ameaça, qualquer um que cruzasse o seu caminho. Se passaram três dias que Zest estava internada, Lucian observava a casa branca enquanto vigiava o quarto de Zest pelas câmeras e procurava pistas sobre o próximo alvo. William Quisley era um dos mafiosos mais influentes de Nova York. E hoje ele conheceria o seu pior pesadelo. Quisley chegou em seu apartamento às 2h, ele tentou acender as luzes, mas nenhuma funcionou, Quisley andou pela casa e foi até a cozinha, o único lugar da casa que tinha luz. —bom dia senhor Quisley — quem é você- disse o homem se virando —você deve me conhecer como Sweet — o caçador? —exatamente. Você me deve uma coisa —não lhe devo coisa alguma. Agora saia da minha casa- o homem abriu uma das gavetas do armário pro procurando uma de suas armas —está atrás disso? -Lucian apontou a arma pra Quisley que engoliu a seco -tem medo de armas Quisley? — qual é garoto baixa isso, vamos negociar — negociar? -Lucian atirou no ombro de Quisley e em seguida na perna direita- minha irmã está em coma por causa do que você, Barney e o desgraçado do Smith fizeram e você quer negociar? Es o meu preço. Eu quero a cabeça de cada um em uma lança. E como você fala demais a primeira coisa que eu tirarei de você será a língua. —achei que era um dos caras mais durões dessa cidade, mas tudo o que eu vejo é um covarde que lucra a custa dos outros. Pode chorar o quanto quiser, eu perdi o dom da compaixão a muito tempo- Lucian pegou outra faca na gaveta e fez leves riscos pelo rosto do homem, com todas as ligações cortadas e os tendões rompidos ele não podia de mexer e sem a língua seu grito se afogava em meio a tosse, a lâmina cortou um de seus olhos o deixando parcialmente cego.o celular de Lucian começou a tocar e ele se levantou pra atender
—alô —senhor Petrova, aqui e do hospital Angelis, estou ligando pra avisar que a sua irmã acabou de acordar —estou indo pra aí- Lucian desligou o celular e voltou até onde Quisley estava- parece que a nossa brincadeira acabou, mas não vou deixar você morrer assim tão fácil Lucian deu um breve sorriso e fez um corte na artéria fêmural, ele se levantou e foi embora deixando Quisley sangrar até a morte. Hospital Angelis —tem certeza que está bem? — Lucian eu não sou de vidro- disse Zest empurrando Lucian pela terceira vez quando ele tentavam ajudar a levantar —você levou um tiro e acabou de sair do coma, admita que você está frágil- Zest acertou um soco no rosto de Lucian fazendo ele cambalear pra trás —nunca mais repita isso —era brincadeira maninha- disse ele passeando o dedo no pequeno corte que se abriu do lado da boca — me tira desse hospital, vou ficar louca aqui dentro — senhorita- Lucian estendeu o braço e ela segurou- e lá vamos nós Casa branca — Zest, Zest, que bom que está bem- Vincent correu pra ela a abraçando pela cintura, Zest ficou estatística olhando o menino que chorava e a abraçava- desculpa Zest, eu não corri rápido o bastante —tá, tá tudo bem- Zest se afastou do menino e foi pra perto do irmão- Lucian precisamos conversar —ok.- os dois foram pra cozinha e Lucian se sentou em uma das cadeiras- fala maninha —o que você esteve fazendo enquanto eu estava no hospital? —nada — ok, vou refazer a pergunta. O que o Sweet esteve fazendo enquanto eu estive no hospital? —nada demais. Só eliminei uns três ou quatro dos caras que tentaram te matar —Lucian me diz que você não fez nenhuma besteira —o que você classifica como besteira? —deixar rastros é uma delas —estamos cobertos pelo governo, rastros não são mais um problema —Lucian —o que é Zest. não precisamos mais ter medo, nós somos os melhores assassinos que existem, nosso nome é temido por quem o escuta, e nós temos a proteção do presidente dos Estados Unidos, nem a Interpol pode nos tocar agora —basta Lucian. Você está descontrolado, eu quero esses caras mortos tanto quanto você, mas precisávamos ter cuidado, ou a próxima vez que nos pegarem, alguém vai acabar morrendo- Zest deu as costas e saiu da cozinha —droga -Lucian pegou uma cadeira e a arremessou com toda a força contra a parede —a cadeira não tem culpa dos seus problemas — não me enche Louise. Não estou afim de joguinhos —essa cozinha é o meu local de trabalho esqueceu, mantenha ela em ordem- Louise foi até a geladeira e retirou os ingredientes para o jantar —acha que pode me mandar fazer alguma coisa? —ainda não encontrei uma coisa que não pudesse fazer. Estou cheia de coisa pra fazer então antes de ir tenha a bondade de limpar o que sobrou da cadeira -Lucian andou calmamente até onde ela estava e a virou de frente pra ele e segurou seus pulsos a prensando entre seu corpo e a bancada —eu não sou bom Louise, não quero ser, e se você acha que pode me dizer o que fazer, eu a aconselho que repense sobre isso. Eu faço o que eu quero, quando quero, como quero, e pego o que eu quiser- Lucian a beijou enquanto a mesma lutava pra se soltar, Louise mordeu o lábio inferior de Lucian que se afastou, ele passou a língua sobre o pequeno corte e sorriu quando a soltou- minha gatinha arisca. Nos vemos depois, senhorita Louise Lucian saiu pela porta dos fundos atrás do próximo nome da lista, o último nome, a última vítima — Smith Sullivan, você foi marcado para morrer. Pelas mãos do Sweet — Lucian deu um sorriso diabólico e desapareceu O que você mais teme? Você não pode se esconder de mim. Eu vou caça-lo, e devorarei seus pecados. Não pode fugir, não pode se esconder, não pode acordar desse doce sonho, porque o pesadelo ainda não acabou.
Fale com o autor