Irmãos Hunters
4 Doces Assassinos
Lucian estava sentado na amurada do segundo andar encarando fixamente o portão de entrada esperando o carro de sua irmã quando uma garota veio em sua direção trazendo um copo de suco e alguns biscoitos pra ele.
—oi você deve ser o sweet- a garota colocou a bandeja em cima do muro perto dele e deu um passo atrás —quem é você? — Louise. eu trouxe isso pra você, como você ficou aqui o dia todo achei que pudesse estar com fome, espero que goste —então foi você que eu vi me espionando mais cedo, que menina levada- Sweet deu um sorriso maldoso e Louise desviou os olhos —desculpe por isso eu só estava curiosa pra saber o que fazia aqui sozinho —não estou sozinho- Sweet estendeu a mão para as sombras e delas saíram um enorme lobo branco, a garota caminhou na direção do lobo e lhe tocou a cabeça, ela sorria sem perceber a pouca distância entre ela e o estranho na sua frente—você é lindo. Como é seu nome? -ela ergueu a cabeça pra Lucian que está encolhido a pilastra evitando encostar na garota que estava quase entre suas pernas. —meu nome é Lucian —é um bonito nome, mas eu me referia ao lobo —Tyler —oi Tyler — Louise se abaixou na frente do lobo que se deitou no colo dela, o lobo começou brincar com ela e uma de suas garras fez um pequeno corte na mão de Louise -aí, doeu —deixa eu ver- Louise se levantou dando a mão pra Lucian, ele pegou a mão de Louise olhando fixamente nos olhos dela e lambeu o ferimento, Louise se assustou e deu-lhe um tapa no rosto —meu deus me desculpe- disse ela pondo a mão na boca, Lucian pôs a mão sobre o lugar avermelhado e sorriu, como um filme suas lembranças de infância foram repassadas na sua mente. Zest sempre foi a favorita do Gordon e dos outros, por ser mais forte e mais rápida era tratada melhor. Ela me protegia, impedia que outros me machucassem, mas quando ela não estava por perto, eles me batiam, me torturavam e molestavam de todas as formas que podiam imaginar. Eles riam, se divertiam com a minha dor, e em algum lugar dentro de mim, eu quis a dor. Se era o que faziam as pessoas felizes eu aceitaria a dor. E em algum momento eu desejei a dor, como o toque de uma amante, eu a quis com toda a minha alma. Lucian segurou o pulso de Louise quando ela se virou para ir embora —senhora Louise, poderia fazer outra vez? — você está louco? Eu não vou te bater- disse Louise se soltando —por favor- Lucian colocou a mão dela em seu rosto e quando ela fechou o punho para se soltar ele saboreou o leve ardor de ter as unhas dela arranharem sua pele- faça, por favor senhora Louise —eu não posso machucar um pessoa —acredite pequenina, a linha entre a dor e o prazer é bem fina. Faça isso por mim- a garota lutava pra se afastar, mas algo a puxava de volta, algo naquele estranho garoto a chamava. —Lucian solte a garota agora- disse Zest entrando na varanda, Lucian soltou ainda se mantendo perto dela- francamente não posso te deixar so por um instante —não me enche maninha, não estava fazendo nada demais. Não é senhora Louise- a menina ficou completamente vermelha e saiu correndo sem dizer uma palavra- atrapalhou meu divertimento —tentaram levar o garoto hoje- falou Zest se sentando na amurada —que garoto —o filho do Edward —devem estar vigiando eles de perto —temos que ser cuidadosos. Esses caras são perigosos —a gente da um jeito. Sempre damos —dessa vez é diferente. Eu me sinto entranha, presa. Eu to sufocando —então vamos dar uma respirada- Lucian puxou uma de suas adagas e entregou a Zest -vamos pintar as ruas —sei até por onde começar -Zest escondeu a adaga na bainha da bota, ambos seguiram para a boate midnight, seu dono era Victor Sartori um traficante de drogas e o organizador do destroyer, o maior torneio de luta clandestina da cidade, Zest e Lucian eram considerados os donos do lugar, os melhores. Já tentaram por um pra lutar contra o outro, mas era uma regra deles, nunca lutar um contra o outro, e não deixar nenhum sobrevivente. —senhoras e senhores, hoje eu tenho a honra de dar as boas vindas a nossa imperatriz. Sadist- o público foi ao delírio quando Zest subiu no ringue e tirou o roupão ficando apenas com um short super curto e um top preto além das botas de cano alto- e desafiando a nossa dama cruel está. O triturador —sério isso- falou Zest revirando os olhos quando um homem com o dobro do seu tamanho entrou no ringue. — hora de tirar a rainha do trono- o homem mostrou um sorriso assassino e Zest estralou as juntas, essa era a noite dela, o lugar dela, o lugar que ela se recusava a perder pra um estuprador de mulheres, Zest fechou os olhos e contou juntou com os batimentos reduzidos do próprio coração. —3..., 2..., 1- o gongo soou e o homem juntou todas forças em um soco que passou direito pela cabeça de Zest que se abaixou entrando na guarda do homem lhe dando um gancho, ele cambaleou pra longe e ela acertou um forte chute no peito o fazendo perder todo o ar, um estalo alto foi ouvido quando Zest quebrou o joelho do homem e o mesmo caiu no chão gemendo de dor, ela o segurou pelo cabelo e puxou até que todos pudessem ver a expressão de dor do homem
—morto, morto, morto, morto...-todos clamavam pelo sangue imundo do ser desprezível que estava em suas mãos —sua sentença foi dada. morra- Zest quebrou o pescoço do homem e todos gritaram seu nome enquanto ela descia do palco. —implacável como sempre. E para a próxima luta. Vamos fazer com que a morte seja um doce presente. Sweet, o nosso rei das bestas- Lucian subiu no palco com um sorriso bobo, do outro lado um homem magro de outros negros o olhava- e o nosso corajoso desafiante, Sinister ambos foram pro centro do ringue e Lucian deu um leve sorriso ao homem que o olhou de cima a baixo —quebrarei todos os seus ossos menino —pra sua sorte me coloque no chão com os três primeiros golpes- Lucian pôs os dois braços nas costas e recebeu de bom grado o primeiro soco- fraco demais O homem lhe deu outro e outro e outro, Lucian abriu a mão segurando o chute que vinha para o seu rosto e quebrou o pé so adversário, o homem caiu gritando no chão e Lucian caminho despreocupadamente até ele —eu disse nos três primeiros. Você não foi capaz nem de saciar a minha dor. Então não merece viver- um soco forte no pescoço rompeu a traqueia e Lucian observou com um sorriso o homem sufocar até a morte Não me desafie se não for capaz de me superar, me dome, me maltrate, mas tenha a certeza de que estarei morto ao pôr do sol. Por que depois a sua morte será meu doce presente.
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