Irmandade da Adaga Negra: Amor e Drama
7 Série Necessidades 02 Wrath e Beth Autora Ana
Notas iniciais
Wrath não quer ter filhos com Beth, com medo de que sua amada shellan morra, mas tudo pode acontecer quando ela entra em seu período de Necessidade...
Nota da Autora
Oi, pessoal! Eu fiquei de escrever Pais & Filhos 03. Realmente, eu escrevi o primeiro capítulo, irei postar em uma semana. Mas, conversando com Josy, depois de mostrar o capítulo a ela, já que a fic começa com a Necessidade de Beth, Josy me incentivou a postar a parte da Necessidade do capítulo como uma fic da série Necessidades. Então eu postarei como uma Oneshot, espero que gostem, por favor, comentem!
Capítulo 01
Durante todo o processo que fora para John e Xhex, Rhage e Mary e Vishous e Jane conseguirem suas crianças e criá-las, Beth sorrira e os ajudara, fora uma grande amiga e rainha, dera tudo de si pela felicidade dos Irmãos de seu Hellren e suas Shellans. Por dentro, entretanto, ela guardara um desejo secreto e intenso. Ver aquelas crianças aconchegadas aos seios de suas mães, mesmo as mães adotivas, a fazia sentir ainda mais claramente a falta de um filho próprio. E agora era ainda pior, com a pequena filha de Mary e Rhage mostrando a ela direto o que ela não tinha. Wrath era absolutamente contra ter um filho, por medo do que poderia acontecer a ela, e para não machucá-lo, ela evitava falar do que era tão necessário para que sua felicidade fosse completa. Agora, com as gravidezes de Marissa e de Bela, o desejo de ser mãe se tornava ainda maior.
Beth tinha a necessidade de ser mãe. Queria algo que fosse ao mesmo tempo um pedaço dela e de Wrath, alguém que herdaria o trono da raça e que seria um macho ou uma fêmea de valor como o pai.
Com todo aquele caos causado pelas constantes brigas entre Mahg e Vishous e V e Qhuinn e Blay por causa dela, Beth sequer chegou a notar que seu período de Necessidade estava próximo. O último que tivera, há alguns anos, tinha sido horrível, Wrath fizera Jane lhe aplicar Morfina, pois não se arriscaria a deixá-la grávida.
***
Era noite, e todos estavam jantando na ampla mesa da sala de jantar da casa da Irmandade. Exceto as crianças, que dormiam em seus quartos, todos os hellrens e shellans, inclusive Phury e Cormia, que tinham vindo de visita, estavam jantando, e Qhuinn e Blay também estavam lá.
De repente uma onda de energia intensa atingiu o ambiente da sala. Não só da sala, mas de toda a casa.
Todos vinham, até o momento, rindo e brincando e conversando, mas de repente um silêncio súbito se fez.
─ Merda...! ─ disse Zsadist, grunhindo, olhando com olhos quentes para Bela.
Todos os homens se viram subitamente com imensas, pesadas e doloridas ereções comprimidas dentro de suas calças.
Era o cheiro e a energia de uma fêmea em Necessidade. Os olhos de todos os homens se fixaram na fonte daquilo. A rainha.
Beth fazia uma careta enquanto uma onda de dor que se parecia com uma necessidade intensa se gerava em seu baixo-ventre, queimava seu útero e deixava seu sexo pulsante e ardente. Ela viu como os homens todos, inclusive Blaylock – logo Blay! – olhavam para ela, suas narinas fremindo.
Um grunhido feroz se fez ouvir quando Wrath se levantou de um salto, derrubando a cadeira, e pegou Beth em seus braços, apertando-a, seu corpo tenso em posição de ataque e um rosnado constante de advertência enquanto seus olhos cegos cobertos pelas lentes escuras fitavam o nada. Logo o aroma de vinculação de Wrath, potente, misturava-se ao cheiro doce da Necessidade de Beth. Naquele momento ele era apenas um macho possessivo protegendo sua fêmea e demarcando seu território, nenhum vestígio de humanidade presente.
─ Porra, Wrath, leve-a para longe daqui! ─ grunhiu V, os nódulos de sua mão normal apertando a mesa de tal forma que ficaram brancos.
Naquele momento, nova onda de energia sexual intensa revoou pelo ar enquanto Beth gemia de dor/desejo novamente e virava contra o corpo de Wrath de modo a ficar de frente para ele e envolver suas pernas em torno de sua cintura musculosa, apertando-o com força, tentando aliviar aquela dor entre as pernas. Porém o contato com o grosso e rijo membro de Wrath só aumentou aquelas sensações e ela gritou.
Enquanto isso, Z caía de sua cadeira de costas no chão, puxando Bela, que ficou sentada sobre seus quadris, mesmo com a imensa barriga de grávida. Rhage passava o braço pela mesa, derrubando a prataria, o cristal e a porcelana para pressionar as costas de Mary contra ela. Vishous, “aceso”, erguia Jane em seus braços e a recostava contra a parede. Butch, ainda sentado, puxava Marissa para seu colo delicadamente, pois ela também estava grávida, fazendo-a montá-lo. Phury sentava Cormia no aparador e se punha entre as coxas abertas dela. Blay e Qhuinn, excitados tremendamente, olhavam-se através da mesa, a aponto de se agarrarem na frente de todos.
Wrath levou Beth correndo para seu quarto, por instinto se desviando dos móveis, pois já decorara a disposição de tudo.
─ Foda, isso não pode estar acontecendo, não pode! ─ ele grunhia, seu corpo intimando-a a possuí-la com toda a necessidade que queria e ela precisava. ─ Preciso... conseguir... a Morfina...
─ NÃO!!!! ─ o grito de Beth foi agudo. ─ Não faz isso comigo! Dói muito!
Ele se levantou para buscar Morfina no banheiro enquanto Beth chorava apertando um travesseiro entre as pernas. Cada onda de necessidade o atingia como um golpe físico.
Não havia Morfina. Wrath grunhiu e cogitou abandonar Beth no quarto, ir o mais longe que pudesse dela. Quando se movia para a porta, ela o olhou suplicante, lágrimas escorrendo de seus olhos. Embora ele não a pudesse ver, sentia os olhos de sua shellan o queimando, bem como sentia o cheiro de suas lágrimas.
─ Por favor, Wrath, não me deixe assim... dói... tanto... ─ nova onda de dor e desejo a percorreu, e ele a sentiu diretamente em seu membro, que saltou em resposta.
─ Leelan...
Sem poder vê-la, as sensações eram ainda mais intensas para ele. Wrath não conseguiu se conter. Não só pelo desejo que sentia, mas também porque não conseguiria deixá-la sofrendo ali, sozinha, sendo que ele era o único capaz de aliviá-la.
Arrancando as peças de roupa do corpo, Wrath caminhou até ela e se ajoelhou entre suas pernas. Rasgou todas as roupas que Beth usava até desnudá-la completamente, e bastou o toque de sua pele para fazer Beth gritar com a sensibilidade. Wrath abriu suas pernas e quase enlouqueceu com o cheiro que invadia suas narinas. Ergueu uma perna, enganchando-a em seu ombro, e então atacou seu sexo quente e necessitado com sua boca, levando-a a orgasmos rápidos, intensos e seguidos. A cada orgasmo, ela se aliviava um pouco, para logo arder num desejo ainda mais intenso que a fazia se sacudir e chorar.
─ Nallum...
Angustiado, Wrath percebeu que não adiantava. A única coisa capaz de aliviá-la era gozar dentro dela. Que a Virgem Escriba o ajudasse, mas ele não podia se deter.
Insinuando-se quadril a dentro, penetrou-a numa investida firme e longa, penetrando-a profundamente. Beth gritou de prazer e necessidade, e se agarrou firmemente a ele, movendo-se contra o corpo forte. Wrath investiu contra ela, dentro e fora, em movimentos curtos, rápidos e profundos. Uma sensação intensa começou a crescer no corpo dos dois, uma energia sensual potente. Ele, arfando, sentiu a aproximação de um orgasmo fenomenal. Como uma descarga elétrica, ele gozou intensamente, e aquilo atraiu o prazer de Beth também, que sentiu o início de um potente orgasmo. Ela cravou as presas, então, na jugular pulsante de seu Hellren, sentindo o sabor explosivo de seu sangue puro, poderoso e ancestral ao mesmo tempo em que uma explosão de prazer retumbava em seu ventre, irradiando por todo seu corpo, logo seguido por uma sensação de alívio enquanto o sêmen dele se vertia em seu corpo, o cheiro gritante de sua vinculação a marcando.
Os dois ficaram imóveis durante um tempo, apenas respirando arfantemente. Quando Wrath se moveu para liberá-la de seu peso, uma renovada onda de energia ainda maior encheu o quarto, novamente enrijecendo seu membro com a rapidez de um disparo.
Os dois se olharam nos olhos. Aquela seria uma longa, longa noite...
***
Depois da segunda vez que tinha levado Beth a um orgasmo com seu membro, Wrath pensou que aquilo tudo acalmaria. Era a primeira vez que ele tinha uma experiência com uma fêmea em Necessidade. Quando Marissa fora sua Shellan, jamais fizera sequer amor com ela, quanto mais a assistira em sua Necessidade.
Beth, exausta, estava de bruços, tentando dormir um pouco, relaxar. Wrath estava deitado ao seu lado, uma perna caindo da cama, os braços cruzados sob a cabeça. Não estava preparado quando uma nova onda de energia, como ele ainda não sentira aquela noite, o atingiu e cheio. Seu membro, antes apoiado relaxado contra seu quadril, se ergueu e enrijeceu tão rapidamente que foi quase incômodo.
Ele grunhiu enquanto sentia Beth gemer e se contorcer ao seu lado. Ele tentou, mas não conseguia resistir. O cheiro de sua Shellan era delicioso. Sem poder se conter, ele virou para o lado dela e a cobriu com seu corpo grande e pesado.
Beth gemeu. A pele dele contra a dela fazia com que ela inteira ardesse. Contra suas costas, ela sentia aquele peito poderoso e imenso, o membro imenso e excitado pressionando contra suas nádegas. Ela tentou se virar, mas ele era muito pesado.
─ Wrath...
─ Calma, Leelan... ─ a voz dele, um grunhido como um trovão, ressonou contra seu ouvido.
─ Não posso ter calma! Está começando de novo!!
As ondas de energia voltavam a atingi-la com força total, e, por conseguinte, atingir a ele. Wrath se ajoelhou entre as coxas abertas de Beth, ergueu-a levemente e acomodou um travesseiro sob sua barriga, deixando-a empinada para ele. Levou seus dedos grandes ao sexo ardente e úmido de Beth e a sondou. Um dos dedos a penetrou enquanto o polegar roçava levemente o clitóris pulsante. Beth gritou como se sentisse uma profunda dor.
─ Isso está me matando, Nallum! Não faz isso comigo...
Wrath segurou os agitados quadris de Beth e se inclinou para frente, roçando seu membro por toda a extensão do sexo úmido, para só então penetrá-la. Mas dessa vez ele o fez mais devagar, o que deixou Beth enlouquecida. Firmando os joelhos no colchão, ela se impulsionou para trás, forçando-a a penetrá-la. Wrath jogou a cabeça para trás, seus longos cabelos negros, suados, balançando contra suas costas cheias de nós de músculos. Ele se firmou nos joelhos e passou a se mover contra ela, dessa vez com toda sua potência. Inclinou-se para frente de novo, para roçar seu nariz contra o vão entre o ombro e o pescoço dela e sentir aquele perfume único, uma mistura do cheiro natural de Beth e do almíscar profundo provocado pela Necessidade.
Sentindo a necessidade de provar o sangue de sua amada shellan, ele cravou seus dentes ali, o que fez Beth se retesar sob ele, gritando de prazer enquanto gozava, o apertando dentro de si. Agarrando o braço dele, apoiado na cama ao lado do rosto dela, precisando também mordê-lo, sentir o sabor de sua essência nela, ela o mordeu e passou a beber da veia dele. Isso levou Wrath, ainda tomando de sua shellan, ao orgasmo mais intenso que já sentira na vida. Era uma verdadeira comunhão entre os dois, seus sexos unidos, seu sangue sendo compartilhado ao mesmo tempo.
Após algumas horas, Wrath já estava exausto. Exausto e todo cheio de mordidas. Beth tomara tanto de seu sangue que ele se sentia inclusive meio fraco, e ele evitara beber muito dela, principalmente porque ela passava por aquele momento de Necessidade.
Já estava amanhecendo quando a última onda de Necessidade de Beth surgiu. Wrath estava sentado na cama, recostado contra a cabeceira, suado de cima a baixo. Seus cegos olhos verde fosforescente estavam com as pálpebras pesadas, olheiras sombreavam sua face. Ele, que achara que jamais conseguiria ter uma ereção de novo, teve de gemer com desconforto quando seu membro cansado, que parecia em carne viva, respondeu à energia sexual de Beth. Ele se ergueu tão rijo quanto sempre.
Beth também estava cansada, precisava consumar aquele ato novamente, mas não tinha energia sequer para se arrastar até ele.
─ Venha aqui, leelan... ─ ele sussurrou, a voz áspera com a desidratação que sentia devido à perca de sangue. Seus braços cansados seguraram os ombros dela e a arrastaram através da cama até fazê-la sentar sobre seus quadris. Beth ficou sentada sobre seu colo, seu tronco apoiado no dele, o rosto enterrado contra seu ombro. Ela podia sentir no quarto o cheiro inteiro da vinculação de Wrath, e sabia que o aroma estava sobre ela inteira.
Com a ajuda de sua mão, ele a penetrou. Segurou seus quadris e a fez se mover suavemente contra ele, o máximo que suas forças permitiam.
Quando, gozando dessa vez suavemente, ela o mordeu de vagar no pescoço, ele arfou enquanto liberava pela última vez seu sêmen novamente àquela noite. E de repente era como se nunca tivesse havido ondas de energia sexual de Necessidade vagando pelo quarto. Só o que havia agora era corpos cansados, suados e doloridos... mas extremamente satisfeitos.
─ Me desculpa, Nallum... ─ ela sussurrou contra a pele do rosto dele.
─ Pelo quê, meu amor?
─ Primeiro, por tê-lo forçado a fazer o que não queria; segundo, por machucá-lo... ─ ao dizer isso, ela deslizou o nariz por uma das mordidas.
Ele riu.
─ Um macho de verdade, de valor não reclama por ter as marcas da alimentação e do desejo de sua fêmea em seu corpo. Ao contrário, ele as expõe com orgulho.
─ Eu te amo, Wrath, meu Rei...
─ Como eu sempre te amarei, Leelan...
Notas finais
Oi, pessoal! Como disse, a continuação dessa história estará em Pais & Filhos 03, que será postado no próximo FDS! Bjs
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