Irmandade

63 O primeiro á cair


Em Teresina, mais corpos se amotoavam sobre outros corpos. Demônios e anjos se gladiavam com uma furia de milênios esquecidos, remorsos impulsionavam alguns em prol daqueles que morreram terrivelmente nas mãos do inimigo.

Os alquimistas agora estavam nessa briga. Suas cabeças eram prêmios muitissimo valiosos.

Todos já lutavam já fazia quase 4 horas. Perderam a conta de quantos mataram aqui. Já não ligavam para o tempo, ligavam apenas para se manterem vivos.

Jean golpeia mortalmente um espirito. Ofegava, seu suor misturava-se ao sangue que estava em seu rosto.

Tomava cuidado para não ser morto novamente. Seu corpo ainda estava se recuperando.

Aproveita-se de que nenhum demônio estava perto e procura um lugar para descansar.

Apenas um alquimista poderia matar outro alquimista. Mais poderia ocorrer que se mortos muitas vezes sem intervalo de tempo entre uma morte e outra acabariam mortos.

Jen sabia disso muito bem, os musculos de seu braço direito começavam á se regenerar agora. Enquanto seu braço estivesse assim, preferia não encontrar nenhum demônio, o que achava muito dificil.

Encosta sua cabeça no tronco de uma arvore, suspira pesado. Queria que tudo acabasse logo.

Por estar perdido em pensamentos não nota a presença do ceifeiro até que este corta sua garganta.

Jean leva a mão a garganta que sangra enquanto cicatriza. Não podia deixar que o ceifeiro se aproximar mais.

Bate palmas e toca o tronco da arvore. Transmutando a madeira em uma coluna em chamas que se espalham por toda a area.

Jean analisa esperando encontrar o ceifeiro maldito. Este aparece á sua frente causando sua surpresa por se tratar de um garoto de 10 anos.

O ceifeiro sorria, havia sangue na espada que empunhava e no rosto também.

Jean tenta esquecer que iria matar uma criança.

O ceifero não hesita em ataca-lo novamente, Jean esquiva-se mais acaba sendo ferido no braço direito que estava ainda reconstruindo a camada de pele.

Grita sem querer. Avança contra o ceifero num movimento rapido controla o fogo existente perto de si fazendo com que cubra o ceifero que nada sentia.

Em chamas o ceifero tomba ao chão. Jean respida fundo e massageia o braço machucado que já havia regenerado. Vira-se para ir embora.

Só que acaba tendo o peito atravessado, sente uma dor aguda. Mais aguenta. Tenta revidar mais ao ver o rosto do ceifero novamente, estanca, não tinha forças para matar uma criança novamente.

O ceifero aproveita-se dessa hesitação e começa a corta-lo.

Desse modo o primeiro alquimista tomba, morto.