Irmandade

57 Declaração


Notas iniciais
A decisão

Os generais caminhavam apressados rumo á sala principal. Tinham sido informados á poucos minutos sobre a confusão que os anjos e demônios estavam fazendo em solo humano.

Entram na sala onde encontram os tenentes reunidos, estes fazem uma reverência aos generais que tomavam seu lugares.

-Qual é a situação? -pergunta Claus com uma expressão preocupada

-Critica- responde Leon — Os demônios atacam quem vê pela frente.

-Quantos morreram?- pergunta Pollen

-Passa dos 80 mil, senhor — responde Luna

Pollen morde o labio inferior, era um numero assombroso. Se fizesse calculos, tudo tinha começado á 9 horas antes.

-E os anjos? — indaga Dimitri — O que eles andam fazendo?

-Estão tomando a linha de combate, estao tomando seus receptaculos — responde Nara

-E estão tirando os humanos do fogo cruzado — acrescenta Leon

Dimitri balança a cabeça afirmativamente, odiava que a situação tivesse se tornado tão critica.

-Somos alvos — diz Scandall — Os demônios virão atras da Irmandade.

Todos concordam.

Um alquimista era o equivalente a cerca de 30 humanos. Os demônios sabiam que se matasse um alquimista ganhariam prestigio, ganhariam a gloria.

Só que sabiam também que não era facil mata-los.

Joel que permanecera calado, pensando numa forma de resolver tudo, volta-se para todos e diz serio:

-Muito bem, diante dessa situação, declaro guerra aos demônios. A Irmandade declara guerra á eles.

Todos concordam. Leon pergunta:

-O que fazemos com Abdul?

Os generais até tinham se esquecido dele que fora preso por conta do assassinato do jovem africano.

-Liberte-o, precisamos de todo os alquimistas livre e prontos para lutar — responde Dimitri

Leon faz que sim com a cabeça.Nara pergunta:

-Quais são as ordens, senhores?

-Scandall diriga-se para Roma, informe aos alquimistas que devem se preparar para lutar, avise aos semi-anjos e semi-demônios que tomem o partido de seus lados, avise também aos meio-termos e descrentes que devem atacar quem quer que vejam pelo caminho — responde Joel.

Ele respira fundo e continua:

-Leon reúna todos os nossos membros que encontrar, equipe-os e quando acabar sabe o que deve fazer. Luna siga para o Palacio Apostolico o papa deve estar á sua espera. Kiro siga para o campo de batalha, quero que você salve o quanto de humanos puder e mate quantos demônios for possivel.

Novamente Joel pausa para respirar, rapidez agora era fundamental, retorna a falar:

-Essas são as ordens pra vocês, agora as executem o mais rapido possivel.Nosso tempo está ficando curto.

Todos os tenentes batem continência e saem exceto Nara que fica no mesmo lugar á espera de sua ordem.

Joel a olha e sorri levemente e diz:

-Seu trabalho será fora da guerra.

Nara o olha um pouco apreensiva. Os outros generais saem, já tinham passado tempo demais parados...