Irmandade

6 Anuncio II


Notas iniciais
A noticia

Chicago, E.U.A

Allen esperava pelos demais alquimistas;que tinham ido ao banco sacar o resto de dinheiro que tinham em suas poupanças; sentado em uma mesa á ceú aberto de uma moderna cafeteira, saboreava um café preto meio amargo enquanto olhava para o seu casaco vermelho rubro pousado no encosto da cadeira ao seu lado, pensando na sua situação atual.

Jamais imaginaria que gostaria tanto de viver dessa forma errante. Sem ter preocupações serias, sem ter que cumprir um protocolo social que sua familia o obrigaria á seguir.

Olhou para palma de sua mão vendo o símbolo alquimico do fogo desenhado em cada uma de suas mãos. Com essa simbolo era capaz de controlar e transmutar o fogo como bem desse telha.

Pegou sua xicara que já estava quase pela metade e levou a boca para mais um gole de café. Pensava no que seus amigos estavam empatados para ainda não terem chegado.

Se soubesse a confusão que estavam prestes a arrumar, os mataria sem pensar duas vezes.

Wesley, Alec e Jean, agora estavam presos no banco junto as demais pessoas, mantidos como reféns por um grupo de ladrões altamente engenhosos, melhor, habilidosos. Cochichavam entre si.

-Eu não avisei que tinha coisa errada com esses caras — cochicha Jean, se achando cheio da razão.

-Cala boca, Jean — pedi Wesley — Não vê que não é hora para idiotices?

-O que vamos fazer? — pergunta Alec num tom meio preocupado enquanto seu olhar percorria as pessoas que estavam cheias de medo.

-Vamos acabar com eles — responde Jean deixando um sorriso de prazer escapar

-Que ideia estupida. Se não notou, espertalhão, estamos em menor numero e indefesos... não acredito que usei essa palavra... — discorda Wesley

-Queimamos eles num correr de segundos... — diz Jean

-Já avisei para parar com essas ideias estupidas — o corta Wesley grosseiramente

Um dos bandidos aproxima-se ao notar o cochicho daqueles jovens, que estranhava bastante estarem alí. Aponta sua pistola Hack 48 para os três, com um olhar gelido e com uma voz ameaçadora diz:

-Hei, vocês três! Calem a boca se não quiserem ter os miolos estourados!

Jean faz um gesto com a mão, como se dissesse\"Não interrompa\" enquanto Wesley diz:

-Vamos resolver logo isso. Não temos o tempo do mundo para perder aqui!

O bandido ficando irritado com a indiferença deles, aproxima-se de Jean apontando sua pistola pra ele, diz:

-Já mandei vocês calarem a boca!

Jean e Wesley viram-se para olha-lo meio irritados por terem sido interrompidos. Alec junto aos demais reféns olhavam apreensivos o trio.

-Quer saber duma coisa — diz Wesley se levantado se libertando das amarras facilmente — Dane-se! Vamos brincar um pouco.

O bandido demora seu olhar por apenas dois segundos em Wesley antes de desmaiar por conta do soco na barriga vindo de Jean.Wesley pega a pistola que estava na mão do bandido e entrega á Alec dizendo:

-Meu presente atrasado

Alec o olha meio desgostoso por ter que se envolver em uma briga deles. Jean coloca a mão no seu ombro, para ver se dava mais ânimo á ele, o que consegue com êxito. Wesley corre seu olhar por toda a recepção, as pessoas estavam amarradas juntas e havia outro bandido vindo na direção deles do outro extremo. Alec retira suas amarras e engatilha a arma á tempo de mirar no bandido, só então percebe que a arma do outro era de brinquedo. Abaixa sua arma e suspira meio triste.

-O que foi, Alec? — pergunta Jean o olhando de soslaio

-Isso é tão patetico — lamenta ele sem notar que Jean falara com ele

Os outros 5 bandidos aparecem com cada um tendo uma mochila pendurada no ombro, tendo como reféns 3 pessoas. Eles viram-se para os alquimistas, olhando-os surpresos. Wesley morde seu lábio inferior antes de avançar contra eles em conjunto com Jean. Alec num segundo desarma o bandido que havia á sua frente tendo o cuidado de encosta-lo num encosto. Quando levanta seu olhar, Wesley e Jean já tinham acabado com os outros bandidos.

Alec desamarra as pessoas junto com Wesley enquanto Jean pega três das cinco mochilas que estavam com os bandidos, virando-se rumo a saída diz:

-Pessoal, hora de ir... a policia cuida do resto.

Wesley e Alec o olham reprovativos ao verem as bolsas, mais nada dizem. Jean aponta para um buraco que havia á poucos metros deles que presumiam ia dar na rede de esgoto.

Assim o trio corre pra lá enquanto as pessoas começavam a correr para a saída e a policia se preparava pra entrar.

Em poucos minutos, a policia tomava conta do banco enquanto os alquimistas caminhavam pelo tunél, procurando um ponto para fazerem um explosão...

Allen batia seu indicador na mesa ficando impaciente com a demora dos outros, já estava na quinta xícara de café e decidira que dessa não passaria. A garçonete não era uma garota que conseguira interessa-lo, nem mesmo para passar o tempo enquanto esperava.

Voltou seu olhar para avenida, do outro lado estavam Wesley, Alec e Jean. A expressão de Alec era meio de indiferença, meio sombria. Allen soube então que algo tinha acontecido e que não era bom. Reparou que os três carregavam bolsas além de seus casacos vermelho-rubros.

Ao se aproximarem, observou que Alec estava com seu cabelo bastante desarrumado, Jean tinha um pouco de poeira em sua camisa preta. Os três sentaram e o cumprimentaram levemente.

Allen esperou calado que eles dessem uma explicação. Mais não houve tempo para isso já que um homem-27 anos, cabelo preto, liso levemente desalinhado, dono de olhos acinzentados bastante gentis, alto e possui um corpo bastante definido — puxa uma cadeira e senta junto com eles dando um rapido sorriso malicioso.

-Scandall — Allen diz o nome dele sem emoções.

O tenente dos alquimistas, que tanto tem contato com o mundo inferior, como também com o mundo superior, poderiamos classifica-lo como meio-termo por isso, mas na verdade Scandall é um descrente.

Controla apenas o ar de maneira unica e bastante habilidosa.

Está sempre em todos os lugares, observa o que os alquimistas fazem sem se envolver diretamente nos seus assuntos.

É o alquimista mais agradável que se poderia conhecer. Isso é tudo sobre Scandall Potiers.

-Olá meninos — cumprimenta Scandall ainda com seu sorriso malicioso — Pelo visto, as coisas andam agradaveis pro lado de vocês.

Allen corre seus olhos dele para seus amigos, nada passa despercebido para os olhos daquele tenente.

-O que veio fazer aqui afinal? — pergunta Wesley deixando sua curiosidade apenas no olhar.

-Hmm — respondi Scandall olhando para cima — Tenho uma ordem pra vocês.

-Manda — pedi Jean se encostando na cadeira

-Alguma vez já foram ao Brasil? — indaga Scandall num tom de desinteresse.

-O que iremos fazer por lá? — pergunta Allen meio ríspido — Até onde sei, lá é territorio das Linfens.

-Agora vocês são animais para demarcarem seus territorios para os outros não chegarem perto? — indaga Scandall meio rispido

-Vamos nos encontrar com elas? — indaga Alec olhando Scandall opaco

-Sim e ficarão com elas até que eu decida pra qual rumo irão seguir — diz Scandall colocando sobre a mesa passaportes e passagens.

Cada um dos alquimistas pega seu passaporte e passagem e guarda-os rapidamente. Scandall levanta-se pegando uma das bolsas diz:

-Isso é meu agora... Até logo, rapazes.

O quarteto faz acenos rapidos, antes de se levantarem e sairem. Era hora de pegar suas coisas e seguir para o outro país.

A ansiedade não se fazia presente neles, pensavam que iria ser apenas um encontro rapido, troca de palavras e olhares rapidos, como sempre ocorria. Um tolo engano...

Notas finais
Proximos ao ar da graça: Lincans