Irmãs

1 Capítulo 1 - Sequestrada Novamente


Notas iniciais
Hello People!!
Cheguei com um surto de criatividade e uma história meio repetida, mas com novos elementos. Senti falta de uma abordagem mais convincente sobre a relação de gêmeas da Isabela e da Manuela assim como foi abordado com Silvana e Mariana e tive a ideia da fic.
Bem sem mais enrolação, vamos a história.
Espero que gostem e nos vemos lá embaixo...

Manuela andava insuportável nos últimos dias, sempre que algo se tratava de Maurício a garota resolvia dar uns dos seus chiliques e todo mundo na casa era obrigado a escutar as frescuras de menininha carente de pai dela. Eu já estava ficando sem saco para escutar as coisas que ela dizia, sempre que aquele homem inventava uma história ela caia direitinho, e, mesmo sabendo que ela sempre quis o pai por perto, eu não conseguia entender como ela conseguia confiar naquele homem que só causou sofrimento pra ela e pra minha mãe. Era exatamente sobre isso que eu conversava com Téo naquela noite na sorveteria da família dele, contei pra ele como me sentia em relação a essa historia toda e ele me disse que eu precisava ter calma com a minha irmã, ele, como sempre, entendia o fato dela querer o Mauricio por perto e me pediu para que tentasse manter a calma com ela que isso era apenas uma fase. Eu prometi tentar e me despedi do meu amigo rumando em direção ao lugar que aprendi a chamar de lar. Cheguei em casa estranhando o silêncio, encontrei apenas Manuela sozinha sentada no sofá da sala e quando me viu chegar ela levantou-se enquanto me encarava com raiva, me preparei para ouvir mais alguma de suas besteiras contando até dez para manter a minha paciência.

—Onde você colocou a minha foto com o nosso pai? — ela perguntou com raiva e eu fiquei sem entender – Responde Isa!

—Eu não sei do que você esta falando garota – rebati no mesmo tom, eu já estava sem paciência – E o Maurício não é meu pai, eu só tive um pai nessa vida e foi o Orlando – eu disse com a voz alterada – Se for para escolher alguém para ocupar o lugar que ele deixou eu prefiro mil vezes o Otávio do que aquele mentiroso que nos abandonou.

—Não fala assim dele – ela disse perdendo a pose de menina calma – Ele mudou, ele tá arrependido e só quer uma chance de provar que é outra pessoa agora, uma chance para reconstruir a nossa família.

—Entende de uma vez por todas que não tem chance de formamos uma família com ele Manuela – eu tentava manter a minha calma, mas sem sucesso – A mamãe tá apaixonada pelo Otávio, eles vão casar e formar uma família com a gente, e eu me lembro que você era a mais animada com isso. O que mudou tanto em você? Por que essa obsessão em ter o Maurício aqui dentro? Ele só machucou a nossa mãe, abandonou ela gravida e deixou você crescer sem amor de pai, e depois de estarmos grandes ele reaparece? Me poupe né, ele não sabe nada sobre a gente e nem se importou em saber e sinceramente eu achei que você fosse mais esperta maninha.

—Ele mudou Isabela – ela insistiu – Ele quer consertar os erros do passado, recuperar o tempo perdido e reconquistar a mamãe.

—Mas a mamãe não quer saber dele e a sua insistência machuca ela de um jeito, será que você não percebe? — eu praticamente gritei aquelas palavras — É impossível que você seja tão inocente, tão ingênua assim! Ou você é só burra mesmo? Não seja idiota em achar que ele te ama, porque aquele homem é incapaz de amar alguém e vê se para de fazer a nossa mãe sofrer, ela não merece isso depois de tudo que passou.

—Isabela você não entende...

—Você que não entende Manuela – eu a interrompi — Às vezes eu acho que eu não merecia uma irmã tão fácil de enganar assim sabia? Se fosse para só trazer tristeza e desavença para nossa família era melhor nem ter nascido.

Eu só percebi que havia dito a minha própria irmã que não queria que ela tivesse nascido quando aqueles olhos tão idênticos aos meus me encararam com surpresa e decepção antes dela sair correndo de casa. Foi então que a ficha caiu e eu percebi que havia deixado a raiva me cegar ao ponto de ferir os sentimentos da minha irmã e sem pensar duas vezes corri atrás dela. Havia começado a chover a pouco e eu sabia que Manuela morria de medo de trovões, toda aquela água me cegava e eu gritava por ela, mas não sabia se era ouvida, porém ao virar a esquina de casa o tempo parou e o meu mundo desabou. Sempre há aquele momento em sua vida em que você tem certeza que não deveria ter falado ou feito algo e eu tive a minha certeza quando vi a minha irmã gêmea ser levada pelos homens que um dia nos sequestraram sem que eu pudesse fazer nada. Deixei que meu corpo caísse sentado na calçada enquanto minhas lagrimas misturavam-se com a chuva, eu não aguentaria reviver todo aquele inferno novamente, não suportaria toda aquela dor e sofrimento que ficar longe de Manuela me causava.

Notas finais
Bom? Ruim?
Espero que tenha agradado.
Beijos e até o próximo!