Irmãos Salem – Dois lado de um todo
8 Capitulo 08 – Me amou quando eu mesmo não me amei
Notas iniciais
Quando chegamos a gárgula já estava avisada para nos liberar, subimos e bati na porta.
— Pode entrar senhorita. – Dumbledore estava sentando em sua cadeira com vestes roxas e seus óculos de meia lua apoiado em seu nariz.
— Nos chamou diretor. – Damian assumiu na minha frente quando viu Sebastian sentando nos olhando.
Era possível ver a magoa em seus olhos quando viu nossas mãos juntas.
— Sim senhor Braw, sente-se. – o Diretor indicou duas cadeiras e Damian fez questão de sentar na do meio me deixando o mais longe de Sebastian.
O professor Snape estava parado em uma janela e por um momento olhou para mim acenando.
— Bom foram chamados por uma denuncia de um bombom adulterado. – o Diretor começou calmo e foi visível a mão de Damian apertando a minha.
— E o que temos a ver com isso. – sua voz já não tinha a educação de antes.
— O que tem haver e que o senhor e quem esta fornecendo. – Snape estava agora parado atrás do diretor olhando serio para Damian.
— Eu? Sinto muito, mas tem algum erro quanto a isso. – Damian tentava ser firme, mas seu aperto mostrava o quanto estava nervoso.
— Aqui Professor. – levantei entregando o bombom que ele tinha acabado de me dar.
— Senhor Braw a Senhorita Salem nos entregou todos os bombons que o senhor carinhosamente a presenteava, e quando analisado encontramos alto teor de amortecia, alto demais para um doce inofensivo. – Snape tinha a voz acida o que faz Damian tremer ao meu lado. Minha mente vagou enquanto o Diretor era firme informando que mentir era pior.
“- Senhorita não seria melhor pedir ajudar para Madame Prince, ou Minerva ou até o diretor? – sua voz era monótono, mas parecia que ele estava pelo menos satisfeito por ter sido minha primeira opção.
— Professor eu me lembre de um aluno me dando vários bombons, e por algum motivo eu sinto que tem algo mais, o senhor poderia fazer um teste para mim. – tentei usar o mesmo rosto que usava com Sebastian.
— Senhorita suas suposições não são... espera a senhorita se lembrou? – ele parou no meio da frase agora entendendo o que eu tinha falado.
— Sim professor, e por isso que preciso saber se tem algo perigoso nesses bombons. – lhe mostrei os mesmos.
— A senhorita tem certeza? – sua pergunta era clara e seria.
— Tenho. – falei lhe entregando apenas os chocolate.
— O que... – ele começou.
— Professor eu tenho que fingir, se não será mais difícil descobrir tudo. – ele olhou para mim e assentiu tirando um pote de poção e colocando os chocolates. ”
Voltei a realidade quando fui puxada de forma abrupta por Damian e sua varinha pressionou meu pescoço.
— Eu não vou a lugar nenhum sem ela. – sua voz era áspera enquanto ele me puxava para o fundo da sala longe dos demais.
— Me solta. – tentei sair de perto dele o que fez com que ele me apertasse mais.
— Solta ela. – Sebastian estava de pé e olhava diretamente para Damian.
— Não se aproxime, se não ela vai se machucar. – sua voz tinha maldade.
— Porque está fazendo isso? – eu precisava fazer ele falar vendo que o professor Snape estava indo para o lado.
— Porque, simples ele me machucou quando eu era criança, tudo por sua culpa, eu era só uma criança e tive parte do meu rosto desfigurado e tive que aprender a fazer feitiços para disfarçar isso. – ele me balançava com força e pela expressão de choque de Sebastian o rosto de Damian não estava nada bom.
— Só porque puxei o cabelo da sua adorada irmã, então eu jurei que ia fazer você pagar e tentei, mas você não se importava com nada que acontecia com você, mas ela, ela era diferente, então quando dei a amortencia pra ela vi que você começou a sofrer, mais logo o efeito passou e tudo voltou ao normal, eu não ia permitir isso então comecei a dar de forma continua, e o efeito colateral foi a depressão, mas eu não me importei afinal isso também atingia você só que ela começou a aparecer machucada, ela estava fazendo aquilo com ela mesmo, e quer saber era bom ver aqui.
“ Enquanto Damian falava eu me lembrava, de tudo, de como começou eu me senti estranha e a insistência para que eu comece os chocolates de tempos em tempos, como ele falava mal do Sebastian e me tratava mal quando eu não concordava, e usava a poção para me torturar, como eu me sentia cansada de me sentir daquele jeito, eu tentava me aproximar das pessoas mas a poção sempre me puxava para Damian, e quando eu finalmente conseguir pensar a depressão me pegou, eu me sentia sozinha e fraca o tempo todo e comecei a evitar a todos e logo eu resolvi que não aguentava mais, e fui para a torre de astronomia, eu ia dar um fim naquilo, abri uma brecha no feitiço de proteção da torre e estava sentada no beiral quando Sebastian apareceu, ele implorava para que eu descesse e ouvisse ele, que ele me amava e que estava tudo bem, que eu não ficaria mais sozinha, mas eu não aguentava mais e num momento de loucura ameacei ele com um feitiço que bateu no escudo atrás dele e ricocheteou no da minha frente e bateu na minha cabeça e ali eu apaguei ouvindo Sebastian me socorrendo e implorando para que eu aguentasse que tudo ficaria bem. “
O professor Snape derrubou Damian com um feitiço paralisante, eu forcei meu corpo para frente e sai do aperto dele correndo para Sebastian que me apertou junto ao peito virando, olhei para tras e o rosto de Damian estava diferente, deformado, e aqui me embrulhou o estomago, e me escondi mais uma vez em Sebastian.
— Bom isso foi mais agitado do que esperava. – O diretor estava de pé próximo ao professor Snape e Damian.
— Selene e Sebastian podem voltar para o seu dormitório, o ocorrido sera esclarecido para seus pais e o Senhor Braw sera expulso, por favor mantenham a discrição. – Dumbledor falou gentil indo para sua cadeira atrás da mesa.
— É isso, manter a discrição? – Sebastian parecia que iria explodir.
— Vamos. – sai puxando ele pela porta e escada abaixo.
Não parei de andar quando passamos pelos vários corredores, eu andava rápido evitandos os alunos o máximo que conseguia pegando caminhos alternativos, era sábado e a grande maioria estava aproveitando a última semana de calor, logo a neve cairia, a torre de astronomia estava mais fria do que o resto do castelo e meu corpo se arrepiou, senti uma capa cair nos meus ombros e olhei Sebastian que tinha um olhar serio como eu não via a muito tempo.
— Esta machucada? – ele tocou meu queixo olhando meu pescoço com preocupação.
— Estou bem. – falei olhando para os lábios dele.
Uma lembrança de nos dois nos beijando invadiu minha cabeça, eu sabia que era errado e que éramos irmãos, mas ninguém nunca me amaria mais que o Sebastian e enquanto ele reclamava que estava frio e que ficaríamos doente eu o beijei, por um momento senti ele parado sobre meus lábios e então seus braços me puxaram, um em minha cintura e outro acariciando meu rosto, seus lábios se moldaram ao meu ditando o ritmo e deles saíram um gemido quando sua língua pediu passagem e eu prontamente cedi, podia estar frio lá em cima, mas meu corpo estava aquecido assim como meu coração.
— Lene... – sua voz era rouca e seus olhos estava fechados.
— Shi... Está tudo bem eu estou aqui agora. – beijei seus lábios mais uma vez sendo correspondia a altura.
— Tem certeza? As pessoas vão falar, nosso pai não vai aceitar e ... – ele parecia com medo, e pela primeira vez eu entendi que ele tinha medo da minha possível futura rejeição.
— Eu não me importo com nada nem ninguém, apenas você, o único que me amou mesmo quando eu mesmo não amei, que me salvou de mim mesmo. – beijei ele com amor agora.
— Você se lembrou? – seus olhos estava molhados quando ele me abraçou forte.
— Como eu pude me esquecer de você a pessoa que me salvou bem aqui quando eu não tinha mais esperança de nada. – sorri para ele.
— Como eu poderia perder você. – ele beijou o topo da minha casa.
— Eu te amo Bas.
— Eu também te amo Lene.
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