Iridescent
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Bem, este capítulo foi o que mais gostei de escrever até agora!
Adorava que, pelo menos neste, me dessem a vossa opinião.
A partir daqui isto começa a ir tudo dar confusão xD
Espero que gostem e obrigada a quem comenta e lê, nomeadamente a Ceci e a Kira Shinoda, porque comentam sempre :3
Aqui está o tão esperado capítulo!
Não sabia que me tinha dado na cabeça; eu tinha acabado de beijar um homem casado no meio de um bar repleto de seres curiosos!
- Chaz… — Falei numa voz completamente embriagada. – Eu não sei o que me deu! – Choraminguei um pouco.
Zacky parecia nem conseguir lembrar-se do próprio nome, ficando a encarar Chester enquanto este continuava agarrando os meus braços para não me deixar voltar para perto dele. Calculei que mal me afastasse, fosse procurar outra rapariga.
- Desculpa Arianna, nem sei que me deu! – Ele disse entre risos.
Acabei por rir também, levada pelo efeito do álcool no meu sangue. Comecei a andar até à porta do bar, apoiada em Chester.
- Brad! – Exclamei num único guincho ao ver o rapaz de cabelos encaracolados a aproximar-se de nós, sempre com um sorriso tímido nos lábios.
Corri até ele, ainda que fosse em linha pouco recta, abraçando-o.
- Hey miúda! – Disse num tom de voz entusiasta. – Estou a ver que estás a experimentar as maravilhas de conviver com famosos. – O seu ar divertido fez-me rir também.
Continuei abraçada a ele com a cabeça encostada ao seu peito.
- Podes tirar-me daqui? – Pedinchei voltando a olhá-lo e quebrando o abraço longo em que estávamos os dois.
- Claro! – Disse prontamente e pegou na minha mão, ajudando-me a sair sem fazer figuras tristes, o que era quase impossível.
Olhei a mesa onde estava com os restantes membros dos My Chemical Romance e os Avenged Sevenfold e todos me olhavam; uns riam das minhas figuras, outros estavam chocados ainda devido ao beijo inesperado com Zacky.
Acenei-lhes vermelha como um tomate e Brad puxou-me gentilmente para fora dali, evitando quaisquer comentários. Mandei um beijo no ar a Chester que ria do meu ar completamente entusiasta e bêbedo do momento.
Mal saímos do bar o vento gelado veio contra a minha cara, fazendo-me estremecer e encolher-me com frio. Brad, vendo o meu desconforto, levou-me rapidamente para o carro e abriu-me a porta, ajudando-me a entrar.
Entrou de seguida e seguimos para qualquer que fosse o lugar para onde ele me ia levar; não me importava muito onde era, desde que fosse longe dali. Enquanto ele conduzia, eu ria de tudo o que se cruzava no nosso caminho.
Chegámos ao que eu consegui reconhecer como o hotel e ele levou-me junto a si, segurando a minha cintura com a mão firme. Peguei o cartão da minha mala e dei-lho para a mão para que me ajudasse a entrar no quarto; e ele assim fez.
- Pronto, donzela bêbeda do meu coração! – Começou por dizer enquanto ria da minha tentativa falhada de tirar os saltos. – Estás entregue. Sobrevives sozinha?
Parei de tentar tirar os sapatos dos pés e ergui o olhar para o encarar; ainda sentia a minha cara vermelha do efeito da bebida.
- Fica aqui, eu tenho medo que alguém me venha raptar! – Gritei em plenos pulmões e levei as mãos ao ar. Ele riu-se e fechou a porta, entrando e ajudando-me a tirar os sapatos. Olhei-o enquanto o fazia. – Porque és tão simpático comigo?
Ele riu-se.
- Porque tu és minha amiga e eu gosto de ti, Ari. – Disse começando a abrir a cama e tentando ajudar-me a deitar-me lá dentro. Pegou-me ao colo, sem eu saber bem como conseguia, e deitou-me. – Descansa.
Deu-me um beijo na testa e foi sentar-se no sofá que o quarto tinha. Virei-me para o outro lado e tentei dormir durante dois minutos; ao ver que não conseguia, voltei a virar-me de frente para ele.
- Brad, não consigo dormir. – Falei baixinho e ele olhou-me rindo. – Anda aqui. – Dei umas palmadas no local gigante da cama que estava vazio ao meu lado.
Ele levantou-se calmamente e caminhou até mim, deitando-se ao meu lado e olhando-me.
- Estás mesmo bêbeda, não estás? – Gargalhou após ter falado.
- Começo a ficar sóbria! – Avisei-o erguendo a cabeça e rindo.
Cheguei-me perto dele sorrindo.
- Achas que sou bonita?
Por um momento, instalou-se o silêncio no meu quarto. Brad ficou vermelho e eu cheguei a arrepender-me de lhe ter perguntado aquilo; no entanto, o álcool ainda estava a fazer efeito em mim e as palavras saíam sem que as controlasse.
- És linda, Ari. – Acabou por dizer.
Sabia que o dizia apenas por cortesia; nunca tinha sido bonita e já tinha aprendido a viver com isso presente na minha mente. Desde pequena que era gozada a toda a hora por ser mais gorda que as outras, e isso não tinha mudado muito até agora. Os rapazes eram muito queridos comigo e nunca me insultavam, o que era diferente e bom; no entanto, sabia que nenhum deles se interessaria por alguém como eu.
- Obrigada por mentires, Brad! – Exclamei dando-lhe um beijo demorado na bochecha.
- Eu não minto! – Vi que tinha ficado ligeiramente ofendido e baixei o olhar.
Ele suspirou e puxou-me para perto pela cintura, abraçando-me com força e deixando um beijo carinhoso no meu pescoço; aí, a minha pele arrepiou-se e o meu coração parou de repente.
Elevei o olhar e ficámos a olhar-nos durante um bocado, até ele se aproximar ainda mais de mim e colar os lábios aos meus. O que começou como um beijo inocente e calmo, depressa se tornou um beijo apressado e fugaz; a minha mão esquerda foi parar ao seu cabelo e as dele envolveram por completo a minha cintura.
Poderia culpar tudo o que se tinha passado nesta noite na bebida, mas não o faria; a amizade que tinha por Brad estava a desenvolver-se em algo indescritível. E eu sabia que era algo errado e impossível, mas não desistiria.
- Promete-me. – Pedi olhando-o nos olhos quando a ultima peça de roupa parou no chão de mármore do quarto.
Ele depositou um leve beijo nos meus lábios e voltou a olhar-me nos olhos; não precisava dizer o que queria que prometesse, ambos sabíamos.
- Prometo!
Não demorou muito e tornámo-nos em apenas um só.
**
Cerrei os olhos com força ao sentir uma dor atormentar a minha cabeça assim que despertei do sono profundo em que me encontrava; o sol entrava pelas cortinas claras do quarto e isso não ajudava.
Abri os olhos devagar para não soltar um grito de dor assim que me dei conta de que a ressaca era algo que não desejava que ninguém experienciasse. Olhei á volta e encontrava-me no meu quarto de hotel, coberta por um lençol azul-marinho. Envolvendo a minha cintura estava um braço ligeiramente musculado. A minha mão estava por cima da sua entrelaçando os nossos dedos e podia sentir a sua respiração no meu pescoço.
Olhei com cuidado para trás o máximo que consegui sem o acordar e vi que tinha Brad abraçando o meu corpo avultado, dormindo profundamente e também apenas com um lençol a tapá-lo.
‘Merda!’ pensei de imediato.
A minha clutch estava na mesa junto ao meu lado da cama, e o meu telemóvel dentro dela. Apenas com uma mão tirei a bolsa de cima da mesa e tirei o aparelho de dentro dela, procurando o número de Talinda; rapidamente escrevi uma mensagem para ela.
‘Talinda, preciso de ajuda. Acho que fiz merda, e mesmo grande! Beijo’
Enquanto dormia, Brad brincava com os nossos dedos; como raio tínhamos feito isto? Eu sabia que isto não ia dar bom resultado, e sabia que ele se iria arrepender mais do que eu. Afinal, eu estava a apaixonar-me por ele, e não o contrário.
Notas finais
O que acham?
Digam algo!!
Beijinhos *
Fale com o autor