Iridescent

20 Capítulo 20


Notas iniciais
Hoje não demoreeei, ehehe :D
Aqui vos trago mais um capítulo, desta vez um pouco mais quente ;)

Encontrava-me agora de pernas cruzadas à chinês, sentada no gigantesco sofá da sala de Brian, olhando-o séria enquanto ele desabafava comigo. Ouvia atentamente cada palavra que ele proclamava, tentando entender o que se tinha passado.

- Bem, tu deves adorar que te chame idiota… — acabei por concluir, soltando um grande suspiro pesado. — Ela errou, sim, mas tu deixas-te levar por qualquer emoção, por mais pequena que seja, e acabas por ser injusto com a Michelle. Lá porque algum homem quer algo com ela, ela pode não querer!

Ele bufou, não gostando do que ouvia. Gostava bastante dele, mas tinha de admitir que o seu feitio era complicado; a fama tinha-o apanhado cedo, e agora era impossível ele mudar a maneira como agia. Ainda assim, se continuasse tão idiota, a Michelle acabaria por fugir.

- Mas eles andam sempre colados, e… Olha, nem sei porque te estou a contar isto! Tu não entendes, és nova demais! – Ripostou, erguendo-se do sofá passando uma mão pelos cabelos em sinal de frustração.

Revirei os olhos e levantei-me, irritada. Ele podia agir assim com toda a gente, sem ouvir nada em troca, mas eu não era assim. Não quando tinha tentado ajudá-lo e era paga com ingratidão.

- Olha, Brian, quando acabares num poço de merda, sozinho e infeliz, tentarás vir ter comigo para te apoiar. E acredita, que se continuar a agir como um idiota com aqueles que gostam de ti, nem eu te vou restar! – Elevei a voz no final da frase, respirando fundo de seguida.

Tinha de me lembrar que não estava na minha casa, e que ainda que ele fosse um cabrão comigo, tinha de o respeitar.

- Vai deitar-te, que o teu mal é bebedeira e sono! – Ao ver que não tinha resposta dele, mostrei-lhe o meu amigo dedo e subi as escadas duas a duas, capaz de assassinar qualquer pessoa no caminho.

Embora Londres tivesse sido o local onde, mais uma vez, tinha sido magoada, sentia saudades das pessoas de lá e do ambiente. Sentia falta de Ceci e dos rapazes dos Linkin Park; junto das saudades, sentia culpa por ainda não ter falado com nenhum deles desde que chegara, especialmente Chester. Depois do incidente, não tínhamos falado de novo e o medo de que pudesse odiar-me aumentou.

Entrei no quarto e fechei a porta, sentando-me na berma da cama encarando o vazio. Mal o silêncio se tinha instalado no quarto, ouvi passos pesados nas escadas e o bater da porta do quarto de Brian. Talvez tivesse finalmente ganho juízo e se tivesse ido deitar, ou até mesmo pensar nas idiotices que tinha dito.

Puxei os lençóis da cama para me deitar lá dentro, depois de ter mudado de roupa para os shorts de pijama e uma camisola larga; só conseguia dormir assim, desde pequena. Deitei-me e tapei-me até à cintura, sem conseguir pregar olho.

Ouvi um estrondo vindo da varanda e ergui o tronco de imediato, abrindo bastante os olhos levada pelo choque e depois pelo medo; estaria a ser assaltada? Seria um violador a tentar violentar-me?

Decidi acabar com o medo e levantei-me, indo até à janela que dava para a varanda com um chinelo na mão; sabia que não serviria de muito, mas não havia muito mais que pudesse utilizar. Abri a cortina de uma só vez e vi apenas um vulto. Estava muito escuro na rua, e isso não ajudava na minha missão. Abri a porta de vidro e ergui o chinelo no ar.

- Quem está aí? – Falei em tom de voz alto, tentando demonstrar que não tinha medo, e falhando totalmente.

Ouvi um riso bastante familiar e dois braços envolveram a minha cintura, apertando-a.

- Planeavas calçar-me? – Uma voz sussurrou de forma rouca e sensual ao meu ouvido, tomando depois os meus lábios.

Tentei debater-me ao início, mas não demorei muito a reparar que conhecia aquele beijo. O candeeiro de rua que se encontrava junto à varanda, no passeio, decidiu finalmente ligar-se e eu pude ver quem me beijava.

Ia protestar e comentar como era errado tudo aquilo, mas fui calada por um novo beijo, ainda mais intenso que o anterior; Chester tomava os meus lábios nos seus como se a sua vida dependesse disso, enquanto as suas mãos passeavam agora nas minhas costas e barriga.

- Nem que fosses para o Japão conseguias fugir de mim. – Quando dei por mim, estava a ser empurrada contra a parede junto à janela e o seu corpo estava prensado contra o meu, elevando a minha camisola por cima dos meus braços.

- Não fugi de ti. – Gaguejei, ajudando-o a atirar a camisola para o chão do quarto. Não queria que ele tivesse vindo; não queria ser de novo a rapariga que se envolvia com alguém casado, ainda depois de todo o apoio de Talinda. Ainda assim, Chester não me dava hipóteses, e eu de certeza não suplicaria por elas.

Arranquei a sua camisola rapidamente e o resto das nossas roupas voou, até nos encontrarmos apenas em roupa interior. Os lábios de Chester percorreram o meu pescoço, peito, barriga, voltando depois aos meus lábios. Gemi baixinho, fechando os olhos por um momento e apreciando cada segundo do que se passava ali.

Depois de desapertar o fecho do soutien que trazia, Chester colocou as mãos no meu rabo e ajudou-me a colocar as pernas à volta da sua cintura. Não demorou muito para que a roupa interior voasse também, e ele me tomasse como sua de forma feroz.

Notas finais
Que tal? Reviews?
Beijinhos *