Iridescent

12 Capítulo 12


Notas iniciais
Oláá genteee! :D
Aqui trago mais um capítulo!
Oh, eu estou à espera que me enviem mensagens com personagens! Ninguém quer? s:
Bem, espero que gostem deste capítulo.

Ceci abriu a porta de casa e tanto eu como Jared entrámos. Reparando nos pequenos detalhes, a casa estava perfeitamente decorada e condizia com a personalidade entusiasta da minha tão adorava prima.

- É aqui que vou ficar durante os próximos tempos. – Disse a Jared enquanto segurava a sua mão; quem visse do lado de fora, pensaria que ele era um pedófilo em escrúpulos. No entanto, eu sabia que era diferente e ele também.

Ele sorriu olhando a casa, não sem antes pedir a Ceci licença para entrar.

- Sim, e é onde tu vais ficar também. Não te vou deixar ir para um hotel. – Avisou Ceci enquanto ia até à cozinha buscar um copo de água.

- Obrigada, Ceci.

Sentei-me no sofá da sala de Ceci, largando a mão de Jared.

- Espera! – Acabei por me aperceber de que algo não batia certo. – Vais ficar por Londres? E a tua mulher? E os teus filhos?

Em poucos segundos, Jared estava sentado ao meu lado, colocando a sua boina em cima da mesa de centro da sala, encarando-me. A conversa não pareceu tomar um rumo de que ele gostasse muito, mas ele sabia como eu era, e sabia que não se livraria de mim.

- Jessica ainda não sabe que voltei, e não tenciono que saiba tão cedo. Claro que tenho saudades dos meus filhos e de toda a minha família, mas quando parti há dois anos a minha relação com ela não ficou boa. Nunca trocámos cartas, não conversámos, nada. Foste a única com quem conversei, a única que me quis de volta vivo. – Desabafou comigo, falando calmamente.

Pude ver que dizer aquilo lhe custava; Jared era um homem como já não havia há muitos anos. Ele queria construir uma família, ser feliz com a sua esposa, mas ainda assim servir o seu País com unhas e dentes. Ele acreditava no amor, mas eu começava a questionar-me se Jessica seria a mulher ideal para ele.

- Lamento, Jarhead. – Abracei-o com força e ele sorriu, abraçando-me de volta. Pelo canto do olho vi Ceci a sorrir para nós com um ar extremamente perverso. Sabia que a mente dela estava a vaguear para hipóteses impossíveis, mas desisti de a repreender e apenas lhe mostrei a língua por cima do ombro de Jared.

Quebrámos o abraço e levei-o ao quarto de hóspedes onde ele ficaria a dormir nos próximos dias.

- Sabes que não podes fugir dela para sempre… - acabei por lhe dizer ao abrir a porta do quarto, encerrando ali o assunto.

- Eu sei. Prometo que vou tratar disso. – Prometeu-me com um sorriso e eu saí para o deixar à vontade.

Desci de novo as escadas e Ceci estava a tratar do jantar; não era nada que desse muito trabalho. Ela geralmente cozinhava e deixava comida congelada no frigorífico de modo a não ter de cozinhar muitas vezes.

- Precisas de ajuda? – Perguntei assim que entrei na cozinha, sentando-me na bancada em frente a ela.

- Não, tenho tudo controlado. – Sorriu-me e colocou no forno o pequeno quadrado de metal com a comida lá dentro. – Então, o Jared anda com problemas com a esposa…

Sabia onde ela quereria levar a conversa, e eu não deixaria. Há muitos anos atrás, quando Ceci ainda vivia perto de nós, Jared foi passar uns dias a minha casa por causa da ausência dos meus pais, numa das suas imensas viagens. Segundo Ceci, ambos tínhamos uma química estranha e a nossa ‘intimidade’ era estranha para dois melhores amigos. Não concordava, mas era impossível discutir com ela.

- Não comeces, Ceci. Ele é meu melhor amigo, e é só isso. – Repreendi calmamente. – O Jared vai conseguir resolver tudo com ela e vai voltar a casa brevemente; sempre foi assim e sempre será.

**

Depois da conversa com Ceci, o jantar foi calmo. Jared estava cansado, assim como eu, depois das viagens e não tivemos coragem de conversar sobre assuntos muito demorados. Evitava perguntar sobre o trabalho dele, principalmente porque tinha sempre um aperto no coração quando partia; para além disso, não queria saber se ele partiria cedo. Queria-o perto de mim.

Juntámo-nos os três no sofá da sala a ver televisão durante uma meia hora, a ver um filme que passava na televisão. Posso jurar que nenhum de nós prestava atenção ao que se passava ali, devido ao cansaço. Depois de todos decidirmos ir para a cama, o cansaço pareceu ter fugido de mim.

Eram agora três da manhã e não conseguia dormir. Revirava-me na cama e o sono parecia não querer vir de forma alguma. Levantei-me e deambulei pelo quarto, acabando por ligar a luz junto à cama e ler um livro. Alguém bateu à porta do meu carro.

- Posso? – Jared colocou a cabeça dentro do quarto, espreitando.

- Entra, Jarhead. – Ri-me e fechei o livro, voltando a coloca-lo na mesa e sentando-me devidamente; a minha indumentária era reduzida, mas nem parecia conseguir lembrar-me disso.

Ele entrou e sentou-se junto a mim. Ficámos a olhar-nos uns segundos, não conseguia entender o porquê de ele me olhar com tamanha intensidade, mas desisti de tentar entender a razão.

Num ápice, puxou-me pela cintura para junto de si e beijou-me fugazmente. Como reflexo, os meus braços rapidamente envolveram o seu pescoço e o puxaram para mais perto, deitando-me totalmente na cama com o seu corpo por cima do meu.

- Tive tantas saudades tuas… - falou num sussurro junto a mim. – Do teu corpo, do teu toque, dos teus lábios… - beijou o meu pescoço lentamente, descendo até ao meu peito. Ao aproximar-se, a minha pele arrepiou-se completamente. – Da forma como reages quando te beijo assim. – Riu baixinho.

As suas mãos passeavam pelas minhas pernas, fazendo o meu corpo ansiar por mais e o meu coração bater mais forte.

- Jared, não podemos fazer isto… — acabei por dizer num gemido. – Não outra vez. Doeu, Jarhead, e tu sabes disso melhor que ninguém.

Parou de me beijar, olhando-me nos olhos.

- Eu quis ficar contigo! Tu não me aceitaste, Ari! – Podia ver os seus olhos brilharem, e uma dor sombria apoderou-se do meu coração.

Notas finais
E que tal?
Apoiam o 'amor' com o Jared? ;)
Digam a vossa opinião!
Beijinhos *