Iridescência
2 O Selamento do Jinchuuriky
Notas iniciais
“Aqui começa a minha verdadeira missão” — Pensou Sai no momento em que puxou seu pergaminho e desenhou uma ave para logo lhe dar vida com um jutso.
Montou na mesma com rapidez e deixou a ponte em destroços para trás ignorando também o pedido de Yamato para salvar Sakura, que estava desacordada e teria morrido se não fosse o jounin resgatá-la. Sai sobrevôo o campo de batalha que era própria floresta, estava devastada e podia ver uma forma zoomórfica no chão, metade homem metade raposa, “isso vai ser um problema”, o ninja mal teve tempo de desviar da lufada de vento que quase o derrubou. Aquele no chão era Naruto, ou seria o demônio de nove caldas? No momento era impossível saber, pois o Jinchuuriky estava tomado pelo ódio da raposa e totalmente descontrolado, não existia amigo ou inimigo, qualquer um que entrasse na sua frente seria um alvo e no momento esta era a posição de Orochimaru.
Quando chegou a hora de entregar o recado de Danzou a Orochimaru, Sai se viu bastante confuso. Já que o velho Sannin lhe pediu um ato de lealdade em troca.
Orochimaru não era de forma alguma alguém que se enganava com facilidade, e foi por isso que ele disse a Sai que se Danzou desejava algo dele deveria se mostrar cordial, o que pelo visto ele não já que nem se dignou a vir pessoalmente, que fosse Sai quem provasse que era alguém digno da sua confiança e assim lhe fez um pedido.
Pedido esse que Sai sentiu ser algo que deveria negar, no entanto, ele tinha obrigações primeiramente para com Danzou, e por isso, mesmo que contrariando suas próprias vontades, aceitou fazer o que Orochimaru vinha lhe propor.
~~
Kabuto sentia a excitação de Orochimaru.
Desde que voltaram do encontro que tiveram com os ninjas, isto é, desde o encontro com o Jinchuuriky da raposa de nove caudas. Kabuto percebia o sorriso maldoso de Orochimaru, e sabia que seu mestre tinha planos, porém não sabia ainda quais.
Orochimaru refletia bem as palavras de Naruto em sua batalha, ele sabia que usar o nome ‘dele’ seria um gatilho para despertar a ira do Uzumaki, assim como já usara o nome deste para provocar Sasuke, mas não sabia que o retorno seria tão violento e intenso, sua intenção desde o começo era saber até onde o menino raposa iria e não se surpreendeu realmente em ver que o limite não existia, ele seria capaz de qualquer coisa…
“Não fale do Sasuke como se ele te pertencesse, o Sasuke não é um objeto”
“Me devolve o Sasuke, seu velho nojento”
Naruto havia despertado o interesse de Orochimaru, e ele sabia que quando isso acontecia, seu mestre não mediria esforços para atingir seu objetivo, demonstrou não estar errado quando ouviu Orochimaru dizer:
— Da para ver o porquê da Akatsuki estar interessada nos Jinchuuriky’s — Orochimaru abriu o sorriso — Naruto, com certeza, é alguém interessante.
— O mestre planeja algo?
— Seria de bom tom ter aquela raposinha conosco, não concorda? Atrasaremos os planos da Akatsuki e o Sasuke ganharia uma… Motivação.
Kabuto finalmente entendeu as intenções de seu senhor, ele não buscava ter somente o poder da raposa de nove caudas em mãos, como também a usaria para tentar abalar Sasuke e ver o progresso do mesmo com esta provocação. Claro que Kabuto tinha a ciência de que Orochimaru faria isto da pior forma possível, e estava igualmente excitado para ver quais seriam os resultados.
— Como sempre ofereço meus serviços para o que meu mestre desejar.
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Karin estranhou quando fora requisitada por Orochimaru, mais ainda quando chegou ao esconderijo e a cobra á ordenou que estudasse uma porção de pergaminhos sobre o jutsu do primeiro Hokage. Mesmo assim o fez, passou um dia inteiro estudando as formas de selamento do primeiro Hokage.
Ao fim de seu mais novo treinamento, Orochimaru lhe deu a missão de construir uma espécie de jaula, para o que ela não sabia, e francamente tinha até medo de perguntar. Ele lhe entregou diversas coisas que precisaria para obter sucesso em seu jutsu, incluso as células de Hashirama, que ele tinha guardado.
No fim, Karin conseguiu fazer a tal jaula com sucesso, e Orochimaru, contente, disse á ela que lhe daria uma missão muito especial. Karin sentiu um frio na barriga, mas não importava, ela estava sendo mais importante que Suigetsu!
Será que Sasuke ficaria orgulhoso dela? Seria um sonho!
Por isso quando ela e Kabuto saíram do esconderijo em busca da tal raposa de nove caudas, ela não poderia estar mais feliz de participar de algo grande, estava cansada de ficar parada no esconderijo aguentando a faladeira de Suigetsu, ele era tão chato e nem se tocava, se achava demais, mas ele iria ver só quando ela voltasse com sucesso daquela missão, seria a preferida de Orochimaru e ainda ganharia a admiração de Sasuke, e eles finalmente iriam se casar, ela já conseguia até se imaginar como a Senhora Uchiha.
Ao chegarem perto do acampamento Kabuto á ordenou que esperasse, não que ela ficasse muito contente em receber ordens do quatro olhos, mas se precisava dele para que Orochimaru gostasse de si, então que seja.
Cerca de alguns minutos depois Kabuto apareceu com um garoto pálido e com a cara que mais parecia feita de gesso, um sorriso falso modelava sua expressão facial. Karin não gostou dele, nem um pouco.
Kabuto explicou como seria a missão. Entregou a Sai algo que faria com que Yamato ficasse desacordado, e disse a Karin que ela precisava esperar que ele afastasse Sakura do local para lançar o jutsu no Jinchuuriky, que estaria desacordado graças a uma batalha que ele teve com Orochimaru.
Karin se escondeu por entre as árvores e viu o tal Sai levar quem deveria ser Yamato para longe do acampamento, e logo depois Kabuto atrair a menina, que deduziu ser Sakura, para longe do garoto loiro desacordado.
Em passos muito lentos e cautelosos ela se aproximou do corpo do menino e foi com muita surpresa que percebeu que aquele era Naruto. Não foi difícil perceber, as descrições batiam exatamente com o que Sasuke lhe contará: Garoto loiro, pele bronzeada, três riscos em cada bochecha e os olhos bem azuis, mesmo que naquele momento ela não pudesse vê-los
Foi então que a compreensão caiu por terra!
Orochimaru iria usar o garoto para mexer com Sasuke, e conseguiria, ela tinha certeza que conseguiria. Sasuke não era do tipo sociável, mas já lhes contou sobre duas pessoas: Uma delas seu irmão mais velho a qual tinha a ambição de matar e a outra Naruto… O melhor amigo dele.
Não era preciso ser muito inteligente para saber que o inicio do caos se aproximava, ele iria manipular Sasuke e ela não poderia fazer nada para impedir, justamente por ter sido designada para a missão.
Já era casamento e todos os seus sonhos com Sasuke. Ele a odiaria para sempre!
Quase que chorando ela se curvou ao lado de Naruto e começou a fazer os gestos do selo que aprendera no dia anterior. O selamento o conectaria com a jaula que havia feito e iria aprisionar Naruto até segunda ordem.
Sai veio ao seu encontro quando ela fazia o último movimento de mão para enfim terminar de sela-lo. Ambos não tinham tempo à perder esperando por Kabuto, afinal ele sabia se virar sozinho, rapidamente deixaram o local para evitar conflitos desnecessários carregando Naruto para o esconderijo do Orochimaru.
Ao colocarem o loiro na jaula e ver o sorriso macabro de satisfação que Orochimaru, Karin teve certeza que nada de bom poderia sair daquela situação, mas não havia o que ser feito, ele era seu mestre.
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Quando Naruto acordou, sem lembrar de nada e sem saber onde estava, já que sua última memória era estar de frente para Orochimaru na ponte.
Seus olhos passaram pelo ambiente tentando reconhecê-lo, mas teve certeza de que nunca estivera ali antes, mas sentia algo estranhamente familiar naquele lugar, naquela presença. Ele sabia que estava em uma jaula, preso e que certamente estava bastante encrencado.
“Por que eu sempre me meto nessas furadas” — pensou frustrado.
Não demorou muito para que a figura de Orochimaru alcançasse sua visão. E a raiva que já estava começando a sentir ebulir por seu corpo alcançava todos os sentidos, o que aquela cobra velha queria consigo?
— Orochimaru — pronunciou o nome como se cuspisse veneno.
— Olá Naruto-kun — Orochimaru sorriu com cinismo — Seja muito bem vindo ao seu novo lar.
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