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1 Capítulo 0


Notas iniciais
Basicamente, minha amiga escreveu uma fic do Dazai quando saiu da Máfia do Porto, então, mais tarde, eu acabei escrevendo uma fic do Dazai conhecendo o Atsushi. Eu tava (ainda estou) bem curiosa com o que aconteceu antes do Atsushi salvar o Dazai do rio. Eu nunca li nenhuma das novels, só iniciei a 33 Minutes, mas não terminei, até semana que vem eu vou ler tudo, pois isso me dá mais ideia pra fic ;^; Bem, boa leitura, espero que goste ♥

“É isto.” Dazai pensou, com um sorriso de orelha a orelha, a felicidade e a adrenalina quase explodindo seu coração. Alguns civis o encaravam, confusos, com medo. Claro que estariam, afinal, que tipo de homem subiria nas barras de proteção da ponte? Ele, óbvio.

Não estava cogitando se jogar de lá, não após o sermão irritante que havia acabado de levar de Kunikida, mas o sol se pondo no horizonte iluminava de forma tão linda o lago, parecia estar chamando-o.

Venha Osamu, jogue-se nesse maravilhoso rio. Sua morte estará garantida conosco!

Que lago gentil, ele pensara. E então, se viu em pé as finas barras de proteção da ponte, com o vento forçando-o para frente.

Seu celular vibrou e pensou se seria bom ligar para todos e avisar que estava indo para Paraíso, afinal, gostaria de receber seus parabéns pessoalmente. Nada o deixaria mais feliz do que aquilo, alcançar seu objetivo e ser parabenizado por ele.

Num ímpeto, tirou o celular do bolso e buscou o primeiro número da sua agenda, não lembrava quem era, talvez uma das diversas mulheres com quem deu em cima.

— O que porra você quer, seu idiota? – As lágrimas de felicidade nos seus olhos. Não esperava que Chuuya realmente atendesse uma ligação sua, não após tanto tempo.

— Como vai, Chuuya? Bem, na verdade, não me importo como você está, porque você vai ficar bem melhor em ouvir o que tenho para te contar. – Dazai ouviu um baixo ‘paciência, Chuuya’ do ruivo. Deu uma curta risada. – Eu vou morrer! – Contou com toda a animação e empolgação que possuía. Talvez tivesse saído um pouco alta demais, visto que os civis o encaravam ainda mais assustados, alguns ligavam para a polícia, mas não chegariam à tempo.

— Que bom, né Dazai? – Estava comovido, Chuuya ainda torcia pelo seu sucesso.

— Sim, maravilhoso. Portanto, gostaria de dizer que eu coloquei veneno em dez garrafas de vinho da sua adega, quais delas você terá que descobrir sozinho. Bem, é isso, meu pequeno Chuuya, eu estou lhe dando um adeus, definitivo dessa vez. – Se questionava se o ruivo cairia no truque. Estava blefando sobre o veneno, só queria mexer com ele uma última vez.

— Espero que a morte seja tão ruim quanto minha vida com você foi, seu filho da- – A frase foi cortada, Dazai desligou a ligação, satisfeito que conseguira incomodar seu pequeno bichinho de estimação.

Sem mais tempo, se pôs a mandar mensagem para todos que conhecia, Kunikida, Yosano, os irmãos Tanizaki, Ranpo, até mesmo Fukuzawa e seu antigo chefe na Máfia. “Adeus, eu vou morrer” era o que dizia. Obteve respostas imediatas de Yosano, Ranpo e Kunikida. “Parabéns” fora a da médica da ADA, “Duvido, mas antes de morrer, deposite na minha conta o que me deve” dissera Ranpo, já a de Kunikida possuía milhares de insultos e palavrões por estar matando trabalho, mas Dazai já conhecia bem o parceiro e sabia que ele estava, na verdade, lhe dizendo “Parabéns, meu maravilhoso companheiro de trabalho, eu sempre serei honrado por tê-lo conhecido”.

Suspeitava estar ficando sem tempo, então, não esperaria pelas respostas restantes. Guardou o celular de volta no bolso e esperou sentir a onda de ar frio bater nas suas costas para se inclinar para frente.

De olhos fechados, Dazai caiu no lago.

Toda a coisa de “quando você vai morrer, vê toda sua vida passar diante dos seus olhos” era pura mentira. Estava tudo escuro e quente. Ao menos isso era novo, talvez fosse só a água banhada pelo sol. Era como dormir, sentia-se ser arrastado levemente pela água, como se estivesse boiando, mas seus pulmões doíam pela falta de ar, mas, talvez pela paz interior, era confortável. Depois de, talvez, 2 minutos, não sentiu mais a água, nem as pedras que arranhavam seu braço, menos ainda a necessidade de respirar, morrer era exatamente como desmaiar, dormir e Dazai estava decepcionado pela falta de emoção. Teria uma boa conversa com a morte depois, eles precisavam mudar os ‘sintomas’.

Então foi como acordar depois de um súbito desmaio, de um sonho angustiante o qual não lembrava nada. Estava frio, molhado, seu coração batia, seus pulmões respiravam oxigênio. O lago estava ao seu lado, seu corpo estava sentado em um chão muito, muito desconfortável e do seu outro lado, havia um garoto, cabelos brancos e assimétricos, roupas desgastadas e rasgadas, também molhado. Podia até ver a morte sendo levada pelo rio, lhe dando adeus.

Dazai estava vivo, por causa daquele garoto de cabelos brancos.

Notas finais
Eu não lembro se revisei, mas acho que sim, qualquer coisa, revisarei mais tarde. Obrigada por ler, espero que tenha gostado ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!