Invisible Play - Press Start
13 Extra - Carniceiro
Notas iniciais
Um alarme soa e vários guardas trajando armaduras pesadas e lâminas encantadas aproximam-se:
—O intervalo acabou, retornem para as vossas celas. -Diz um deles.
Os prisioneiros, todos com um uniforme castanho-claro, um número designatório nas suas costas e colares a volta dos seus pescoços, caminham lentamente em fila em direção a um longo corredor. Um deles, porém, permanece deitado no chão com uma postura descontraída. O seu corpo é grande o suficiente para ser intimidante mesmo usando roupas largas:
—Número 9412, você tem três segundos para entrar na fila! -Grita um dos guardas.
O homem deitado no chão boceja e começa a levantar-se com calma:
—Johnson, não é preciso ficar estressado, somos amigos, você não devia me tratar assim.
Passados os três segundos, a coleira do prisioneiro ativa-se e começa a emitir eletricidade por todo o seu corpo:
—Johson, essa merda machuca. -O prisioneiro responde, tentando ignorar a dor enquanto move-se com a mesma calma de antes.
—9412, para a fila, agora! -Grita um outro guarda.
—Senão o que? Vocês vão estender minha sentença perpétua?
O guarda se aproxima e derruba-o com um pesado golpe do seu martelo. O prisioneiro, mesmo sob o efeito de eletricidade e tendo sendo atingido por um golpe extremamente poderoso, começa a levantar-se com algumas dificuldades:
—Eu juro por deus, Johson, eu vou arrancar os teus olhos enquanto você dorme...
Mais guardas aproximam-se e começam a agredir o homem caído no chão. Os restantes prisioneiros apenas observam a situação com desinteresse:
—Juugo realmente não se cansa dessa merda. -Diz um deles.
—Para de resistir, caralho! Eu quero ir dormir logo! -Grita outro.
—Vocês! -Interfere um outro guarda. -Mantenham a boca calada se não quiserem receber o mesmo tratamento!
Todos observam enquanto Juugo, cheio de hematomas e cortes, é carregado por dois guardas até a solitária. Lá, ele é jogado como se fosse menos que humano. Mas ele já está acostumado com esse tratamento. Juugo cospe o sangue que tinha na boca e deita-se no chão. Algumas horas se passam e felizmente os seus ferimentos fazem com que dormir seja mais fácil. Ele houve um barulho na sua cela, mas ignora pensando que fosse uma barata ou um rato.
O barulho repete-se e Juugo abre um dos seus olhos. No segundo seguinte, uma das paredes a sua volta é arrebentada. Poeira e pedra voam em várias direções enquanto Juugo permanece deitado tentando entender o que está a acontecer:
—Você é Juugo? -Pergunta uma voz masculina.
—Depende, quem quer saber?
—Sodoma, o pecado da ganância, o meu mestre considerou que a tua força pode ser útil. -Respondeu aquele homem. -Você tem duas opções, venha comigo ou apodreça nesse lugar imundo.
Juugo levanta-se:
—Tudo bem, eu vou te seguir, mas eu tenho uma coisa para fazer primeiro. Mesmo que não pareça, eu sou um homem que cumpre as suas promessas.
Sodoma destrói a coleira de Juugo sem dificuldades:
—Você tem cinco minutos, vou estar te esperando do lado de fora.
—Vai ser rápido... -Sorri Juugo. -São só dois olhos.
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