Notas iniciais
Ey, voltamos! Foi uma pausa de dois meses, mas para mim passou bem rápido. Tenho alguns capítulos preparados então vou postar com alguma frequência esse mês. Já estamos no quarto volume e eu sinto que nem aconteceu muito xd. De qualquer forma, boa leitura!

—Você já está pronto, Sasesu? -Perguntou Lizzy próxima à porta da casa de Kurokawa.

—Sim! -Respondeu Sasesu descendo as escadas.

—Estamos indo então. -Disse Lizzy. -Devemos voltar hoje ainda, mas de qualquer forma tem comida na geladeira.

Lizzy e Sasesu saem e logo em seguida fecham a porta:

—A Lizzy é realmente a mãe dessa casa. -Comenta Takeda. -O que nós vamos fazer hoje, Kurokawa?

Kurokawa permanece deitado no sofá, calado, imóvel, sem vida nos seus olhos e observando o teto.

—Hoje é sábado! Você perdeu o torneio, mas mesmo assim você foi muito mais longe do que qualquer pessoa esperava. -Continuou Takeda. -Eu vou ver o que podemos fazer hoje.

Takeda abre o seu inventário e logo em seguida o seu mapa:

—Tudo bem, estamos aqui, a tua casa fica perto da cidade então não existem muitas coisas relacionadas ao mundo de IP. A norte temos a Vila, a norte da Vila temos a planície entre Euler e Kepler, essa área tem três calabouços, mas o nível dos monstros lá é muito alto para nós. Oh, também há alguns calabouços próximos à Vila, esses parecem ser mais fáceis de completar. Está decidido, já sei para onde vamos hoje!

Takeda caminha em direção à cozinha, pega todos os caramelos que estão no armário e regressa à sala:

—Kurokawa, eu estou indo, se você não vier comigo, você vai ficar sem caramelos até eu voltar.

Finalmente Takeda consegue capturar a atenção de Kurokawa:

—Takeda...não ouse fazer isso...

Takeda anda com uma certa pressa até a porta de entrada, abre-a e olha para Kurokawa:

—Eu já fiz. -Sorri ele fechando a porta.

Kurokawa instantaneamente pula do sofá:

—Garras da Besta!

Ele abre a porta o mais rápido que pode, mas Takeda já tinha conseguido criar uma boa distância entre os dois:

—Takedaaa!!! -Grita Kurokawa dando início à sua perseguição.

Quinze minutos depois, a energia de Takeda está chegando ao fim, mas Kurokawa, movido apenas à base de sua raiva, continua acelerando:

—Kurokawa! Para! -Grita Takeda. -Olha a tua frente, já chegamos no calabouço! Já que estamos aqui, talvez valesse a pena entrar! Vai ser divertido!

—Qual calabouço é esse?

—É o calabouço do Santuário do Deus Coelho.

Kurokawa ao ouvir a palavra “coelho” lembra-se de momentos que preferia ter esquecido:

—Parece chato, eu vou para casa!

—Confia em mim! -Diz Takeda. -Esse calabouço tem dois chefões e o segundo é praticamente impossível de nós derrotarmos.

—É um coelho, quão forte ele consegue ser?

—É um Deus Coelho. Kurokawa, pense nisso, se o derrotarmos, estaremos a derrotar um DEUS! Você consegue entender quão incrível isso é?

Kurokawa finalmente cede:

—Já estamos aqui, então seria uma perda de tempo simplesmente voltar para casa agora. -Diz ele caminhando em direção à entrada do calabouço.

Takeda observava a situação não sabendo se deveria estar orgulhoso das suas habilidades de persuasão ou triste por o quão facilmente Kurokawa era manipulado. De um momento para o outro, as grandes portas do calabouço abrem-se sozinhas. Kurokawa e Takeda entram e logo em seguida as portas fecham:

—Calabouços são bem simples, Kurokawa. O interior é um labirinto cheio de armadilhas e monstros. -Explica Takeda. -Nós temos que achar a sala do chefão e derrotá-lo para completar o calabouço.

—Então podemos ignorar todos os monstros que não sejam o chefão?

—Podemos, mas não é ideal. Monstros dentro de calabouços têm maior probabilidade de deixarem itens cairquando morrem, e também dão mais experiência e dinheiro. E se você deixar acumular muitos monstros e acabar encurralado, é bem provável que você morra.

—Então matamos tudo o que encontrarmos.

—Você realmente não tem meio termos. -Comenta Takeda. -Calma, temos um pequeno problema.

—O que?

—Quando o chefão é derrotado, todos os jogadores dentro do calabouço são teleportados para fora e passado algumas horas, o chefão renasce. Jogadores podem entrar no calabouço mesmo que o chefão não esteja vivo e nesse momento faltam trinta minutos para o chefão renascer, o que significa que houve tempo o suficiente para outros jogadores já terem encontrado a sala do chefão e estarem apenas à espera que ele renasça.

—Então temos que achar a sala do chefão e descer a porrada nos jogadores que já lá estiverem antes do chefão renascer?

—Sim.

—Tudo bem, tente não se afastar muito de mim então. -Diz Kurokawa ativando sua habilidade e sorrindo.

—Não, calma, existem...

Kurokawa dispara para frente com toda a sua velocidade:

—Armadilhas... -Suspira Takeda. -Vamos lá, então...

Não muito longe dali, Sasesu e Lizzy finalmente atingem o seu objetivo:

—Eu gostaria que pudéssemos vir para cá usando teleporte. -Comenta Sasesu um pouco cansado. -Ter que correr da casa do Kurokawa até A Vila e depois até aqui é bem...cansativo...

—Sim, mas apenas cidades possuem portais de teleporte... -Responde Lizzy.

—Eu já ouvi falar dessa planície algumas vezes, mas essa é a primeira vez que venho aqui. -Diz Sasesu.

—Eu também. Mas eu sei que esse é um lugar muito importante.

—Porque?

—Por causa dos três calabouços que existem aqui. -Responde Lizzy. -Um deles pertence ao território de Euler, outro ao território de Kepler e o último está entre os dois territórios. Calabouços são zonas importantes por causa da experiência e dos recursos que eles providenciam, mas esses calabouços são ainda mais valiosos. Por exemplo, o calabouço que pertence ao território de Euler é o calabouço da Mina Abandonada, e é desse calabouço que Euler tira grande parte do metal que usa para fazer armas e armaduras, juntamente de bastante dinheiro que vêm das pedras preciosas que existem dentro do calabouço.

—Você realmente sabe bastante.

—Meu pai já esteve bastante envolvido com a política de Euler e Kepler então eu já escutei algumas histórias dele.

—Mas onde exatamente estamos indo?

—Minha mãe disse que um amigo dela morava aqui por perto, mas ela não mostrou a posição no mapa então estamos apenas explorando essa área.

—Calma, o que é aquilo ali? -Pergunta Sasesu.

Lizzy foca a sua atenção na direção em que Sasesu apontou e vê uma casa no topo de uma árvore não muito longe:

—Não sei...mas acho melhor irmos lá ver.

Os dois aproximam-se com alguma cautela e a porta da frente da casa abre-se. Uma voz é ouvida, mas não é possível ver um rosto:

—Não se aproximem, forasteiros. Meus animais não são amigáveis com estranhos.

—Ah, desculpa, não era a nossa intenção incomodar, mas estamos à procura de alguém. -Responde Lizzy.

—Identifique-se primeiro.

—Eu sou Lizzy, filha de Lyonel e Roberta.

Um homem sem camisa, usando calças rasgadas e uma máscara tribal com chifres de veado se aproxima da porta:

—Então você é a cria do leão. E o que te traz aqui, filhote?

—Eu estou à procura das Bestas Lendárias.

—Filho de peixe realmente sabe nadar. -Ri aquele homem. -É incrível como o destino da tua família está entrelaçado com aqueles seres, mas não ache que a jornada será fácil, filhote. De qualquer forma, suba as escadas e entre, podemos discutir os detalhes aqui dentro.

—Lizzy, esse cara parece meio estranho. -Sussurrou Sasesu. -Tem certeza que podemos confiar nele?

—Minha mãe disse que ele era excêntrico, mas não era perigoso. -Respondeu Lizzy.

Lizzy e Sasesu aproximam-se sem pressa. Eles sobem as escadas e adentram aquela peculiar casa. Existe apenas um cómodo não muito espaçoso, as paredes estão repletas de totens e crânios de animais, no centro há uma pequena mesa quadrada com quatro cadeiras. Três janelas espalhadas pelas paredes permitem a entrada de luz:

—Sentem-se. -Aconselha aquele ser fazendo o mesmo. -Me permitam fazer a minha introdução, eu sou Yulifer, o filho da natureza, em que posso vos ajudar?

—Eu tenho quase certeza que esse não era o nome dele... -Pensa Lizzy.

Notas finais
Finalmente Lizzy começa a fazer progressos em sua missão! O que vocês acharam? Comenta ai.