Invisible Love
2 Home Sweet Home & Who Are You?
Notas iniciais
P.O.V Ally
Neste exato momento estavamos em um táxi em direção a nossa nova casa. Dizem que essa casa é assombrada por um espírito que deseja ser libertado, mas enquanto isso ele assombra a casa. Para. Essa foi a pior história que eu já ouvi em toda a minha vida.
Chegamos na casa e caramba... Ela é linda. Corremos para dentro e todos os móveis estavam lá. Subi para o meu quarto para arrumar as coisas o mais rápido possível. Depois de arrumar tudo, descemos e começamos a jogar Just Dance.
P.O.V Austin
Elas chegaram!
E uma delas me chamou muito a atenção. Ela é pequena, seus cabelos castanhos com as pontas loiras, sua pele parece porcelana, seus olhos lindos e grandes, bem delineados, são castanhos. Ela é muito bonita.
Fico parado na sacada que tem dentro da casa, olhando elas subirem. Como eu sou invisível, elas não me veriam. Passaram correndo para o quarto como dois vultos. Resolvo descer para a cozinha, preciso de um copo de água. Escuto passos descendo as escadas, e logo depois música.
Me apoio no batente da porta e fico observando elas dançarem.
– Assim não vale Ally, você sempre ganha — disse a baixinha de cabelos pretos que me revelou o nome da linda morena.
–Não desista Trish, você consegue- disse ela calmamente. Quando de repente ela olha para onde eu estava e fica pálida. Saio correndo na tentativa de me esconder nas escadarias que ficavam na cozinha.
–Trish, eu vou ali na cozinha tomar algo e já volto -disse ela para a baixinha que dançava loucamente.
– Apareça. Eu sei que está aí. Não lhe farei mal. Saia de onde está escondido — disse a morena em um tom calmo e autoritário.
Como ela conseguia me ver? Ninguém consegue... Eu sou invisível. Será que ela é a pessoa que irá me salvar? Resolvo sair de onde estava e mostrar a ela quem eu era.
–Ué, mas você é só um garoto. O que faz em minha casa? — Perguntou ela
–Primeiramente, eu não sou só um garoto. Eu sou invisível. E tecnicamente, é você que está em minha casa. Moro aqui desde que nasci — Expliquei para ela
–Como você é invisível se eu estou e vendo?
–Apenas você consegue me ver
–Que desculpa mais esfarrapada — Disse ela revirando os olhos
–Quer fazer o teste?- Ela assentiu com a cabeça- então venha comigo-disse indo para a sala onde a amiga dela estava.
–Até que enfim né Ally?- disse ela olhando para a amiga. Ela me olhou como se dissesse "Não me provou nada". Foi aí que eu parei bem na frente dela que estava assistido Tv.
–Trish, o que está vendo?
–Juntos e Misturados, esse filme é ótimo- Ela me olhou surpresa e disse
–Amm... Eu vou colocar meu pijama e vou dormir, e já sei que você quer terminar de assistir o filme, então, não vou te atrapalhar. Beijos, Boa noite. — disse ela subindo as escadas sendo seguida por mim.
–Boa noite, Alls- Gritou Trish, a amiga da morena
A bela morena logo fechou a porta do quarto e me olhou
–O que você é?
– Bom...é uma longa história.
–Tenho tempo de sobra — disse ela se sentando em uma poltrona.
–Ok. Tudo começou quando minha mãe estava no sétimo mês da minha gestação... Minha mãe tinha uma "amiga", chamada Marie Malleville. Ela que tinha apresentado meus pais, mas a verdade é que ela sempre achou que não iria dar em nada e quando a minha mãe engravidou, ela se afastou. Ela sempre gostou do meu pai, mas ele só a via como amiga, e ela não entendia. Malleville nos deixou em paz até os meus 10 anos. Mas em uma tarde que eu brincava na rua, ela apareceu e me lançou um feitiço... No qual, ninguém poderia me ver, me tocar e nem mesmo me ouvir. E o único jeito de eu voltar ao normal é com uma lágrima derramada por uma pessoa que me ame de verdade, pelo o que eu sou. Meus pais acharam que eu tinha sido sequestrado, e entraram em depressão. Um ano e meio depois eles morreram e eu continuei aqui. Sozinho.
–Nossa... quer dizer que você é mesmo invisível? -assenti- Mas... Por que eu consigo te ver?
–Pra ser sincero, nem eu sei- digo desapontado
–Ah...Me desculpe, mas não há nada o que eu possa fazer para te ajudar — Mal sabe ela que, talvez, ela seja quem vai me salvar.
–Se você aceitar ser minha amiga, já me ajuda muito
–Mas eu nem te conheço e nem você me conhece
–Prazer, sou Austin Moon e tenho 19 anos. E você?
–Sou Ally Dawson, tenho 18 anos e vim fazer faculdade de música
–Viu, já nos conhecemos- sorrio e ela ri
–É, acho que podemos ser amigos-diz ela sorrindo
–Okay
–Okay, então...Boa noite, Amigo
–Boa noite, Amiga- digo dando uma piscadela para ela e atravesso a porta indo para o meu quarto. Deito em minha cama e fico olhando para o teto.
Nunca pensei que um dia, alguém iria aparecer e me salvar, até que você apareceu. Ally
Fale com o autor