Amu P.O.V

Introduções são introduções... então vamos lá despachar isto, né?

O meu nome é Hinamori Amu. Tenho 6 anos e meio de idade. Mas isso não é importante tendo em conta este pequeno facto conhecido sobre mim. Eu consigo ver fantasmas. Yep, ouviram-me bem. Eu consigo vê-los desde que nasci.

Eu lembro-me de que quando eu estava a ser segurada nos braços da minha mãe, eu era um daqueles bebês que não choravam muito eu era na verdade muito quieta. Mas eu continuava a olhar para cima por alguma razão, e eu vi uma pequena figura muito pálida e transparente no teto do quarto do hospital. Mas não consegui perceber se era um rapaz ou uma rapariga.

Desde então consigo sempre vê-los. Ao inicio era meio assustador, mas agora já me habituei totalmente a eles.

Até agora todos os fantasmas que eu tenho conseguido ver têem sido garotas. Não tenho ideia do porquê. Acho que é apenas algo que eu nunca vou entender. Mas o mais estranho é que, elas nunca falam comigo ou tentam me seguir para fora de casa.

Mas tenho noticias excitantes! Amanhã é vinte e quatro de Setembro! Isto significa que vou ter sete anos! O que em outras palavras quer dizer que é o meu aniversário, se ainda não percebes-te.

Os meus pais egoistas decidiram ir a um parque aquário, enquanto eu tinha que ficar em casa com a minha irmã mais nova. Isso não faz sentido, certo? A aniversariante, ou seja eu, tem que fazer de babá , enquanto os seus pais estão a divertir-se num parque aquático qualquer!

\"Mas mama, isto é tão injusto, e tu sabes que é!\" Eu disse com tristeza nos meus olhos.

\"Amu-chan, tu sabes que isso não vai funcionar comigo\" Ela falou e andou até ao frigorifico.

\"Mas é o meu aniversário!\"

\"Nós vamos ao parque aquático com vocês quando o tempo estiver melhor, ok?\" Ela respondeu.

Eu olhei para fora da janela da cozinha. Para apenas ver o céu perfeitamente azul e o sol a ofuscar-me. \'E ela pensa que vai estar melhor que isto? Que mentira mais descarada.\' eu suspirei mentalmete.

\"Por favor. Por favor! Por favoooooooooor não me façam ficar com a Ami no meu aniversário.\" Eu implorei, ajoelhando-me, e colocando os meus olhos de cachorrinho.

\"Não é um assunto aberto para discussão. Além disso, tu tens os teu pequenos amigos com quem ficar.\" Ela respondeu.

Eu suspirei pesadamente e revirei os olhos \"As entidades que eu vejo NÃO são minhas amigas. Elas nem tentam falar comigo ou sequer fazerem algo para sê-lo.\" Eu terminei de falar e olhei para a \'coisa\' atrás de mim.

O fantasma deu-me um olhar chocado, provavelmente pelo facto de ter percebido que eu conseguia vê-la. Ignorei-a depois voltando a minha atenção de novo para a minha mãe. Oh, se eu pareci mais velha do que sou, peço desculpa por isso.

A minha mãe abanou a cabeça em sinal de negação. \"Tu és nova demais para usares uma palavra como \'Entidade\', Amu.\" Ela informou-me e olhou para mim por cima do seu ombro.

Ergui uma sobrancelha e depois dei-lhe um olhar vazio. \"Tal como tu és velha de mais para lutar com o pai na cama quase todas as noites.\"

Vi uma pequena linha rosa a formar-se no seu rosto, e ela virou a cabeça novamente para o frigorifico. \"Eu merecia isso, agora vai arranjar a mesa para o jantar.\"

\"Ok.\" Suspirei e peguei em três pratos, garfos e copos da prateleira. Depois peguei na caneca e prato especiais da minha irmã que estavam na parteleira ao lado da outra. Andei até à mesa onde coloquei os utensilios normais e depois coloquei os da minha irmã na cadeira alta.

\"Já está tudo pronto mama!\" Eu gritei da sala.

\"Okay!\" Ela respondeu. \"O jantar está quase pronto!\"

\"O que é que vamos comer hoje?\" Perguntei \'Por favor que não sejam fritos, por favor que não sejam fritos.\'

\"É galinha com batatas fritas\" Ela simplesmente respondeu.

\'Raios!\'

\"Mas nós comemos isso quase todos os dias!\" Choraminguei.

\"Ninguém disse que tinhas que comer. Vai fazer algo se quiseres.\" Ela respondeu.

\"Pois, mas assim, segundo o pai, estarei a desperdiçar comida, e depois ele vai-me dar um sermão sobre como as pessoas que moram na rua matariam por comer aquilo que eu desperdiço.\" Murmurei.

\"O que é disses-te querida?\" ela perguntou.

\"Nada.\" Respondi.

\"Bom, o jantar já está pronto. Vai chamar a tua irmã e o teu pai e diz-lhes que é hora de comer.\" Ela disse, saindo da cozinha com comida nas mãos.

\"Okay.\" Eu disse e comecei a correr escada acima.

\"Não corras nas escadas ou tropeças!\" Ela informou-me.

\"Não se eu tiver cuidado.\" murmurei.

Cheguei ao topo das escadas e abri a primeira porta à esquerda. Vi o meu pai a brincar com a Ami.

\"Hoy pai, a mãe diz que é hora do jantar.\" Disse.

Ele olhou para mim e depois para a Ami. \"Vamos Ami, podemos ir comer agora!\" Ele disse, a minha irmã riu em resposta.

\"Amu o que é o jantar hoje?\" Perguntou o meu pai.

\"Fritos.\"

\"Yay!\" o meu pai respondeu e a minha irmã riu mais um pouco.

\'Qual é a de vocês e os fritos?\' Pensei enquanto descia as escadas com o meu pai e a Ami.

No dia seguinte!

\"Muito bem Amu nós voltamos hoje à noite, deixamos os numeros de emergencia no balcão da cozinha só em caso de algo acontecer.\" A minha mãe explicou.

\"Sim eu sei! Tenham uma boa viagem.\" Eu disse acenando. \"Espero bem ser paga por isto.\" murmurei.

A minha mãe estava quase a chegar ao carro quando parou. \"Querida, tenta não ficar a ver televisão o tempo todo desta vez, está bem?\"

\"Sim, sim eu não vejo.\" Respondi.

Ela entrou no carro e ouvi ele a ligar. Fui para dentro e olhei pela janela para ter a certeza que já tinham ido embora. A costa estava livre!

Corri pelas escadas até à sala de jogos. Saltei para o sofá e liguei a televisão. Corri os canais todos procurando algo para ver. Parei no canal 125 “Yes! Está a dar Bleach!” Gritei e um sorriso apareceu no meu rosto, aumentei o volume.

E então percebi que havia algo de errado. Observei o quarto e então percebi. Sem fantasmas hoje...

Sorri mais ainda voltando a minha atenção para a tv.

“Hey o que é que estás a ver?” Ouvi uma voz profunda atrás de mim.

Encolhi os ombros “Oh, é apenas um anime.” Respondi inexpressiva.

“Como se chama?” Perguntou a voz.

“Chama-se Ble- espera... A Ami ainda não consegue falar, e a voz dela não seria assim profunda...” Olhei lentamente para trás de mim.

Ali, eu vi um rapaz alto. Parecia ter os seus 10 anos. Tinha cabelos azuis, e olhos de safira. Estava a segurar um pacote de batatas, com os seus olhos colados à televisão.

“Puta merda!” Eu gritei e saltei do sofá correndo para detrás do berço da minha irmã, espreitando pelas grades dele.

“Q-Quem é-és tu?” Perguntei. O meu corpo estava a tremer um pouco pelo choque. Eu já sabia a resposta para a minha pergunta. Ele era um espirito, claro.

Ele ergueu uma sobrancelha enquanto andava na minha direção. “Pensava que tu saberias.”

“S-Sim mas... até agora, todos os fantasmas que eu tenho visto têem sido femininos.” Eu disse ainda tremendo.

Ele alcançou o berço e parou. “Talvez seja porque as raparigas estejam mais ligadas às tuas habilidades.”

Ele agachou-se e olhou diretamente para mim. “Mas tu falas comigo. Nenhuma delas sequer me dirigiu uma palavra.” Expliquei. Ele olha para mim intensamente. Como que eu fosse um livro, e ele estivesse a ler todas as minhas páginas.

“Isso é porque a maioria de nós não tem a permissão para falar.” Ele respondeu e esticou uma mão na minha direção. Olhei para ela curiosa.

Gentilmente agarrei-a e ele puxou-me para cima. Estava um pouco surpreendida. “Eu também consigo te tocar?” Perguntei. Era para ser uma afirmação mas saiu parecendo uma pergunta.

“Isso também é uma das tuas habilidades”

Ergui uma sobrancelha. “Pareces saber algumas coisas, considerando a tua idade, tens o quê, treze catorze anos?” Perguntei colocando as minhas mãos na cintura.

“Tenho catorze anos, e tu deves ter 10 ou assim?”

“Não só tenho sete anos, oficialmente hoje.” respondi orgulhosa.

Ergueu uma sobrancelha. “Não pareces ter para mim.” Ele deve a referir-se à maneira que eu falo.

Sorri “Eu sei.”

Olhei para ele, e franzi a testa \'Raios, apenas lhe chego ao peito.\'

“És alto.” salientei.

“Isso é porque sou mais alto que tu pirralha.” Ele disse inclinando-se até ficar da minha altura.

“Não me chames de pirralha!” Disse “trata-me pelo meu nome. É Hinamori Amu.”

“Ok, então, Amu-koi.” Ele riu.

“O que isso é suposto querer dizer?” Perguntei, sem saber o porquê dele se estar a rir.

“Eu digo-te daqui a uns anos.” Ele disse mostrando um sorriso.

“Né, porque é que os pais lutam na cama à noite?” Eu perguntei. Visto que ele era mais velho, senti a necessidade de perguntar, eu precisava de ter uma resposta para aquilo.

Ele desatou a rir. “N-Não à luta nenhuma naquilo, eu garanto-te. O resto ainda és nova demais para saber.” Ele acabou de rir passados alguns segundos.

“Ok” Eu disse desapontada. “De qualquer das formas, o que é que tu estás aqui a fazer?”

“Oh, o meu nome é Ikuto.” Ele ajoelhou-se num joelho, e olhou para mim intensamente. “E eu estou aqui para te proteger.”

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.