Invisible

2 O primeiro dia de aula.


Notas iniciais
Não ficou tão legal, mas eu precisava criar uma história antes de aparecer o btr e acho que essa enrolação vai continuar por uns capítulos, porque term que passar quase um ano. Mas vai ser rapidão, eu juro.

Seis e meia da manhã, o despertador tocando. "É hoje", pensei. Levantei da cama, fui até o banheiro, me despi e abri o chuveiro. Enquanto a água escorria pelo meu corpo, eu pensava no que poderia fazer para mudar minha vida. Chamar atenção, quem sabe. Sempre fui muito apagada, muito invisível e simplesmente não suportava mais viver assim.

Saí do banheiro e voltei para o meu quarto. Estava frio. Abri o armário e olhei animada para as minhas roupas. Eu até já sabia o que vestir. A ansiedade era tanta uma noite antes que eu já havia separado 3 roupas diferentes. Peguei uma calça jeans, uma blusa azul sem mangas e um casaco branco. Dei a volta na cama e abri o armário no qual os sapatos ficavam. Pensei por alguns minutos e decidi por um sneaker preto, um tênis que tem um salto dentro, já que era confortável e fofo e eu precisaria ficar horas andando pra lá e pra cá.

Desci as escadas e fui para a cozinha. Minha mãe estava lá tomando café.

—Bonita — ela disse, depois de me encarar por alguns minutos.

—Obrigada — eu respondi, um pouco envergonhada. Fazia tempo que ninguém me elogiava.

Peguei uma tigela, a caixa do meu cereal preferido — de canela -, abri a geladeira, peguei o leite e fui sentar ao lado da minha mãe no balcão.

—Quer que eu te leve na escola hoje? — ela perguntou.

—Não precisa, eu vou andando, assim já conheço um pouco mais da cidade — eu respondi. Acho que esqueci de mencionar que a escola nova era em uma cidade nova.

—Se precisar de qualquer coisa, é só me ligar. Vou ficar em casa o dia inteiro com o seu irmão, já que as aulas dele só começam amanhã.

Meu irmão é dois anos mais novo que eu, ou seja, ele tinha 15. Minha mãe não gostava de deixá-lo sozinho em casa porque, mesmo ele sendo comportadinho, ele era desastrado, não sabia cozinhar nada e -ás vezes, quase nunca- ele dava festas quando não tinha ninguém em casa.

—Tudo bem, obrigada.

Terminei de comer, subi de volta para o meu quarto e entrei no banheiro. Escovei os dentes e resolvi que, pela primeira vez em anos, eu passaria maquiagem para ir para a escola. Peguei o estojo que ficava no armário embaixo da pia, tirei o rímel, o blush e um gloss e deixei-os sobre a minha mesa do quarto.

Sentei na cadeira, me olhei no espelho e comecei a refletir sobre o que faria no meu cabelo. Amarrei todos os fios castanhos e lisos em um rabo-de-cavalo. Soltei. Deixei-os soltos. Não gostei. Dividi-os em dois e prendi um de cada lado da cabeça, bem baixo. Soltei. Fiz uma trança lateral. Gostei. "Vai ser assim. Simples e bonito", pensei. Passei o rímel, o blush e o gloss.

Ou eu ficava mesmo bonita de maquiagem, ou estava tão acostumada a me ver sem que eu ficava diferente com qualquer coisa que eu fizesse.

Levantei da cadeira e olhei o horário no meu celular. Sete e meia. "Acho melhor sair agora, pode ser que a escola não fique tão perto quanto parece", pensei. Peguei minha mochila e desci as escadas de novo.

Cheguei no andar de baixo e não vi ninguém. Peguei um papel do bloquinho que minha mãe gostava de deixar ao lado do telefone para "anotar recados" e escrevi "Fui para a escola, volto em algumas horas. Não precisam ir me buscar, vou voltar andando. Amo vocês dois, tchau".

Saí de casa e comecei a andar, tentando me lembrar do caminho que teria que fazer para chegar na escola. Passei por várias casas até ver, não muito longe, um enorme portão branco, que eu lembrava ser da escola.

Vendo dali, era bem maior do que eu pensava ser. Não parecia tão grande um dia antes. Cheguei perto da escola e passei pelo portão.

Vi o estacionamento quase vazio, com alguns carros e algumas pessoas conversando. Andei até a secretaria para perguntar sobre meu horário, e a localização de cada sala.

—Bom dia! Nova por aqui? — Uma secretária sentada atrás de um balcão, loira, alta e magra me perguntou.

—Pois é — respondi, meio sem ânimo -. Preciso pegar meu horário e, quem sabe, um mapa da escola, porque estou meio perdida por aqui...

—Toma aqui — ela disse, me estendendo um pequeno papel e um mapa.

—Obrigada — eu peguei os papéis da mão dela.

—De nada. Sua primeira aula começa em quinze minutos. Se eu fosse você, eu já iria andando.

Saí da secretaria e fui seguindo o mapa até chegar a uma sala. "Matemática", estava escrito logo acima da porta. Ótimo jeito de começar o dia.

Entrei na sala que estava quase vazia. Duas meninas conversando ao fundo e uma do outro lado da sala, sozinha, lendo um livro e mexendo numa mecha ruiva solta de seu rabo-de-cavalo.

Fui até a que estava sozinha e sentei ao seu lado na mesa.

—Oi — ela disse, animada -. Nova na escola?

—Sim, você também?

—Entrei no segundo semestre do ano passado, não conheço muito as coisas por aqui...

—Ah, entendi.

—Meu nome é Emily, e o seu? — Ela perguntou, sorrindo.

—Eu sou Jessica, mas todo mundo me chama de Jessie...

—Tudo bem, Jessie. Deixa eu ver seu horário?

Entreguei o papel pra ela.

—É igual o meu — ela quase gritou.

Fiquei em silêncio.

—Isso significa que vamos ficar juntas em todas as aulas, o dia inteiro, vamos ser grandes amigas — ela continuou.

—Sentem, parem de conversar e prestem atenção aqui — o professor chegou falando.

Viramos pra frente e, depois de algumas horas na escola, eu e Emily fomos para a minha casa.


Notas finais
Vão ter que me desculpar pelos erros, não tem ninguém pra revisar pra mim :( O final ficou uma porcaria, é que é muita coisa, eu já sei tipo, um monte de capítulo pra frente desse.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.