Notas iniciais
Desculpe se houver algum erro, tentaremos ao máximo evitar isso. É nossa primeira fanfic do Tom, esperamos que gostem. Boa leitura !!

Destraí-me com as lojas e casas ao redor, já ouvira diversas histórias sobre

Hogsmeade e os diferentes itens que você poderia encontrar ali, mas nunca havia

conhecido pessoalmente. Olhei a minha volta e percebi que os alunos que saíram

do trem tinham desaparecido, então fiquei desesperada, eu havia me perdido

deles. Encarei mais adiante pelo meu caminho, vendo o Castelo sobre o alto

morro.

— Isso é melhor do que nada...

Dei um longo suspiro e caminhei em direção a ele. Minutos mais tarde,

quando eu estava começando a ficar cansada, avistei um rapaz parado ao lado de

uma carruagem, e o mais estranho foi o animal que a puxava, um testralio. Já

ouvira falar dessa espécie antes, mas também nunca tinha visto um. Quando o

rapaz ouviu meus passos, ele se virou para me encarar, pude então notar de

relance um brilho irritadiço em seus olhos. — Srta. Blanche... Está um pouco atrasada — Riddle disse aquilo de forma

cordial, tentando não transparecer sua irritação diante do meu atraso. — Desculpe, senhor, acabei me entretendo com as lojas, nunca havia visto

um lugar como este.

Sorri apontando ao redor, ele me olhou de forma curiosa e então apontou

para a carruagem.

— Vamos, senhorita estamos atrasados. A seleção acontecerá em breve.

Concordei com a cabeça e caminhei em direção ao veículo. Riddle se

ofereceu para me ajudar a subir, porém neguei seu auxílio, subindo por conta

própria, o que fez o garoto me lançar um olhar mortal. — Desculpe, senhor, não estou acostumada com tanta cordialidade — disse com um sorriso de canto.

— Não se preocupe.

Ele sussurrou baixinho enquanto a carruagem deu um tranco e seguiu

adiante. Ficamos boa parte do trajeto em silêncio, até que Riddle me olhou

brevemente, e eu pude perceber que ele estava indeciso em dizer algo ou não.

— Sr. Riddle...

— Srta. Blanche...

Olhei-o um pouco envergonhada por termos falado ao mesmo tempo,

porém o mesmo sorriu de canto e voltou a olhar para frente. — Sinto muito pela confusão desta tarde no trem. Andrômeda pode ser

bem... territorial ou infantil quando quer.

Olhei para o mesmo, confusa. — Então são mesmo namorados? — perguntei rindo enquanto o observava

arregalar os olhos brevemente e então me encarar com uma expressão de

espanto.

— De maneira alguma — ele respondeu, com certo nojo na voz. — Andrômeda não se encaixa no meu perfil e... não estou interessado nesse tipo de

relacionamento... — continuou, sério, sem me olhar. Concordei com a cabeça,

pousando as mãos em meu colo. — Então... Por qual tipo de relacionamento o senhor se interessa? —a

pergunta saiu antes que eu tivesse tempo de pensar ou tapar a boca. Ele me olhou

com curiosidade e sorriu, desta vez mostrando uma fileira impecável de dentes

bem cuidados.

— Desculpe, não quis ser intrometida — disse rapidamente. — Gosto de relações com as quais eu possa me beneficiar — entregou com

desdém, dando de ombros. — Desculpe perguntar, mas isso não é egoísmo da sua parte? — questionei, inclinando a cabeça para o lado a fim de vê-lo melhor. Foi uma

péssima pergunta. O moreno me fuzilou com os olhos. — Talvez seja, mas evita que eu perca meu tempo com coisas sem sentido,

como esta conversa.

Ele me encarava sério, e eu podia jurar que seus olhos iam pular das orbes.

Suspirei pesadamente e voltei minha atenção para a estrada, cada vez nos

aproximávamos mais do Castelo.

Quando a carruagem parou, desci rapidamente e sem esperar que Riddle

sequer tivesse a chance de dizer algo ofensivo novamente. Adentrei o Castelo às

pressas. Eu havia visto um mapa de Hogwarts na mesa do meu pai um dia,

conhecia um pouco de sua estrutura e sabia que a seleção era feita no grande

salão, então caminhei até o local.

O ambiente estava lotado de alunos, dispostos em quatro mesas quase

iguais, tudo o que as diferenciava eram suas cores. Os alunos novos se

encontravam agora parados de frente para um tipo de palanque, onde uma mesa

acomodava os professores. No centro, um velho barbudo se encontrava sentado

conversando com uma senhora de meia idade ao seu lado. Ninguém pareceu

notar quando eu atravessei o salão rapidamente para me juntar aos outros.

Eu estava aliviada por ninguém ter me visto entrar sorrateiramente. Logo

um dos professores começou a fazer os anúncios, agradecendo a presença de

todos, dando boas vindas aos novos alunos. Falou sobre uma tal floresta proibida

e logo em seguida deu espaço para começarem a selecionar os alunos para suas

novas casas.

Quando chegou minha vez, e meu nome foi anunciado, por mais que Jacob

já tivesse sido chamado, todos os olhos da sala se voltaram para mim, o que no

mínimo me deixou um pouco desconfortável.

Assim que me sentei diante de todos e o Chapéu Seletor foi colocado sobre

minha cabeça, me senti ligeiramente desconfortável por me lembrar naquele

momento que ele via todas as nossas lembranças e pensamentos. — Ah, Sophie Blanche, tão bela quanto sua mãe, e extremamente mais

ousada. Você também pode ser bem ambiciosa e determinada, e é muito inteligente e gentil. Corvinal ou Sonserina, vejamos... Sonserina! — falou mais alto

que o normal ao anunciar minha casa, mas o barulho maior veio da mesa

destinada à Sonserina.

Todos gritaram e aplaudiram, comemorando. Então para não parecer

antipática, lhes ofereci meu melhor sorriso. De fato, talvez não fosse meu melhor

sorriso, mas mesmo assim, tentei me esforçar ao máximo.

Para meu suposto desagrado, havia apenas dois lugares vagos, um ao lado

dos três amigos irritantemente agitados de Riddle e outro a seu lado.

Optei pela segunda opção, querendo ou não, ele parecia mais sensato do

que os outros três. Soltei um longo e demorado suspiro, pensando no nosso

encontro anterior, mas segui em sua direção mesmo assim.

Quando me sentei ao seu lado, instantaneamente me senti desconfortável

com os olhares dos amigos dele. Por Merlin, por quê? Por que homens têm que

ver malícia em tudo? — Desculpe ter sido inconveniente antes — sussurrei para ele. Como

estávamos bem próximos, ele me fitou de perto e assentiu, mas não disse nada.

Quem falou no seu lugar foi um de seus amigos, Abraxas Malfoy, se não estava

enganada. — Mas me diga, Blanche, o que a traz a nossa querida e humilde escola?

— falou com ironia e ar sarcástico.

Então, para surpresa de todos, além de estar sendo sincera, eu consegui

respondê-lo no mesmo nível, mas sem o sarcasmo e a ironia, eu apenas fui

cordial, como sempre fui ensinada a ser. — Fui selecionada para um intercâmbio, por ser a melhor aluna, sempre

tive o melhor desempenho de toda Beauxbatons. Não por exigência de meus pais,

claro, eles sabem de minha capacidade. Foi por exigência própria, nunca gostei de

ser a segunda em absolutamente nada!

Eles me encararam boquiabertos, aparentemente, meu tom franco e um

tanto esnobe os surpreendeu. Então olharam para Riddle, sem entender muito

bem o que eu havia acabado de falar. — Então a senhorita não gosta de segundo lugar, Srta. Blanche?

—perguntou ele com certo desdém na voz, aparentemente não gostando de saber

que eu poderia me empenhar demais em alguma atividade ao ponto de superar

qualquer pessoa. — Não, não gosto nem um pouco! — falei sem nem um pingo de insensatez

na voz, não tinha por que mentir e nem nunca fora de fazer aquilo com muita

frequência.

Ele pareceu surpreso com meu jeito decidido e, pelo seu rosto, tomou

aquilo como um suposto desafio. — Bem vinda à Hogwarts, Srta. Blanche! — Ele ergueu seu copo de suco

de abóbora alguns centímetros da mesa, insinuando um brinde.

Eu simplesmente sorri e lhe ofereci um cumprimento com a cabeça.

Horas mais tarde, Riddle se levantou e nos guiou por uma série de

corredores até chegarmos às masmorras, onde de acordo com ele, era a comunal

da Sonserina.

A primeira sala que vimos ao entrar era um belíssimo cômodo de mármore,

com colunas do mesmo material, sofás de couro preto, mais ao fundo uma lareira,

mesas de estudo e poltronas espalhadas. Os móveis da mais pura qualidade, tudo

combinando perfeitamente nas cores preto, prata e verde.

Como o dormitório feminino ficava à direita, segui para lá, subi as escadas e

agradeci por minhas coisas estarem em cima da minha cama.

Peguei uma muda de roupas e segui apressada para o banheiro, onde

tomei um banho quente, porém rápido.

Troquei-me e organizei como pude minhas coisas. Deitei-me, e logo Orion

apareceu, se deitando ao meu lado. Peguei no sono ouvindo seu ronronar e

acariciando seus macios pelos negros.

Notas finais
Gostaram? Provavelmente os capítulos fiquem um pouco mais longos com o tempo. Tentaremos postar o mais rápido possível. Obrigada a quem já está acompanhando ♡ Até a próxima ;) (Tentaremos postar o próximo o mais rápido possível)