Invincible
4 Terceiro Capitulo
Notas iniciais
Após algumas análises, Francis decidiu que a sua melhor opção para conhecer as princesas — que seu pai sugerirá como de grande contribuição para o reino — seria no banquete que deveria ser servido essa noite. Como já se imaginava Francis pediu ao Bash para procurar por sua mãe, Caterina de’ Médici, para uma conversa.
Ao sair apresado do salão, Francis se depara com Mary olhando pela sacada, “devo ir falar com ela, me desculpar ou fingir que nem a vi?”, pensou, no entanto Mary se vira e o avista. Indo na sua direção à rainha da Escócia para fazendo uma reverencia simples, porém bem coordenada.
– Vossa Majestade. — Disse curvando-se.
– Que honra me deparar com a senhorita, Vossa Alteza. – Curvando-se também Francis beija de leve sua mão. – Me acompanharia até a cozinha para pegarmos algumas coisas para que eu possa comer? Sinto informar, mas ainda não me alimentei.
– Claro, não tem problema algum. Eu que estou atrapalhando...
– Não está atrapalhando, é a minha obrigação depois do ocorrido ontem – Lembrou Francis. – Eu te devo uma explicação e uma forma de te compensar por ter te abandonado durante nossa dança.
–Não tem problema, não necessita de pedidos de desculpas. – Meio sem jeito Mary começa a brincar com o anel de posse de seu país contendo o símbolo de sua família.
Os dois andaram juntos e em silencio até a cozinha. Ao chegarem à em frente à porta, Mary tenta se despedir, mas é impedida pelo príncipe que a convida para acompanha-lo em um piquenique.
– Não deveria aceitar, é injusto para com as outras garotas, fomos informadas logo que chegamos aqui, que nesses três dias só poderíamos falar com você por meio de jantares e bailes proporcionados graças as comemoração da sua maior idade.
– Não pense assim minha querida. — “Minha querida”, pensou Francis nunca se sentiu tão verdadeiro ao chamar qualquer outra donzela de querida. – Fui injusto com você ao te abandonar ontem no baile sem ao menos um conversa apropriada. Até porque, como sabe, terei que conversar com pelo menos 20 garotas até o banquete de hoje.
Meditando sobre o que dizer, Mary continuou seu passeio com Francis pelos arredores do palácio. Lembrava-se das vezes que vinha até aqui com sua mãe. Sua mãe, a mandará para um convento para ser protegida dos Ingleses. Com a descoberta de seu esconderijo, ser uma das selecionadas pelo príncipe e pela França a traria a segurança necessária e talvez o casamento lhe trouxesse a aliança perfeita para lutar contra uma provável disputa de território com sua vizinha, Inglaterra.
– Mary? Vou me sentar aqui. Gostaria de me fazer companhia?
– Claro, sem nenhum problema, mas como disse, acho injusto perante as outras, não acha? – Tentou ao máximo afastar seus pensamentos. As lembranças das brincadeiras com Francis e Bash, as preocupações com possíveis invasões e a sua necessidade de achar um aliado que dominaram seus pensamentos de tal forma que Mary demorou alguns minutos para perceber Francis a chamava. — Desculpe-me, poderia repetir?
– Eu estava mais uma vez dizendo que você não está sendo injusta com mais nenhuma participante. Mudando de assunto, lembra-se da época que éramos apenas crianças? Você mudou muito de lá para cá, ouso dizer que as pernas finas se foram, não é? – Francis disse sorrindo maliciosamente no mesmo instante que ia esticando a mão para delicadamente subir a saia de sua bela acompanhante. Constrangida Mary corou e o impediu de seguir seus pensamentos levantando-se rapidamente.
“Porque o toque dele pareceu tão certo? Não era certo gostar de tais atos, não é?” Tentando afastar tais pensamentos Mary correu até um lago o qual os dois brincavam quando tinha aproximadamente uns oito anos de idade. Não percebendo a proximidade de Francis que corria em sua direção, Mary se deixou cair em lágrimas. Ao ver Mary ajoelhada próxima ao rio, Francis se conteve em ir mais de vagar, se aproximando o mais suave possível, a abraçou, nesse instante percebeu que ela chorava. Tentando acalma-la ele começou a fazer-lhe carinho nas suas costas e em seu cabelo, cabelo castanho escuro e brilhante o qual exalava um leve cheiro de rosas.
A necessidade do toque crescia e em certo instante Francis percebeu que precisava de Mary em seus braços. Seu membro masculino já mostrava sinais de fraqueza evidenciando o fato de que Mary o atraia. “Quem diria? A Mary de pernas finas se tornará essa Mary. Mary, Mary, minha querida, MINHA Mary.” Não sabia o que significava, mas se sentia atraído pelo cheiro da criatura frágil e chorosa em seus braços.
– Mary? Você está bem, meu bem? O que aconteceu querida? O que eu fiz? Eu te ofendi? – Não imaginava o motivo, mas Francis se pegou questionando a moça. Ele sentiu de certa forma uma vontade, um desejo de fazer aquela garota que naquele instante chorava na garota mais feliz do mundo. Não entendia o porquê mas sentia vontade de protege-la, de certa forma. – Olhe para mim meu bem, por favor, fale comigo. – Pegando delicadamente em seu rosto e o virando para coloca-la olhando-o, Francis não se segurou e no segundo seguinte os dois se beijaram.
Foi o primeiro beijo de Mary, um beijo que a ajudou a entender seus sentimentos. Não tinha percebido, mas, sempre fora apaixonada por Francis e aquele beijo mostrava-lhe esse sentimento de puro desejo. Francis sentiu a insegurança de Mary e o sentimento que trasbordava em cada carinha feita por ela durante o beijo.
Depois do que pareceu uma eternidade, Francis se viu deitado encima de Mary, beijando-a além de sua boca, com o seu membro completamente ereto e transbordando de desejo a cada toque, a cada caricia e antes que fosse mais longe e saciasse o seu desejo evidente por Mary, ela se afasta ofegante mostrando-se despenteada e com o vestido torto.
– Desculpe-me vossa majestade, devo me retirar no momento. – Se arrumando Mary sai traçando em seu rosto um esboço de sorriso. “Não, eu não deveria estar sorrindo, mas porque eu estou? Porque eu gostei? Porque aquilo pareceu tão certo?” Com esses pensamentos na cabeça Mary foi de encontro ao seu quarto encontrar suas damas de companhia. De uma coisa ela tinha certeza, precisava da ajuda das amigas.
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