Invincible

7 Sexto Capitulo.


Notas iniciais
No capitulo de hoje eu procurei trazer mais emoção hahaha, espero que gostem. Boa leitura!

Era uma manhã fria de janeiro. Mary acordou com as batidas frenéticas das rajadas de vento em sua janela, seu quarto estava mais gelado que o normal. Devia ser cinco horas da manhã e Mary sabia muito bem que ninguém deveria estar acordado, tirando alguns poucos empregados que estavam nos estábulos preparando o café da manhã da corte.

O vento uivava ao lado de fora de seu quarto frio e escuro. Apressou-se em acender a lareira, e ao terminar sentiu uma estranha sensação, ela se sentia observada. Dando as costas para o fogo, Mary voltou para a sua cama. O sussurro do vento parecia estar dentro de seu quarto e não fora, o sussurro parecia chamar o seu nome de maneira muito simples e baixa, “Maryyy...”. Sentia-se assustada, seus ossos pareciam gelados, “Estou sendo idiota, criando um medo que não existe. Volte a dormir Mary, o seu quarto logo vai ficar quente novamente.”, pensou consigo mesma.

Virando de um lado para o outro se sentiu idiota ao ter medo, “É só o vento!”. As batidas da janela cresciam cada vez mais, as coisas em sua penteadeira pareciam ter aderido o movimento do vento ao lado de fora e de certa forma ela passo a acreditar que algo errado estava acontecendo. “Maryyyyy, cuuuidaadooo” o chamado parecia mais urgente, parecia alguém sussurrando em seu ouvido, sentia-se louca, resolveu se abrigar dentro de suas cobertas. “Sim, devo estar ficando louca.”, o sussurro pareceu um grito falho em seu ouvindo. Assustada virou-se em direção ao chamado, ela não sabia se era a sua cabeça sonolenta, seu medo ou até a sua imaginação, mas ela conseguiu enxergar de certa forma a imagem de uma moça, usava um vestido rasgado, parecia ter cabelos negros. Em um piscar de olhos a moça sumiu da sua frente.

Francis se preparava para sair com mais uma moça, já estava exausto de conversar com pessoas fiteis e sem graça, ou sem senso de humor e muitas vezes tímidas de mais. Não se passavam das 11 horas da manhã quando ele teve seu encontro com Úrsula. Imaginou-se de certa forma estando com Mary.

– Olá Úrsula. É um prazer vê-la. Dormiu bem?

– Olá Delfim da França. Dormi confortavelmente bem. É agradável passar o inverno por aqui, é menos gelado, me sinto no outono. – Rindo com delicadeza completou. – E você vossa graça?

Sorrindo, Francis percebeu que ela o levava para o lado oposto ao jardim, sentia-se aliviado de estar longe de não ter que ir lá mais uma vez. A conversa ia bem, os dois dirigiam-se em direção ao lago, o lugar era longe do castelo e normalmente poucas pessoas iam até lá no inverno. A neve dos dias anteriores estava sobre os seus pés. Francis não havia percebido, mas Úrsula trazia com sigo cobertores e uma cesta com algo que ele imaginou ser comida.

– Eu gostaria de fazer algo diferente, vossa graça. Estou de certa forma acostumada com o frio e o que ajuda é beber vodcka. Não sei se você conhece, mas eu trouxe uma garrafa para que possa dividir comigo, além de algumas frutas.

Após alguns copos Úrsula encontrava se encima de Francis, a garrafa da bebida estava quase no fim e o frio entre os dois parecia diminuir. Francis sentia-se quente, mesmo sem roupas, só por ter Úrsula em seu colo, sentia-se mais acalorado a cada beijo dado por ela e a cada caricia recebida. Não sabia o que estava sentindo, mas tinha a certeza de que o frio passará.

Francis e a Filha do Czar Russo estavam deitados um ao lado do outro quando Bash chegou correndo.

– Francis, seu pai o solicita, faz mais de uma hora que você sumiu e precisa encontrar-se com mais 10 moças antes do baile.

Acordando como em um pulo Francis se apressou em sair deixando Úrsula aos cuidados de Bash.

– Senhorita, poderia acordar por fav...

– CADE O DELFIM DA FRANÇA? QUEM É VOCÊ AFINAL? VOU GRITAR SE FIZER ALGO COMIGO! – Gritando, Úrsula começou a bater em Bash. Parando no instante em que ele lembrou-a quem era.

– Oh, me desculpe, Bash, eu acho que estou um pouco alterada, o bebida que apresentei ao seu futuro rei causa alguns efeitos colaterais nada graves. – envergonhada começou a rir. – Agora eu me lembro de você, eu acho que já conversamos ou algo do gênero.

“Ela é agradável, se não fossem pelos olhos e pelas roupas eu com toda a certeza a confundiria com Mary.” Os seus pensamentos sumiram quando Mary apareceu em sua frente acompanhando Francis ao passei destinado aos dois. Úrsula ainda conversava animadamente com ele quando Francis veio em sua direção.

– Bash, Mary me disse que hoje antes do anoitecer acontecerá algo muito estranho. Uma moça entrou em seu quarto e a mandou ter cuidado. Inicialmente Mary imaginou ser um sonho, mas quando acordou percebeu a sua lareira em brasas do fogo que ela provavelmente reacendeu ao ser acordada. Preciso que você aumente a segurança no dentro e fora do castelo. – Sussurrando continuou. – Tente ser discreto, não pretendo fazer a corte saber do ocorrido, eles iriam pedir explicações que não existem.

Ao terminar de falar Francis segurou delicadamente o baço de Mary conduzindo-a até o bosque perto do lago, onde se encontrara com Úrsula minutos atrás, dando uma piscadela para a filha do Czar Russo antes de sair.

Mary e Francis adentraram no bosque. Segundo ele, existia uma campina no meio daquelas árvores que continham flores extremamente bonitas e cheirosas. Em alguns minutos de caminhada eles chegaram ao local, Francis estendeu uma colcha onde ambos se sentaram para conversa.

– Rainha Mary. Lembra-se dessa campina?

– Não, deveria?

– A gente costumava a brincar por aqui quando você vinha nos ver. Você deve não estar reconhecendo pelo fato de não estar com inúmeras flores de papoulas e por não haver muito sol, no entanto eu me lembro de nós dois correndo por aqui em quanto brincávamos de esconde-esconde.

– Minha nossa, você está certo! Eu me lembro. – Levantando, Mary se dirigiu a uma das árvores. Sorrindo ela voltou a dizer. – Qual era a nossa árvore mesmo?

– Aquela. – Apontando em direção a uma árvore, levantou-se e seguiu em direção a Mary. – Venha é essa aqui. – Chegando até uma árvore, uma que parecia conter mais musgos e liquens que as outras, Mary começou a limpar seu tronco mostrando por fim as iniciais dos dois, entalhadas, na madeira úmida, desgastada pelo tempo.

– Oh Francis, como você se lembra de que é essa tão facilmente em meio a tantas outras? – Sorrindo Mary vira para Francis, o qual pega-a pela cintura e começa a beijar o seu pescoço. Antes de soltar um murmúrio misto de prazer e desejo, ele fala.

– A pedra onde costumávamos a nos sentar, ela está coberta de musgo, também, mas ela ainda continua aqui.

Sentando na pedra em que acabará de mencionar, Francis faz com que Mary sente em seu colo e deixa levar pelo desejo de tê-la. Não se lembrava de há quanto tempo se sentia tão vivo, mas diferente do calor sentindo horas antes graças à vodcka dada por Úrsula, Francis realmente sentia o calor crescer a cada beijo dado em Mary.

Pegando-a pelo colo, deito-a na manta que trouxera consigo levando seus beijos dos lábios para seu pescoço e colo. Seu desejo em tê-la era tão grande que em alguns momentos sentiu as mãos macias, porem com alguns calos, devido às cavalgadas e caças constantes, de Francis por entre as suas pernas. Nem ela nem ele estavam mais em consciência plena quando um grito foi ouvido no meio do bosque em que estavam, era um grito desesperado de socorro, o qual a cada pedido parecia mais fraco.

Levantando, Francis murmurando, com raiva crescente em seus olhos disse.

– Mary, por favor, fique aqui, vou ver o que aconteceu. Se você ouvir alguma coisa siga daquela pedra até a outra por meio do bosque. – Levando-a até a “entrada” onde se encontrava a árvore entalhada com suas iniciais e promessas de amor eterno. – Está vendo aquela outra pedra ali? – Apontou mais para o meio do bosque. – Essa é a “trilha” que você precisa seguir caso escute algo, ok? Eu já volto.

Alguns minutos se passavam e Francis ainda não havia retornado. Pegando o caminho de volta para o castelo algo pousou em sua mão. Uma gosta vermelha e quente, algo similar a sangue. Olhando para cima ela conseguiu ver, um corpo, um homem estava pendurado de cabeça para baixo, sua garganta apresentava-se cortada e seu sangue escorria. Assustada, correu o mais rápido possível em direção à saída do bosque. Quando pode avistar o castelo Mary deixou o susto e a adrenalina a consumirem de certa forma que ao chegar no fim da floresta, ela caiu chorando de medo.

Notas finais
E então, o que estão achando da fanfic, estão gostando? Gostaram do capitulo? Aceito sugestões e criticas!