Notas iniciais
Essa fic foi feita exclusivamente para o Desafio SALIGIA do QGDramione e foi postada originalmente no Spirit.
O pecado que rege essa fic é a Inveja e sua cor é verde.
Espero que gostem minhas lindas. ♥

Capa feita pelos lindos @ClarisseGarret(Perfil do Spirit) e Alex Fernandes. Obrigada Miri pela edição maravilhosa e Alex pelo recolor. ♥

Inveja é o desejo de possuir um bem que pertence ao outro. É um sentimento de inferioridade e de desgosto diante da felicidade do outro. É um sentimento de cobiça da riqueza, do brilho e da prosperidade alheia.

A inveja é o desejo constante que algumas pessoas sentem ao almejar a todo custo as conquistas da vida alheia, é desejar o que o outro possui ou realiza.

A inveja está intimamente ligada ao ciúme, no momento que produz desgosto ou tormento ao indivíduo que almeja possuir algo que pertence a outro indivíduo.

Essa é basicamente a definição de tudo o que me moveu até aqui.

Bom, não tudo exatamente, talvez quando eu era mais novo, mas depois mais especificamente a parte do ciúme.

Desde a adolescência eu tive inveja das pessoas. É estranho admitir isso, mas é a mais pura verdade. Ninguém pensaria que eu teria motivos para ter inveja de alguém, eu era — e ainda sou — inteligentíssimo, atraente e rico.

Mas apesar disso, eu não tinha as coisas que eu mais queria naquela época. Eu era inteligente, mas não o mais inteligente. Eu era atraente, mas as garotas só queriam o menino-que-sobreviveu. E por mais rico que eu fosse, eu não tinha como comprar o que eu mais desejava.

Eu tinha inveja de Hermione Granger por roubar meu brilho tirando notas pouco melhores que as minhas, tinha inveja de Harry Potter por ser o centro das atenções, e pasmem, tinha inveja até de Ronald Weasley. Ele podia ser pobre, mas tinha uma família feliz, coisa que a minha não era e duvido até que um dia tenha sido.

Lúcio e Narcisa se respeitavam e eram unidos, mas não havia amor ali. Eles me amavam é claro, mas não havia nada sentimental entre eles.

Eu infernizava a vida do trio de ouro porque eles tinham tudo o que eu não podia ter e isso me deixava louco de inveja.

Conforme os anos foram passando esse sentimento foi crescendo e virou algo que eu não conseguia controlar. A pior parte foi quando percebi que meu ciúme com relação a Granger era mais do que inveja por suas boas notas e inteligência.

O baile de inverno do quarto ano, quando estávamos sediando o Torneio Tribruxo, foi o dia em que percebi que estava apaixonado por ela. Quando a vi nos braços de Vitor Krum meu sangue ferveu. Ela estava maravilhosa naquele vestido azul, e era ele que estava com ela, a garota mais bonita do castelo. Eu já tinha reparado nela antes, mas sempre achei que faltava alguma coisa. Ela vivia com aqueles cabelos desgrenhados, com a cara enfiada nos livros e quando não estava com o uniforme, usava umas roupas que não destacavam em nada o seu corpo. Mas naquela noite, naquela noite ela estava simplesmente deslumbrante.

Eu mal consegui conter o ciúme. Ela deveria estar comigo e não com aquele maldito búlgaro que mal conseguia pronunciar seu nome. A pior parte é que nem mesmo o fato de ela ser uma sangue-ruim conseguiu me fazer recobrar a consciência. Eu queria Hermione Granger e ela tinha que ser minha.

O problema é que ela me odiava e nossos caminhos estavam fadados a seguirem rumos diferentes. Eu tinha inveja do fato de que eles podiam ter uma escolha. Eu não tinha nenhuma, meu lado na guerra já havia sido definido.

Tomamos caminhos diferentes, nossas histórias nunca se cruzando e minha inveja e ciúme só aumentavam. Inveja do Potter por ter a coragem que eu nunca tive de enfrentar o Lord das Trevas. Inveja do Weasley que mesmo sendo idiota demais para perceber, tinha o amor daquela que era o objeto do meu ciúme. Inveja da Granger por conseguir ter uma família feliz apesar de tudo. Pelo menos era o que eu achava.

Ela brigou muito para abrir a cabeça daquele desgraçado do Cenoura e fazer ele perceber que ela gostava dele. No fim das contas eles se casaram.

Meu sangue ferveu de ciúmes com a notícia.

Três anos após a guerra eu me casei com Astória porque não queria ficar sozinho, tínhamos respeito um pelo outro e nós nos entendíamos bem. Eu me vi tendo a mesma vida dos meus pais. E definitivamente eu não queria aquilo para mim.

Seis anos depois da guerra meu casamento era uma fachada e eu estava infeliz. A inveja me consumia cada vez que eu via alguma notícia sobre como o trio de ouro era bem sucedido e feliz. Passei a beber mais do que o normal e comecei a fumar. Vivia sentado em bares, fugindo da esposa que me esperava em casa e desejando que ela fosse a morena que tirava meu sossego.

Eu sei que fiz muita merda na vida, mas eu não tive lá muita escolha sobre isso. Mas eu não tinha o direito de ser feliz? Eu estava pagando muito caro pelas minhas escolhas.

Decidi que não sentiria mais inveja, que me contentaria com a vida que eu tinha e tentaria ser feliz na medida do possível.

Mas eu sou um Malfoy, eu não me contento com menos do que me é devido. Então obviamente eu consegui deixar as outras coisas pra lá, mas o ciúme que eu sentia pela Granger não morreu. Era algo mais forte do que eu, algo me puxava pra ela e eu não sabia o quê. Talvez fosse porque ela é meu extremo oposto, ela em sua infinita generosidade sempre foi altruísta demais. Tentando ajudar todos, se sacrificando sempre por aqueles amigos idiotas, sempre tentando salvar o mundo.

Isso era outra coisa que me doía.

Eu não pude salvá-la da tia Bella.

Eu fiquei apenas olhando enquanto ela era torturada, sem me mover nem fazer nada para ajudar. Eu era um covarde naquela época. A única coisa que eu sabia era que eu adorava aquela mulher e vê-la naquele estado sem poder fazer nada, me quebrou por dentro.

Eu passei muito tempo tentando entender o que eu sentia pela Granger. Era um sentimento de posse, algo mais forte do que a minha vontade. Eu não me atrevia a chamar de amor porque eu não fazia ideia do que era amar, mas essa era a única palavra que conseguia descrever o sentimento que me afligia.

Eu achava que minha vida seria essa eterna agonia, essa eterna raiva, essa eterna decepção. Até o dia que entrei em um bar e tive uma das maiores surpresas da minha vida.

Era um dia normal para mim, uma sexta-feira monótona depois de sair do trabalho e ir correndo para o bar fugindo de minha esposa e da minha vida. Eu tinha decidido pedir o divórcio. Eu imaginava que Astória iria tentar me convencer do contrário, mas sem muita relutância. Mesmo assim não era algo fácil e eu precisava de coragem. Tinha ido ao bar mas não pretendia demorar lá.

Quando entrei não dei muita atenção as pessoas que estavam espalhadas nas mesas, fui direto ao balcão e pedi uma dose de Whisky de Fogo que eu virei em apenas um gole. Ouvi um som de desaprovação assim que coloquei o copo no balcão e pedi uma nova dose. O som tinha vindo de uma mesa escondida em um canto próximo, onde uma mulher loira estava sentada. Ela era bonita, tinha um corpo cheio de curvas e estava bem arrumada, mas o que me chamou a atenção foram seus olhos, castanhos de um tom igual aos olhos de Hermione.

Eu tinha esse mal costume de procurar Hermione em todas as mulheres que eu encontrava. Os cabelos, a boca, os olhos, o jeito... Mas nenhuma delas era a minha morena. Sim, minha, eu não tinha direito nenhum sobre ela e ainda assim eu não conseguia deixar de lado o maldito sentimento de posse e a vontade de fazer com que um dia ela fosse realmente e verdadeiramente minha.

Olhei com mais atenção para a mulher no canto, em sua mesa também estava um copo com uma dose de whisky. Peguei o meu assim que o bartender terminou de me servir e me dirigi até a mesa daquela estranha. Algo me fazia querer ir lá, talvez por ela ter me repreendido, mas eu precisava ir até ela.

— Eu acho que devo estar enganado, mas aquele som de reprovação pareceu ser para mim.

— Não foi nenhum engano. – a voz dela me era familiar, mas eu tinha absoluta certeza de que nunca a tinha visto antes.

— Ah não? Me perdoe mas eu falhei em descobrir onde é da sua conta a maneira como eu bebo.

— Não é. Mas vamos combinar que alguém que já chega em um bar virando seu copo tem problemas, e encher a cara não vai resolvê-los. – seu rosto tinha um sorriso debochado digno de um Malfoy.

Ela me intrigava. Eu sentia que realmente a conhecia e não tinha ideia de onde.

— Está esperando companhia ou eu posso me sentar?

— Fique à vontade. – disse fazendo sinal para que eu tomasse o lugar ao seu lado – Vai ser bom ter companhia para beber.

— Interessante. Acho que não sou só eu que quero esquecer meus problemas com bebida então. – me sentei colocando meu copo na mesa.

— Tem razão. Mas falemos de assuntos mais agradáveis. Afinal se o objetivo é esquecer os problemas nós podemos com certeza entreter um ao outro.

Conversar com ela foi fácil. Começamos falando de amenidades e depois o papo foi evoluindo naturalmente. Falamos dos tempos de escola, o que me deixou surpreso quando ela disse ter frequentado Hogwarts pois eu não conseguia me lembrar de ter visto alguém como ela por lá. Falamos sobre todas as dificuldades daquela época e então entramos no assunto da guerra. Ela percebeu minha tensão quando tocamos nesse assunto e logo trocou de tópico.

Falamos de trabalho, de amizades e até de quadribol e eu me vi gostando de conversar com aquela completa estranha. Era simples, fácil e ela me chamava a atenção.

Depois de um bom tempo nós estávamos já meio altos e rindo de qualquer coisa. Ela começou a se insinuar e eu pela primeira vez senti vontade de trair minha “esposa”. Eu sabia que ela também era casada, tinha visto a aliança em seu dedo, e o fato de ela estar dando em cima de mim tanto quanto eu dava em cima dela mostrava que o casamento dela também não era uma maravilha.

Ela pediu licença para usar a toalete e eu aproveitei para pegar mais duas doses de whisky para nós dois. Eu me sentia vivo e alegre conversando com ela, e isso era algo que eu não sentia havia muito tempo. Eu não tinha perdido o sentimento de que a conhecia de algum lugar, mas como ela disse ter ido pra Hogwarts eu achava que esse era o motivo. Ainda assim algo me incomodava. Eu queria aquela mulher, eu queria estar com ela, queria que ela quisesse ficar comigo e eu só havia sentido algo parecido por Hermione.

Talvez aquele fosse um sinal da vida me dizendo que eu podia aproveitar, que eu podia sentir ao menos um pouco de felicidade e que eu não precisava da Granger para isso. Decidi ver no que ia dar e assim que ela voltou pra mesa eu a convidei para sair do bar.

— Então, o que você acha de a gente sair daqui? Dar uma volta talvez, pegar um ar.

— Já é madrugada e eu realmente preciso ir. – ela deixou a cabeça pender para um lado e me deu um imenso sorriso – Eu realmente adorei nossa conversa. Não imaginei que você fosse ser tão agradável.

— Não entendi. O que você esperava? – perguntei.

— Você é Draco Malfoy. Ninguém que conheça sua história imagina que você pode ser alguém agradável.

Aquilo me pegou completamente de surpresa. Nós não havíamos nos apresentado e eu sei que sou reconhecível mas em momento nenhum ela tinha dado a entender que sabia quem eu era. Engoli em seco.

— Eu mudei muito – falei com sinceridade – A guerra faz essas coisas, mas no fundo eu ainda sou o mesmo Draco de antes, só sou menos intolerante e idiota.

— E isso é bom. – ela colocou a mão em meu rosto – Você é uma boa pessoa Malfoy, eu sempre soube disso. Só não teve escolhas na vida.

Depois de dizer isso ela me deu um beijo no rosto e foi embora. Eu fiquei tão sem reação diante daquelas palavras que tive que me sentar e tentar entender. Eu nem ao menos havia perguntado o nome dela. E como ela podia falar as coisas daquele jeito e sair fora? Em uma conversa qualquer de uma noite qualquer ela tinha visto mais em mim do que qualquer outra pessoa.

Voltei para casa e não consegui dormir. Passei o resto da noite lembrando da conversa com aquela mulher misteriosa e tentando entender como ela sabia tanto sobre mim. Porque eu sentia que ela era familiar? Porque ela tinha ido embora? Porque ela tinha flertado comigo daquele jeito? E porque diabos ela tinha conseguido mexer comigo dessa maneira?

Quando dei por mim estava amanhecendo e Astória estava entrando na biblioteca com cara de quem estava chateda.

— Draco, eu sei que você tem o costume de viver em bares e chegar tarde da noite, mas pelo menos você vem pra cama quando chega. O que é que está acontecendo?

— Astória, por favor... Meu humor não está dos melhores e eu não quero brigar.

— Nós nunca brigamos. O que foi que aconteceu?

— Não aconteceu nada Ast. Só preciso pensar.

— Olha Draco. Eu preciso conversar com você. Você nunca passa muito tempo em casa e sempre chega tarde porque vive bebendo. Nosso casamento...

Antes que ela continuasse a falar eu a interrompi.

— Não existe. Nosso casamento é uma farsa. Nós não nos amamos e eu fui um idiota de meter você em algo desse tipo.

— Draco... – ela se aproximou para colocar a mão em meu ombro – Olha, é justamente sobre isso que eu queria conversar. Não pense que eu estava tentando lhe repreender, eu só estava... – ela deu um suspiro pesado – Como você disse, nosso casamento não existe e como não tem uma maneira certa de falar sobre isso...

— O que foi?

— Eu quero o divórcio, Draco.

— Isso é sério?

Eu realmente não estava esperando que ela dissesse isso. Eu queria o divórcio é claro, mas eu nunca achei que Astória teria essa ideia.

— É sério.

— Olha Ast, eu ia falar sobre a mesma coisa com você. Esse casamento está fadado ao fracasso, nós estamos nos enganando e não merecemos isso. Você merece ser feliz. – peguei a mão dela entre as minhas.

— Você também. Eu pensei muito antes de vir falar com você sobre isso e para falar a verdade você também não facilita. Nunca está em casa.

— Eu sei. Me desculpe por isso. – dei um beijo leve no dorso da mão que eu segurava, soltando logo em seguida.

— Eu sei que você ama outra mulher Draco, e eu posso não saber quem ela é, mas sei que você nunca vai ser feliz comigo. Eu me apaixonei por outra pessoa também. É injusto com nós dois continuar nessa situação.

Naquela mesma tarde nós demos entrada no divórcio e Astória voltou pra casa dos pais. Eu estava sozinho na mansão e não conseguia parar de pensar em toda a minha vida. Meus pensamentos indo e voltando entre a Granger e a estranha misteriosa do bar. Aquela mulher havia me dito algo que tinha acabado por alimentar minhas esperanças.

Você é uma boa pessoa Malfoy.

Será que eu era capaz de mostrar isso pra Hermione? Ela era casada e parecia feliz e tudo mais, mas eu continuaria sendo um covarde se não tentasse. Quem sabe assim, quando ela me dissesse não esse sentimento fosse embora.

Senti vontade de encontrar a mulher misteriosa de novo. Precisava agradecer a ela por me dar coragem de ir atrás do que eu realmente queria. Naquela noite eu voltei ao bar na esperança de que ela estivesse lá.

**

Quando cheguei o bar estava cheio, mas a mesa onde nós estávamos sentados na noite anterior estava desocupada. Pedi meu whisky e fui me sentar, esperando que ela aparecesse. Mais de uma hora havia se passado e eu já estava desistindo quando vi uma figura conhecida entrando no bar.

Meu queixo foi ao chão de tão surpreso que fiquei ao ver Hermione Granger passando pela porta. Ela esquadrinhou o bar e parou quando me viu. Eu rapidamente me recompus e peguei meu copo tomando tudo em um só gole.

O que diabos ela está fazendo aqui?

Encarei o copo e comecei a travar uma batalha interna. Eu não sabia o que ela estava fazendo lá, mas parecia a oportunidade que eu queria. Mas como demônios eu ia fazer para falar com ela?

— Eu posso sentar? As outras mesas estão ocupadas.

Desviei o olhar do meu copo completamente nervoso. Eu sabia de quem era aquela voz, e quando a vi parada me encarando com um sorriso meu coração quase parou.

— Claro Granger.

Não consegui olhar para ela. Tentei controlar a minha voz para que ela não soasse tão nervosa quanto eu estava.

— Tudo bem com você Draco?

Draco? Draco!? Hermione Granger me chamando pelo nome? Não de Malfoy, ou doninha, ou asqueroso ou qualquer outro nome que não me insultasse?

Pigarreei. Controle-se Draco, você não é mais um garoto.

— Levando. O que te traz aqui Hermione? – ora, se ela podia usar meu nome eu também podia usar o dela.

Ela ficou em silêncio e então eu levantei o olhar para encará-la. Ela parecia desconfortável com a pergunta.

— Deixa pra lá. Não precisa responder.

— Não... É que. Bom, eu precisava relaxar um pouco.

— Hermione Granger relaxando? Essa é nova para mim.

— Para mim também.

Um silêncio constrangedor se instalou e nós começamos a nos encarar. Eu não conseguia desviar e ela sustentava meu olhar. Eu estava prestes a fazer um comentário quando o bartender apareceu deixando um copo pra ela na mesa e servindo a nós dois. Desviamos os olhares, eu estava constrangido e ela também parecia estar. Pegou seu copo e tomou um gole e eu acabei virando a minha dose por puro nervosismo.

— É... então. O que te traz aqui?

Eu dei um sorriso nervoso.

— Eu sou cliente assíduo. Venho aqui praticamente todas as noites.

— Sua esposa não reclama?

— Ex-esposa. Astória e eu estamos nos separando. – encarei o copo por alguns instantes e em seguida olhei para ela – Mas e você? Seu marido não vai reclamar de você ter vindo num bar, ainda mais sentando comigo pra beber?

— Ronald e eu também vamos nos separar.

Eu não consegui controlar minha expressão de surpresa ao ouvir aquelas palavras. Isso sim foi um tremendo choque! Hermione estava se separando do Cenoura?

— Não precisa ficar tão surpreso Draco. Acontece.

— Eu sei. – disse tentando recuperar a compostura – Mas é estranho. Vocês parecem felizes em todas as fotos e notícias.

— Isso é porque o Ronald não quer manchar a imagem dele. – disse irritada – Ele acha que sua carreira como auror é mil vezes mais importante que meu trabalho no ministério e me exibe por aí como se eu fosse um troféu!

— Calma.

— Desculpe. Eu perdi o controle. É que isso realmente me tira do sério.

— Vocês três são celebridades. É normal que...

— Não, não é normal. Eu não sou um prêmio que ele pode exibir por aí.

— Você não me deixou continuar.

— Desculpe. É que eu pensei...

— É normal que isso acabe subindo a cabeça de alguns. Seu marido é um idiota por te tratar assim.

— Ex-marido.

Ficamos em silêncio por um momento e eu comecei a pensar no que eu iria fazer. Como fazer com que alguém que sempre me odiou mudasse de opinião sobre mim?

— Olha Hermione... – eu comecei meio sem jeito – Me desculpe por tudo que eu fiz a você durante a escola. Eu também era um idiota por te tratar daquele jeito.

— Obrigada Draco. Mas você não tem que se desculpar por isso. Não era realmente você, é a maneira com que você foi criado e o fato de você nunca ter tido a chance de fazer uma escolha. Eu percebi isso durante a guerra.

— Mas eu preciso sim. Eu sabia que estava errado, mas era mais forte do que eu. Eu tinha muita inveja, não só de você, mas dos seus amigos também.

— Inveja? Porque? – ela pareceu genuinamente surpresa.

— Sim. Eu sempre achei que o mundo deveria girar ao meu redor. Sempre fui muito mimado. Então vocês apareceram. O Potter com aquela cicatriz roubando a cena, você sempre superando minhas notas e até do Cenoura com aquela família dele, por mais pobres que eles fossem sempre me pareceu uma família unida e feliz. Completamente diferente da minha.

Ela me deu um olhar tristonho.

— Não precisa ficar com pena. Não quero que ninguém sinta pena de mim.

— Não é pena Draco. Eu realmente sinto muito. Você como qualquer pessoa merece ser feliz.

Dizendo isso ela pegou na minha mão e eu dei um leve aperto para demonstrar minha gratidão. Esse era um sentimento novo. Minha vida inteira foi cheia de raiva, inveja e ciúme, e pela primeira vez eu sentia algo bom.

Nós mudamos de assunto e ficamos conversando e bebendo por horas sem nem ao menos nos darmos conta de que as pessoas estavam indo embora e a noite ia avançando. Quando o bartender se aproximou para informar que ele iria fechar nós ficamos até um pouco surpresos. Levantamos e eu me aproximei do balcão para pagar a conta e notei que ela veio junto.

— O que é que você está fazendo?

— Indo pagar a conta. O que você acha?

— Não seja boba. Eu pago.

— Não precisa Draco.

— Eu falo sério. Foi incrivelmente bom passar esse tempo com você.

— Eu digo o mesmo. – ela sorriu – Você é realmente uma boa pessoa.

Ao ouvir essas palavras me lembrei imediatamente da loira da noite anterior. Era uma tremenda coincidência ouvir a mesma coisa em um espaço tão curto de tempo. Paguei a conta e fomos saindo do bar. Estava frio e Hermione estava sem o casaco então eu naturalmente ofereci o meu colocando sobre seus ombros enquanto ela agradecia e sorria.

Enquanto andávamos em silêncio eu não conseguia parar de pensar nas últimas palavras dela dentro do bar. Eu tinha um pressentimento e precisava ter certeza.

— Hermione?

— Hmm?

— Era você a loira no bar ontem à noite?

Ela parou de andar, seu rosto ficou vermelho e ela pareceu sem graça.

— Eu sabia! O que diabos você estava fazendo lá? Porque usar poção polissuco?

— Eu... Bem...

Fiquei em silêncio esperando que ela falasse alguma coisa. Ela me olhou nos olhos e então começou a contar.

— Ontem eu pedi o divórcio ao Ronald. Precisava sair, eu tinha muita coisa na cabeça. Ele disse que eu não podia simplesmente sair e fazer o que me desse na telha sem que isso trouxesse consequências para a carreira dele. Me trouxe um frasco com a poção e eu saí. Encontrei aquela mulher enquanto andava sem rumo e resolvi pegar o cabelo dela pra usar na polissuco. Como eu não era mais eu, eu me senti mais livre para fazer o que eu quisesse. Entrei naquele bar por acaso e quando eu te vi entrando fiquei nervosa, mas como eu sabia que você não me reconheceria, fiquei mais tranquila. Ai você se aproximou e eu deixei as coisas acontecerem.

— Você não precisava se esconder por causa daquele idiota.

— Eu sei. Por isso eu não usei a poção hoje. Eu me diverti muito com você ontem e não esperava por isso. Então resolvi fazer de novo.

— Dessa vez sendo você mesma.

— Sim. Dane-se o Ronald e o que as pessoas vão falar.

Eu dei um imenso sorriso.

— Então não é problema pra você que o gênio do Trio de Ouro seja visto andando por aí em bares e bebendo com o Ex-Comensal Draco Malfoy?

Ela deu uma gargalhada gostosa.

— Claro que não Draco. Nós somos seres humanos. As pessoas deveriam se importar mais com suas próprias vidas e deixar os outros em paz. – ela fez uma pausa e se aproximou um pouco – Posso fazer uma pergunta?

— Claro.

— Como sabia que era eu ontem?

— Eu reconheceria seu jeito em qualquer lugar.

A resposta foi tão natural que só depois percebi o que tinha falado. O que ela pensaria disso? A verdade é que eu realmente achava que a loira tinha um jeito parecido com o de Hermione, mas a aparência tinha me deixado completamente confuso. Eram pequenos gestos, a maneira de falar, a voz. Afinal era a voz dela e eu de idiota não tinha percebido. Olhei para ela esperando a reação e percebi que ela corava.

— Como assim o meu jeito?

— Bom... – disse passando a mão na nuca – Talvez a maneira de falar, seus gestos, seu olhar.

Eu fiquei nervoso e comecei a lembrar dos flertes da noite anterior, mas aí percebi que ela também tinha flertado comigo.

— Mas pera aí. Eu não sabia que era você mas você sabia quem eu era ontem à noite. Durante metade do tempo que passamos juntos você flertou comigo.

Ela imediatamente desviou o olhar, mais vermelha do que antes.

— Desculpe. Eu sabia que você era casado, mas você começou a dar em cima de mim e eu pela primeira vez desde o fim da guerra tinha liberdade pra fazer qualquer coisa sem ninguém ficar em cima pra dar opinião. – ela fez uma pausa e deu um suspiro – Você era uma pessoa totalmente diferente ontem à noite e eu gostei desse seu eu que não vivia para me insultar. Então eu deixei acontecer.

— Não precisa se desculpar Hermione.

Outro silêncio constrangedor se fez presente e eu não sabia bem o que dizer. Hermione voltou a andar e eu comecei a acompanhar seus passos. Eu não sabia onde nós estávamos indo, apenas fui andando atrás dela deixando que ela guiasse o caminho.

Paramos na frente de uma estação de metrô e ela fez menção de que ia me devolver o casaco.

— Não, está frio, pode levar.

— Obrigada. – ela disse sem jeito.

Então um pensamento começou a me deixar incomodado, o ciúme voltando a aparecer com toda a força.

— Você vai voltar pra casa?

— Sim.

— Ele vai estar lá?

— Ronald?

— Sim.

— Não. Ele saiu de casa ontem. Quando eu voltei ele tinha ido embora para a casa dos pais.

— Tem certeza que ele não vai te incomodar?

— Acredito que não. Ronald não sente mais nada por mim. Duvido até que um dia tenha realmente sentido algo. Ele tem o emocional de uma colher de chá.

— Eu posso te acompanhar até em casa, só pra ter certeza. – disse nervoso.

Não sei nem porque me ofereci, mas eu queria estar com ela o máximo de tempo possível. E também, a ideia de ter o Cenoura se aproximando dela era algo que eu não conseguia suportar. Ainda mais agora que eu sabia que não havia mais nada entre eles.

— Está com segundas intenções aqui senhor Malfoy? – ela disse rindo

— Não. Não, me desculpe. Eu não... Olha, eu só quero que você esteja segura ok?

— É uma pena. – ela tinha virado o rosto e disse isso baixinho mas eu consegui ouvir, então virou-se para mim e continuou – Eu vou ficar bem Draco. Não precisa se preocupar. Mas eu aceito sua oferta se você quiser mesmo me acompanhar.

— Eu faço questão.

Descemos e pegamos o metrô. Sentamos lado a lado durante a viagem e falamos pouco. Dessa vez o silêncio não era perturbador, ela estava confortável, acomodada na janela, encarando as paredes durante o caminho, pensativa. Eu não conseguia tirar os olhos dela. Estava tudo acontecendo tão depressa. Minha cabeça era um turbilhão. Eu havia mesmo escutado ela dizer aquilo não é? E se eu tentasse alguma coisa?

Draco, se acalme. Você está indo rápido demais.

Nós chegamos até a estação onde deveríamos descer e saímos do metrô. Andamos lado a lado avistamos uma casa modesta no final da rua em um bairro trouxa.

— Você não fica incomodada de não poder usar magia em casa? – tinha sido a primeira coisa que veio em minha mente.

— Não. Eu cresci sem magia e vivi muito bem sem ela. E eu uso magia dentro de casa, mas é raro. Ronald não gostava disso, eu vivia reclamando com ele sobre usar magia pra tudo.

— Acho melhor a gente não falar do seu ex-marido. – eu disse visivelmente irritado

— Me desculpe.

Paramos na porta da casa dela e eu me preparei para ir embora. Ela me devolveu meu casaco que eu segurei com os dedos e joguei displicentemente por sobre os ombros.

— Está entregue miss Granger.

— Obrigada mais uma vez.

— Não tem problema nenhum.

Virei-me para ir embora e desci o primeiro degrau. Minha vontade me dizendo que eu deveria voltar e dar-lhe um beijo de despedida enquanto minha cabeça me dizia que aquilo nunca foi um encontro e que eu não tinha nada que me aproximar dela.

Desci mais um degrau e então senti dedos longos tocarem meu braço. Ao me virar Hermione se aproximou rapidamente e encostou os lábios nos meus.

Eu devia estar sonhando. Arregalei os olhos de surpresa e ela simplesmente correu pra dentro da casa.

Ah mas nem pensar. Você não pode simplesmente fazer isso e fugir.

Voltei até a porta e bati.

— Hermione volta aqui.

Ela abriu uma fresta da porta me encarando com aqueles olhos castanhos e uma cara de inocente.

— Sim?

— Você não pode me beijar e ir embora dessa maneira.

— Ah não?

— Claro que não!

Ela riu. Essa mulher ia me fazer perder a cabeça

— Perdão senhor Malfoy. Mas agora eu preciso ir dormir. Se quiser falar sobre isso você pode vir aqui amanhã à tarde.

E fechou a porta na minha cara. Eu estava completamente sem ação. Saí dali completamente surpreso e perdido. O que diabos estava acontecendo?

Entrei em um pequeno beco e aparatei para casa.

Preciso dizer que não consegui dormir de novo?

Fiquei andando na biblioteca de um lado pro outro tentando entender quem era aquela Hermione Granger. Por Merlin! A mulher havia me beijado!

Eu não posso dizer que não gostava dessa nova versão dela, mais atrevida, mais livre, mais solta e mesmo assim conservando aquele jeito de menina que sempre me deixou louco.

**

Depois do almoço eu tomei um longo banho e fui até a casa dela. Aparatei no beco da noite anterior e fui andando até a casa dela no fim da rua.

Ela estava no jardim, com um vestido florido sentada em um balanço que eu não tinha visto ali antes. Me aproximei e ela assim que me viu abriu um imenso sorriso.

— Boa tarde!

— Boa tarde. Eu... – de repente eu fiquei sem palavras.

Porque eu tinha ido até ali? Eu queria vê-la é claro. Queria ficar perto dela e queria passar um tempo com ela. Mas o que eu ia dizer?

— Eu o convidaria para entrar, mas acho melhor nós sairmos daqui.

Eu estendi o braço para ela e então fomos andando. Quando chegamos até o beco onde eu tinha aparatado ela puxou a varinha do bolso e me segurou com mais força. Senti o incômodo da aparatação e fechei os olhos, quando os abri tentei reconhecer o lugar mas sem sucesso.

— Onde estamos?

— Em um labirinto dentro de um parque próximo da minha casa.

— Labirinto?

— Sim. E a sua tarefa hoje será me encontrar.

Dizendo isso ela deu uma risada e saiu correndo, sumindo de vista.

Merlin essa mulher realmente vai ser minha perdição.

Passamos a tarde inteira brincando de gato e rato no labirinto, eu perseguia seu riso e cada vez que eu a encontrava ela fugia de novo, até a hora em que eu a agarrei pela cintura e segurei firmemente.

— Não vou mais deixar você escapar.

Ela me encarou com aqueles olhos castanhos brilhando e sorriu.

— Tudo bem sr. Malfoy. Você me pegou. Escolha seu prêmio.

Ela estava brincando comigo. Não era possível. Ela não percebia o quanto isso era perigoso?

— Qual o objetivo de tudo isso?

— Do jogo? Diversão! O que mais seria? E como você se empenhou bastante eu estou disposta a lhe dar um prêmio. Escolha, vamos!

— Tem muita coisa que eu quero. – eu a soltei e virei para não olhá-la nos olhos – Muita coisa que você não pode me dar.

Ela percebeu a mudança no meu humor e pôs a mão no meu ombro que eu prontamente afastei.

— Porque está fazendo isso Hermione?

— Isso o quê?

— Tudo isso! Você não percebe o quanto tudo isso mexe comigo?

— Eu não sou idiota Draco. Eu só acho que depois do que passamos a gente merece uma nova chance na vida. Eu gostei de passar um tempo com você e por isso estou aproveitando. Somos pessoas completamente diferentes daquelas que éramos anos atrás.

— Algumas coisas não mudaram Hermione.

— Tipo o quê? Se quer que eu vá embora eu vou, mas me dê um motivo plausível, porque a única coisa que eu vejo aqui é você com medo.

— Você não entende.

— O quê? Que você sente algo por mim? Pensa que eu sou cega? Eu sei disso há anos.

Eu me retesei, piscando perplexo.

— O que?

— Eu também sentia alguma coisa por você quando estávamos na escola. Mas eu me forcei a abrir mão disso. Eu sentia ciúmes de você andando pra cima e pra baixo com a Parkinson e morria de inveja dela. Era completamente irracional, você sempre foi um babaca comigo, mas eu queria que você fosse meu. Eu era uma contradição ambulante e então resolvi que não sentiria mais nada por você e fui quase bem sucedida nisso, até duas noites atrás quando entrei em um bar e você estava lá. Eu tive inveja da Astória quando soube que vocês se casaram, tive inveja de todas as mulheres que chegavam perto de você porque eu não podia fazer isso. Ciúmes, um ciúme completamente irracional porque por mais que eu tivesse percebido que você sentia algo, você nunca deixou de ser um idiota comigo. E então eu entrei naquele bar e vi outro Draco Malfoy.

Ela começou a se afastar como se fosse embora e eu corri atrás dela pegando sua mão e fazendo com que ela me encarasse.

— Hermione, você não tem noção nenhuma. Eu passei esses anos todos morrendo de ciúmes de você. Primeiro ciúme do Krum e depois do Cenoura. Eu tinha ciúmes até da sua sombra. Eu não conseguia pensar neles perto de você que eu morria de inveja porque eu sentia que era eu quem devia estar lá.

Eu puxei ela pros meus braços e coloquei-os em volta da sua cintura.

— Eu não sei o que tanto me puxa pra você dessa forma mas esse sentimento é mais forte do que eu.

Então eu a beijei e o mais incrível foi que ela me correspondeu. Seus lábios eram doces e eu podia sentir o cheiro agradável do seu perfume me envolvendo. Ela que antes parecia tensa, se deixou relaxar em meus braços e levou suas mãos até minha nuca, aprofundando o beijo.

Foi algo passional, um sentimento de que não existia mais nada ali, apenas nós dois. Ela era minha finalmente, e eu era total e completamente dela. Foi algo realmente mágico, que eu nunca havia sentido antes. Senti meu coração acelerado e o sangue correndo em minhas veias como e eu fosse explodir de dentro para fora.

Quando o beijo cessou ela se afastou um pouco e me olhou nos olhos.

— Não podemos. Eu ainda sou tecnicamente casada com Ronald, e você com a Astória.

— Que se dane a Astória e o Weasley. – Eu disse puxando ela pra perto de novo.

— Não podemos fazer isso Draco. Precisamos esperar. – ela se soltou do meu abraço e deu dois passos para trás.

— Merda! – xinguei irritado.

— Draco, eu não estou dizendo que isso não vai acontecer. Nós dois queremos! Só temos que esperar um pouco. Tudo bem?

— Não quero esperar. Eu quero gritar aos quatro ventos que você está comigo, que é minha agora e fazer aquele ruivo maldito ficar longe de você pro resto da vida inútil dele.

— Draco você está apressando as coisas. Eu não me sentirei bem ficando com você e sabendo que Astória ainda é sua esposa. Você não precisa sentir ciúme do Ronald.

Eu odiava admitir mas ela tinha razão. Eu a puxei para um abraço e esperei meu coração se acalmar. Ficamos abraçados ali e sem que percebêssemos a noite caiu. Eu a levei para casa e me despedi com um leve encostar de lábios.

Durante o próximo mês, nós nos encontrávamos e saíamos para passear, ou comer. Hermione havia me levado em um lugar trouxa chamado cinema que eu havia gostado bastante. Quando o divórcio dela saiu, nós fomos comemorar com um piquenique na praia e quando finalmente o meu divórcio saiu nós assumimos tudo publicamente.

Foi um tremendo rebuliço de todas as partes, Potters e Weasleys passaram tempos sem falar com Hermione direito e por incrível que pareça, meus amigos e minha ex-esposa nos apoiaram.

As coisas foram um tanto difíceis no começo, mas depois nós aprendemos a contornar os problemas. Minha inveja já não mais existia, mas meu ciúme continuava presente...

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Draco se espreguiçou na cadeira, estava ali havia várias horas escrevendo e começava a sentir cãibras nas mãos. Ouviu o barulho de passos atrás de si e virou-se para ver sua esposa lhe encarando com desaprovação.

— Amor, será que você pode escrever isso depois? – Hermione estava parada na porta da biblioteca e batendo o pé.

— Eu posso sim. Já estava planejando parar por hoje. – O loiro levantou-se da cadeira e foi até sua esposa, dando-lhe um beijo casto ao se aproximar.

— Eu posso saber o que tanto você escreve?

— São minhas memórias. Mais especificamente as nossas. De quando nós finalmente conseguimos ficar juntos.

— E em que parte você parou?

— Antes do nosso casamento.

— Ora, ainda tem muita coisa pra ser escrita então.

— Sim meu amor, mas por agora já chega, afinal você com certeza veio reclamar de eu não estar na cama.

Draco e Hermione se olhavam apaixonados, o casamento já durava quase vinte anos, Scorpius seu filho mais velho já frequentava Hogwarts e Lyra a caçula dormia em seu berço no andar de cima. Scorpius era a perfeita cópia do pai, enquanto Lyra era parecida com a mãe. Eles passaram por muita coisa juntos, e tiveram muitos problemas e provações no casamento. Mas isso é história para uma outra noite.

Notas finais
Essa fic foi feita para participar de um desafio, então tínhamos prazos para fazer as postagens. Dias antes da data estipulada para mim, eu tive problemas com meu notebook e meu hd, então acabei perdendo muita coisa, inclusive a fic. Consegui restaurar o hd, mas havia perdido quase toda a história, pois o arquivo que encontrei, estava corrompido e só o início da história estava disponível. Então eu corri contra o tempo pra poder postar e esse aí foi o resultado.

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Obrigada as meninas do QGD pelo incentivo, Obrigada Thay por esse QG maravilhoso, pela oportunidade de participar do desafio e por essa ideia mais do que DIVA. Obrigada Miri pela ajuda com a capa! ♥
E por último mas não menos importante, obrigada a todos que lerem e gostarem dessa fic. Ela foi feita para vocês.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!