Inverno Ardente
5 Sam
Notas iniciais

Já passava das oito da noite quando Samuel Wilson estacionou seu Corolla azul 98 na porta de casa. O dia tinha sido longo e atarefado, mas apesar do cansaço, Sam tinha um sorriso no rosto, a reunião com os veteranos fora boa, os amigos estavam progredindo, estava orgulhoso deles.
Tinha colocado o grupo para ajudar com os “blipados” — as pessoas que tinham desaparecido com o estralar de Thanos e voltado depois de cinco anos. — Era impressionante o quão bem aqueles antigos soldados se sentiam ao serem úteis.
O “blip” — forma como chamavam o estralar de dedos — tinha feito um belo estrago, mas voltar depois de cinco anos não era o fim do problema, na verdade foi apenas o início de uma lista de pequenos problemas. Começava com todas as pessoas que tinham ficado sem casa ou sem trabalho e culminava em grande parcela da população com problemas em processar que o mundo tinha continuado a seguir em frente enquanto elas não estavam ali.
Cinco anos era muito tempo, casais, amigos e famílias foram separados, voltar e dar de cara com pessoas que tinham mudado totalmente podia ser difícil. Sam sabia disso. Era quase como voltar da guerra...
Ele também tivera que se adaptar, afinal fora blipado por cinco anos junto com metade da população, mas foi um tanto mais fácil, havia um certo costume depois de ter feito duas incursões dentro do exército.
Voltou a ser voluntário nos grupos de apoio e logo conseguiu também seu emprego como assistente social de volta, era bom no que fazia e isso lhe dava alguma vantagem.
Desceu do carro e bateu no capô gentilmente, mais um dia e sua velha amiga Cory — o corolla — tinha sobrevivido. Era quase um milagre que um carro velho como aquele continuasse inteiro. Ás vezes Sam pensava em comprar outro, mas a verdade é que Cory tinha um certo valor sentimental e ele não tinha tanto dinheiro assim.
Colocou a chave na fechadura enquanto cantarolava os versos de “Letꞌs Get It On” do Marvin Gaye, seus dedos estralavam ritmadamente quando deu os primeiros passos para dentro da casa escura e bateu a porta depois de empurrá-la com o quadril. Tinha acabado de colocar as chaves do carro em cima da mesinha de apoio no hall quando notou algo errado. Havia uma sombra em sua sala.
Sam rapidamente alcançou a arma que deixava estrategicamente posicionada abaixo da mesinha de apoio. Respirou fundo e preparou a automática, encostado na parede que separava os cômodos, contou até três e, em um movimento rápido, saiu de sua posição com arma em punho, apontada para o invasor que estava sentado em uma das poltronas.
— Oi, Sam. — A voz conhecida lhe saudou sem muita emoção.
O homem conhecido como Falcão mal acreditou em seus próprios ouvidos, então bateu no interruptor para que a luz se acendesse... Bucky Barnes estava ali, sentado casualmente em sua sala, no escuro, como se aquilo não fosse bizarro.
— Cara, qual é o seu problema?! — Sam abaixou a arma incrédulo. — Eu quase matei você.
— Você? — Bucky apontou irônico. — Altamente improvável.
Sam revirou os olhos exageradamente e colocou sua automática de volta no lugar. Bucky conseguia ser mais estranho que todos os outros amigos de Steve...
— Eu melhorei muito desde a nossa última briga, se quer saber. — Ele retrucou cheio de si, mas Bucky não pareceu nada convencido disso.
— O que você quer comigo, Sam? — A pergunta veio direta, o antigo Soldado Invernal conseguia ser muito seco às vezes.
— O que eu quero com você? Você que invadiu minha casa, cara! — Sam devolveu exasperado. — Como você entrou aqui, falando nisso?
— Super Soldado Assassino Secreto. — O outro pronunciou de forma prática, como se aquilo fosse a resposta pra tudo.
Outra virada exagerada de olhos. Sam passou as mãos sobre o rosto como se precisasse de autocontrole naquele momento.
— E você não podia bater na porta como uma pessoa normal? — Ele jogou de volta, mas Bucky sequer pareceu culpado por invadir o lugar.
— Eu bati, você não estava. — Outra resposta prática. Outro olhar incrédulo.
Eu preciso de uma cerveja. Sam pensou antes de negar algumas vezes.
— É pra isso que existem celulares, idiota! — Retrucou, indo até a cozinha. — Já comprou um, falando nisso?
Não houve resposta, então ele presumiu que era um “não”, mas sequer se surpreendeu com isso. Soldados em condições normais eram um assunto complicado sempre, então considerando que Bucky não era um soldado normal, Sam sabia que ele passava de “complicado” para “impossível”.
Pegou duas cervejas na geladeira e voltou para a sala. Jogou uma na direção de Bucky sem sequer avisar, mas a garrafa foi pega no ar com enorme facilidade.
— Por que o bilhete, Sam? — Barnes questionou, encarando a cerveja por alguns segundos como se pensasse se bebia ou não.
Ao ver a cena, Sam perguntou a si mesmo se Bucky já teria bebido uma cerveja desde que tinha voltado do blip..
— Eu queria saber se você estava vivo, ué. Como você está? O que está fazendo? Essas coisas normais de amigos. — Deu de ombros de forma casual, se jogando no sofá e dando um longo gole na própria bebida, na intenção de que isso incentivasse o outro a fazer o mesmo.
— Somos amigos agora? — Bucky devolveu, abrindo a garrafa e encarando o gargalo por três segundos antes de dar o primeiro gole.
— Você tem alguém melhor em mente? — Sam retrucou com um sorriso presunçoso.
Barnes apenas soltou o ar pelo nariz de um jeito contrariado. Não respondeu. Deu outro gole em sua cerveja e moveu a garrafa entre os dedos de um jeito pensativo.
Sam teve sua resposta ali: Não, Bucky não tinha feito algo tão simples como tomar uma cerveja desde que tinha voltado. Na verdade, considerando o modo como ele olhava para a garrafa e bebia devagar, quase degustando, Sam chegou à conclusão que Bucky não tinha feito aquilo desde que tinha se libertado do controle da Hidra. E isso lhe deixou um tanto deprimido pelo soldado.
Bucky ficou em silêncio por alguns segundos, seus olhos azuis se perderam no vidro da janela, como se ele tivesse procurando por algo do outro lado. Algo que ele não encontrou ali.
— Você deixou o bilhete na caixa errada. — Declarou de um jeito neutro e então virou o rosto na direção de Sam. — E precisava mesmo colocar meu primeiro nome?
— Foi mal pelo erro, mas em minha defesa as identificações do seu prédio são péssimas. — O outro ergueu as duas mãos em rendição, tomando cuidado para não derrubar a cerveja. — E o nome era só pra implicar com você, além disso é seu nome só, qual o problema?
Deu uma risadinha vitoriosa e recebeu um olhar azul gelado e entediado como resposta.
— Eu não queria que me meus vizinhos soubessem meu nome. — Bucky deu de ombros e bebeu outro gole de cerveja.
— Cara, você é um homem livre que não deve mais nada, lembra disso, não é? — Sam soou natural, mas estava acostumado demais com soldados, então cada reação de Bucky não lhe passava despercebida.
— Mesmo assim... — Outro dar de ombros e os olhos azuis voltaram para o vidro.
O Bucky Barnes ali não parecia o mesmo homem que o Capitão América costumava descrever, na verdade aquele Bucky também sequer parecia o mesmo que tinha visto ao lado de Steve, e Sam teve quase certeza que aquele era o Barnes real, o homem pós-Soldado Invernal.
Não era incomum que soldados ou pessoas que haviam passado por grandes traumas se esforçassem para parecer melhores e mais felizes ao lado daqueles que conheciam antes. Sam sabia disso.
— Você é muito paranoico, parece a... Natasha. — Disse sem pensar muito, na intenção de fazer uma piada, mas lembrar da ruiva fez com que o nome minguasse nos lábios de Sam.
A morte de Tony Stark tinha sido um baque, é claro, muito triste e emocional, mas a de Natasha era pior para Sam. Não só porque conhecia a Viúva Negra bem mais do que conhecia o Homem de Ferro.... Eram amigos, parceiros, tinham lutado lado a lado, arriscado a vida um pelo outro, tinham até piadas internas. Poucas pessoas tiveram a chance de conviver e conhecer Natasha Romanoff, Sam se considerava um desses sortudos. Por isso o sacrifício dela doía mais.
Tinham passado muito tempo juntos escapando do governo. Nath lhe ensinara muita coisa, desde importantes técnicas de disfarce furtivas, até coisas bobas, como a proporção perfeita entre geleia e pasta de amendoim dentro de um sanduiche.
Enquanto o funeral de Stark tinha sido cheio, e sua morte ocupava todos os jornais, Natasha ganhou uma homenagem discreta daqueles mais próximos apenas, Clint tinha cuidado de tudo e Sam sabia bem que o Gavião Arqueiro levaria aquela morte pra sempre... Assim como o próprio Sam fazia com Riley.
Na balança popular Homem de Ferro e Capitão América sempre teriam mais peso. Seriam lembrados e homenageados para sempre, enquanto a Viúva Negra era ofuscada e voltava para as sombras que lhe tinham abrigado e escondido durante toda a vida. Não era justo, Sam sabia que só estavam ali por ela, metade do mundo tinha sido salvo por causa dela. Os próprios Sam e Bucky só estavam ali sentados por causa de Natasha Romanoff...
Às vezes era difícil não sentir falta daqueles que haviam partido, mas Sam tinha que fazer aquilo que aconselhava, ele tinha que seguir em frente, a dor sempre estaria com ele, mas não podia deixar que se tornasse um fardo.
— Mas é aí, como vão as coisas? — Perguntou, saindo do clima de lembranças dolorosas e focando em algo casual.
Os olhos azuis de Bucky foram ao seu encontro e ele não pareceu animado com a pergunta.
— Normais, dia a dia, rotina, nada que valha a pena ser reportado. — Respondeu daquele jeito quase mecânico que tinha às vezes.
— “Reportado”? — Sam repetiu devagar. — Isso foi só uma pergunta casual, Bucky, não estou monitorando você.
O soldado assentiu devagar, ilustrando que tinha entendido, mas nada falou. Talvez ele não acreditasse no que Sam tinha dito. Outro longo momento de silêncio. A perturbação no rosto de Bucky era transparente para alguém como Sam e ele não gostava de ver ninguém daquele jeito...
A maior parte dos homens e mulheres que tinham servido nas guerras por aí voltavam com sequelas, todos aqueles heróis corajosos e fortes quebrados por dentro... Sam entendia melhor que ninguém que ser forte não impedia a dor de chegar e se instalar, ser forte não tornava ninguém imune ao terror de tudo que tinham visto e vivido. TEPT — ou Transtorno de Estresse Pós-Traumático — era algo real, intenso e que podia consumir a vida de uma pessoa, podia impedir atividades normais e relacionamentos...
Bucky Barnes com certeza era forte, em contrapartida havia passado por muito mais do que qualquer outra pessoa que Sam havia conhecido, isso significava que ele tinha ainda mais dores e traumas escondidos por trás de seus olhos azuis. A força do Soldado Invernal o tornava frio e duro e grande parte dos veteranos até passava pelo mesmo, — a guerra mudava as pessoas — mas as pessoas que rodeavam Sam tinham um trunfo que Bucky não possuía, elas tinham sido treinadas para trabalhar em equipe, confiar nos amigos. Isso as fazia mais sucessíveis a encontrar ajuda, deixava mais abertas a ouvir. Bucky não tinha isso...
Ele fora treinado para ser sozinho, para esquecer o que era trabalhar em equipe; foi treinado para obedecer e não pra confiar. E ele repetia esse comportamento mesmo que inconscientemente.
O distanciamento de outras pessoas era um problema comum para quem convivia com Depressão e alguns outros tipos de problemas psicológicos, o ponto ali era que Bucky tinha passado por muito mais que qualquer pessoa comum. Ele parecia ter todos os ônus possíveis naquele caso.
E Sam queria ajudar, não porque alguém tinha pedido, não porque estava com dó, mas porque era quem ele era. Ele ajudava as pessoas.
— Quando eu voltei pra casa demorei muito tempo pra me adaptar de novo, e os pesadelos eram... — Começou a falar, mas foi interrompido rudemente.
— Não é a mesma coisa. — Bucky se colocou de pé. Tinha terminado a cerveja e parecia impaciente.
Mas Sam não era o tipo que se dava por vencido tão fácil. Não tinha medo de cara feia e quase não tinha medo de Bucky...
— Você já foi no depósito? — Questionou, se referindo ao local onde as coisas que Barnes herdara de Steve estavam guardadas.
Bucky lhe lançou um olhar duro. Não ele não tinha ido ao depósito. Sam riu um tanto sem humor, estava pronto para outra alfinetada crítica, quando foi atingido com artilharia pesada.
— Você já usou o escudo? — A pergunta fez o sorriso sumir de seu rosto.
— Não é assim tão simples... — Cruzou os braços feito um garoto mimado.
Bucky lhe lançou um olhar que veio bem menos carregado de crítica do que Sam esperava, era quase como se o Soldado entendesse...
— Se era só isso, eu vou indo, Sam. — Ele fez questão de jogar a garrafa vazia no lixo então deu alguns passos em direção ao hall. — Obrigado pela cerveja.
Sam não pode deixar de reparar que Bucky usava uma jaqueta, mesmo no clima ameno de primavera e tirou do bolso as luvas e um boné. Ainda andava por aí disfarçado.
— Compra um celular cara, é sério. — Aconselhou, antes que Bucky se afastasse totalmente. — E de preferência um que não seja descartável, um aparelho de verdade pra entrar na internet e se atualizar da cultura pop, coisa de gente normal. Steve tinha uma lista, você devia fazer uma também.
Tinha ajudado o Capitão com alguns itens, principalmente quando se tratava de música, então pensou que se fizesse uma ponte entre a memória de Steve, Bucky e ele próprio, podia talvez se aproximar do Soldado, furar aquele bloqueio e ajudá-lo. Era algo tão automático para Sam, aquela vontade genuína de ajudar, de tornar a vida de alguém melhor, que ele sequer percebia o quanto isso era digno e honrado da sua parte.
— Eu não sou o Steve... — Bucky retrucou, colocando todos os planos de Sam a perder.
Mas ele não desistiria, era teimoso, e no fim lidar com Barnes era quase divertido às vezes.
— Claro que você não é. Steve é... era bem mais legal. — Sam teve que corrigir a palavra e qualquer clima ameno que havia na casa se foi.
Bucky suspirou pesado, decepcionado. Havia um luto tão intenso nele que qualquer um notaria. Sam entendia isso, compartilhava muito dessa dor também, não tanto por Steve, que, sim, fora uma perda impactante, dolorosa e catastrófica, mas o Capitão tinha vivido uma longa vida ao lado da mulher que amava e isso era um alento para Sam. O que ele entendia bem era o sentimento de perder o melhor amigo, tinha perdido Riley afinal. Parecia um ferimento sempre aberto, toda vez que algo bom acontecia, Sam inevitavelmente se lembrava dele...
E Sam não conhecia Riley metade do tempo que Barnes e Rogers se conheciam.
Levantou do sofá e seguiu atrás de Bucky, antes que o Soldado pudesse deixar a casa.
— Devia considerar ir nas reuniões. — Estava na porta quando sugeriu. Bucky tinha acabado de descer os degraus da frente.
Os olhos azuis frios encontraram Sam e Bucky enfiou as mãos no bolso, encarando o Falcão um pouco de baixo por causa do desvio de altura que a distância causava. Um riso sem humor escapou da garganta do Soldado, enquanto ele negava decepcionado.
— E falar o que, Sam? Hein? — Respondeu, movendo os ombros com descaso.
Foi só então que Sam teve uma impressão nítida e clara dos pensamentos de Barnes: ele não se considerava digno, não achava que valia a pena. Ele não queria melhorar, porque não acreditava que merecia isso.
— Todo mundo foi pra guerra lá, todo mundo fez coisas ruins e perdeu pessoas, Bucky. — Sam foi um pouco mais sério e duro do que gostaria. — Vários tem próteses ou deficiências ainda mais sérias, mas não andam com elas escondidas embaixo de um casaco no calor de vinte e sete graus.
Bucky suspirou, suas mãos enfiadas nos bolsos do casaco, seus olhou deixaram Sam por alguns segundos, para voltarem um tanto irritados.
— Não é a mesma coisa e você sabe disso. Você acha que é igual a mim porque perdeu um amigo? Acha que os outros caras são iguais a mim porque mataram alguém em batalha ou não tem um membro ou dois?! — Cada pergunta era uma ofensa direta. — Vocês perderam muito, eu sei, mas voltaram pra casa, e a o lar de vocês ainda estava aqui, a família de vocês ainda estava aqui, todo o resto das pessoas que vocês conhecem ainda estão aqui.
Bucky tirou a mão do bolso e puxou a luva dos dedos metálicos, os movendo para que Sam pudesse ver.
— Alguns de vocês estão com as mãos sujas de sangue inocente, eu sei, mas fizeram isso lutando pelo país de vocês, fizeram isso em guerra. Eu não era um soldado lutando pelo meu país, Sam. Eu era uma cobaia, um assassino congelado e torturado pra obedecer. Eu fui obrigado a matar, fiz isso friamente, sem distinguir cor, gênero idade ou raça, fiz dentro da guerra e principalmente fora dela... Com famílias que só passeavam ou que dormiam. Não é a mesma coisa, nunca será. — Seu tom era amargo e frio. Duro e afiado como estalactites de gelo — Isso não é só uma prótese, isso é uma arma.
Sam suspirou também, sentindo o peso daquelas palavras e vendo que o dano psicológico de Bucky era ainda mais profundo do que tinha pensando inicialmente.
— Você e seus amigos não precisam das minhas histórias causando pesadelos em vocês também. — O Soldado voltou a vestir a luva e novamente enfiou a mão metálica no bolso.
Ele estava prestes a se virar, dando essa conversa por encerrada, mas Sam ainda não tinha desistido.
— Você está certo, não somos iguais. — Concordou com um mover de ombros quase casual. — Nossas experiências nem se comparam com as suas, e eu não sei metade do que você passou, e nem como é ser você. Mas de onde eu vejo estamos no mesmo barco: nunca vamos esquecer nosso passado e você também não vai esquecer o seu, a única coisa que podemos fazer é buscar um futuro em que sejamos melhores do que fomos ontem, você também devia fazer isso. E a gente ajuda um aos outros, a gente não se abandona e não se deixa sozinho, porque não precisamos ficar sozinhos. E você também não precisa... Se ninguém mais que você conhecesse está vivo, talvez você deva conhecer pessoas novas.
— É... — Bucky comprimiu os lábios e negou algumas vezes enquanto ria de canto. — Steve realmente deu aquele escudo pra pessoa certa.
Sam riu de canto também, totalmente desarmado, Steve tinha ótimos discursos. Era basicamente o melhor — e único — elogio que Bucky já tinha lhe feito.
— Até mais, Sam. — O Soldado moveu a cabeça em um meio cumprimento e deu as costas, caminhando pelo gramado em passos lentos.
— Vai comprar um celular, Bucky, ou eu vou deixar outros bilhetes na caixa de correio errada! — Sam gritou, antes que o outro se afastasse demais. — E todos eles vão ser endereçados ao “James”.
Em resposta Sam recebeu de presente um dedo médio erguido no ar.
— Idiota... — Murmurou revirando os olhos e entrando em casa.
Encarou a porta por uns instantes e logo depois as janelas. Talvez fosse hora de reforçar a segurança daquele lugar... Não dava pra deixar qualquer agente secreto super treinado ficar entrando na sua casa assim do nada.
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