Inverno

16 Capítulo 16


Notas iniciais
O poder do silêncio
(Capítulo narrado por Adam)

— Cadê ela? — John perguntara assim que abrira a porta.

Era manhã, mais um dia de aula. O clima ainda estava chato. Minha tia, com raiva, optou por passar alguns dias em uma pousada para tentar se adaptar a notícia que recebera. Claro que eu não iria dizer para John que ela e minha avó tiveram uma longa discussão, e até roubaram um pouco do meu sono depois de tantos gritos. E, que para aliviar a tensão aqui em casa, minha avó sugeriu que ela fosse descontar seu estresse em outro alguém fora dali.

— Dormindo. — Menti — Vamos comer? Esquece esse assunto.

— Esquecer não é tão fácil. Vou comer em outro lugar. Você se incomoda se eu for na frente hoje? Irei na moto com Liam.

Certamente fiquei desanimado com a notícia. É claro que nessas horas Liam era seu porto seguro. Está na hora de voltar a se adaptar com os antigos costumes. Se John agora estava, acho, tendo um relacionamento sério, provavelmente eu iria ser só aquele primo chato que iria ouvi-lo elogiar o loiro durante vinte e quatro horas por dia quando ele me procurasse em meu quarto. Está certo que ele não me deixaria, tanto porque eu sempre iria encher o seu saco.

— Nossa! Está tão sério assim?

— Não, Adam, é que...

— Entendo, John. — Sorri, pois realmente entendia — Chegarei depois. Só não deixe que peguem meu lugar. Cadê ele?

— Me esperando. Avise a vovó que fui com Liam e que dormirei aqui hoje.

— Como foi a noite de amor? Espera. O que é isso no seu pescoço?

— O quê? — John pusera a mão na região assustado, até perceber que estava sendo enganado. — Vai à merda, Adam. Não fiz nada!

— Já até imagino que essa região é bem atacada.

John não dissera nada. Em silêncio fechou a porta e saiu.

E lá estava eu, sozinho. Minha avó resolvera ir à feira pela manhã e aproveitar os melhores legumes. Até perdi a fome por tamanha solidão. Sabendo que mais tarde iria me arrepender por não ter comido, devorei a fatia de bolo em cima da mesa. Estava uma delícia.

Fora assim por cerca de um mês. A relação de Liam e John estava, de alguma forma, afetando a minha com ele – mesmo que eu entendesse o que se passava. Houvera manhãs em que eu ia sozinho, isso quando John resolvia dormir na casa de Liam. Claro que ele não mudara, continuara a mesma pessoa de sempre, mas sinto falta das noites em que passávamos horas conversando.

— Vamos? — Ele dissera abrindo a porta.

— Dessa vez Liam não vai contigo?

— Já disse que não precisa sentir ciúmes. Estou aqui.

— Não sinto ciúmes.

— Será? — John sorria para mim. Tentei segurar, mas acabei sorrindo também. — Está vendo?

— Para, John! — Falei, tentando controlar o riso.

— Está bem. Vamos antes que os portões se fechem.

— Quando chegarmos lá, aposto que não estará aberto.

Por fim saímos de casa. No caminho John ia contando-me como estava sentindo-se em relação a sua mãe. Dizia ainda estar triste com tudo, principalmente com o fato dela passar uns dias fora. Mas rapidamente mudou de assunto.

— Já se acostumou com o braço novo?

— Novo? Ele sempre esteve aqui. Só que, finalmente, aquela obra de bruxaria que os médicos puseram nele, foi retirada. Aquilo irrita muito. E estou sentindo meu braço anormal. Você não acha? — Avaliei meu braço com o olhar.

— Sei como você está se sentindo. Lembro-me quando a mesma coisa aconteceu com minha perna. Isso porque sempre desejei ter gesso cobrindo alguma região minha, depois de uma semana já estava arrependido.

— Mudando o assunto. Você e Liam estão bem? — Disse assim que vi o loiro se aproximando.

— Ainda é estranho. Não nego. Se minha mãe está assim furiosa, imagina os outros?

— Nem só de sorrisos vive o homem.

— Não vão entrar? — Liam indagou.

— Sim, mas antes espera, vou retirar o castiçal de dentro da bolsa. Tenho que andar prevenido perto de vocês. Trouxeram algo pra acender as velas? Ah, quase esqueço que fogo de vocês é o suficiente.

— Os três patetas reunidos. — A voz.

Desde o ocorrido, resolvi jogar o mesmo jogo que Henry. Se suas palavras de ataque me incomodavam, certamente, meu silêncio também o atingiria. Dizem que a melhor defesa é o ataque. O silêncio pode ser considerado ataque?

— Os cinco estúpidos. — Liam dissera.

— Pra quem foi traído pela namorada, acho que não somos os únicos estúpidos aqui, não é? — Henry continuou com a provocação.

— A dor de perder os dentes deve ser maior do que a dor de ser traído. — O loiro continuava rebatendo.

— Não vale a pena. — John resolveu interferir.

— Claro que vale, até exerciteis os punhos. — O moreno tinha uma mão sobre um punho fechado.

— É necessário fazer exercício para dar conta de um cara como eu? Bom saber. — Provocou sorrindo.

— Vamos sair daqui, Liam.

— Por que sempre resolvem fugir no meio da confusão? É bem típico do Adam. Talvez, a aproximação com ele tenha causado isso em você, Liam.

Mais uma vez silêncio. O moreno esperava resposta. Não teria. Não mais.

— Por que será, Henry? — John o encarou, deixando o moreno desconfortável.

Quis matar meu primo por isso. Mal sabe ele que também protejo Henry da humilhação.

— Não sei. — Respondeu descontente — Mas todos aqui me veneram, uns preferem a distância enquanto outros a aproximação. É isso que se chama popularidade. Uns odeiam, outros, como eu, amam.

Fora o suficiente para que nós três déssemos as costas e deixasse-o falando sozinho, enquanto seus amigos riam sentindo-se superiores por conta disso. Pobre Henry! Quando amadurecer nunca dirá algo do tipo.

Aquele dia fora como os outros: resumido em confusão entre os dois grupos, ou melhor, três. Mesmo que agora existisse um trio e uma dupla. Anna e Emma quase trocaram tapas, se não fosse por intervenção de Laura.

No final, estávamos todos em casa mais uma vez.

— Só nós dois mais uma vez. — Disse minha avó.

— Sim. — Respondi descontente.

— O que está acontecendo? — Não era surpresa alguma ela descobrir minha mudança de comportamento.

— Henry.

— Novamente? Achei que isso já tivesse tido um fim.

—Teve, mas não é assim, dormir, acordar e esquecer que nada mais existe.

— Algumas pessoas demoram pra amadurecer, Adam. Está vendo a sua tia? — Referiu-se a confusão causada por ela.

— Realmente. — Fiz uma pausa até prosseguir — Vó, teria problema se eu fosse até a casa da Nat?

— Mas você não comeu.

— Estou sem fome.

Ela respirou fundo.

— Está certo. Leve suas chaves.

—Não irei demorar, só preciso vê-la, conversar... — Concretizei a palavra beijando sua testa.

— Isso é porque não sou mais jovem. Mas vai lá, querido.

— É mais jovem do que certas pessoas. Bom, vou lá. Beijo. — Concretizei as palavras beijando sua testa.

Ao abrir a porta tive que respirar fundo para que pudesse prosseguir.

O mesmo caminho. Era inevitável não sentir medo de encontrar os mesmos caras que fizeram aquilo comigo. Logo o coração fora aliviado quando mais pessoas passavam por ali. O medo ia desaparecendo a cada passo meu e, finalmente, eu estava em frente a porta de Nat.

Não demorei para ser atendido e abraçado por ela.

— Que surpresa.

— Surpresa seria se eu saísse de um daqueles bolos enormes.

— Entra. Estamos jantando. — A asiática puxou-me pelo braço levando-me para cozinha.

— Já faz um tempo desde que você veio aqui. — Phill dissera ao me ver.

— Traumatizado com o que houve, talvez.

— Bom, sente-se, coma conosco.

— Não estou com fome.

— Como não? Para com isso, Adam. Você nunca foi tímido.

— Estou falando sério. A única coisa que irei querer, realmente, é só um pouco de chocolate quente, e sei que Phill toma isso no jantar.

— Teve sorte que fiz. — O mais velho disse sorrindo.

Continuamos a conversa, até que Nat me puxasse para seu quarto. Recordar aquele lugar, na onde quase sofri um abuso, mesmo que com meu consentimento, era constrangedor. Sabendo que poderia ter ficado com Henry ali, no banheiro ao lado.

— Está bem, pode começar.

— O quê?

— Ai, Adam. Toda vez que você me procura é pra desabafar.

— Nossa, sou realmente assim com você? — Indaguei assustado.

— Acredite, você é. — Sorriu — Mas isso conversamos depois. O que Henry aprontou dessa vez?

— Nada.

— Como nada? — Agora quem estava assustada era ela.

— Estou de saco cheio de tudo isso. Meu primo agora está namorando, — lembrei que Nat tinha uma paixonite por Liam, então evitei citar seu nome, mesmo contando tudo para ela — pode me bater, mas estou me sentindo solitário. E o babaca do Henry não cresce. Vive me tratando da mesma forma que sempre me tratou, já estou cansado disso.

— Vem cá. — Ela me abraçou — Para de ser emo, tá?

— Vadia!

— Todos nós já passamos por isso, mas olha? Estou feliz. É sempre bom tentar colocar os problemas pra segundo plano e aproveitar o momento. Por que você não dorme aqui hoje? Podemos, sei lá, fazer qualquer coisa. Não tem problema se eu faltar a aula amanhã.

— Minha avó dormirá sozinha, não posso deixar.

— Seu primo anda dormindo na casa da namorada agora?

— É uma longa história, e isso fica pra outra hora. Já que disse que sempre te procuro pra falar dos meus problemas, por que você não me conta os seus?

— Finalmente você me perguntou isso. Então...

— Nat, olha quem resolveu aparecer? — Phill surgira no quarto.

E a imagem de quem tento tentava evitar surgira ali sorrindo. Aquele lindo sorriso, concebido pelos deuses, que completava aquela beleza construindo em suas bochechas minúsculas covas que foram desfeitas em segundos assim que me vira.

— Ótimo. — Falei levantando-me. — As horas se passaram e eu realmente tenho que ir.

— Mas já? — Phill indagou.

— Sim. Nat, outra hora apareço por aqui. Isso é claro, se você estiver sozinha. —Espero que as palavras tenham o atingido.

— Está certo, lindo. — Nat completava-me. Sabia perfeitamente que nós dois ali, juntos , só daria confusão.

— Até aqui você vai fugir de mim? — Ele disse.

Meu silêncio, mais uma vez, serviu como resposta.

Como conhecia a casa da Nat e tinha total liberdade sobre aquele local, fui sozinho até a saída. Minha esperança tivera fim quando o moreno me impediu de fechar a porta. Olhou-me por uns segundos, até ver-me dar as costas e deixa-lo sozinho.

— Você vai mesmo ficar sem falar comigo? — Dizia enquanto caminhávamos.

Eu tentava ao máximo não pronunciar nada. Nem mesmo me irritar com sua aproximação. Apesar de estar gostando. Henry estava preocupado.

— Cara, você acha que vai conseguir ficar sem falar nada perto de mim por quanto tempo? Isso não vai dar certo, Adam.

Ele continuava, abusando de palavras e de tudo que pudesse arrancar, ao menos, uma palavra minha. Eu não daria esse presente para ele. Sim, isso seria um presente. Um troféu, uma conquista. Afinal, ele sempre vence.

— Adam, olha para mim. — O moreno posicionou-se em minha frente, e me impediu de prosseguir com sua mão. Sorriu. — Vai resistir?

Me desfiz daquilo que me impedia e continuei a caminhar. Henry não parava de tagarelar, e eu sempre achei que esse cargo fosse meu. Quando finalmente estava em frente a minha casa, o infeliz posicionou-se em minha porta, impedindo-me mais uma vez de prosseguir.

— Você não vai entrar, não antes de falar comigo. Na verdade, você nunca me tratou assim. E estou me sentindo um lixo tendo que me humilhar dessa forma. Por sorte não tem mais ninguém nas ruas.

Mesmo com pouca força comparada com a dele, consegui entrar em casa, batendo a porta e deixando-o sozinho, sobre a proteção da lua.

Encontrei minha avó dormindo no sofá, e a acordei para que pudesse ir para cama. Logo, subi as escadas e abri a porta do quarto. E meu coração por pouco não parou de bater. Maldita hora que me esqueço de trancar a janela.

— Olha, já faz um tempo que você abusa do poder do silêncio. Será que dá pra parar? Você está acabando com nossa única forma de contato, Adam. Chega!

Eu estava jogando o mesmo jogo que o moreno. Por que não abusar? Fazer o que ele sempre fez. Queria vê-lo sentindo-se da mesma forma que me sentia. Isso poderia ser considerado vingança? Talvez sim. Como provavelmente não seria. Apenas uma troca de favores? Será? Prazer. Era disso que precisávamos para apimentar esse jogo.

— Eu poderia te mandar embora, mas hoje eu quero você só para mim. — Matei minha sede quando fui de encontro àqueles lábios úmidos.

Resposta imediata. O maior já estava tendo domínio sobre mim. Suas mãos tateavam minhas costas, procurando retirar a peça que lhe impedia de tocar minha pele. Era rápido como um guepardo correndo para devorar sua presa. Posso me considerar um alvo fácil diante daquele corpo, cujas curvas estavam esculpidas em seu tórax e prosseguiam até seu estômago? De braços torneados, cuja força eu podia sentir, e até mesmo o toque de suas mãos ásperas em meu rosto. Certamente, eu sou um alvo fácil. E seu principal alvo.

— Que saudade dessa boca. — Disse o moreno, retirando sua calça.

Peça por peça ia sendo retirada por ele. Como sempre, mantinha o domínio sobre mim. Era Henry, o rei da escola. Provavelmente, o meu rei. Eu estava submisso as suas ordens, aos seus desejos; objeto de prazer. Seria aquilo uma troca de prazeres?

— Por uma noite. — Falei, ficando finalmente despido.

— Somos frutos de um pecado. Por que não pecarmos juntos esta noite? — O moreno agora retirou sua cueca, ficando despido em minha frente.

— Um jogo de prazer. — Falei durante as pausas que fazíamos tentando recuperar o ar.

— Prazer que só você sabe me proporcionar.

E bruscamente o moreno jogou-me contra a parede, virando-me de costas para ele, sentindo então o toque dos seus lábios em minhas nádegas. Henry mordiscava a região enquanto pressionava minhas coxas com suas mãos. Prendi o lábio entre meus dentes, tentando aproveitar cada minúsculo prazer que ele me proporcionava. Aqueles dentes, que antes mordiam minhas nádegas estavam agora em meu pescoço.

— Te devorar. — Sussurrou.

— Ser devorado. — Respondi em forma de urro.

O moreno colocou-me de frente mais uma vez, atacando meus lábios novamente. Juntos saciávamos a sede que durou por meses.

Eu queria ver Henry mais ardente do que já estava. Sabia perfeitamente como fazer isso.

Joguei o moreno sobre a cama, que sorriu ao me ver aproximando-se. Minha mente havia decorado perfeitamente em forma de mapa o trajeto para proporcionar mais prazer ao moreno. O ponto de partida eram seus lábios. Dali desci até o pescoço e quis marca-lo mais uma vez. Fora só sugar uma pequena região, e observar o vermelho se formar naquele lugar. Na manhã seguinte, todos iriam ver que Henry havia sido marcado por mim.

Prossegui até encontrar finalmente seus mamilos, abusei daquela região por poucos minutos. Fui mordiscando seu tórax, seu abdômen e no final, estava devorando aquele falo pulsante em minha boca.

O urro fora resposta suficiente para que eu soubesse que proporcionei prazer ao moreno.

Suas mãos invadiram meu cabelo, guiando-me. Até ali ele queria manter domínio. Apreciei sua glande, fazendo leves movimentos com a língua. Ouvi-lo urrar era excitante. Assim como vê-lo sorrir a cada movimento meu.

Quando menos me dei conta, fui jogado de lado, e o moreno continuou a manter controle. Dessa vez Henry que estava proporcionando-me prazer. Era ele que estava devorando meu falo.

Só pude respirar forte e aproveitar daquele momento. O moreno não se conformou e me colocou sentado na cama, voltando a devorar meus lábios mais uma vez. Seríamos capazes de morrer pela falta de ar. Morrer por tamanho prazer.

Henry me colocou de joelhos de costas para ele e de frente para a parede. Atacou meu pescoço, apertou minhas nádegas e finalmente penetrou-me.

— Dói? — Indagou.

— Faz parte. — Respondi.

Eu não estava sendo eu. Sabia que não estava. Se fosse para ver Henry louco por um dia, aquilo era necessário.

O prazer foi imediato e não demorou a chegar. Era maior que a dor, até mesmo conseguia fazer-me esquecer do que antes me machucou.

Movimentos acelerados tinham como resultado a pele suada do moreno sobre a minha. Urros completavam a cena criando uma canção com o som produzido pelo contato de nossas peles. Alternando entre beijo e mordidas, lá estavam seus lábios sobre meu pescoço enquanto ainda continuava seus movimentos dentro de mim. Havíamos umedecido a parede, deixando nela marcas de nossas mãos. Implorei para que na manhã seguinte estas já não estivessem mais lá.

Ainda dentro de mim, o moreno deitou-se na cama deixando-me por cima dele. Continuava seus movimentos recebendo em troca meus urros de prazer. Urros sinceros. Não havia como negar. Henry sabia proporcionar-me prazer como ninguém jamais proporcionaria.

O processo de prazer continuou, até sua mão encontrar meu membro e masturba-lo. Prazer em dobro. Um toque brusco, mas suficiente para deixar-me satisfeito. Ondas elétricas invadiram meu corpo, quando eu havia chego ao ápice do prazer, ali em cima dele. Henry continuava seus movimentos e sabia que estava sorrindo. Foi quando senti sua respiração pesada tocar meus ouvidos. Estava chegando. Soltou no ar inúmeros palavras quando finalmente ejaculou.

Posicionei-me ao lado do moreno. Sabia que quando acordasse ele já não estaria mais ali. Mas quem disse que eu deveria estar me preocupando com isso? Éramos peças de tabuleiro com jogadas parecidas.

Acordei, é claro, na ausência do moreno, que colocou um travesseiro para que eu não sentisse a sua falta quando saísse na calada da noite.

Banho tomado. Refeição feita.

— Eu ouvi sons estranhos vindos do seu quarto. Resolveu arrumá-lo aquela hora? — Indagou minha avó.

Tão ingênua. Quem dera soubesse o que se passou.

— Só mudei a cama de lugar, mas logo a coloquei de volta. — Menti.

— E John? Realmente decidiu dormir com o amigo dele novamente?

— Não são mais amigos. Pode chama-los de namorados. Mesmo que eu não tenha presenciado nada que confirmasse isso.

— Você está certo. — Disse bebendo um pouco do chá de sua xícara.

Encontrei John na escola conversando com Liam. Está bem que eu iria atrapalhá-los, mas pouco me importo. Ele era meu primo acima de tudo. Conversei com ambos juntos, e de alguma forma conseguiram retirar gargalhadas minhas.

— Como sempre, os três patetas reunidos.

Meu silêncio. Eterno silêncio.

Henry olhou para mim esperando respostas, mas não obteve.

— Vamos entrar? — Liam sugeriu.

Não fora necessária alguma resposta. Apenas demos de costas e deixamos o seu grupo sozinho.

Mais tarde, quando estava sozinho na biblioteca, o moreno continuava me perseguindo. Fora só perceber que mais ninguém nos observava para sussurrar no corredor formado pelas estantes de livros.

— O que aconteceu? Achei que você tinha parado com essa frescura de me ignorar.

— Como se sente? — Foi necessário falar.

— Do que você está falando? — Indagou desentendido.

— Henry, estamos agora jogando no mesmo time, ou melhor, o mesmo jogo.

— Mas você está jogando fora nossa única forma de contato.

— É exatamente isso que quero. Adotei o poder do “não”.

Depois de enfatizar a palavra me retirei do local, deixando-o sozinho. Doeu-me a alma vê-lo me observar com tristeza. Era necessário. Chegou o momento em que eu teria que parar de sofrer.

Notas finais
Oi galerinha!!
O capítulo está betado, haha.
Mas vamos pra sessão de beijos e meus erros de pt, escutem: http://vocaroo.com/i/s05NTFQihTSA
Perdoem-me caso eu tenha esquecido de alguém, e continuem comentando. Amo todos vocês, de coração!
E ah, pra quem está lendo QD2, tenho que informar que o capítulo sofrerá um atraso. Mas não abandonei. É isso, beijão.