Inverno
17 Capítulo 17
Notas iniciais
— Sua mãe esteve aqui hoje. — Disse minha avó quando sai do quarto e fui vê-la na cozinha.
— Sério? Que horas? Ela perguntou por mim? Como ela está? —Foram milhares de perguntas a respeito disso. Mesmo estando extremamente magoado com suas palavras, minha preocupação ainda existia dentro de mim.
— Querido, ela está bem. Só conversamos um pouco, você sabe... Tentei, mas está sendo difícil. Um dia, ela acordará. Nem que eu tenha que dar-lhe uma surra.
— Ela nunca me perdoará. — Falei, pondo na xícara um pouco de leite.
— Claro que irá. Ela é mãe. Nós mãe amamos o filho incondicionalmente. — Minha avó falava enquanto acariciava minha cabeça.
— Já ouvi história de mães que preferem ignorar o filho a ter que aceita-lo do jeito que é.
E então ela calou-se. O diálogo teve fim quando voltei para o quarto tentando me desligar dos malditos pensamentos que voltaram. Quanto tempo era necessário para que nossa relação voltasse ao normal? Fazia dias que não nos víamos. Mesmo quando tentei visita-la, deixou claro para minha avó que não me queria pisando em seu tapete.
Até mesmo quando os dias passam e finalmente a primavera dava seu sinal, as coisas nunca mudam.
O loiro estava na diretoria.
No intervalo Liam entrou numa confusão com Oscar. Já não bastasse ter que aturarmos esses imbecis todos os dias, eles não se conformavam quando tentamos, ao máximo, manter distancia deles.
Estranho era Henry não ter iniciado a confusão e passar horas em silêncio. Até agradeci por isso. Quem dera tivesse perdido a língua e parasse de falar tanta besteira. Mesmo sabendo que isso não iria acontecer, de qualquer forma, estava torcendo para que meus pensamentos se realizassem. Eu até simpatizo com o moreno, só que ainda enxergo-o como uma criança. Sabe-se lá quando irá crescer.
— Liam está demorando, você não acha? — Perguntei para Adam que estava sentado comigo.
— Não duvido que Lisa esteja aproveitando dos dois garotos. Sempre me disseram que quando ele e Henry vão à diretoria, ela abusa da autoridade e até tenta seduzi-los. Nunca confiei em ninguém aqui dentro, mas nessas coisas acredito.
— Ela é atraente e sedutora, mas não acho que ela seja capaz disso. Será?
— Sou prova de seus ataques. Quando fui chamado à diretoria, por conta de um estúpido chamado Henry, e esse você conhece bem, ela passou seus dedos em minha coxa quando estava sentado. Se o assunto se prolongasse, eu teria comido ela naquela mesa. — o olhei assustado — Está bem, não teria comido. Mas ela é atirada.
— Espero nunca ter que ir lá sozinho.
— Um dia você irá, acredite. Se ela se interessar, fará de tudo para que você seja chamado. Mas logo em seu primeiro dia de aula aqui, ela te deu as costas, lembra?— Adam olhou em meus olhos até sorrir. Ele não estava mentindo, já que lembro perfeitamente.
— Espera, está me chamando de pouca coisa? — Indaguei irritado.
— John, será que posso falar com você? — Uma voz familiar surgiu atrás de mim interrompendo nossa conversa.
Quando virei para descobrir a dona da voz feminina, me deparei com Anna. Não nego que tomei um susto. Achei que ela estaria ali para dizer que sabia de tudo.
— O que houve? — Indaguei indo ao seu encontro, mesmo estando com medo.
Deixei Adam sozinho e com a garota passei a caminhar sem rumo.
— Estou até envergonhada de te pedir isso. Acho que você irá me achar uma idiota. — Ela dizia fitando o chão.
— Diga-me.
— Estou vendo que você e Liam estão muito próximos, — não nego que quis correr dali — vejo que ele parece estar superando a traição com você. E até te agradeço por isso. — Ela fez uma pausa — Será que você poderia me ajudar na minha reaproximação com Liam? — Por fim paramos de caminhar.
— O que? — Indaguei assustado, tendo que controlar minha respiração e não deixar nada tão óbvio quanto as coisas que estavam acontecendo entre o loiro e eu.
— Eu quero o perdão do Liam. Eu sei que ele me ama. Que está péssimo desde que tudo aconteceu. Você é amigo dele, poderia... Sei lá, conversar com ele. Não sei.
— Olha Anna, você o traiu...
— Foi um erro. Estou ciente disso e muito arrependida. Mas Liam não me dava atenção necessária e por um deslize, lá estava eu transado com Tobias, e foi apenas algo passageiro. Decidimos não continuar e até mesmo ele está arrependido. Só não paramos de nos falar porque agora só temos um ao outro. Agora eu vejo o quão burra fui. Preciso da sua ajuda, John. Conversa com ele, por favor. Faça-o entender que estou arrependida.
Olhei para os lados na tentativa de encontrar alguém que pudesse me retirar daqui sem ter que responde-la. Adam nem sequer estava olhando para nós. Eu não iria conseguir responder um “não”. Tudo porque ela não fazia ideia do que estava acontecendo.
— Está tudo bem, Anna. Vou dar o máximo que eu puder. Não te garanto que eu consiga, até porque...
— Eu sei. Liam é difícil de lidar quando ele passa a odiar as pessoas.
Vadia! Essa era minha resposta. Não estava admitindo que ela estivesse conhecendo Liam tão bem quanto eu. Eu teria que aceitar. Fora Anna que cuidou do loiro enquanto eu estava ausente. Ou melhor, quando ele resolveu se ausentar da minha vida. Desaparecer, digamos assim.
— Eu sabia que poderia contar com você. — Anna me abraçou.
Incrível foi ter que retribuir seu abraço. Ela não tinha culpa. Claro, tinha toda a culpa da traição. Mas não de me pedir ajuda. Além da minha família, ninguém sabe o que acontece entre o loiro e eu. Tinha o tão fotógrafo. Mas esse, eu ainda iria por as mãos.
Fora só olhar para trás mais uma vez, e saber que Liam já estava sentado com Adam. E meu coração, inquietasse mais uma vez.
— Vou lá, tentar, bom... Você sabe. — Disse para ela.
— Obrigada. — Sorriu.
E dei de costas pensando em tudo que acabara de ouvir.
— O que ela queria? — Adam perguntou.
— Nada.
— Claro que ela queria algo com você. Anda, diz. — Meu primo insistia.
— Não é nada, já disse. Ela me pediu segredo. — Talvez eu tivesse sido um pouco grosso.
— Que saco, você sempre deixa para me contar as coisas mais tarde, John. — Adam disse, levantando-se e saindo dali.
— Ei, Adam, espera. — Eu não poderia ficar ali e deixa-lo ir sozinho.
Foi quando o vi ser parado por Henry. Sabia que mais uma confusão iria se iniciar.
— A princesa anda fugindo do príncipe encantado? — Ele disse ao me ver se aproximar.
— O deixa em paz, Henry. Puta que pariu, vai procurar outro alguém pra encher. — Falei irritado. Provavelmente descontei um pouco da raiva em Henry.
— Você sempre bancando o bom moço, John. Engraçado não é? Defendendo o Adam de tudo. Por que será?
— Ele é meu primo. Qual o problema? Sei dar os devidos valores as pessoas.
— Já chega, Henry. Você sempre procura nos meter em confusão. Será que não cansa? — Liam dissera se aproximando. — Preciso te contar algo, John. Vamos sair daqui. — O loiro disse olhando para mim.
— Agora estão de segredinhos? Acho que o fato de você ter sido traído por Anna te faça agora gostar de garotos. Não duvido isso, vocês andam tão próximos e agora tão levando Adam para isso. O que os três fazem numa noite entre quatro paredes?
— Para de ser imbecil, Henry. Que saco, olha as merdas que você está falando. — Eu disse irritado e me segurando para não soltar uma das indiretas. Dias atrás fiz isso e mais tarde fui advertido por Adam.
— Olha, como sempre, um defendendo o outro. Vocês deveriam me agradecer. Primeiro você Liam. Se Laura não tivesse me dito que você estava sendo traído, com certeza continuaria sendo um idiota até hoje. John, de uma hora pra outra conseguiu ser falado na escola e graças a quem?
— Você está ficando maluco. Pouco me importa se sou falado ou não. Não carrego o teu sobrenome. — Liam disse sentindo nojo do moreno a nossa frente.
— Me agradeçam. — O moreno continuava a provocar exibindo seu sorriso sarcástico.
— Lembre-se de que você está sozinho, Henry. — Liam o ameaçou.
— Quem te disse isso, Liam? Devemos continuar o que não concluímos. — Oscar surgiu atrás de nós, seguido por Victor.
— Olha, Oscar, da próxima vez quem vai tentar quebrar esses seus dentes sou eu. — Falei. Já estava me irritando com esses garotos.
— Sem Anna e Tobias, vocês acham que dariam conta de alguma coisa? — Quem resolveu aparecer fora Emma, mexendo em suas madeixas.
Adam estava calado. Observava tudo, mas não pronunciava nada. Apenas fuzilava Henry com os olhos. Até mesmo assustava-me.
— Estão vendo? Nós somos o que vocês tentam ser. Agora me diga, Adam — Henry olhou para meu primo — O que você enxerga em mim? Não nega, eu sou demais. Não é? Foi eu quem, em pouco tempo consegui popularidade e você? Continua nessa merda de vida apagada.
— Já disse pra deixa-lo em paz. — Falei.
— Vamos Adam, diz! — Ele provocou.
— Já chega, Henry. — Falei dando um passo a frente. Sabendo que meu primo não estava gostando de tais palavras, seria capaz de socar o garoto. Até eu odiava o jeito que Henry o tratava.
— O que eu vejo? — Adam finalmente se pronunciou, posicionando-se em frente ao moreno sem temer algo— Alguém desprezível. — O moreno ria das palavras — Quer mais?
Não sei se era impressão, mas eu nunca vi Adam expressar sua raiva por palavras, mudando até mesmo a expressão em seus olhos e a entonação das palavras.
— Sim. — Henry respondeu sorrindo de forma sarcástica.
— Você sente um vazio, não é Henry? Agora diga-me: Quem é você quando está sozinho em seu quarto? Sem a atenção necessária. Ah, quem eu vejo... — Adam não retirava os olhos do maior — Um idiota, procurando atenção já que não recebia. Uma criança, presa em seu berço que está dando os primeiros passos. Um imbecil, buscando na popularidade um reconhecimento fútil. Talvez, a puta que te marcou — foi quando vi a marca no pescoço do garoto, que pôs a mão no lugar rapidamente — nem esteja mais se importando com você. Pra concluir, era o fardo da família e aposto que desconta toda a raiva em todos nós... — O sorriso do moreno se desfez.
— E você Adam? — Meu primo fora interrompido por Laura que surgiu para defender o irmão. Agora estavam todos reunidos. — O estranho que perdeu a mãe logo cedo. Sinal de que ela te rejeitou desde o nascimento. Você sim seria um fardo, por isso, preferiu a morte a ter que te cuidar. Pobre de atenção é você, que teve sorte com a chegada do John. Afinal, o abandonado aqui é você, não meu irmão.
— É por isso que te adoro, Laura. — Emma disse posicionando ao lado da morena.
Foi então que vi os olhos do meu primo brilharem, pronto para demonstrar em lágrimas a dor que estava sentindo.
— Eu não posso te bater Laura. Mas não me subestime e muito menos provoque minha família. — Falei ameaçando-a.
— Claro! Você nem seria louco de levantar um dedo para ela. — Henry disse.
— Mas em você eu posso bater, seu babaca. — A raiva que, sabendo eu, meu primo estava sentido, fora descontada com um soco meu na face de Henry que caiu no chão tentando captar o que aconteceu.
Laura se afastou e deixou com que os outros dois viessem para cima de mim. Liam não demorou em se meter impedindo um deles com um só soco. Enquanto o loiro ainda estava socando o ruivo, Oscar estava tentando me atingir. Seu primeiro soco acertou-se o braço e o segundo meu estômago. Mesmo sentindo dor, consegui acerta em cheio o rosto do infeliz deixando-o tonto por minutos.
Henry ainda estava no chão, prestes a se levantar e entrar na confusão.
Adam, mesmo sendo o menor de todos ali, ajudou-me contra Oscar, depositando chutes no tatuado. Era covardia estarmos em dois contra um, mas o que importa? Esse era necessário. E estava merecendo.
Henry fora atrás de Liam — tão previsível — e dessa vez eram eles praticando a covardia. Mas que merda!
As vadias ficavam apenas observando. Nessas horas desejei a presença de Anna para dar-lhes uma surra e até mesmo do Tobias para ajudar-nos contra os garotos.
Mesmo eu, que tentava ao máximo esse tipo de confusão. Não resisti e parti pra o ataque. Já fazia um tempo que eu vinha aturando-os. Que se dane o resultado de tudo isso mais tarde. Esses imbecis estavam merecendo uma boa surra. Mesmo eu não sendo a melhor opção, ou o cara mais forte, conseguiria dar conta de um sozinho.
Vi o moreno depositar um soco na face do loiro. E aquilo despertou até mesmo um ódio em mim. Larguei Oscar e fui em direção a Henry, chutando-o com toda minha força e derrubando-o no chão.
Quando olhei para trás na tentativa de saber se meu primo estava dando conta de Oscar, o vi sendo sufocado pelo maior. E claro, corri para impedir.
— Larga ele! — Henry gritou. Assustando até a mim.
— Foda-se. Esse filho da puta também está merecendo uma surra. Ninguém mandou se meter na confusão. — Oscar disse. Vi meu primo se debatendo na tentativa de escapar daqueles braços.
Até mesmo Victor e Liam pararam a briga para observar a cena. Era surpresa para todos, ver Henry, que tanto adorava uma confusão, pedindo para parar.
— Larga-o agora, Oscar! Vamos parar com isso. Chega. — Ordenou.
O tatuado obedeceu, mesmo estando enfurecido. Largando meu primo no chão.
— Continuaremos isso fora daqui, Liam. — Ameaçou — Não ache que isso acabou, John. Você me paga por me machucar. Teve sorte de eu não estar com cabeça pra isso hoje.
— Depois diz que sou eu quem corre da confusão. — Liam provocou desejando mais da confusão.
— Deixa com que ele vá embora, Liam. — Falei, calando-o. — Adam, você está bem? — Fui em direção ao meu primo, levantando-o do chão.
Henry e sua turma já não estavam mais ali. Só eu e Adam sabíamos o porquê da confusão ter sido interrompida. O moreno não suportou vê-lo apanhar, ao menos, fora isso.
O que nos incomodava, agora, era o olhar atento dos alunos ao nosso redor. Estes sim estavam adorando o que acabara de acontecer.
Engraçado foi o fato de não percebemos que outros alunos estavam dentro da sala de aula. Perdemos noção do tempo, e fomos obrigados a ficar um horário fora de sala.
“— Atenção, Liam Helfrich, comparecer a sala da direção. Liam Helfrich, comparecer a sala da direção.”
Uma voz, nunca ouvida antes, tomou a rádio da escola.
— Deu merda. — O loiro se levantou do banco.
— O que houve? — Indaguei assustado.
— Se for o que estou pensando. Deu muita merda. — Ele disse saindo.
— Espera, me conta o que houve. — Mas o loiro não me respondeu, apenas desapareceu no meio dos outros.
— Ele volta. Para com essa preocupação. — Adam disse.
Calei-me diante das palavras do meu primo, que estava cabisbaixo, mesmo que em um turbilhão de pensamentos me invadisse sobre o motivo de Liam ser chamado à direção.
— Obrigado por tentar me defender. — Adam falou acordando-me daqueles pensamentos.
— Não foi nada. Você se defendeu melhor ainda dizendo aquelas palavras. O clima até ficou estranho depois daquilo. O vi ficar enfurecido.
— Foi necessário. — Adam encostou-se ao banco e fitou o céu.
— Resolveu se vingar?
— Não exatamente. — Respondeu ele.
— Então o que houve? — Eu insistia indagando.
— Nada de importante. É apenas uma forma de defesa... Ou ataque. — Ele disse, calmo. Havia algo por trás de suas palavras. Eu não sabia o que. Apenas tinha certeza de que Adam estava triste.
— Anna me pediu para ajuda-la com Liam. — Eu falei mudando o assunto, despertando-o agora de seus pensamentos.
— Como é? — O menor dessa vez estava encarando-me.
— Isso que você ouviu. Ela quer que eu tente reaproxima-la de Liam. E-eu não sei o que fazer.
— Anna para mim sempre foi alguém legal. Também sinto pena dela. Mas acho que se você ajudar, irá se arrepender. E você sabe do que estou falando.
— Eu não soube dizer “não.” Ela parecia realmente estar arrependida. Tudo bem, não tenho que sentir pena e nem devo ajuda-la. Mas e agora, o que faço Adam?
— Finge ajudar, no final, diz que ele não a quer.
— Eu estava pensando nisso. Enfim, quero esquecer esse assunto. Minha curiosidade agora é em relação ao que se passa na sala da diretoria.
O sinal tocara anunciando que teríamos que entrar. Liam não apareceu e eu teria que ir para sala. Tentei de qualquer forma continuar ali, mas Adam forçou-me a entrar. Ele estava se aborrecendo com minha preocupação, e até implicou comigo dizendo que eu deveria se importar mais comigo do que com os outros. Certo ou errado? Não sei. Só sei que ainda estava preocupado.
As aulas iam passando-se, não consegui manter a atenção em nada. Estava impaciente e louco para que o sinal tocasse. Queria sair dali e saber se o loiro estava ainda não escola. Não descartei a possibilidade de Liam ser expulso, vendo que ele sempre se mete em confusão por conta de Henry e sua turma. Em um só dia, havia se metido em duas confusões. O moreno não iria deixar barato e com certeza fora até a sala da diretoria fazer algo. Filho da puta!
“— Alunos e professores desculpem-me atrapalhar a aula. Estou aqui para anunciar que a diretora Lisa foi demitida, o motivo não cabe a todos, sem alarme, vocês irão sair mais cedo e todos os professores devem comparecer a sala de reuniões do conselho. Alunos, nós procuramos sempre o melhor para cada um, então não se preocupem, mais tarde todos terão notícias sobre a nova direção da escola.”
A voz, mais uma vez, tomou conta do rádio. Uma explosão de falas tomou conta da sala. Assim como dos corredores logo quando saímos. Estavam todos querendo entender o que se passava e o motivo da demissão de Lisa. Eu, é claro, estava mais preocupado com Liam do que com ela.
E vê-lo, vindo em minha direção, aquietou-me o coração.
Liam estava irritado com algo. Via isso em seu olhar, principalmente quando nem mesmo olhou-me nos olhos.
— Vem comigo. — Disse ele.
— Mas e Adam? — Indaguei. — Não posso deixa-lo sozinho.
— N-não se preocupa. — Adam também sem entender, não se importou com que eu fosse embora. — Ele parece está precisando falar algo. — Meu primo sussurrou.
— Você tem certeza?
Adam consentiu. E então fui seguindo o loiro. Este não disse nada até encontrarmos a sua moto. Repousou nela por alguns segundos, respirou fundo até finalmente dizer:
— A pessoa que está tirando essas fotos, merece a morte. — Disse ele. — Quase fui expulso.
— O que aconteceu?
— Pedi uma cópia alegando mostrar para minha mãe. — Liam retirou do bolso uma fotografia, foi então que a ficha caiu. — Está vendo? — Disse entregando-me.
O loiro estava encostado à parede. Lisa posicionava a mão entre suas pernas enquanto seus lábios estavam próximos do ouvido de Liam.
— A pessoa que tira essas fotos, está obcecada por você. — Falei.
Notas finais
http://vocaroo.com/i/s1KEB8WpU1Bo
Galerinha, eu tô reformando o tumblr de Inverno, respondi algumas perguntas feitas por lá e não deixem de perguntar, ok?
Segue o link abaixo:
http://noinverno.tumblr.com/
E ah, eu criei uma espécie de trilha sonora, gostaria que vocês dessem uma olhada, encontrasse também no tumblr, mas se quiserem o link direto, segue abaixo:
http://invernomusicas.tumblr.com/
Aconselho a clicarem no sinal de + de cada música.
Muito obrigado, de coração a cada comentário e até o próximo capítulo. Beijo, amo todos vocês!
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