Notas iniciais
A história se passa um alguns anos antes de Saga assassinar Shion, quando ele e Aioros eram cotados como possíveis substitutos de Shion!
Como alguns cavaleiros possuem poucos golpes, tomei a liberdade de criar alguns!
Cavaleiros do Zodíaco pertece ao tio Kuramada! E eu não ganho nada para produzir fanfic!

Prólogo

No inicio não existia nada, tudo era vazio, apenas a escuridão, e derrepente uma explosão e foi criado o Caos, o primeiro ser do universo e dos seus pedaços foram gerados os gêmeos Erebus e sua irmã Nix. Mas ainda só existia a escuridão. Erebus e Nix se unirão e dessa união nasceu Eros, o ser que representa a mais forte de todas as virtudes: o amor.

Eros, que era belo e irresistível, teve um papel unificador e controlador dos elementos contribuindo para a passagem de Caos ao Cosmos, a energia que todo ser possui.

Mas Eros viu que ainda era tudo escuro, e sozinho ele gerou a Tártaro e a Gaia, Tártaro era o mundo inferior, o inferno e Gaia é a mãe terra.

Gaia gerou sozinha a Urano, Pontos e Óreias que são os céus, os mares e as montanhas respectivamente. Agora não era tão escuro, começava a surgir à vida, mas Gaia se sentia sozinha, o que a levou a se unir com seu filho Uranos que passou a ser seu marido e protetor, sempre deitado sobre ela gerando vida nela, copulando-a periodicamente com a chuva. Urano e Gaia geraram as criaturas: os Titans e as Titânidas, os Ciclopes, e os Hecataconquiros. Após ser criado Urano, este passa a ser o primeiro senhor do Cosmos, não demorando a se tornar também seu primeiro tirano, aqui nasce o desejo incontrolavel de dominar que existe dentro de todos os seres.

Mas a tirania de Uranos não duraria para sempre, a revolução do seu filho Cronos, que contava com o apoio de sua mãe Gaia, levouUranos a queda do poder. Agora Cronos reinava soberano como o unico senhor do Cosmos, mas não demorou para Cronos mostrar as mesmas qualidades de seu pai e se tornar um tirano. Cronos, sabendo que seria destronado por um de seus filhos, devorava a todos logo que nasciam. Réia, sua esposa, o enganou e escondeu o mais novo, Zeus, que foi criado escondido pela ninfa Almatéia e pelos Curetes. Quando cresceu libertou seus irmãos do corpo de Cronos através de uma erva dada por Métis, libertou os Ciclopes e os hecatonquiros , que imortalizou , e unido a todos estes, realizou a titanomaquia, a luta contra os titãs, que vencidos foram jogados no Tártaro. Após isto teve que vencer duas ameaças enviadas por Gaia: os gigantes, contra os quais realizou a gigantomaquia com a ajuda de Hércules e o terrível Tifão contra a qual travou a mais difícil e derradeira batalha. Depois de tudo Zeus assim se torna o novo senhor do cosmo.

Zeus se casa com Métis e gera a Atena. Após muitos casamentos Zeus se casa com Héra, essa é a mais terrivel de todas as mulheres de Zeus, tomada por ciumes, ela passa a perseguir todos os filhos de Zeus e suas respectivas mães.

Cápitulo I: O ínicio

Duzentos e vinte anos se passaram desde que Hades e seus espectros foram selados por Atena na lendária guerra santa do ano de mil setecentos e quarenta e três. No Olimpo, um homem de longos cabelos avermelhados está inquieto e profere as seguintes palavras:

-Maldição, até a Hades ela sobrepôs. Maldita sejas tu Atena.

O homem não percebe que uma linda mulher de cabelos castanhos que de tão claros chegavam a ser loiros , de rosto perfeito com belos olhos cor de mel e labios rosados, uma pele alva como a nevee um corpo escultural se aproximava.

Pego de surpresa pela bela mulher que se aproximará, o homem tenta esconder sua inquietação, mas a mulher o fitava de forma séria.

- O que foi meu filho?

- Nada minha mãe. Responde de forma irritada.

- Como nada, meu filho?- Eu já sei o que você está sentindo!- É ódio pelo triunfo de Atena sobre Hades!

O Homem fica surpreso com a resposta de sua mãe, sem argumentos para negar à afirmação, ele apenas concordaacenando sua cabeça lentamente.

- Ares meu filho, não seja tão impaciente.

Isso soaria como uma afronta, pois Ares sempre era derrotado por Atena, era como se ele tivesse sido criado para ser sobreposto por ela.

-Héra, minha mãe, como pode me pedir tal coisa, se você sabe que eu nunca triunfei sobre ela?

Héra sabia disso, mas o que seu filho não sabia é que ela tinha ódio de todos os filhos que Zeus teve com outras deusas e até com mulheres mortais.

- Meu filho, sua mãe quer lhe ajudar.- Há uma forma de você triunfar sobre Atena.

- Como assim? Responde Ares com uma expressão de surpresa e com um timido sorriso nos labios.

- Simples meu filho, Atena ainda não reencarnou, vc só precisa acabar com o santuário e matar a escolhida que irá dar a luz a Atena.

Ares é tomado por uma felicidade incontrolável, sua mãe acabara de lhe dizer como ele iria acabar com Atena e seus cavaleiros, ele fica surpreso pelo fato de ainda não ter pensado nisso.

- Sim minha mãe, como eu não tinha pensado nisso! Atena não está com seus cavaleiros e eu sou um DEUS!

- Sim meu filho, você só precisa matar a mulher que irá dar a luz a reencarnação de Atena, esse é o seu primeiro objetivo, com Atena morta, seus cavaleiros serão aniquilados facilmente.

- Mas existe um porem, minha mãe.- Como eu saberei qual é a mulher que dará a luz a Atena?

- Não se preocupe com isso.- Deixe que eu me encarrego disso!

- Sim minha mãe.

Ares se retira do grande salão em que se encontravam deixando sua mãe sozinha. Agora Héra estava pensando em como faria para que Zeus lhe dissese qual seria a mulher que daria a luz a Atena. ´´È impossivel enganar a Zeus``, pensava Héra. Ele sabe de todas às coisas.

Mas derrepente Héra escuta uma voz invadindo seus pensamentos, uma voz conhecida, que lhe dizia:

- Héra, a escolhida para dar a luz à Atena mora em uma vila próxima ao santuário. Héra estava feliz e tremendamente assustada, pois a voz que lhe dissera isso, era a voz de Zeus.

- Meu senhor, por que estás a me dizer isso?

- Héra minha amada esposa, eu conheço todos os corações e não há um pensamento sequer que eu não saiba.

- Eu sei disso meu senhor, mas por que?- E a vida de sua filha Atena?

- Por que os guerreiros de Atena possuem uma virtude que nem mesmo os deuses possuem!

Héra fica penssativa com a declaração de Zeus, mas ela não iria impedir Ares com o seu plano de vingança, afinal, quando aquele colocava uma coisa na cabeça, principalmente se envolvesse Atena, seria impossivel faze-lo mudar de idéia.

- E qual é o nome da escolhida? Pergunta Héra.

- Seu nome é Ariadne! Essas foram as ultimas palavras que Zeus falará à Héra.

Héra agora se encontra no grande salão pensativa, pois, não haveria como Ares triunfar sobre Atena; ou teria Zeus mentido para ela. A duvida tomava o coração de Hera, masapesar da duvida ela não tentaria impedir seu filho, ja que, ela também tinha os seus planos.

No santuario, um homem que aparenta ter seus quarenta anos, de longos cabelos loiros com alguns fios grisalhos e de tão longos chegam a tocar as nadegas de seu dono, está dentro de uma grande píscina em um salão. O homem encosta sua cabeça na borda da píscina, e olha para as cicatrizes em seu corpo e se lembra do por que de elas estarem ali, ele, um veterano de uma guerra santa e mestre do santuario, se encontra pensativo sobre sua vida, seu passado e seu futuro.

´´Idolatrada seja minha deusa Atena, que foi generosa comigo, me deixando como grande mestre do santuario e prolongando minha vida, tenho duzentos e vinte anos e tenho a aparencia de um homem de quarenta anos!`` Seus pensamentos são interrompidos por uma batida na porta no grande salão e a voz de um criado que chama pelo seu nome.

- Mestre Shion!

Ele saí da grande píscina e cobre o seu corpo molhado com um grande roupão branco, e segue em direção a porta. Ao abrir a porta, o servo que lhe chamava se põe de joelhos e profere às seguintes palavras.

- Perdoe-me grande mestre, mas esses dois disseram que o senhor tinha marcado uma reunião com eles.

Shion, olha com serenidade para o homem, pois mesmo ele sendo generoso e bondoso, os servos lhe mostravam grande respeito e temor.

- Sim, eu os chamei, não precisa se desculpar homem.

- Sim, grande mestre, obrigado!

O homem se retira deixando dois homens que trajam armaduras douradas, um de longos cabelos azuis, de pele alva e com a iris da mesma cor que seus cabelos, o outro, um homem de cabelos loiros, de pele levemente bronzeada e com uma pequena diferença na sua armadura em relação a do seu companheiro: sua armadura possuia asas.

- Saga, Aioros, por favor entrem!

Os dois entram no grande salão e Shion fecha às portas. Saga e Aioros não sabiam por que tinham sido chamados por Shion, estavam curiosos para descobrir o porque, mas Shion não demonstrava nenhuma pressa em começar a falar. Shion tira o seu roupão e começa a secar seu corpo com o próprio roupão, após secar-se ele veste uma túnica e por cima da túnica ele coloca uma tabena, um tipo de capa semi-círcular e se coloca de frente para Saga e Aioros.

- Vocês sabem que já me encontro em uma idade avançada, apesar de ter o corpo de uma pessoa de quarenta anos.

Os dois acenam positivamente com a cabeça e quando ele ia continuar, a porta é derrubadapor um cavaleiro que forá arremesado por um enorme raio de energia dourada. Com o arremesso, o cavalerios não só passou pela porta como também foi parar na parede do outro lado do salão. Saga e Aioros olham em direção a porta e veem um homem se aproximando com um cajado na mão que tem a forma de um cetro com uma grande esfera dourada em sua ponta, o cetro tem duas serpentes enrroscadasentre sí e e no cetro respectivamente, suas caudas na base e suas cabeças encostando na haste do cetro, acima da cabeça das serpentes projetavam-se um par de asas, uma em cada lado do cetro, a esfera ficava acima da base das asas. O Homem veste uma roupa identica a de Shion, só que sua roupa é tão alva como a neve. Saga junta suas mãos e começa a concentrar uma enorme quantidade de cosmo. Antes que saga pudesse atacar, ele escuta Aioros gritando:

-Atomic Thunderbolt!

Uma rajada reluzente semelhante a um trovão, formada de centenas de outras finas rajadas, são atiradas pelas mãos de Aioros em um movimento semelhante a um soco desferido em linha reta.

O homem apenas coloca seu cajado na frente, que absorve todo o golpe de Aioros, como se toda aquela energia não fosse absolutamente nada. O homem olha para Shion, esse o reconheçe e logo se ajoelha diante do homem. Saga e Aioros estavam espantados pela forma como o homem anulou o golpe e por Shion está ajoelhado.

- Esses cavaleiros de Atena não tem nem um pouco de respeito pelos deuses!

Saga e Aioros ficam pasmos com a declaração do homem, e logo Shion se manifesta:

- Seja bem vindo ao santuario, Hermes.

- Bem vindo?- Na base da pancada? Diz Hermes irônicamente.

-Perdoe-os Hermes, eles não sabiam quem era você.

- Não se preocupe Shion, posso ver que o santuário é bem protegido.

Hermes olha para Aioros e diz:

- Ótimo ataque garoto, mas um ataque vindo de um humano, jamais danificaria o caduceu*.

- Mas o que o traz ao santuário, Hermes? Pergunta Shion, agora de pé.

- Shion, alem de eu ser um deus eu também sou mensageiro deles, e o que me traz aqui é uma mensagem do próprio Zeus!

O silêncio pairá sobre o salão. O cavaleiro que fora arremesado salão adentro se levanta e com uma tremenda raiva pergunta:

- Diga logo o que o velhote lhe mandou dizer!

- Paciência Deathmask, ou deveria chama-lo de... bom isso não vem ao caso. O que Zeus tem a dizer é: protejam a mulher que foi escolhida para dar a luz a reencarnação de Atena.

Espanto é o que se vê nos rostos de Shion e dos cavalerios, isso, vindo de Zeus, não era uma mensagem, era uma ordem!

- Bom, agora que a mensagem foi entregue, eu me retiro.

Hermes vira-se para os cavaleiros e sai em direção a porta do grande salão. Deathmask se aproxima dos outros com uma cara de poucos amigos, acena para Shion e ameaça ir para fora do salão quando é interrompido por Saga.

- É cara, que surra em? E ele ia revelar seu nome! Diz Saga com uma cara de deboche.

- Hum! Resmunga Deathmask e sai do salão.

- Saga e Aioros, o assunto que eu tinha para tratar com vocês vai ter que esperar, essa nova missão agora é o principal objetivo do santuário.

Saga e Aioros condordam com o mestre balançando a cabeça em sentido de afirmação.

- Desçam para as suas casas e avisem aos outros que teremos uma assembléia dourada amanhã, as oito horas da manhã.

Saga e Aioros se dirigem para as suas respectivas casas e antes que pudessem chegar a casa de peixes, avistam os outros cavaleiros de ouro reunidos.

- ainda bem que estão todos ai, eu não estava nem um pouco afim de ir até a casa do Mú para dar recado do Shion. Diz Saga.

Ao chegarem até os cavaleiros de ouro, Saga e Aioros são questionados por Aioria de Leão.

- O que aconteceu lá em cima? O Deathmask desceu ´´cuspindo marimbondos``!

- Depois da surra que ele tomou, até eu desceria assim. Diz Saga de forma sarcastica.

Aioria fica um pouco assustado, mas pergunta:

- Por acaso foi aquele homem que passou pelas doze casa?

- Sim. Mas a casa de Cancêr é a quarta? Deathmask subiu apanhando? Diz Aioros sorrindo.

- A casa de Cancêr estava fazia. Diz Mú de Aries.

- Não, ele passou por todas as casas tranquilamente, ele nos disse que tinha uma menssagem para o Shion. Diz Camus de Aquario.

- Aquele psicopata estava próximo a sala do mestre, deve ter sido ai que eles se encontraram. Diz Milo de Escorpião.

- Mas mudando de assunto, amanhã as oito horas da manhã haverá assembleía dourada no grande salão. Ouviu Milo? Oito horas! Não as nove! Diz Aioros.

Após o aviso de Aioros, todos se retiram para suas casas, exceto, Shura de Capricórnio, Camus, Milo e Afrodite de Peixes.

- Logo hoje que o velho ia liberar a gente para dar um ´´rolê``. Diz Shura.

- Mas ele não cancelou a permissão. Responde Milo.

- Amanhã temos assembléia, então não podemos sair hoje a noite. Diz Camus.

- Ô Francês, deixa de ser certinho! Exclama Afrodite.

- Camus está certo, é melhor ficarmos quietos por aqui, não sabemos o que o Shion vai dizer amanhã. Diz Shura.

- Bom, então vamos todos para a minha casa? Diz Milo.

Os três aceitam o convite de Milo e descem para a casa de escorpião.

Aioria tinha ficado na casa de Sagitário, pois queria saber o por que de seu irmão tersido chamado pelo mestre.

- Meu irmão, o que Shion queria com vc ?

- Ele não disse, fomos interrompidos pelo menssageiro.

- E sobre a assembléía dourada, você sabe do que irá se tratar?

- Sim, mas isso você ficará sabendo amanhã Aioria.

- Poxa mano, você poderia me falar, em?

- Amanhã você ficará sabendo e os treinos como estão?

Aioria fica vermelho, pois alem de ser seu irmão Aioros era seu mestre, hoje ele só saiu de sua casa para seguir o mensageiro.

- Estão indo bem Aioros! Diz um Aioria encabulado.

- Leve os treinos a sério Aioria, pois nunca sabemos quando teremos que lutar.

Uma explosão é escutada, Aioros e Aioria vão em direção da saída da casa de sagitário.

- Acho que veio da casa do Shura. Diz Aioria.

- Não, foi da casa do Camus, está saindo fumaça de lá.

Os irmãos seguem rápidamente para a casa de aquario e ao chegarem lá encontram com Camus, Shura e Afrodite que estavam vermelhos de tanto rir.

- O que aconteceu aqui? Pergunta Aioros!

- O escorpião idiota explodiu o fogão! Diz Camus.

Ao olharem para a cozinha, eles veem Milo com uma parte de seus cabelos chamuscados e a cozinha de Camus parcialmente destruida. Camus chega na cozinha e ao se deparar com sua preciosa cozinha destruída, ele praticamente entra em frenesi. Se não fosse pela intervenção de Shura e Aioros o escorpião estaria preso em um esquife de gelo.

- Seu idiota!Diz Camus aos berros.

- Eu lá tenho culpa francês idiota, se na sua casa não tem fósforo!O combinado era de ir para minha casa mas você fez questão de que ficassemos aqui! Respondi Milo.

- Como ele conseguiu explodir a cozinha se não tinha fósforos? Pergunta Aioria curioso e rindo da situação de Camus e Milo.

- Ele ia acender o fogão com uma técnica um tanto suspeita. Responde Shura enquanto segura Camus.

- Que técnica? Pergunta Aioros, soltando Camus, este aparentava ter se acalmado um pouco.

- O escorpião idiota ligou o gás, e foi procurar por um garfo, ele ia colocar um pedaço de esponja de aço na ponta de um garfo e introduziria em uma tomada, o que causaria combustão da esponja de aço, depois era só colocar a esponja em chamas próxima ao fogão para ascender o fogo! Explicava Camus.

- Mas por que explodiu tudo? Perguntou Aioria.

- O inseto deixou o gás ligado e demorou muito tempo para achar o garfo, na hora que ele colocou o garfo na tomada, foi tudo pelos ares. Respondeu Afrodite.

- Escorpiões são aracnídeos e não insetos. Respondeu Camus.

- Tanto faz! Retruca Afrodite.

- Ele só não está morto por que é um cavaleiro de ouro, mas o cabelo ficou um pouco chamuscado! Diz Shura.

Após o incidente com a cozinha do Camus, todos desceram para a casa de capricórnio exceto Aioros e Aioria que se dirigiram para suas respectivas casas. Dessa vez Shura foi para a cozinha e Camus voltou até a sua casa para buscar uma bebida. Duas horas depois Shura havia terminda de cozinhar o prato que ele preparava e Camus havia voltado de sua casa com uma garrafa de vinho na mão.

- Porquê demorou tanto frances? Pergunta Afrodite.

- Estava proucurando um dos meus melhores vinhos!

Milo toma a garrafa da mão de Camus e lê o rótulo da mesma:

- Château Lesparre- Graves Lesparre, vinho francês Camus?

- Sim, lá da minha terrinha!

- Mas está quente francês burro!!!

- Milo, por acaso você se esqueceu que eu sou o mago do gelo?- Eu sou o único que pode abaixar a temperatura do ar até -270°C, o zero absoluto?

Camus coloca a mão na garrafa de vinho e abaixa a sua temperatura consideravelmente.

- Agora está melhor. Responde Milo.

- E aê Shura? O que você preparou para nós? Pergunta Afrodite.

- Preparei um prato típico do meu país. Carneiro Assado! Responde Shura com um tom irônico.

- Se o Mú estivesse aqui, ia ´´rolar morte``! Diz Milo.

Todos riem da declaração de milo, e logo após vão para a cozinha para servir-se do carneiro assado.

Amanhece no santuário, uma fria manhã de inverno, a neblina cobre o santuário, formando um grande manto branco que se estende da casa de Gêmeos até o salão do grande mestre. Mú que acabará de acordar, rapidamente faz o desjejum e toma alguns cuidados básico de higiene e veste a sua armadura de Aries, já que estava indo para uma assembléia dourada, as armaduras de ouro são seus trajes cerimoniais.

Mú sobe as escadas em direção à casa de Touro e encontra Aldebaram sentado em frente a sua respectiva casa.

- Bom dia Aldebaram?

- Bom dia Mú, estava esperando por você.

Os dois sobem juntos e passam pela casa de Gêmeos, que se encontrava vazia.

- Não sabia que Saga agora era pontual! Exclama Aldebaram.

As casas de Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião e Sagitário estavam vazias, na casa de Capricórnio, Mú e Aldebaram encontram Shura, este estava com cara de que beberá muito na noite anterior.

- Foram para a farra ontem? Pergunta Mú.

-Nada, fizemos um carneiro assado ontem e o francês trouxe um vinho para cá.

- Ta bom, só uma garrafa? Pergunta Aldebaram.

- No começo foi só uma, mas o Milo disse que o Camus tinha muito vinho em sua casa, então o Camus não suportou a pressão do pessoal e trouxe uma quantidade considerável.

- E onde estão todos? Pergunta Aldebaram.

- Saga, Deathmask e Shaka já subiram, os outros dormiram na casa do Afrodite.

Mú e Aldebaram resolvem esperar por Shura, os três sobem juntos até o salão do mestre, encontrando todas as casas vazias pelo caminho. Ao chegar à sala do mestre, todos os cavaleiros estão reunidos, exceto o cavaleiro de Libra.

- Agora a assembléia está completa, podemos começar. Diz Shion.

Todos se acomodam em suas cadeiras em volta de uma grande mesa redonda, todos estão ansiosos. Então Shion começa a assembléia.

- Cavaleiros de Atena, estamos todos reunidos na tabula redonda. Nesse momento todos riem.

- Quero dizer, no salão do grande mestre, pois tenho um comunicado, ou melhor, uma missão, para vocês cavaleiros de ouro.

- Ontem tivemos a visita de Hermes, o mensageiro dos deuses. Nesse momento todos ficam surpresos, menos Saga, Aioros e Deathmask.

-Hermes veio trazer uma mensagem do próprio Zeus. O silêncio paira sobre o salão, ninguém se pronuncia, todos esperam ansiosos para que Shion continue, menos o trio citado acima.

- Bom, vou dizer qual foi a mensagem de Zeus... Ele ordenou que os cavaleiros protegessem a mulher que foi escolhida para dar a luz à reencarnação de Atena.

- Mas a um porem. Continua Shion.

- Não sabemos ao menos o nome da escolhida. Termina Shion.

- Isso significa que teremos que procurá-la! Exclama Shaka de Virgem.

- Sim Shaka, vocês terão que encontra-la e traze-la ao santuário.

- Ótimo, pelo menos vamos sair desse lugar! Exclama Milo.

- De fato, escorpião idiota. Diz Camus.

- Poderemos procurá-la durante a noite também. Continua Milo.

- Se for para procurar sim, mas não para procurá-la na farra. Diz Shion, com um tom sério.

Milo fica um pouco desanimado e ia pronunciar alguma palavra, mas é interrompido por Shion.

- Cavaleiros, passarei o perfil da escolhida para vocês: Ela deve ser virgem, pois Atena nascera de uma mulher pura, afinal Atena é uma deusa. Shion é interrompido por Shaka.

- Mas o Deus dos judeus nasceu dessa forma.

- Isso não vem ao caso Shaka, e continuando, ela não pode ser violada, entenderão senhores?- Ou deveria dizer entendeu Milo? Milo fica todo vermelho e todos riem dele.

- Outra coisa senhores: o santuário não pode ficar desprotegido, pelo menos três de vocês tem que ficar de guarda nas dozes casas.

Shaka e Mú são os primeiros a se oferecerem, mas era necessário três, mas ninguém se pronunciava. Shion começa a olhar atentamente para os outros e diz:

- Falta um. — Alguém se prontifica? Todos continuam quietos, e de cabeças abaixadas evitando o olhar de Shion.

- Aioros. — Você é o terceiro que vai ficar de guarda no santuário.

- Sim, mestre.

- O resto esta dispensado. — Procurem pelos vilarejos, agora como vocês vão fazer para achar uma virgem na Grécia, eu não sei!

-Mais uma coisa: vocês não podem sair de armaduras por aí.

Todos saem da sala de Shion e param em frente à saída da casa de Afrodite.

- Que pena do Aioros. Diz Saga com o seu sarcasmo.

- Ainda bem que ele não me escolheu. Diz Milo.

- Temos que começar a procurar essa ´´tal`` escolhida imediatamente! Diz Shura.

- Sim, vamos nos separar e começar a procurar pelos vilarejos. Diz Afrodite.

Os cavaleiros decidem que cada um deve seguir para um vilarejo e começar a procura pela escolhida, mas todos estavam tomados por uma dúvida: Não poderiam sair por ai perguntando se as mulheres eram virgens!

Vila Rodorio, Grécia. Uma mulher de longos cabelos lisos tão negros como à noite, está sentada em cima de uma pedra observando a uma distancia considerável, um belo jardim de rosas vermelhas. Ela observa as rosas como se estivesse hipnotizada pela sua beleza, mas infelizmente ela não podia ficar a menos de cinqüenta metros de distância das rosas, e caso o vento estivesse soprando da direção das rosas para o ponto onde ela se encontrava, ela não poderia observar aquele lindo tapete de rosas vermelhas, pois as mesmas exalavam uma fragrância extremamente venenosa, capaz de matar uma pessoa em menos de três horas!

- Como são belas, mas ao mesmo tempo são mortais.

Nesse momento uma criança de aparentemente dez anos se aproxima da moça, agarrando-a por trás.

- Advinha que é?

- Epêneto!

- Como adivinhou Ariadne?

- Só você que faz esse tipo de coisa!

- Eu sei, é por que eu sou feliz! Afirma um garoto sorridente com uma expressão de serenidade.

- Veio observar as rosas comigo?

- Não, mamãe está lhe chamando, tem um cavaleiro muito estranho rondando o vilarejo ela quer que você vá para casa.

Os dois se levantam e preparam-se para seguir para casa, mas um homem está do outro lado da planície, como se estivesse esperando por eles.

- Que homem estranho Epêneto!

Realmente não era uma visão agradável, um homem vestido com uma armadura alada e dourada com tons vermelha escarlate e com uma enorme espada em sua mão direita.

- Ariadne, não é nada pessoal, mas o meu senhor deseja a sua morte!

O Homem desfere um raio de energia vermelha que devasta tudo pelo seu caminho, mas não consegue atingir seu alvo.

- Desapareceram? — Como?

Ariadne e Epêneto se encontram atrás de uma pedra junto com um homem que tem um rosto de expressão forte, similar a dos toureiros espanhóis, cabelos curtos verdes e arrepiados e a sua íris é de cor semelhante ao cabelo, porem mais escura.

- Vocês estão bem? Pergunta o homem.

- Sim! Os dois respondem em uníssono.

Os três saem de trás da pedra, ficando de frente para seu atacante.

- Então foi você quem salvou esses dois da morte?

- Sim, e se você não conseguiu enxergar quando eu peguei esses dois, então você não deve ser grande coisa!

- Você vai se arrepender por esse insulto!

O homem assume uma postura de ataque e com sua espada, faz um movimento que corta o ar formando uma enorme lâmina de vento.

O Lamina de vento avança em direção aos três, o homem de cabelos curtos faz um movimento com o braço direito e grita:

- Excalibur!

Uma lâmina de luz dourada é desferida do braço do cavaleiro e vai de encontro à lâmina de vento, ao se chocarem, um grande barulho é escutado e ambos os ataques são anulados pelo choque.

- Impressionante, conseguiu neutralizar o meu golpe!

- Esse é o poder de Excalibur, a espada que tudo corta!

- Interessante, mas eu, Alcebíades o Bubo** da estrela do leste não serei derrotado por um cavaleiro de Atena!

- Não conheço a sua constelação, mas eu, Shura de Capricórnio não serei abatido por um guerreiro desconhecido!

- Você nem está vestido com sua ´´sagrada`` armadura de ouro! Essa planície será seu tumulo, Shura de Capricórnio!

Alcebíades empunha sua espada e avança em direção a Shura e desfere um golpe, mas Shura consegue desviar desse e contra-ataca com um soco que atinge o rosto de seu atacante. Mesmo atingido, Alcebíades continua a desferir ataques cada vez mais rápidos contra Shura que não tem tempo de contra-atacar, apenas desviar.

Se aproveitando da vantagem, Alcebíades desfere um golpe frontal com sua espada descendo rente a cabeça de Shura, este, vendo que não teria como desviar, se defende com técnica de iainuke (técnica que consiste em segurar o corpo da espada com as duas mãos, pressionando uma mão contra a outra, travando a espada).

- Vamos ver por quanto tempo você consegue agüentar!

Shura estava em uma situação delicada, conseguirá bloquear o golpe de seu oponente, mas Alcebíades colocava muita força em sua espada, que ia se aproximando cada vez mais da cabeça de Shura.

- Renda-se Shura, ou irei cortá-lo ao meio!

- Um cavaleiro de Atena jamais se rende!

Shura contava com um último recurso para sair dessa situação, seu golpe de contra-ataque, que usa a força do seu adversário para contra-atacar.

-Jumping Stone!

Com um chute desferido de baixo para cima, Shura acerta o queixo de seu oponente lançando-o ao ar.

- Agora receba o golpe final!

- Excalibur!

A lâmina de energia dourada estava preste a atingir Alcebíades, mas este executa um giro de corpo no ar, desviando da Excalibur. Alcebiades abre suas asas e mergulha em um rasante com sua espada em posição de ataque.

- Morra Shura! Holy Dive!

Com um mergulho-rasante Alcebíades fica bem próximo de Shura e desfere um golpe com sua espada a queima roupa, que só não acertou o peito de Shura por que este protegeu seu tronco juntando os braços sobre seu peito formando um xis. O impacto do golpe foi tão grande, que Shura foi arremessado a uns cinqüenta metros de distância e caiu em cima do tapete de rosas vermelhas.

Com o dano recebido, Shura fica desacordado e Alcebíades aproveita a oportunidade para atacar à Ariadne e Epêneto.

- Agora Ariadne, você vai morrer!

Antes que pudesse atingir Ariadne, Alcebíades é surpreendido por um chute de Shura que acerta o lado esquerdo de seu rosto jogando-o longe. O estado de Shura era crítico, a sua mão esquerda fora amputada pelo ataque, a fragrância venenosa das rosas estava fazendo efeito, sentia náuseas e seu corpo estava pesado e ao mesmo tempo sentia um tremendo sono, que ele próprio não entendia como era possível que ainda estivesse de pé.

- Shura, você respirou a fragrância daquelas rosas, mesmo sendo um cavaleiro de ouro, você não ira resistir por muito tempo! Diz Ariadne em tom de desespero.

Alcebíades se recompõe do ataque e levanta sua espada para os céus, concentrando uma enorme quantidade de energia no corpo de sua espada.

Shura faz o mesmo, só que com a sua mão, Shura está com uma grande quantidade de cosmo dourado em volta do seu corpo.

- Cosmo, queime intensamente!

- Não adianta Shura, o golpe que eu vou lhe aplicar foi-me ensinado pelo meu senhor! Uma técnica que proporciona morte instantânea aquele que a recebe.

- Morra! Death Wind Blade!

Uma lâmina de vento vermelho vai em direção a Shura, deixando um raio de destruição pelo seu caminho.

- Essa técnica é a mais forte de Capricórnio, a espada que pode cortar através das dimensões, desenvolvida pelo lendário El Cid de Capricórnio! — Sacred Excalibur!

A lâmina dourada desferida por Shura vai em direção a lâmina de Alcebíades, cortando-a ao meio, cada parte da lâmina que foi partida ao meio continua avançando sobre Shura, mas sem a possibilidade de ferir a Ariadne ou a Epêneto, nem mesmo ao próprio Shura.

A Sacred Excalibur continua avançando sobre Alcebíades, este percebe que não há como desviar e tenta repelir o golpe com sua espada. Alcebíades consegue repelir o golpe de Shura.

- Agora Shura vocês três vão para o Tártaro!

Alcebíades ataca Shura, desferindo um golpe frontal, como Shura está com uma mão amputada, a técnica de iainuke é impossível de ser aplicada. Shura gira seu corpo para a esquerda, apoiado apenas na sua perna direita, e ao completar o giro, acerta a espada de Alcebíades que se encontrava bem próximo, com sua perna esquerda, quebrando-a.

- Impossível! Quebrou minha espada com um golpe!

- Você usou sua espada para repelir a Sacred Excalibur, a espada que corta através das dimensões, achou que ela não fosse sofrer nenhum dano?

Ao terminar de falar, Shura vai para o combate corpo-a-corpo, afinal ele era o melhor cavaleiro de ouro no combate direto. Shura desfere inúmeros socos e chutes em Alcebíades, que não tem como se defender do furioso cavaleiro de capricórnio. Após uma seqüência de golpes Shura aplica um chute frontal no estomago de Alcebíades, jogando-o para trás.

- MUERE HIJO DE LA PUTA! — Excalibur!

A Excalibur de Shura acerta o meio das pernas de Alcebíades, este joga o seu corpo para o lado direito, movimento que faz com que a Excalibur decepe sua perna esquerda, uma parte do seu quadril e uma asa da sua armadura.

- Se você não tivesse movimentado o seu corpo, você teria sido partido em dois! Diz Shura e logo após desmaia.

Alcebíades estava em estado de choque, nunca fora ferido de tal forma, tivera sua perna decepada, e o pior, o golpe atravessara sua armadura. Ele que era o atendente de um deus.

- Maldito espanhol! Tudo que posso fazer é fugir do campo de batalha, mas antes, matarei a garota.

Alcebíades se levanta com dificuldade e se prepara para matar Ariadne, mas é surpreendido por um homem de longos cabelos azuis que lhe desfere um golpe:

- Piranian Rose!

Várias rosas negras atingem Alcebíades que vai ao chão, seus espinhos cravaram no corpo de Alcebíades, pricipalmente em seus ferimentos, Afrodite tinha mirado seu ataque nesses ferimentos. A dor era insuportavel, a unica coisa que Alcebíades pôde fazer, foi um salto dimensional, com o resto de energia que lhe restara, desaparecendo do campo de batalha.

- Moço, por favor ajude o Shura, ele respirou a essencia das rosas!

- Não se preocupe jovem, aquele tapete de rosas foi cultivado pelo meu antecessor, o cavaleiro Albafíca de Peixes!

Afrodite fica expantado com os ferimentos de Shura,mas ele se utiliza da sua técnica Rose Vine para curar os ferimentos Shura, e neutralizar o efeito da fragrância de rosas. A única coisa que Afrodite não conseguiu fazer foi regenerar a mão de Shura.

- O carinha lhe deu uma surra em espanhol?

- Se pelo menos eu tivesse com minha armadura, eu ainda teria minha mão!

- Ele não é um inimigo tão forte assim, você o derrotou sem usar sua armadura!

- Afrodite, nossas armaduras apenas protegem nossos corpos, o nosso poder de ataque vem do nosso cosmo!

- Isso é verdade, mas eu ainda não descarto que ele era um inimigo fraco!

- Eu tive que usar minha técnica secreta para vence-lo!

- Então o cara era forte, mas mudando de assunto, quem é essa? Afrodite olha para Ariadne.

- Essa é a escolhida: Ariadne, e o pequenino eu não sei.

- Meu nome é Epêneto! Eu sou irmão da Ariadne!

- Tem certeza que é ela Shura?

- Sim Afrodite, Alcebíades ia mata-la.

Ariadne estava sem entender nada, a poucos minutos presenciara uma luta mortal que tinha sido travada por causa dela, e agora esses dois falando de escolhida, estava completamente confusa. Shura chama Ariadne para perto dele e lhe diz que ela deve ir para o santuário, pois sua vida estava em risco.

- Como assim? Estão querendo me matar? O que eu fiz?

Shura não podia falar a verdade, não na frente de Epêneto, mas ele sabia que se fosse leva-la para o santuário, teria que levar a família dela consigo.

- Mocinha, você vem para o santuário com a gente! Ordena Afrodite.

- Mas e minha família? Eles também estarão em perigo!?

Shura concorda com Ariadne e fala com Afrodite para que eles levassem a família de Ariadne também.

- Shura, o que o velhote vai achar disso?

- Shion irá entender! E aliais, a missão foi concluida, achamos a garota!

Afrodite não concorda mas resolve levar a garota e sua família para o santuário, mas isso era o que menos importava, no momento Afrodite estava preocupado com o ferimento de Shura, ele perdera uma mão, mas ainda estava tranquilo, como se aquilo fosse um simples arranhão! Afrodite não suportaria viver sem um membro, do jeito que era narcisista ao extremo, qualquer coisa que mutila-se seu corpo lhe causaria um dano psicológico enorme.

Em uma ilha costeira no Mar Negro, Ares observa o escuro céu de inverno, pensava em como Alcebíades havia se saído em sua missão, com a escolhida morta, só restaria a aniquilação dos cavaleiros de Atena. Seus pensamentos são interrompidos por Alcebíades, que aparece em sua frente como se tivesse sido tele-transportado.

Uma expressão de espanto toma o rosto de Ares, que observa Alcebíades em estado de choque. Seus ferimentos eram impressionantes, uma perna e uma asa da armadura foram amputadas, sem contar as escoriações espalhadas pelo corpo de Alcebíades.

- Senhor, não consegui completar a missão!

- Por acaso você foi atacado por um deus? Pergunta Ares calmamente.

- Não senhor, fui confrontado por um cavaleiro de Atena!

Ares fica ainda mais espantado, Alcebíades era um dos seus quatro pássaros, seria impossível um mortal causar tais ferimentos nele.

- Não se preocupe Alcebíades, irei curá-lo e restaurarei sua armadura, tornando-a mais forte.

Ares sabia o porquê de Alcebíades ter sido derrotado; Atena abriu mão do seu corpo imortal, tendo que reencarnar a cada duzentos anos, o que fortalecia o cosmo de seus cavaleiros. Por um breve momento, Ares pensa em abrir mão de seu corpo imortal, mas a humilhação de ser como os mortais lhe fez mudar de idéia.

Mas uma idéia surge em sua mente: Poderia aumentar seu poder, se fosse cultuado pelos mortais, já que é a fé dos mortais que dá força a um deus!

- Alcebíades, eu enviei Ciríaco para o santuário.

- Ciríaco! Alcebíades sabia que Ciríaco era o trunfo de Ares em qualquer batalha, ele jamais fora derrotado!

- Caso Ciríaco não tenha sucesso em sua missão, eu darei a vocês uma coisa que irá transformá-los em semi-deuses!

No Olimpo, Hera aguardava pela visita de uma jovem; que acabará de chegar.

- Enfim chegou Acalântis, conte-me, como meu filho está progredindo?

Acalântis era uma bela jovem de pele bronzeada, com um corpo esbelto e formoso, seus olhos, de tão verdes, pareciam um par de esmeraldas. Possuía longos cabelos lisos e acinzentados, seus cabelos eram tão longos que lhe tocavam os joelhos.

- Saudações Héra!

- Você continua linda, Acalântis, mas como meu filho está progredindo?

- Ele enviou Alcebíades para matar a escolhida, mas ele foi derrotado de forma humilhante pelo cavaleiro de capricórnio.

Héra fica em silêncio, jamais passaria pela sua cabeça que um pássaro de Ares fora derrotado por um mortal.

- E como está Alcebíades?

- Só está vivo por que fugiu covardemente do campo de batalha; uma de suas pernas foi amputada, assim como uma das asas da armadura de bubo!

- Então esse é o poder da Excalibur! Afirma Héra, admirada.

- Sim, e mais uma coisa: o cavaleiro de capricórnio o derrotou sem trajar sua armadura.

Héra é tomada por uma raiva incontrolável. Primeiro, pelo fato de Alcebíades ser derrotado e agora ficará sabendo que seu algoz estava com o corpo nu. Isso era um estorvo!

- O que meu filho pretende fazer agora?

- Ele enviou o ´´lixeiro`` para o santuário.

- Agora veremos como os cavaleiros de Atena se safarão dessa investida!

Héra sabia que Ciríaco era o mais forte de todos os guerreiros de Ares, ele é a personificação de Ares, assassino de sangue frio, jamais falhará em uma missão, mas os cavaleiros de Atena provaram ser mais fortes do que ela imaginava e se Ciríaco fosse derrotado?

- Se Ciríaco for derrotado, Ares irá usar parte de seu sangue, para nos deixar mais forte.

- Isso os transformará em semi-deuses, Acalântis!

- Sim, seu filho está obcecado pela vitória, está disposto a tudo para derrotar Atena.

- Você, sendo a sabedoria de meu filho, deve cuidar para que ele não cometa nenhuma besteira.

- Eu sempre cuidarei do meu senhor, pois eu o amo!

- Isso não é nenhum segredo, Acalântis, mas a propósito, ele ainda está a deitar-se com aquela mulher?

- Sim minha senhora.

Héra estava possessa de raiva, pois a mulher com quem seu filho se deitava, não era ninguém menos que Afrodite, a deusa da beleza.

- Mais uma coisa, minha senhora. Ares aguarda por você em seu templo, na ilha das serpentes.

No santuário, Milo e Camus caminham em direção à casa de Áries e sentam nas escadas da respectiva casa.

- É Milo, eu não sabia que você era tão cara-de-pau.

- Como eu ia saber se a garota era virgem! — Tinha que perguntar!

- Tarefinha complicada que o Shion nos passou, espero que Shura tenha tido mais sorte que você.

- O espanhol, ele é mais descarado do que eu!

A conversa é interrompida por um bando de abutres que pousam em volta dos dois.

- Estranho, será que tem algum animal morto por aqui? Pergunta Camus.

- Morto nada, falar logo que você soltou um peido!

- Escorpião idiota! — Diferente de você, eu tenho modos.

Após o termino da frase de Camus, os abutres atacam. A única coisa que os dois cavaleiros podem fazer é se defender das inúmeras bicadas desferidas pelos abutres. Camus perde a paciência com as pobres aves e com um simples gesto de uma de suas mãos baixa a temperatura do ar, congelando os abutres.

- Credo Camus, são apenas abutres. Não precisava matar os pobres coitados.

- Isso é o que você pensa Milo, sinto uma terrível cosmo-energia por trás do ataque desses abutres.

- Muito bem, cavaleiro de Aquário, não só conseguiu sentir a minha presença como também congelou os meus abutres. Disse um homem de armadura negra com tons prateados semelhante a um abutre, portava uma foice em sua mão esquerda, e estava sobre o telhado da casa de Áries.

- E você, quem é?

- Eu sou Ciríaco, o abutre da constelação do cruzeiro de sul!

- O que você quer aqui no santuário? Pergunta Milo.

- Eu vim para matar vocês e a escolhida!

Ciríaco concentra uma grande quantidade de cosmo-energia negra em sua mão e dispara um raio na direção dos dois cavaleiros.

- Black Hole!

Camus e Milo conseguem se esquivar facilmente do ataque, que atinge o solo, mas para surpresa dos dois, um buraco negro se abre no solo, sugando tudo ao redor!

- Camus estamos sendo sugados!

Camus estende uma das mãos para o céu e começa a concentrar uma grande quantidade de ar frio.

- Freezer Coffin!

Um enorme caixão de gelo encobre o buraco negro, parando de sugá-los.

- Conseguiu anular o efeito do buraco negro, mas esse caixão de gelo não irá suportar por muito tempo, aos poucos ele está sendo sugado. Diz Ciríaco.

- Esse caixão nunca irá derreter, nem mesmo os cavaleiros de ouro podem quebrá-lo. Respondi Camus.

- Não faz diferença, vocês vão morrer de qualquer jeito.

- Camus, deixe que eu me encarregue desse cara!

- Como quiser Milo, vou atrás de Shaka e dos outros, para avisar do novo inimigo!

Camus avança pela casa de Áries deixando Milo e Ciríaco para trás seguindo rumo à casa de Virgem.

- Como vai me enfrentar Milo, se nem está com sua armadura.

- Isso não será problema, irei vencê-lo sem a minha armadura!

Ciríaco abre suas asas e levanta voou, indo em direção a Milo com sua enorme foice em posição de ataque.

- Morra Milo!

Ciríaco desfere um golpe com sua foice que é facilmente esquivado por Milo, Ciríaco agora está de costas para Milo, esse não perde tempo e uma unha vermelha cresce em seu dedo indicador direito.

- Escarlet Needle!

Um raio de energia vermelha, fino como uma agulha está preste a atingir a nuca de Ciríaco, mas este se vira em pleno o ar e defende o raio, colocando a lâmina de sua foice na frente.

- Vejo que você é veloz Milo, mas isso não irá salva-lo da morte.

Mais uma vez Ciríaco avança contra Milo, desferindo inúmeros ataques com sua foice que são esquivados facilmente por Milo. Milo é aparentemente mais rápido que os ataques de Ciríaco, mas Milo não percebe que as asas de Ciríaco estão com suas penas apontadas para ele.

- Te peguei Milo! Dart Wing!

Diversas penas são lançadas contra Milo, cravando no seu corpo, num total de dezesseis penas. As penas são duras como aço e a sua ponta é tão afiada como navalha. Milo sente uma dor terrível, e o sangue começa a jorrar de seus ferimentos.

- Essas penas vão se aprofundar cada vez mais no seu corpo impedindo que você as retire; à medida que elas entrarem em seu corpo, a hemorragia irá aumentar e se você tentar retira-las irá agravar o seu estado!

Um buraco, do diâmetro de um ferimento causado por uma agulha, começa a dispersar sangue pelo braço de Ciríaco. Estava atônito, pois fora surpreendido por Milo, que o atacará logo após ser atingido. Sentia uma dor semelhante à ferroada de um escorpião.

- Logo o efeito da Scarlet Needle, irá derrubá-lo!

- Esse simples ataque? Não me faça rir garoto!

- A Scarlet Needle é um ataque de efeito progressivo, seu verdadeiro poder é manifestado quando o adversário é atingido por inúmeros golpes, que totalizam em quinze ataques! - Scarlet Needle!

O raio de energia atinge o busto de Ciríaco, mas não causa nenhum dano.

- Esse seu ataque não pode atravessar a minha armadura garoto!

Ciríaco avança contra Milo desferindo um chute em sua face, lançando-o ao ar. Ciríaco alça voou e agarra Milo pela perna no ar, lançando-o em direção ao solo.

Milo tenta cair em pé no chão, mas o máximo que consegue é cair de lado e para piorar, caí por cima de seu braço direito fraturando-o. Antes mesmo que Milo pudesse se levantar, Ciríaco se arremata sobre ele pisando em cima de seu estomago, fazendo com que Milo vomita-se uma mistura de água e sangue.

- Agora Milo, darei um fim à sua vida!

Antes que Ciríaco desse o golpe de misericórdia é atingido por inúmeros ataques de Milo.

- Scarlet Needle Katakeo!

Quatorze perfurações são feitas no corpo de Ciríaco, esses ataques perfuraram a sua armadura, as perfurações logo começaram a emanar um brilho vermelho intenso.

- Como perfurou a minha armadura?!

- Essa é a variante da Scarlet Needle, à medida que o meu coração bate, a temperatura do seu sangue aumenta; quanto mais rápido o meu coração bater mais quente o seu sangue fica!

- Maldito, acabarei com você de uma vez por todas! Black Hole!

Rapidamente Milo se levanta e esquiva do raio, mas este acerta o caixão de gelo, formando outro buraco negro, potencializando o primeiro buraco, que de tão grande que era a pressão, despedaça o caixão de gelo. Milo agora corre para não ser sugado pelo buraco negro, e para piorar a sua situação Ciríaco invoca um grupo de furiosos abutres que se lançam contra Milo. Aos poucos Milo vai sendo sugado pelo buraco negro, vendo que não teria como escapar, ele lança um último ataque em direção a Ciríaco.

- Scarlet Needle Katakeo Antares!

Um raio de energia vermelha incandescente é lançada do dedo indicador de Milo em direção a Ciríaco, mas este esquiva facilmente do ataque. Milo não resiste à sucção do buraco negro e é tragado junto com os abutres e com um movimento de Ciríaco o buraco se extingue.

- Agora só faltam onze!

Camus chega até a casa de Virgem, que se encontrava vazia e de repente ele sente o cosmo de Milo desaparecer. Seu coração é tomado pela tristeza, pois se a cosmo-energia de seu amigo desaparecerá só podia significar uma coisa: Milo havia morrido!

O cavaleiro de Aquário se enche de ódio, queimando sua cosmo-energia ao máximo, o que provoca o congelamento instantâneo da casa de Virgem, enquanto invoca a armadura de Aquário.

Na sala do grande mestre, todos sentem a cosmo-energia de Milo se extinguir, causando um sentimento de ódio e tristeza em todos.

- Aioros, Shaka, Mu, vão ao encontro desse inimigo e não deixem que ele saia do santuário vivo! Diz Shion com uma expressão de ódio.

Ciríaco continua avançando pelas doze casas, mas na casa de Câncer ele se depara com Camus, que agora está trajando a armadura de Aquário. A expressão de Camus era assustadora, um olhar tão frio como o gelo, que era capaz de assustar até mesmo aos deuses.

- Veio de encontro à morte, cavaleiro de Aquário?

Camus não respondeu, continuou fitando seu oponente com o seu olhar frio.

- Não precisa responder, agora morra!

Antes mesmo de se mexer, Ciríaco é imobilizado por anéis de cristais de gelo.

- Foi imobilizado pelo Kalisto, não tem como você se mexer. Diz Camus.

- Essa simples técnica não pode me imobilizar.

Ciríaco se livra do círculo de gelo e avança em direção a Camus desferindo uma seqüência de golpes com sua foice. Camus se esquiva dos golpes e aplica um golpe nas pernas de Ciríaco.

- Diamond Dust!

Uma rajada de ar frio congela as pernas de Ciríaco, que fica imobilizado, Camus se aproxima rapidamente e com um chute desarma Ciríaco. Agora que Ciríaco estava sem a sua foice, Camus aplica uma seqüência de golpes, dando uma verdadeira surra em seu oponente. Ciríaco não consegue quebrar o gelo que imobiliza suas pernas, e Camus continua a desferir seus golpes, na tentativa de parar seu furioso atacante, Ciríaco desfere um soco no rosto de Camus, mas esse continua o seu furioso ataque.

Camus desfere um violento soco no peito de Ciríaco, que cai no chão. Nesse momento o cavaleiro de Aquário levanta suas mãos na forma da ânfora de Aquário e dispara uma poderosa rajada de ar frio.

- Aurora Execution!

Antes que o ar frio atingisse Ciríaco, uma barreira de fogo se forma em frente dele, impedindo que o ar frio o atingisse.

- Vejo que está com problemas, lixeiro! Diz uma bela ruiva.

- Alethea! — O que você faz aqui?

- Vim para impedir a sua morte!

- Morte, eu ia acabar com ele!

- Claro que ia! — Nosso senhor me mandou busca-lo.

- Nenhum de vocês sairá com vida daqui! Diz Camus.

- Relaxa geladinho! — Nós nos encontraremos de novo e da próxima vez eu vou dar um jeito de ´´quebrar o gelo``! Diz Alethea sorrindo para Camus.

Com um salto dimensional, Alethea e Ciríaco desaparecem na frente de Camus, logo em seguida, Mú, Aioros e Shaka chegam à casa de Câncer.

- Camus, onde está o inimigo? Pergunta Aioros.

- Eles conseguiram fugir! Responde Camus.

No templo de Ares, Alethea e Ciríaco se apresentam diante de dele. Ciríaco sentia seu sangue ferver, estava passando muito mal, e então ele se lembra que isso só poderia ser o efeito do ataque de Milo, o que o levava a mais uma conclusão: o escorpião estava vivo!

Ares cura Ciríaco e passa as ordens de uma nova missão para Alethea e Acalântis, e enquanto Ares conversava com as duas, Alcebíades surge completamente regenerado.

- Senhor Ares, estou pronto para a batalha!

- Paciência Alcebíades, essa missão não é para você!

- Sim senhor!

Acalântis e Alethea recebem as ultimas instruções e saem do templo de Ares rumo ao santuário.

Notas finais
*caduceu: foi dado a Hermes por Apolo. O Caduceu ou emblema de Hermes é um bastão em torno do qual se entrelaçam duas serpentes e cuja parte superior é adornada com asas. É um antigo símbolo, cuja imagem pode ser vista na taça do rei Gudea de Lagash, 2.600 anos a.C., e sobre as tábuas de pedra denominadas, na Índia, nagakals. Esotericamente, está associado ao equilíbrio moral, ao caminho de iniciação e ao caminho de ascensão da energia kundalini. A serpente da direita é chamada Od, que representa a vida livremente dirigida; a da esquerda Ob, vida fatal e o globo dourado no cimo Aur, que representa a luz equilibrada. Estas duas serpentes opostas figuram forças contrárias que podem se associar mas não se confundir. Também é um símbolo moderno das ciências contábeis, porém é freqüentemente confundido com o símbolo da medicina, que, é representado pelo Bordão de Esculápio.

Pássaros de Ares: Os seus pássaros agudos e sagrados eram a coruja de celeiro, o pica-pau, o bubo e, especialmente no sul, o abutre. De acordo com Argonáuticas (ii.382ff e 1031 e seg; Higno, Fabula 30) os pássaros de Ares (Ornithes Areioi) eram um bando de pássaros que lançavam penas em forma de dardos que guardaram o templo das Amazonas do deus em uma ilha costeira no Mar Negro.

**Bubo: Bubo é um género de aves strigiformes, comumente chamadas de corujão ou bufo.

Quanto ao nomes dos personagens:

Ariadne: grego, significa; A Mais Sagrada.

Epêneto: bíblico, significa; Que Tem Felicidade.

Ciríaco: grego, significa; Homem Do Senhor.

Acalântis: mitológico, significa; Deusa Dos Pássaros.

Alethea: grego, significa; Verdade Suprema.

Alcebíades: grego, significa; Aquele Que Governa Com Violência, Porém Tem Generosidade.

Quanto ao golpe Sacred Excalibur: è a mesma coisa que a Excalibur comum, porem é muito mais poderosa!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.