INVASÃO NA CASA DOS KUROSAKI

Rukia abriu a porta do armário:

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHH!!!!!

Gokudera levantou os olhos da revista que lia, encarou a mulher por cima do aro dos óculos, fechou a cara e puxou a porta, fechando-a.

A shinigami ficou parada perante a porta do armário fechado, sem entender. Abriu a porta novamente:

- EI, quem é você e o que está fazendo no meu armário? – perguntou emburrada.

- Não te interessa mulher estúpida. – e o rapaz fechou a porta novamente.

- Se você foi mandado pela Soul Society para matar o Ichigo... – gritou ela abrindo a porta novamente, mas parou ao ver confusão no rosto do rapaz.

Soul Society? Ichigo? Do que aquela mulher estranha estava falando, será que era a Haru disfarçada? Não, isso era pouco provável. Coçou o queixo enquanto pensava, então encarou a mulher dos cabelos escuros.

- Esse é meu armário! – gritou, tirando os óculos.

- Seu? – ela colocou as mãos sobre os lábios e ficou pensativa. Que garoto estranho. – Esse armário é do Ichigo!

- Foi Reborn-san quem me mandou pra cá, provavelmente foram ordens do Jyuudaime! – seus olhos brilharam ao pensar em Tsuna.

- Reborn? Mas por que alguém te mandaria morar num armário? – perguntou a mulher.

- Ah... – Gokudera pareceu ligeiramente sem graça. – Ah... eu explodi o prédio onde morava...

- Explodiu? – Rukia arregalou os olhos e encarou o rapaz parado a sua frente, que tipo de pessoa era ele?

- Ah... – ele passou a mão pelos cabelos e sorriu acanhado. – Tinha falta de água quente.

- Bem... mas essa é a casa do Ichigo. – disse por fim

Rukia pegou seu caderninho e fez uns rabiscos, depois o mostrou para Gokudera. Nele ela desenhara Ichigo vestido de shinigami. Gokudera olhou para a curiosa ilustração da moça, tirou a canetinha das mãos dela e corrigiu o desenho.

- Mulher burra, o Jyuudaime tem cabelos castanhos. – foi pintando o cabelo loiro de Ichigo — ... e você esqueceu a Shinu ki no honoo... – rabiscou uma chama na testa da ilustração. – E o Jyuudaime jamais usaria uma roupa estranha dessas.

- Mas eu não sei quem é esse moleque, esse é o Ichigo, dono desse armário, armário que eu moro! – gritou revoltada. – Por que você não vai morar no guarda-roupa desse tal Jyuudaime?

Gokudera moveu os lábios para balbuciar algo, mas não disse nada. Então sorriu sem graça:

- É que a casa do Jyuudaime já anda meio cheia... – então sua cara ganhou uma expressão um pouco mais sombria – Além disso, a Bianchi mora lá.

- Bi... – cada vez nomes mais estranhos. – Bem, mas esse é meu armário, essa é a casa do Ichigo, e creio que ele não vá deixar você ficar por aqui. – disse, dando de ombros.

Gokudera passou a mão pelo cabelo e ascendeu um cigarro irritado, e encostou-se na porta do armário.

Kon entrou no quarto correndo alegre ao ver Rukia e parou bem embaixo dela, olhando para cima. Ignorando totalmente a presença de Gokudera no cômodo.

- A sua calcinha é rosa! – gritou o bichinho feliz.

Rukia corou e colocou as mãos sobre a saia.

- Você de novo seu bicho infeliz! – gritou Gokudera, retirando dinamites dos bolsos e acendendo-as com o cigarro. Então atirou as dinamites no animal, que ao explodirem lançou-o pela janela.

Rukia viu o animalzinho voar pela janela e cair na grama do jardim. Sorriu delicadamente, e encarou o rapaz dos cabelos platinados.

- Esse bicho é irritante! – resmungou. – Quando cheguei aqui ele fez um escândalo, quis brigar e eu dei um jeito nele. – deu uma longa tragada no cigarro.

A garota pareceu gostar do fato de Kon e o estranho rapaz não se entenderem, ao menos ela conseguiria evitar que ele ficasse o tempo todo olhando sua calcinha. Rukia ouviu o som de passos na escada.

- Talvez o Ichigo não se importe. – sorriu empurrando Gokudera de volta ao armário, fechando a porta.

A porta do quarto se abriu e Ichigo entrou, jogando a mochila no chão.

- Você não pode ficar matando aulas. – disse mal humorado, ao que Rukia sorriu. – Ei, o que foi aquela explosão? Eu vi o Kon voando pela janela e...

Mas Rukia não disse nada, apenas sorriu e torceu para que Ichigo não encontrasse Gokudera, o novo defensor da honra das suas calcinhas.

Notas finais

* essa é a minha primeira comédia, é não ficou muito engraçado, mas eu tentei.

* se alguém for reaproveitar a idéia eu dou total apoio.

* tentei seguir as dicas de Yukinha (leiam a fic dela é muito boa), mas acho que não me sai muito bem.

* mereço reviews?

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!