Invasão de Privacidade

22 Simply having a peaceful Christmas time(II)


Notas iniciais
E olha quem ressurgiu das cinzas em plena folia de momo!! Euzinha!! Olá flores lindas e pacientes! Eu sei que estou atrasadíssima. Sei que estou terrivelmente em divida com vocês. Mas vou me redimir. Juro. A começar de hoje. Postagens no atacado! Primeiro aqui e daqui a pouco em mais duas. E durante a folia, para quem não for pular, descer as ladeiras de Olinda , sair atrás do trio elétrico...Para quem, como eu, prefere acompanhar a folia confortavelmente sentada em seu sofá, ou deitada na cama, comendo pipoca, chocolate e afins, maratonando filmes e séries, pode reservar um espacinho para leitura porque minhas bebês ganharão atualização(algumas estão paradas a tanto tempo que já deve ter gente pensando que desisti ou que desistiram!). Sem mais delonga porque o tempo urge, vamos ao capitulo fresquinho. Algumas novidades, revelações e fofura. Aguardo suas rewiews neste retorno e aquelas que ainda não respondi o farei, não criemos pânico, ok? Boa leitura. Bjinhos flores. P.S: não é a Caitlin no gif, estão numa cama de hospital...Mas usemos nossa imaginação!

“..Ah, se eu acordasse todo dia;

Com o seu bom dia;

De tanto café na cama faltariam xicaras;

Me atrasaria só pra ficar de preguiça;

Se toda arte se inspirasse;

Em seus traços;

Então qualquer esboço viraria um quadro;

Monaliza;

Com você tudo fica tão leve;

Que até te levo na garupa da bicicleta;

O preto e branco tem cor e pouco a pouco;

O vazio se completa...”

Ouvi Dizer

Melim

Hospital geral de Starling (manhã do Natal, 8:07 a.m)

Caitlin

—Oi. Feliz Natal amor...

A frase curta dita em tom baixo e rouco reverberava em meu interior. Pega de surpresa, por um segundo não consigo esboçar reação alguma.

—A tia se assustou? – escuto Amy perguntar.

—Acho que sim pequena – Thomas responde, seu sorriso lindo, o qual senti muita falta estes dias, aquecendo meu coração.

—Por que? Tá zangada? – insiste, ol e saio do transe no qual entrara.

—Não! – digo de forma enfática, respirando profundamente – Não estou zangada princesinha, estou feliz – afirmo, olhando Thomas carinhosamente – Muito feliz – reforço – Há quanto tempo acordou? Por que não me alertou? – interrogo, escorregando para fora da cama, postando-me a seu lado segurando sua mão.

—Você dormia tão lindo...e sorria. Não tive coragem – justifica-se – Além disso, essa senhorita me fez companhia um tempinho depois que acordei, certo mocinha? – conta, fazendo-a sorrir e acenar afirmativamente – Só não me disse seu nome – protesta e retenho o ar...Será que ele vai liga-la a filha?, penso, uma inexplicável tensão me tomando vinda sei lá de onde.

—Amy Lee – apresenta-se, estendendo a mãozinha para Thomas fazendo seu sorriso aumentar, o nariz enrugando numa careta.

—Emilin!!? – erra propositadamente.

—Não, Amy Lee – corrige-o de forma paciente.

—Emiline?! – erra novamente e rio discretamente com a brincadeira.

—Não, Amy Lee – corrige novamente.

—Amilina?!? – pergunta fazendo a menina rolar os olhos.

—Não!!! – Amy exclama, suspirando – Amy Lee – repete outra vez usando as mãos para separar cada nome.

—Ahhhh entendi....Emilyanee!! – Thomas brinca e tapo a boca escondendo o riso ante novo suspiro impaciente da pequena.

—Não. A.M.Y... L.E.E. Amy. Lee. Tendeu?? – soletra, abrindo as mãos enfaticamente, inclinando-se a fim de ficar mais perto do rosto dele.

—Amy...- repete, parando, aguardando ela repetir junto consigo – Lee – dizem juntos – Amy Lee. Como a roqueira – compara, levando a mão até uma mecha do cabelo castanho que pendia, enrolando a ponta no dedo indicador – Amy Lee – repete, pensativo.

—Isso – anui ela, retribuindo a atenção que recebia, em silencio por um segundo – Tia Thea estava certa, você é meio bobo!! – diz, rindo — Mas gosto de gente boba – afirma, séria e desta vez ambos não conseguimos impedir o riso, Thomas fazendo uma careta de dor, fechando os olhos.

—Está sentindo dor? Vou chamar a enfermeira – aviso, fazendo menção apertar o botão junto ao leito.

—Não precisa, estou bem – impede-me – A dor é suportável – garante, respirando profunda e pausadamente – Basta lembrar de não rir! – afirma, fazendo justamente o oposto.

—Thomas, vá com calma – peço, preocupada, verificando seus sinais.

—Doutora, pode ir dar uma volta e deixar a minha namorada aparecer? – brinca e o encaro tentando parecer brava – Não me leve a mal, mas estou preocupado, a última lembrança que tenho dela não é lá muito agradável. Estava em um canto.... desacordada ....depois de arriscar a vida pra me salvar – relembra pausadamente.

—Estou bem meu amor – tranquilizo-o, tocando seu rosto coma mão, me dando conta que ele segurava a outra. Sorrio-lhe fitando os lindos olhos azuis nos quais amo mergulhar sempre que posso – Alguns cortes e hematomas, algumas escoriações mas nada grave – enumero.

—Não imagina o alivio que ouvir isso me dá — declara, levando beijando minha mão – Tive tanto medo de te perder – admite e sinto o peito apertar numa mistura de sentimentos. Me sentia ao mesmo tempo emocionada e culpada por estar mentindo para ele.

—Thomas, eu...preciso ...te conta algo – titubeio, sem saber por onde começar – É algo importante e honestamente espero que possa me perdoar por não ter te contado antes, mas é que envolve outras pessoas – começo, cuidadosa, olhando Amy de esguelha, notando o quão atenta estava.

—Oliver é uma delas – presume e aceno que sim – Thea e Eddie também, suponho – acresce e confirmo.

—Sim – digo, mordendo meu lábio, insegura – Não é que não quisesse te contar. Não podia – afirmo- Ao menos não antes de... Bom, queríamos ter certeza – titubeio mais uma vez.

—De quê? – inquire, sério.

—Bem...- olho Amy de soslaio novamente fazendo com que Thomas franza ainda mais o cenho – Eu... eu....Na verdade ainda não dá pra falar nada. Não agora. Neste momento – tento explicar, mas antes que possa dizer algo, Thea desperta.

—Tommy, você acordou!! – vibra, levantando ruidosamente, esquecendo-se do quanto o irmão estava ferido, praticamente deitando sobre ele ao abraça-lo – Desculpa. Desculpa – pede, soltando-o tão rápido quanto o abraçara – Fiquei tão feliz que esqueci sua condição – justifica-se, voltando-se para mim – Por que não me acordou Cait? Ia evitar ter feito essa merda, quase esmagando meu irmão – ralha, espremendo as mãos, nervosa ante a expressão de dor que Thomas exibia.

—Thea Queen, olha o linguajar! Tem uma criança presente – Lissy, que despertara com o ruído, ralha, aproximando-se do leito rapidamente.

—Desencana Felicity!! Nem foi um palavrão tão cabeludo assim – defende-se – Além do mais, Amy já se acostumou com a titia maluca que ganhou! – brinca, abraçando a menina.

Não sei se foi nossa reação, se foi a de Felicity ou a de nós duas, um pouco, digamos, exagerada (ficamos visivelmente tensas), ou talvez o tom que Thea usou (não tão despretensioso quanto pretendia).... o fato é que Thomas nos olhou de uma maneira que não deixava dúvidas: ficara desconfiado de algo.

—Quero dizer....

—Bem vindo de volta – Lissy antecipa-se, evitando o que se poderia dizer “Emenda pior do que o soneto” – Ficamos preocupados quando foi tirado do coma e não acordou rápido, por mais que Cait e todos os outros médicos dissessem ser normal – relata, afagando a cabeça de Amy.

—Tia Thea queria te acordar sacudindo e Mouse até disse que eu era mais esperta do que você pra te provocar e te fazer acordar, mas evidente que não deu certo. Todo mundo riu dele – Amy conta, mudando completamente de assunto ( ou quase) – Quer ver a boneca que vovó Donna me deu de presente de Natal? – pergunta, quase nos matando de susto quando desliza do leito, descendo sem nos pedir ajuda.

—Amy!! – dizemos as três em uníssono, tentando segura-la, respirando aliviadas quando notamos a cadeira do outro lado.

—Então foi assim que subiu, não é sua danadinha!? – Thea indaga, estreitando os olhos quando sobe trazendo a boneca do filme Frozen nos braços – Você hein!!- exclama, cruzando os braços.

—Ele começou a resmungae e tinha que vê se tava bem titia – justifica-se a pequena – Olha, vovó Donna me deu a boneca e vovó Moira o vestido – conta, largando o brinquedo sobre o peito de Thomas, empertigando-se a fim de exibir a roupa nova – Eu gostei mais do que Felicity me deu, é mais bonito, mas não falei nada pra vó não ficar triste, então usei o dela no Natal e o outro vou usar no Ano Novo...só não sei se vou tá aqui! – pondera, dedinho no queixo – Se não tiver peço pras tias do orfanato mandar uma foto – diz, e noto minha prima e Thea estremecerem – Tio Oliver, vô Merlyn e vó Isabel também me deram presentes – conta e é minha vez de estremecer — Mais bonecas. Até gosto mas prefiro computador como o que a Thea me deu. Tem um monte de jogos assim ô!! – mexe as mãos para exemplificar o que dizia – Eu nem tive tempo de fazer nada pra dá pra ninguém porque a gente viajou tão de repente pra cá!– lamenta-se, a carinha de tristeza e o biquinho que faz nos deixando feito bobos, inclusive Thomas, que escutava cada palavra com muita atenção.

Apesar de não ter dito nada, o conhecia suficiente para saber que buscava pistas que explicasse a presença daquela menina ali. Sua mente registrara, tenho certeza, nossas reações a agora por certo estaria se perguntando o sentido daquilo tudo.

—Onde você mora princesa? – pergunta, atento.

—Num orfanato em Seattle – revela, tristonha – Gosto de lá, mas queria ter meu papai e minha mamãe comigo – diz e mais uma vez, Felicity, Thea e eu nos deixamos trair.

Por sorte (assim espero) Thomas parecia sonolento e talvez não tivesse notado nada.

A enfermeira aplicou a medicação por volta das sete e meia....lembro, segurando o pulso de Lissy a fim de ver a hora em seu relógio – Ainda não me respondeu há quanto tempo acordou – relembro.

—Meia hora antes que você – responde finalmente, piscando diversas vezes – Não estou com sono, se é isto que a preocupa. Podem permanecer aqui – libera, lendo-me com uma facilidade absurda – Então quer dizer que a senhorita veio de longe passar o Natal conosco? – questiona, não dando tempo Amy responder – Como você conheceu o tio Oliver? — pergunta, a providencial chegada de Jay o interrompendo e nos trazendo certa dose de alivio.

—Hei, tenente bom te vê acordado – anima-se, aproximando-se do leito – Não imagina o tamanho do susto que nos deu – emenda, os dois trocando um aperto de mãos.

—Não sou tão fácil assim de derrubar! – vangloria-se Thomas fazendo-me rolar os olhos, Oliver, Ray, Sara e Eddie entrando naquele exato momento.

—Olha quem resolveu dar o ar de sua graça! E justo na manhã de Natal. Melhor presente minha amiga não poderia desejar – Sara não resiste provoca-lo, beijando-o na face – bem vindo de volta feioso! – brinca, limpando a mancha de batom que ficara no local, Oliver e os demais o cumprimentando também.

Resolvo aproveitar para, como dizem, “tirar o time de campo” levando Lissy, Thea e Amy comigo.

—Agora que Thomas tem companhia, que tal irmos providenciar café da manhã para esta senhorita e para todos? Também quero falar com o doutor Carter, avisá-lo que acordou para que possa vir vê-lo – sugiro, Lissy entendendo a mensagem quando a encaro.

—Excelente ideia – anui, pegando Amy nos braços – Meu estomago já está reclamando – diz, brincando com ela.

—Está comendo por dois...ou seriam três? – Thea a provoca, rindo da cara de pânico que Oliver faz – Relaxa maninho, sabemos que é apenas um baby...a menos que o outro esteja brincando de esconde-esconde – brinca, desviando do beliscão que Lissy tentava lhe aplicar.

—Thea, pare de irritar seu irmão e minha prima – ralho, dando um selinho em Thomas – Vou providenciar algo para você comer – aviso, dando-lhe outro beijo rápido.

—Vou com vocês – Sara avisa, posicionando-se a porta antes de qualquer uma de nós.

—Poderia avisar Mouse por favor, Sara? Deve estar ansioso por notícias – Jay pede, passando por mim, indo sentar-se no banco sob a janela.

—Uhum, aviso sim – prontifica-se, mantendo a porta aberta para nós – Até já – despede-se.

— Até já – um coro responde.

—Volto num segundo – digo, soltando a mão de Thomas lentamente.

—Te devo uma – Lissy declara mal deixamos o aposento, pondo Amy no chão, segurando-a pela mão.

—Não comemore ainda. Estou certa de que ele percebeu nossa tensão – afirmo, respirando fundo enquanto caminhamos.

—Acha que Oliver pode falar algum coisa? Não sei se seria um bom momento para isto– Thea comenta, preocupada.

—Não mas acho que Thomas pode pressionar. Está bem desconfiado e não apenas por causa de nossa reação. Não sei o que conversou com Amy antes que eu acordasse – pondero, dirigindo meu olhar a pequena, que caminhava tranquila ao lado de Felicity, parecendo alheia a tudo, a boneca pendendo junto a seu corpo.

—A questão não é ele pressionar e sim se Oliver vai ceder. Ele me pareceu bem incomodado em manter sigilo sobre ...vocês sabem o que né? – Sara insinua, indicando Amy com um gesto de cabeça, nos surpreendendo – Não tínhamos muito o que conversar ontem e Ollie estava sufocando. O assunto veio à baila e voilá! – exclama, sacudindo as mãos para o ar.

—Ele não é o único. Não imagina o quanto tem sido difícil para mim manter sigilo sobre este assunto. Não gosto de mentir, especialmente para alguém com quem estou me relacionando – declaro, suspirando.

—Assino embaixo – Thea corrobora – Reconheço que Ollie estava certo em não querer criar expectativas em vocês dois, porém cada segundo que passa tenho mais certeza de que não estamos enganados – fala, dirigindo um olhar carinhoso a garotinha.

—Sinto o mesmo – Lissy afirma, maravilhada com a possibilidade de estar com a filha que julgava morta, viva e bem, em seus braços – Acredito que Tommy vá ficar tão surpreso quanto eu, especialmente quando souber a história completa – conta.

—Como assim? – questiono-a, parando ao avistar Carter – Espera, preciso falar com o médico de Thomas. Vão indo para a cantina que já encontro vocês – sugiro.

—Certo – anuem, seguindo adiante com Amy enquanto vou ao encontro de meu colega.

Relato-lhe o estado atual de meu namorado, seguindo em direção a cantina tão logo termino.

—Caitlin – ouço chamar e estanco, voltando-me para encontrar April e Isabel Merlyn – Como está? Soube a pouco do que aconteceu a você e seu namorado. Fiquei horrorizada – April relata, abraçando-me demoradamente.

—Estamos bem. Ambos – tranquilizo-a, olhando para Isabel – Thomas acordou a pouco. Está reagindo muito bem. Estava falando com doutor Carter a pouco – comento.

—Vimos que conversavam por isto aguardamos – Isabel revela, me surpreendendo – Queremos falar com você sobre os exames. O de DNA e o...Beta – diz, cuidadosa – Fará seu exame no mesmo dia que o de Thomas? – questiona e estremeço. Por um breve momento havia deletado da mente a possibilidade de estar gravida – Caitlin? – chama, e ergo o olhar para elas – Espero que não se importe em ter falado a April, afinal ela iria saber de qualquer forma – considera.

—Não, sem problema. Apenas não quero que ele saiba por enquanto, por isso se puder manter o exame em sigilo te agradeço – peço, sorrindo minimamente.

—Quanto a isto pode ficar tranquila. Vim hoje apenas para preparar tudo. Se quiserem poderemos coletar as amostras amanhã, assim agilizo o processo todo – minha amiga diz, solicita.

—Farei meu exame na terça. Acho mais seguro esperar um dia a mais que o recomendado – pondero – Quanto ao exame de DNA...bem... não sei se poderemos fazê-lo amanhã — balbucio, mordendo o lábio, receosa.

—Para dar tempo de falar com Thomas a respeito – conclui Isabel e anuo com um aceno.

—Podemos coletar de Felicity e da garotinha antes e quando conversarem com Thomas coletamos o dele, pode ser? – April sugere.

—Acho que sim. A que horas sugere? – pergunto.

—Assim que iniciar meu plantão. Geralmente é bem mais tranquilo e teremos tempo de fazer tudo com calma além de não expô-las – sugere e anuo mais uma vez.

—Vou conversar com Felicity e confirmo com você – aviso.

—Caitlin, se me permitir um conselho, não esconda de Thomas o que está acontecendo. Diga-lhe que pode ser pai novamente, independente de qualquer resultado. Segredos não são bons para nenhum relacionamento ainda mais se tratando de um filho – Isabel sugere e suspiro.

—Eu sei e irei conversar com ele assim que possível – afirmo, pensativa – Me deem licença agora. Vou a cantina encontrar minha prima e comer algo. Depois pretendo voltar ao quarto de Thomas e conversar com ele sobre tudo que está acontecendo, se o médico liberar – condiciono

—Irei vê-lo dentro em pouco e acredito que Malcom não tarda também – Isabel avisa – Se precisar de ajuda....

—Não precisarei, mas obrigada – declino, despedindo-me delas antes de ir ao encontro de Lissy, o conselho de Isabel ecoando em minha mente.

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“....O errado se acerta;

O quebrado concerta;

E assim, tudo muda mesmo sem mudar;

A paz se multiplicou, que bom que você chegou;

Pra somar...”

Tommy

Observo Caitlin sair juntamente com Thea, Felicity, Sara e Amy Lee, minha mais nova amiguinha.

O alivio que a chegada de Jay trouxera as três não me passou despercebido bem como suas reações as palavras de minha irmã e da menina, o que me deixou com uma pulga tamanho família mordendo atrás da orelha!

—Então...acho que estou lhe devendo uma explicação do porque Mouse e eu não te prevenimos a respeito do ataque não é tenente? – ouço Jay dizer e volto minha atenção para ele – Antes de qualquer coisa, o cara que atacou vocês se deu mal – avisa e enrugo o cenho.

—Conseguiram prendê-lo? – questiono-o.

—Não. Foi atropelado e morto por um carro de grande porte. Um caminhão provavelmente – revela, me causando espanto – Depois de sobreviver a um salto do sétimo andar, ferido, não teve a mesma sorte ao cruzar a rua sem olhar. Ao menos parece ter sido isto que aconteceu – narra.

—Não vou ficar triste por isto – confesso, sem me preocupar em esconder a raiva que sentia – Quem era, alguma ideia? – pergunto.

—O nome ainda não sabemos, mas trabalhava em um pet shop nas redondezas do condomínio, provavelmente aonde Caitlin levava os bichos para dar banho já que não estranharam a presença dele – Eddie revela, e enrugo o cenho – Uma jovem que caminhava com a mãe perto do local aonde foi atropelado o reconheceu – esclarece — A esta altura, Lance pode já ter conhecimento da identidade do falecido.

—Já qual o envolvimento dele com os irmãos Chase permanece uma incógnita que somente será esclarecida quando pusermos as mãos no trio – Ollie informa, cruzando os braços – Estivemos perto de conseguir pegá-los, mas escaparam por entre nossos dedos!! – bufa, cerrando os punhos.

—Perto o quanto? – questiono, tentando erguer-me, a dor no abdômen impedindo-me. Faço uma careta, precisando respirar um segundo antes de voltar a deitar.

—Deixa te ajudar – Ollie se oferece, mexendo no mecanismo do leito, erguendo um pouco a cabeceira – Melhor? – pergunta.

—Uhum – respondo, ainda sentindo um pouco de dor – Então, quão perto estivemos de pegá-los? – repito, ansioso.

—Muito perto. Escaparam por um triz – Eddie informa – Talvez, se tivéssemos tido chance de planejar uma ofensiva, além de os prendermos vocês não estariam hospitalizados. Nenhum de vocês – lamenta-se.

—E como teríamos feito isto se não sabíamos como chegar a cobertura? Ou sabíamos? – interrogo.

—Sim e não – Jay diz, me deixando mais confuso – Acontece que quando o gorila invadiu seu apartamento...

—E ai, infelizmente, acredito que a atitude de nosso rato e sua gata tenha sido de fato, como ele temia, fator decisivo para que mandassem o gorilão atrás do Tommy – Ray o interrompe, coçando a nuca.

—Como assim? – questiono-os.

—Mouse descobriu, enquanto revisava vídeos das câmeras de segurança e os comparava com os das câmeras espiãs, uma entrada secreta da qual os irmãos Chase, que não estão em uma cadeira de rodas, faziam uso quando queriam sumir rapidamente e resolveu investigar sozinho. Quase sozinho – explica, e arqueio a sobrancelha entendo cada vez menos – Ele deixou que a namorada o acompanhasse na empreitada – revele, prosseguindo — Lembra quando estranhamos a forma rápida como aquele primeiro, ou primeira já que suspeitamos da senhora Rock Vaungh, invasor desapareceu tão rapidamente das câmeras de segurança? – relembra e anuo com um aceno de cabeça – Pois é. Fez uso dessa entrada...ou saída, sei lá. O fato é que por lá conseguiam nos despistar sempre que precisavam – resume – Mouse descobriu resolveu investigar por conta própria levando a namorada consigo....

—E por mais louco que isto realmente possa parecer, pode ter sido justamente o que salvou a vida deles – Eddie conta, assumindo a narrativa – Pelo que Monica nos contou, ela se parece com a falecida Jules Chase. Isso pode ter sensibilizado Derek, o mais velho dos gêmeos e que se locomove usando uma moderna cadeira de rodas da qual consegue, pasmem, controlar todo o sistema de monitoramento clandestino do condomínio – revela – Por conta dessa semelhança ele, de alguma forma, fez os irmãos e o brutamontes pensarem que nosso rato havia morrido durante o interrogatório, os prendeu em um dos quartos e os manteve em segurança enquanto o grandão foi a sua caça. Por essa razão Mouse sente-se culpado, muito embora, pelo que pudemos entender, já estava nos planos dos stalkers nos dar uma lição, por assim dizer, a fim de nos fazer recuar nas investigações – conclui.

—Se já era algo planejado, não vejo porque culpa-lo de nada – digo, franzindo cenho – A única coisa estranha nisso tudo é o fato de você não estar com eles – aponto para Jay.

—Então....- começa, trocando um olhar rápido com Ollie – Estive fora durante a semana passada– revela, coçando a barba – Fui...investigar...- titubeia, claramente tenso.

—Jay foi investigar o passado de Felicity a meu pedido – Ollie elucida, me pegando de surpresa – Mais precisamente o dia em que deu a luz a filha de vocês – completa, juntando e esfregando as mãos, tique comum quando está incomodado por algo.

—E por que faria isto? – questiono-o, intrigado.

—Para começar, porque desconfiei que o acidente que precipitou o parto não foi acidente e quis saber porque alguém iria querer fazer mal a Felicity – explica – Estava certo. Não foi acidente – prossegue, me deixando ainda mais surpreso – Escute Tommy, não sei se este é o momento ideal, se está pronto emocionalmente para o que precisa saber – frisa, apoiando as mãos na cama, pouco acima de meus pés – Mas, infelizmente, as circunstancias me obrigam a te contar o que se passa, desde minhas suspeitas a possível confusão que nossa irmã pode ter-se metido – enumera.

—Essas circunstancias e a provável confusão na qual Thea pode estar metida tem a ver com a garotinha que estava aqui quando acordei? – questiono, ele acenando afirmativamente – Quem é ela? – quero saber, uma inquietação inexplicável tomando conta de mim.

—Bem, para que entenda, melhor começar do início, lá atrás, quando Felicity começou estudar no MIT – relembra, passando a narra detalhadamente os fatos desde o dia em que Felicity rolara parte da escada na entrada da universidade precipitando o parto e tudo que ocorreu a seguir, seu encontro acidental com a garotinha, em Seattle, em como ela o havia feito lembrar-se dela, retornando para a ligação da garota que presenciara a queda com uma vingança tramada contra o juiz Darhk pela família Diaz finalizando com a possibilidade, válida, de a menina que estivera até a pouco sentada em minha cama, conversando e brincando comigo, possa ser o bebê que as enfermeiras disseram estar morta. Ou seja: minha filha!

Quando termina, permaneço em silencio, absorvendo as informações que acabara de receber, uma única pergunta se formando em minha mente.

—Cait sabe? – quero saber, um filme repassando em minha mente em questão de segundos.

—Thea contou a ela porque iriamos precisar de ajudar para realizar o DNA – Ollie explica – Por ela, já teríamos te contado. E a Felicity também, mas eu a impedi – apressa-se em dizer – Para ser honesto com você Tommy, não fosse as circunstancias envolvendo a vinda de Amy para Starling, só iriamos contar a vocês dois após o exame confirmar ou não se ela é sua filha e espero que não me leve a mal por isto mas Felicity já sofreu demais na época e não quis criar uma expectativa que poderia se mostrar infértil. Não seria justo com ela nem com você – declara – Por mais que nosso sentimento seja de que Amy é sim filha de vocês, ainda resta uma duvida que somente será esclarecida com o exame – conclui.

—E estes homens que foram ao orfanato, quem são? Trabalham para os Diaz? – interrogo no exato momento em que Cait regressa.

—Não há como termos certeza – Jay diz – Dois outros bebês nasceram aquela noite. Duas meninas. Uma vive no Canada, outra está em poder da família Diaz, pelo que pude apurar, e Amy estava neste orfanato em Seattle – contabiliza.

—Se os homens do orfanato forem empregados dos Diaz, significa que eles também não sabem qual é a neta do juiz e por isso devem estar querendo reunir as crianças– Eddie completa.

—Essa é mais uma razão para realizarmos o exame o quanto antes – Ollie afirma – Somente depois de confirmarmos sua identidade teremos como pedir a guarda, mesmo que temporária de Amy Lee. Sem ele, não poderemos retê-la conosco caso os tais homens decidam entrar com alguma ação de recuperação de guarda já que o papel apresentado no orfanato é valido – lembra e cerro meus punhos.

—Independente disto, não podemos deixar que ponham as mãos nela – Cait adianta-se, cruzando os braços, decidida – Seja lá quais forem as intenções destes homens, Amy estará em perigo nas mãos deles – pondera, mordendo o lábio inferior.

—Não permitiremos que isto aconteça – Ollie garante, sério.

—E quando querem realizar o teste? – pergunto, esticando a mão em direção a Cait, que se aproxima e fica a meu lado.

—Se concordar, amanhã à tarde – diz, me encarando – Queremos conversar com Amy antes, Felicity e eu, mas admito que não sei bem o que dizer – afirma, massageando o queixo – Não sei se é saudável acenar com a possibilidade de um pai e uma mãe que pode ser frustrada – pondera.

—Mas simplesmente dizer que precisamos coletar seu sangue sem um motivo pode assusta-la – Cait pondera – Crianças têm naturalmente medo de exames deste tipo quando há um motivo, como doenças por exemplo, imagine sem que haja um – pondera.

—E ela é uma menina esperta. Não vai engolir qualquer lorota – Eddie afirma, rindo com o canto da boca – Precisa ver a alegria dela quando está na frente de um computador. Fica com um sorriso de orelha a orelha, aliás, o sorriso é outra coisa que se destaca. Parece o seu – afirma e vejo, pelo canto do olho, Cait rir pequeno.

—Correndo o risco de parecer tendencioso, pra mim ela é claramente uma mistura dos dois – Ray comenta.

—Penso o mesmo – ouvimos e nos voltamos todos para a porta do quarto encontrando meu pai, Isabel e o juiz – Por mais que saibamos existir a possibilidade de não ser, essa garotinha já conquistou a todos e vemos nela você e Felicity, e não me importo em estar sendo tendencioso – meu pai completa, rindo discretamente.

—E quem consegue não ser ao vê-la ao lado de minha filha? – Darhk questiona, voltando-se para mim – Já a conheceu? – quer saber.

—Sim. Estava aqui quando acordei – revelo.

—O que achou? — meu pai pergunta, deixando-me sem reação – Tommy?? – insiste perante minha demora em responder.

—Eu não sei – admito, um silencio carregado de tensão caindo entre nós.

—Nós....vamos ver a questão do café da manhã – Ollie avisa, quebrando-o, sinalizando aos rapazes para saírem – Voltamos daqui a pouco – diz, fechando a porta atrás de si.

—Desculpe pressiona-lo filho – papai pede – E sequer perguntei como está! – recrimina-se, aproximando-se cauteloso.

—Bem – limito-me responder sentindo Cait apertar minha mãe em apoio.

—Bom – responde ele, tateando o colchão pouco abaixo de meus pés.

—Ok, não estou completamente inteirado da dinâmica familiar que envolve vocês – Darhk começa dizer, apontando de mim para meu pai – Mas acho que este seria um bom momento para fazerem as pazes ou o que quer que seja. Além do susto por quase te perder, há essa provável neta e toda a situação envolvendo-a, a qual, infelizmente, sou responsável. Logo, precisamos nos apoiar, porque caso este exame apresente o resultado que todos esperamos, a batalha estará apenas começando. Teremos, entre outras coisas, de provar perante a lei que não a abandonaram sua filha além de protege-la destas pessoas que tentaram pega-la no orfanato – enumera, tentando parecer calmo mas, apesar de não o conhecer muito bem, percebo a tensão em sua voz.

—Já sabe quem são? – quero saber.

—Não – responde – E dificilmente saberemos antes do final deste ano já que tudo fica mais moroso devido as festividades. Só nos resta torcer para que o mesmo aconteça do outro lado – diz, esfregando as mãos.

— E quanto as donas do orfanato? Não têm como ajudar?- questiono.

—Já estão fazendo mais do que poderiam permitindo a presença de uma menor, que está sob responsabilidade delas, aqui, sem justificativa válida ou mesmo uma autorização escrita para tal, o que me faz recordar outra situação que pode vir a ser um problema: a posição da senhorita Queen – relembra – Pode ser acusada de sequestro caso os tais homens resolvam denuncia-la....

—O que por tabela também prejudicara, e muito, as donas do orfanato, já que estão sendo coniventes – meu pai completa, não escondendo a preocupação.

—Tenho certeza de que Dean e Sam já estão tomando as devidas precauções quanto a isto – afirmo, lembrando o que Ollie havia me contado.

—Confiam nestes dois? – Darhk pergunta e rio.

—Cegamente – respondo, tranquilo.

—Quanto a Thea, Robert e eu iremos providenciar o melhor advogado da cidade para defende-la caso precise – papai afirma, respirando fundo – Na verdade, iremos nos antecipar a alguns possíveis desdobramentos tanto no caso dela quanto no que se refere a nossa neta e gostaria de contar com sua assessoria Damien – pede, deixando-me surpreso.

Nunca, que eu consiga lembrar, o vi pedir ajuda tão abertamente a alguém antes.

—Por certo que sim – assegura o pai de Felicity e pressinto uma amizade se formando entre eles. Só não sei se isto seria bom ou ruim para mim, em especial já que “ganharia”, muito provavelmente, mais um “vigilante” em minha vida! – Quando as festas passarem, tomaremos as providencias necessárias para evitarmos o pior – declara.

—Então, agora que já decidiram o que farão após as festividades de final de ano, que tal mudarmos um pouco de assunto? – Isabel sugere, saindo da inercia na qual se encontrava – Thomas e Caitlin estão bem, receberão alta em poucos dias, espero – frisa, olhando de mim para Cait – Thea e Amy estão bem e sob nossa proteção, seu amigo e a namorada também se recuperam dentro do esperado, a policia está a caça dos criminosos que ordenaram o ataque vocês, o condomínio está sendo limpo e será entregue aos moradores em total segurança...enfim, tudo está se encaminhado para que tenhamos um final de ano tranquilo – enumera, unindo as mãos – Que tal aproveitarmos essa maré de coisas boas e desfrutarmos de nossas famílias e amigos relaxando e nos fortalecendo para o que virá? – sugere.

—Acho uma excelente ideia!! – a voz entusiasmada de Donna Smoak soa dentro do quarto, precedendo-a – Oi. Vim ver como está... e pedir desculpas pelo meu péssimo comportamento nas ultimas vezes que nos vimos e isto não se deve ao fato de você quase ter morrido – apressa-se dizer, parando a meu lado – Eu realmente estou arrependida e pretendia pedir desculpas no Natal....mas, espere... Ainda é Natal!! – exclama, um brilho estranho no olhar – E... correndo o risco de a diretora do hospital me expulsar...- diz, caminhando de volta a porta, dirigindo um olhar estranho a Isabel.

—Por que estou com a leve impressão de que andou aprontando algo meu amor??? – Damien indaga, rindo divertido.

— Porque me conhece bem meu amor!! – responde ela, abrindo a porta e pondo-se de lado, dando passagem a Moira e Robert Queen, Thea, Sara, Ray, Oliver e Felicity, com Amy nos braços, Eddie, Jay, Mouse, numa cadeira de rodas, a namorada dele, a babá com minha irmãzinha, Sofia, além de Quentin e Laurel com os gêmeos do barulho– Já que não puderam estar conosco ontem, na ceia de Natal, achei que podíamos desfrutar um lindo e delicioso café da manhã em família – diz, entusiasmada, uma equipe de garçons entrando e montando uma mesa com refeição matinal completa tão rapidamente que mesmo que Isabel quisesse impedir, não teria dado tempo – Surpresa!!! – exclama a loira, pondo um gorro vermelho sobre a cabeça, obrigando-me espremer os lábios para conter riso.

—Fez isto tudo no curto espaço de tempo em que avisei que Thomas e Cait estavam bem??? – minha madrasta espanta-se, pegando Sofia no colo.

—Não exatamente – Donna diz, enrugando o nariz numa careta gozada – Na verdade estava com quase tudo pronto lá na mansão, junto com Moira – conta, me fazendo pensar em quão estranha parece essa “amizade” recém firmada – Ai você ligou e me veio a ideia de trazer todos para cá! – conclui, animada.

—E só para constar: tem uma mesa tão ou maior que está sendo montada neste exato momento no refeitório do hospital para servir funcionários, médicos, enfermeiras e quem mais desejar – Sara revela.

—Não podia passar com um banquete e deixar as pessoas que trabalharam a noite inteira, que cuidaram de minha sobrinha fofa, do pai...do namorado dela e de todas outras pessoas – corrige-se rápido – A ver navios. Não era justo – explica, ganhando um beijo do marido.

—Por isso me apaixonei por você!! – declara Darhk, olhando-a enlevado, Felicity e Thea rolando os olhos ao vê-los beijarem-se outra vez.

—Por favor, há menores presentes e tanto açúcar no sangue logo cedo vai me causar enjoo!! Credo!! – minha irmã, protesta, fingindo enfiar o dedo na boca como para provocar vomito, Amy rindo da cena.

—Quando ela me veio com a ideia, não consegui dizer não – uma sorridente Moira declara.

—Ok, estou oficialmente assustado! – cochicho ao ouvido de Cait indicando a mãe de Ollie, fazendo-a rir discretamente.

—Donna sendo Donna!!! – Oliver brinca, envolvendo os ombros de Felicity.

—Como ser contra algo assim?? – Isabel declara, voltando-se ao escutar a porta ser aberta novamente – Estava pensando quando chegariam!! – exclama, recebendo Diggle e Layla com a pequena Sara.

—Desculpem o atraso – Dig pede, cumprimentando a todos – Hey, bom te ver bem – diz, segurando minha mão – Por um momento pensei que faria a pilantragem de nos deixar! – brinca e rio.

—Não vai se livrar de mim tão fácil grandão – digo, apertando sua mão.

—Agora que todos chegaram, proponho um brinde...com suco de laranja – Donna apressa-se dizer, evitando a bronca iminente de Isabel, adiantando-se, enchendo vários copos – Uma ajudinha aqui por favor – pede, Sara, Thea, Cait e Laurel atendendo-a de pronto – Como dizia – recomeça quando todos estão servidos – Quero propor um brinde a recuperação de Thomas, Cait e do casal de gato e rato ali – brinca – A nossas famílias e amigos. Que possamos celebrar o ano novo em casa, juntos e na paz – deseja, erguendo seu copo – E que bom que hoje posso dizer e desejar Um feliz Natal a todos!!

—Feliz Natal – um coro, do qual faço parte, repete, erguendo seus copos no ar.

—Sirvam-se – convida.

—Vou preparar o prato de vocês – Moira se oferece voltando-se para Cait e eu.

—Definitivamente estou com medo – reitero, observando-a ir a mesa fazer o que dissera, o riso doce de Cait me trazendo conforto – Tão bom te ouvir rir novamente – digo, segurando e beijando sua mão.

—Não ficou bravo por ter guardado segredo sobre Amy? – pergunta, acariciando meu rosto.

—Bravo não. Só um pouco desapontado, mas entendo que fez o que Ollie e Thea pediram e devo admitir que estavam certos – admito, repetindo meu gesto anterior, agradecendo quando Moira entrega-nos um prato caprichado – Posso comer isto tudo doutora? – não resisto provoca-la.

—Pode e deve, mas não tudo que está aqui – diz, separando o que podia comer, mordendo o lábio, ficando séria de repente – Tommy, tem ainda uma coisa que preciso te contar...- começa, erguendo o olhar, refletindo um segundo – Mas não agora. Depois que forem embora, conversamos com calma.

—Diz respeito a....? – questiono-a, curioso.

—Nós dois – responde, evasiva, encarando-me um segundo antes de me dar um beijo apaixonado.

“...Ouvi dizer;

Que existe paraíso na terra;

E coisas que eu nunca entendi;

Coisas que eu nunca entendi;

Só ouvi dizer;

Que quando arrepia já era;

Coisas que eu só entendi;

Quando eu te conheci...”

Notas finais
"...Só ouvi dizer, que quando arrepia já era"...até breve. Bjinhos flores e bom carnaval pra quem é de carnaval! :)