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15 Murder in first degree – part. II


Notas iniciais
Olá flores! Mais um capitulo saindo do forno! O primeiro dos quatro em andamento que consegui finalizar, rsrsrsrs(é isso mesmo! A louca começa a escrever um capitulo numa fic, ai surge a ideia do próximo em outra. Paro, começo o capitulo novo pra não perder a ideia e retorno ao anterior! Eu sou maluca, kkkkkk!). Sei que o cap ficou relativamente grande, mas foi preciso ser assim pois não queria deixar o fechamento para o próximo, muito embora algumas coisas ainda ficarão pendentes no que se refere as mortes. As primeiras investigações começam, Donna implicando com Tommy, algumas revelações e conclusões e os irmãos se entendendo. Grata por todas as rewiews passadas....Aguardo maus rewiews, please....Boa leitura..Bjinhos flores. P.S: Leiam as notas finais!

“…I was made to believe I’d never love someone else;

I made a plan, stayed the man who can only love himself;

Lonely was the song I sang;

Till the day you came;

Showing me another way;

And all that my love can bring…”

Half Of My Heart

John Mayer

Hospital geral de Starling City (Quinta, 30/11 – 09:45 a.m)

Felicity

—Felicity , quer fazer o imenso favor de parar de andar de um lado para o outro feito barata tonta? Já estou ficando enjoada e se por acaso se atrever a insinuar que estou grávida, esqueço que é Você quem pode estar e te acerto um direto no estomago! – Sara ameaça sentada sobre o leito onde Eu deveria estar deitada – Sério, relaxa criatura! – aconselha...ou deveria dizer ordena?

—É fácil falar porque não é você a estar, muito provavelmente, grávida pela segunda vez, sem planejar...de novo! O que a há de errado comigo?? – questiono erguendo mãos e olhos para o céu.

—Um lance chamado precaução talvez!? – insinua e a fuzilo com o olhar – Ok, ok, desculpa, mas ou este seu anticoncepcional é uma merda, desculpa expressão – pede, erguendo a mão – Ou o preservativo que estão usando é. Ou os dois são – conclui, dando de ombros, mexendo em um dos monitores ao lado do leito.

—Ou sou a criatura mais fértil da face da terra e nada consegue me impedir conceber! – exagero, sentando-me pesadamente a seu lado – Tá, reconheço que com o idiota do Tommy nem tive tanto cuidado assim no começo e quando cuidei em ter provavelmente já era tarde demais. Mas poxa, com Oliver está sendo diferente. Temos nos cuidado. Queremos filhos. Mais de um até. Mas gostaríamos de ter o direito de planejar. Eu gostaria de ter o direito de planejar. Está me ouvindo universo? Pode parar de confabular contra mim fazendo o favor! – resmungo abrindo os braços, o riso melódico de Sara me contagiando aos poucos.

—Ainda é estranho pensar em você e no Merlyn juntos, como um casal – comenta quando finalmente paramos de rir, enxugando os olhos com o dorso da mão – Não é difícil nem impossível te imaginar sendo pega pelo charme daquele sem vergonha gostoso duma figa! — exclama e mesmo estando bastante tensa não consigo evitar rir novamente- Eu fui, Laurel foi, mesmo negando veemente – revela e arqueio a sobrancelha – Questão de orgulho ferido – diz simplesmente, dando de ombros mais uma vez, prosseguindo – Ao menos metade das garotas no tempo do colégio se deixou seduzir por aquele safado alguma vez, por uma noite ou duas. Depois da Verdant então, esse número deve ter dobrado. Pra ele e pro seu queridinho também, não se engane – alerta, me empurrando com o ombro – A lista de conquista de ambos é extensa, esteja certa. Não sei se algum dia estipularam uma competição, mas que a disputa seria pau a pau seria – afirma fazendo uma careta mal as palavras saem de sua boca – Ok, isto não pareceu tão obsceno quando estava em meu pensamento! – diz, sacudindo as mãos e rindo – A verdade é antes de você entrar na vida dele, Ollie não se prendia a ninguém . Quem chegou mais perto de conseguir pôr um freio nele foi minha digníssima irmã ...mas cometeu a insanidade de beber todas na festa de formatura e sumir por uma semana na companhia de Ray – relembra, torcendo o nariz.

—É muito difícil para mim imaginar a toda controlada e posuda Laurel Dinah Lance se deixando levar por uma atração física, largando namorado e família por uma semana inteira. Pior: traindo o cara que ela dizia amar com tanta veemência – comento, levando meu indicador a boca, roendo a unha, nervosa.

—Mas aconteceu – garante minha amiga, estapeando minha mão – Se quer saber, Laurel nunca amou nem Oliver nem Ray. Ela amava a segurança que ambos representavam. A posição, a tranquilidade e o conforto. Quando descobriu que nenhum dos dois oferecia isto, que maluquices e aventuras tanto amorosas quanto profissionais faziam parte do pacote simplesmente deu um jeito de cair fora. Com Ollie Laurel usou a traição de ambos, ela com Ray, ele com Helena pra terminar e com Ray ...bom, ai já nem sei o qual desculpa usou! – tagarela, me batendo novamente a fim de evitar roer minhas unhas.

—Ai, ai! – exclamo fazendo bico.

— Pare de roer unhas. Suas mãos são lindas. Não estrague – ralha.

—Se quer saber a culpa é sua – acuso vendo-a abrir a boca indignada – Ficar relembrando a Ex vida amorosa agitada de meu noivo não está ajudando aliviar a tensão da espera – reclamo, bufando – Onde diabos Cait e a doutora Ross se meteram? Será que tem alguma coisa errada comigo? Será que não é gravidez e sim algo mais sério? Minha mãe disse que uma tia a qual nunca conheci morreu nova com câncer de ovário! – lembro, apavorada.

—Felicity, não surta! – reclama, nós duas saltando da cama-leito ao escutarmos a fechadura girar.

Prendo o ar aguardando vê-las entrar trazendo o resultado que mudaria minha vida pela segunda vez. Ou não. Na verdade mudaria de qualquer jeito. Pra melhor ou para pior!

—Sweet?? – a voz grave de Oliver ecoa pela sala segundos antes de seu rosto surgir por entre a fresta na porta, que é aberta com certa impetuosidade dando passagem a minha futura cunhada.

—Então, já recebeu o resultado? Está mesmo grávida? – pergunta, direta e desta vez é Oliver ser fuzilado por meu olhar.

—Bom dia pra você também Thea — ouço Sara dizer de maneira irônica ao mesmo tempo em que Oliver vem até mim depositando um beijo terno em minha cabeça.

—Antes de tudo, eu tentei me livrar dela, mas foi impossível – sussurra em tom de desculpa – Quanto a suposta gravidez...bem, tive que contar as suspeitas de sua mãe para que parasse de surtar achando que estava doente e estávamos escondendo dela – diz, olhando dentro de meus olhos, o carinho e preocupação genuínas ali contidas me desarmando.

—Tudo bem amor. Entendo –digo, abraçando-o, ficando na ponta dos pés para lhe dar um beijo rápido.

—Felicity, eu vou ser tia ou não? – escuto e reviro os olhos fazendo-o rir junto a minha boca.

—Está vendo Cait ou qualquer outra médica aqui, baixinha? – Sara questiona, desviando da tapa desferida por Thea, rindo divertida – Estamos esperando o resultado dos exames estressada – provoca-a, rindo mais.

—Ainda? – Oliver pergunta de cenho franzido.

—Pois é. Cait saiu daqui acompanhando a doutora Ross a mais de uma hora e parece que foram tragadas pela terra ou algo do gênero! – resmungo mais uma vez, fazendo um muxoxo — Se pelo menos a doutora Ross aparecesse – digo, a porta abrindo mal termino de falar.

—Certo. Quando sairmos daqui vamos em uma lotérica e você escolhe o bilhete – Sara anuncia quando a dita cuja adentra o consultório.

—Olá, desculpem-me a demora mas tive que atender uma urgência – Megan Ross, minha ginecologista (e talvez futura obstetra) desde que mudei para Starling pede, olhando-nos um a um – A enfermeira não veio avisar?

—Veio, mas já faz mais de uma hora! Já estava ficando preocupada – reclamo.

—Entenda surtada – Sara me corrige, cruzando os braços, me encarando desafiadora.

—Desculpem-me mais uma vez – pede minha médica, indicado sua mesa alguns metros a nossa frente, caminhando até lá calmamente....Por que raios os médicos tem sempre que estar com essa cara de paisagem pra tudo?, bufo internamente obedecendo sua ordem seguinte – Sentem-se – indica após sentar-se, olhando Thea e Sara.

—Tranquilo doutora. Só viemos acompanhar – tranquiliza-a minha futura cunhada recostando-se a parede, Sara a seu lado, nos observando atentamente.

—Acompanhar? Pois sim! – solto, mal humorada, sentando, Oliver a meu lado.

—Muito bem, serei direta posto que já esperou demais — começa dizer abrindo a pasta que trouxera – Está grávida Felicity – anuncia e retenho o ar nos pulmões escutando o gritinho eufórico de Thea – Parabéns senhor Queen, vai ser papai em breve – avisa fazendo nós dois nos sobressaltarmos.

—Como assim? Em breve quanto? – ouço-o perguntar, a tensão transparecendo em sua voz – Não que esteja achando ruim, não é isso – diz rápido, segurando minhas mãos – Amo você e já amo esse bebê imensa e antecipadamente – garante, beijando-as, me levando as lágrimas.

—Malditos hormônios! – xingo, aceitando a caixinha com lenços de papel que Megan oferecia – Devia ter desconfiado quando comecei a chorar com tudo. Foi assim da outra vez – relembro, sentindo uma pontada discreta em meu coração.

—Se servir de consolo, grande parte das mulheres dificilmente desconfia especialmente quando não há enjoos matinais, como no seu caso – informa e rio sem graça – Respondendo sua pergunta senhor Queen...

—Oliver. Pode me chamar de Oliver – pede meu noivo, beijando minha mão mais uma vez – Tudo bem Sweet? – pergunta e aceno afirmativamente.

—Respondendo a sua pergunta Oliver – corrige-se minha ginecologista, sorrindo amável – Felicity está na metade do terceiro mês, um pouco mais pelo que me contou – comunica e desta vez me espanto.

—Já??? – a interjeição de espanto vinda de Thea e Sara sai antes da minha e me volto para as duas.

— Na boa cunhada, não é marinheira de primeira viagem. Como não percebeu que estava grávida?!? – Thea interroga e por mais que a ame, neste exato momento sinto ânsias de esganá-la.

—Não é tão incomum senhorita Queen, presumo? – Megan indaga, ela confirmando com um aceno de cabeça – Pelo que Felicity relatou durante a consulta, tanto em sua gravidez anterior quanto nesta, nos primeiros meses não houve alteração considerável de peso para cima ou para baixo. Apenas a sonolência um pouco maior, o que em ambos os casos foi associada a fatores externos, universidade e trabalho respectivamente. Some a isto a ausência dos sintomas matinais e terá o território perfeito para a falta de suspeita – explica pacientemente.

—E como da outra vez, apenas meu humor ficou alterado e variando muito. Mas associei a meu ciclo, melhor dizendo a ausência dele – conto – Nunca fui um reloginho, sabe. Qualquer coisa o alterava: estresse, desgosto, raiva, então não liguei uma coisa a outra – concluo, assuando meu nariz.

—Pois é. No entanto temos uma pequena vida crescendo ai – Megan diz, carinhosa – E como a senhorita não estava tomando as devidas precauções no que se refere a descanso, alimentação, horários e exercícios, vamos tratar de por a casa em ordem – avisa, juntando as mãos – Pra começar faremos sua primeira ultrassom para saber se está tudo bem com o feto. Vou coletar mais um pouco de sangue e pedir exames adicionais, os de praxe para o primeiro trimestre, e enviar ao laboratório. Já fizemos sua avaliação ginecológica, te pesamos e medimos sua pressão. Falta apenas a medida uterina que faremos quando estiver posicionada no leito para a ultra – avisa, levantando – Vamos? – convida.

—Sim – respondo junto com Oliver, rindo, vendo Thea e Sara enfiarem o dedo na boca fingindo enjoo. Dedico um olhar nada amistoso a ambas, que me ignoram, passando a nossa frente.

A seguimos de volta ao leito onde me sento para que coletasse mais um litro de sangue(exagero!). Depois abro minha blusa e deito esticada, ela usando uma fita métrica para medir minha barriga.

—Serve pra que mesmo? – escuto Thea perguntar.

—Saber se o crescimento do bebê está dentro do esperado para o tempo de gestação bem como para me dizer se está na posição certa. A cada consulta a partir de agora irei medir e isto me dirá se está no ritmo certo de desenvolvimento – explica enquanto anota a medida – Muito bem. Vejamos como este mocinho ou mocinha está – diz, pegando o gel no exato momento em que Cait entra na sala.

—Me desculpa Lissy. Fiquei presa na emergência – pede, cumprimentando Oliver e Thea rapidamente – Já soube do resultado. Parabéns aos dois! – diz, sorrindo de seu jeito doce.

—Obrigada. Chegou bem na hora de ver seu priminho em segundo grau – agradeço, segurando a mão que me estendia.

—Ou priminha. Pode ser menina – Sara se manifesta, vindo para mais perto, Thea a seu lado.

—Isto me lembra: pode ser que consigamos ver o sexo do bebê. Vão querer saber? — interroga.

—Sim

—Não – Thea, Sara, Oliver e eu respondemos ao mesmo tempo.

—Por que não? – Thea questiona, olhando de mim para o irmão – Será bem mais pratico e rápido preparar o quarto do bebê – argumenta.

—E onde fica a surpresa? – Sara questiona.

—Sei não, mas tenho pra mim que o fato de ela já estar com TRÊS meses deveria ser surpresa mais do que suficiente não acham? – questiona e tenho que concordar.

—Ok. Caso veja, pode dizer – Oliver se rende, me olhando com carinho – Seja o que for vai ser amado da mesma forma – assegura e suspiro.

—Muito bem. Vamos lá. Caitlin, me auxilia? – convida, minha prima dando a volta para ficar a seu lado.

Nos primeiros minutos tudo que consigo divisar são manchas escuras que não fazem o menor sentido. Até que começo a notar as formas com mais clareza, meu coração se enchendo de carinho por aquele serzinho crescendo tranquilamente dentro de mim. Volto o rosto em direção a Oliver ao escutar um fungando e vejo seus olhos marejados, algumas lágrimas escapando sem que pudesse impedir.

—Nosso filho! – digo, beijando sua mão.

—Dá pra ouvir o coração? – Thea quer saber, apoiando-se no leito, esticando o pescoço, curiosa –É menino ou menina? – interroga.

—Calma ai Speedy. Uma pergunta por vez – Oliver recomenda, rindo, franzindo o cenho ao escutar seu celular – Depois vejo do que se trata – avisa após enfiar a mão no bolso, recusando sem mesmo saber quem era.

—Prontos para saber o sexo? – Cait pergunta e acenamos que sim.

—Normalmente não conseguimos ver o sexo assim tão fácil. Vocês deram sorte – Megan comenta, virando o monitor totalmente para nós – Comunico que serão pais de... um menino! – fala após breve suspense.

—Um menino – Oliver repete num sussurro – É um menino – repete e rio.

—Vamos ouvir o coração? – Cait convida, aumentando o volume do monitor.

Durante alguns minutos tudo que se ouve na sala é o som do coração de nosso filho batendo, cada um de nós envolto em sua própria bolha de felicidade. No meu caso, um misto de alegria e tristeza me invade. Vendo e ouvindo este novo bebê, meu filho, é impossível não recordar minha filhinha. Suspiro sentindo o gosto salgado da lágrima que morre silenciosa em meus lábios, a magia do momento sendo quebrada pelo toque do celular de Sara.

—Desculpem – pede ela, sem graça, deixando a sala para atender.

—Ok. Seu menino está muito bem obrigado – Megan avisa, concluindo o exame – Conforme avisei pedirei mais exames com o sangue que coletei e assim que tiver os resultados entro em contato. No mais, crie uma rotina de exercícios e descanso, alimente-se bem e regularmente, nada de excessos e nos vemos dentro de vinte dias – determina.

—Aconselha que procuremos uma nutricionista? – Oliver questiona e arqueio a sobrancelha – Uma dieta balanceada prescrita por um profissional é sempre muito melhor do que uma feita por nossa conta e risco – argumenta, me ajudando a levantar.

—Esta é sua maneira educada de me dizer que me alimento mal querido? – interrogo, estreitando os olhos ao encara-lo, fechando o ultimo botão de minha blusa, a resposta adiada ante o retorno turbulento de Sara.

—Desculpem o mal jeito mas precisamos ir para casa imediatamente, você inclusive Cait – avisa, apontando de mim para minha prima passando por Oliver e ela mesma, completando antes que possamos dizer algo – O senhor Bristow, sindico do condomínio, foi assassinado no sétimo andar juntamente com uma moradora e ao que parece o assassino invadiu todos os apartamentos do andar! – despeja, nos deixando estarrecidos.

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Resd. Ilha de Creta – Torre dois – Mezanino (11:16 a.m)

Tommy

Massageio meu pescoço girando-o de um lado para o outro a fim de diminuir a tensão.

Por mais que reconheça a gravidade da situação, não poder subir para tomar um banho e trocar de roupa está me deixando profundamente irritado.

Acrescente a isto o fato de ter sido obrigado a repetir a mesma história a três pessoas diferentes, de ter que ficar atento aos pets de Cait e ainda por cima aturar as brincadeiras das crianças com eles e comigo por causa de minha aparência deplorável e terá uma vaga noção do nível de estresse no qual me encontro.

Normalmente me dou bem com a pirralhada do condomínio, até participo de algumas brincadeiras (futebol por exemplo), mas hoje, depois de tudo que passei, impedido de ir a meu apartamento ou qualquer outro lugar limpar-me, tudo que mais queria era que sumissem da minha frente num estalar de dedos!

—Melhore essa cara Merlyn ou algum pai vai acabar se irritando com você – o juiz aconselha sentando no sofá a minha frente, entregando-me um copo com água (sei lá por que!).

—Verdade tenente. Tá começando a parecer um vilão de estória em quadrinhos prestes a trucidar seus rivais – Mouse compara e o fuzilo com o olhar – É exatamente a este olhar que me refiro! – exclama, apontando os dois dedos em minha direção no instante em que um dos gêmeos ruivos do segundo andar passa correndo entre nós chamando atenção do até então tranquilo Sherlock, que se ergue com o pelo eriçado, exibindo todos os dentes e garras na direção do menino.

—Se os pais não estão gostando do meu olhar para seus filhos, então deveriam cuidar para que fiquem quietos – resmungo, encarando o pai do garoto, que se voltara ao escutar o som emitido pelo gato – Estou realmente tentado a soltar Sherlock sobre eles! – conjecturo vendo-o se ajeitar a meu lado novamente, o pelo baixando devagar, assumindo uma posição de vigia para com os garotos.

—Se fizer isso eu te bato! – a ameaça parte de Mônica, que chegava trazendo Homer, Marge e Watson devidamente encoleirados. Ainda me espanta o fato de os gatos de Cait não rejeitarem a peça típica de cães – Deu o maior trabalho acalma-lo. Não vou deixar que estrague tudo incitando-o atacar as crianças. Além disso, garanto que Caitlin não iria gostar de saber que fez uma coisa dessas – avisa, sentando ao lado de Mouse, levando um dedo ao nariz – Não me leve a mal Thomas, mas esse cheiro tá começando a ficar enjoativo.

—Não me diga!? Sabe que nem tinha notado?! – ironizo permitindo o pug lamber minha mão, empertigando-me ao escutar a voz relativamente estridente de Donna Smoak – Era só o que me faltava! – bufo, recostando-me pesadamente ao sofá.

—Pegue leve Merlyn. Está se referindo a minha esposa — Darhk alerta arqueando a sobrancelha.

—Meu Senhor, que loucura! – exclama minha ex sogra, parando ao lado do marido – Acreditam que a policia está achando que foi crime passional? – informa e franzo o cenho.

—Por que? – questiono fazendo-a me dar atenção.

—Parece que estavam transando no apartamento dela quando foram surpreendidos – relata, me examinando de alto a baixo – Por acaso estava participando da gravação de algum filme pastelão? – interroga e lhe dou meu sorriso mais mordaz, engolindo, forçadamente, a resposta mal criada que ensaiava ao escutar o questionamento do juiz.

—O que o legista disse? – Darhk interroga fazendo-me voltar para ver com quem falava, Eddie aproximando-se juntamente com Ray e Jay – Já sabem a hora da morte?

—Entre oito e quarenta e nove da manhã – Eddie informa, parando a meu lado – Justo no horário em que as câmeras foram desligadas para manutenção e atualização do sistema. Conveniente não? – indaga meu amigo.

—Muito – anuo, franzindo o cenho – Quer dizer que quando eu e Thea deixamos o prédio eles já poderiam estar mortos? – calculo.

—Ou sendo mantidos sob cárcere – Jay conta – Há sinais de tortura em ambos os corpos. A policia suspeita que foram mantidos presos por um tempo antes de serem assassinados – acresce, esfregando o queixo pensativo.

— O que te incomoda Jay? – pergunto notando a ruga entre seus olhos.

—Quando conversamos mais cedo, ele despediu-se dizendo que iria voltar para a cama, junto a esposa — lembra – Entre este momento, sua saída do condomínio com sua irmã, tenente, e o momento em que os primeiros moradores notaram o problema com o elevador, não se passaram mais do que duas horas e meia...

—Tempo mais do que suficiente para matar uma ou duas pessoas, como bem sabe Jay – Eddie comenta, cortando-o.

—Mas não para torturar – rebate – E por que arrastar os dois pelo corredor e deixar os corpos impedindo o elevador movimentar-se? – questiona, abrindo os braços – Tem algo que não está batendo – insiste.

—Pergunta – Donna ergue a mão – Cadê ela, a esposa do sindico? Alguém a viu? – questiona fazendo-nos trocar olhares confusos.

—Vou perguntar ao detetive Lance – Ray se oferece, saindo ao encontro do ex-futuro sogro.

—O que mais me intriga é por que abrir todos os apartamentos – Darhk comenta, me encarando – Se o assassino sabia sobre a manutenção do sistema, pra que arriscar-se dar de cara com outros inquilinos?

— A menos que soubesse que não haveria ninguém em casa além da senhorita em questão – presumo, me voltando para Monica – Quem era ela? Não lembro de a ter visto antes.

—Vou ficar te devendo esta Thomas – responde – Pra ser sincera, não sabia que o ultimo apartamento desocupado daquele andar havia sido vendido. Tecnicamente apenas você morava no sétimo andar.

—O apartamento dois do andar já não havia sido vendido também ? – Mouse pergunta, fazendo aspas no ar.

—Sim, mas os inquilinos irão mudar-se apenas mês que vem. É um casal que estava morando no exterior, fazendo um curso ou algo assim – ela revela, afagando Watson.

—E o terceiro supostamente estava vago, é isto? – Donna interroga, voltando-se ao escutar a voz de Thea me chamando.

—Tommy, você está bem? Está ferido? – preocupa-se minha irmã, agachando-se a meu lado mal se aproxima, Cait, Felicity e Oliver logo atrás dela – Ai credo, ainda não tomou banho! – reclama levando a mão ao nariz, erguendo os olhos para um ponto acima de minha cabeça – Olha só quem resolveu aparecer! O motoqueiro fantasma! – exclama, erguendo-se com as mãos na cintura, toda preocupação aparente comigo ficando de lado, fazendo Eddie bufar.

—Estou bem sim Thea. Obrigado por seus cinco segundos de preocupação! – digo, irônico, Cait sentando a meu lado, examinando-me atentamente antes de perguntar:

—Está bem mesmo? Não foi ferido? E esse sangue em suas roupas? – interroga olhando a volta, sorrindo ao ver seus pets(suponho).

—Foi dos corpos e das patas do Sherlock e antes que pergunte ele não está ferido. Nenhum deles está. A futura veterinária ali os examinou minuciosamente – aviso indicando Monica com um gesto de cabeça, ganhando um selinho de minha namorada.

—O que aconteceu? – Oliver questiona, cumprimentando Jay e Eddie com um aceno, voltando-se para seus futuros sogros.

—Ainda não se sabe ao certo. Tudo que a policia sabe até agora é que muito provavelmente foram torturados – Darhk se adianta.

—E ai? Como foram as coisas? Confirmado? Vou ser vovó mesmo? – Donna interroga fazendo-me olhar em direção a Felicity mais rápido do que deveria.

—Vamos deixar isto para depois mãe, por favor – pede, sem graça e antecipadamente sei que a resposta as perguntas feitas por Donna é uma só: Sim.

—Pessoal, o quinto andar está liberado. Os moradores dos apartamento já podem subir – um policial avisa em alto e bom som em meio ao mezanino causando um burburinho.

—Ah, graças a Deus! – exclamo, unindo as mãos – Finalmente poderei tomar um banho e tirar essa roupa imunda! – digo, me levantando.

—Aonde? – Thea indaga, respondendo a si mesma – O apartamento da Cait – diz, estalando os dedos – Tinha esquecido.

—Normal já que minha sobrinha mudou-se para o outro sem pestanejar! – Donna declara em tom de crítica, Cait intervindo e mais uma vez Donna escapa de ouvir malcriação.

—E poderei cuidar de meus lindinhos também. Todos os cinco – brinca, segurando meu rosto entre suas mãos, obrigando-me a encara-la – Não ligue amor – pede num sussurro, me beijando.

—Gente, tenho novidades. Será que daria para nos reunimos em algum lugar? – Ray questiona, Sara a seu lado parecendo tensa.

—Vamos todos para meu apartamento. Depois que Thomas tomar um banho e se trocar conversamos com calma – Cait sugere, segurando Sherlock em seus braços.

—Ótima ideia – Darhk anui ficando de pé, segurando a mão da esposa.

—Por onde andou loirinho? Não tinha sinal de telefonia lá no buraco onde se meteu? – Thea interroga enquanto caminhamos para os elevadores.

—Resolvendo problemas pessoais Thea. Conto tudo depois – promete ele, apertando o botão do elevador e me questiono o que estaria acontecendo entre eles.

—Só me diz se deu positivo ou negativo filha. Estou em cólicas tamanha ansiedade – Donna insiste e respiro fundo, entrando junto com Cait assim que as portas abrem, pondo Homer em meu colo, o restante do grupo, para minha surpresa e decepção, adentrando logo a seguir, Monica e Mouse segurando Watson e Marge respectivamente.

—Depois mãe, já disse – Felicity responde, torcendo e esfregando o nariz, parecendo incomodada com algo.

—O que custa dizer qual resultado Felicity? Algum empecilho? – insiste e rolo os olhos, dando as costas as duas, respirando fundo enquanto Sara se adianta a responde-la.

—Positivo Donna, vai sim ser vovó – confirma, uma sensação de desconforto me atingindo sem que entenda o porquê – A vovó mais pra frente que conheço! – brinca nossa amiga.

—Pode ter certeza que sim loira! – garante Donna, batendo palmas – Meu bebê vai ter outro bebê! Que lindo! Está feliz amor?

—Isso é comigo? – ouço Darhk pergunta e fecho o olhos rezando para o bendito elevador chegar logo ao andar.

—Lissy, tudo bem? – Cait questiona, um toque de preocupação transparecendo em sua voz – Parece que está...enjoada – comenta, a observação de minha irmã vindo segundos antes da catástrofe.

—Sabem, acho que não foi uma boa ideia Felicity ter entrado neste elevador com Tommy nele! – exclama, a resposta a pergunta que lhe faria vindo em um jato quente e certeiro que atinge minhas costas e pescoço respingando nos demais ao redor, as interjeições de espanto e nojo ecoando dentro do cubículo junto com o mau cheiro.

—Que. Bom. Era só o que estava faltando para completar meu dia! – resmungo, as portas abrindo tardiamente segundos depois, todos os ocupantes a exceção de mim, Oliver, Felicity e Cait, saindo rapidamente.

—Desculpa – pede a loira, sem graça, tapando a boca, saindo amparada por Ollie.

—Venha amor, te ajudo a limpar essa sujeira toda – Cait convida, segurando minha mão carinhosamente.

—Engraçado, você nunca enjoou antes – Donna comenta – Será algum tipo de ... Reflexo? – questiona, me dirigindo um olhar sugestivo.

—Entrem – Cait mais uma vez evita que lhe dê uma resposta atravessada – Fiquem a vontade – diz, pondo a chave sobre o aparador – Monica, poderia cuidar de meus fofinhos enquanto ajudo Thomas, por favor? – pede, segurando em meus ombros, me direcionando para seu quarto – Os demais fiquem a vontade, como já disse. Sirvam-se do que quiserem – libera, me empurrando, literalmente – Vamos te livrar dessas roupas e mau cheiro meu amor...e não dê atenção a minha tia – sussurra em meu ouvido.

—Tentarei amor...tentarei – prometo, algo me dizendo que seria uma longa tarde.

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Caitlin (12:55 p.m)

Massageio os ombros e costas de Thomas debaixo do chuveiro, a água morna ajudando os músculos tensos relaxarem sob meus dedos.

Estávamos demorando mais do que pretendia ou deveríamos (o que certamente deveria estar levantando suspeita entre as pessoas a nossa espera na sala), porém sentia que ele precisava disto antes de enfrentar as provocações de minha tia novamente.

Não apenas eu havia percebido que Donna o estava alfinetando. Felicity, Oliver e o juiz também o notaram. Na verdade acho que todos estavam notando e apesar de o fato não estava me agradando nada, mais ainda havia me desagradado a forma como Thomas reagiu ao escutar Sara confirmar a gravidez de Lissy. Ele claramente ficara incomodado.

Desde que vi o resultado dos exames no hospital, uma vozinha malvada e maléfica sussurrava em meu ouvido que a novidade o atingiria e como persistisse, resolvo tirar a limpo de uma vez por todas mesmo não sendo este o momento mais adequado.

—Te incomoda? – pergunto sem interromper a massagem.

—Uhum, uhum – murmura de volta e percebo que não sabe a que me refiro.

—Não estou me referindo a massagem. Quero saber se te incomoda Lissy estar grávida de Oliver – esclareço, direta, sentindo-o ficar imediatamente tenso.

—Por que me incomodaria? – devolve...Resposta errada Thomas!, penso, ele parecendo notar que dissera besteira – Evidente que não Cait – afirma, girando os ombros, voltando-se de surpresa – Vou dizer mais uma vez: o que houve entre mim e Felicity é passado Cait. Ambos seguimos em frente – reitera o que já dissera tantas outras vezes. E da mesma forma que ocorrera anteriormente, duvido – Por que é tão difícil pra você acreditar em mim? – questiona, lendo-me, suspirando.

—Porque vi sua expressão quando minha tia perguntou sobre o resultado dos exames e principalmente vi e senti como ficou tenso em ouvir Sara confirmar – respondo escolhendo não mascarar ou minimizar meus temores – Já estive com alguém pela metade antes Thomas, e não quero estar de novo. Especialmente Lissy estando envolvida – digo, tentando me afastar, ele impedindo-me.

—Não estou com você pela metade Cait. Estou inteiro em nossa relação, acredite – assegura trazendo-me para junto de si, sua ereção roçando em meu quadril e gemo involuntariamente – Antes mesmo de nos envolvermos já não havia nada entre ela e eu e não apenas por Oliver – garante, a voz soando rouca – Acabou a muito tempo atrás e não existe a menor chance de ser retomado – reforça, os lábios passeando por meu pescoço e colo fazendo o sangue em minhas veias esquentar – Acredita em mim? – questiona sem interromper a caricia.

—Uhum – gemo mordendo meu lábio inferior ao sentir sua língua passeando pelo vale entre meus seios, seus lábios pressionando a pele antes de sugar com força me arrancando mais gemidos.

—Ótimo – sopra contra meu mamilo direito pouco antes de sugar meu seio prendendo o bico entre os dentes.

—Thomas...estão a nossa espera – lembro num lampejo de sanidade, minha resistência caindo por terra quando sua língua atrevida brinca com meu mamilo rijo.

—Podem esperar mais um pouco – responde, segurando firme em meu quadril, erguendo-me ao mesmo tempo em que inverte nossas posições encostando-me a parede. Instintivamente enrosco as perna em sua cintura lhe dando o acesso que pedia.

Novamente mordo meu lábio retendo o grito quando me penetra em uma estocada vigorosa chocando nossos corpos, saindo de mim para retornar logo em seguida tão forte quanto da primeira vez fazendo-me gemer alto.

Envolvo meus braços em seus ombros cravando as unhas na carne macia e firme ao mesmo tempo em que cruzo as pernas limitando seus movimentos, obrigando-o a ir mais fundo dentro de mim. Arqueio o corpo intensificando as sensações mexendo meu quadril contra o dele languidamente e desta vez é ele a gemer antes de soltar uma torrente de palavrões, as mãos segurando firme minha bunda, apertando, incitando-me a acompanha-lo aumentando o ritmo de suas estocadas até finalmente gozarmos, juntos, o suor em nossos corpos misturando-se a água morna.

Sorrio, satisfeita, agarrando-me mais a ele, esquecendo-me da realidade por um breve segundo, as batidas na porta do quarto me trazendo de volta a realidade.

—Desculpem interromper seja lá o que estiver rolando ai dentro, mas realmente precisamos que venham se juntar a nós – Sara pede.

—Já estamos indo – aviso, minha voz saindo incrivelmente calma e sem tremor – Thomas...

—Eu sei – responde, suspirando antes de me ergue, saindo delicadamente de mim, me pondo no chão sem no entanto me largar (fato que agradeço mentalmente posto que minhas pernas estavam bambas) – Sabe o que me incomoda na gravidez de Felicity? – pergunta de repente e o encaro de cenho franzido – As indiretas e provocações que certamente ouvirei da Donna – diz.

—Ela não fara isso Thomas – retruco, desligando o chuveiro, me voltando para pegar as toalhas.

—Fara não, já esta fazendo Cait. O que acha que foi tudo aquilo no elevador? A insistência em saber quando Felicity pediu que esperasse?- lembra, enrolando a cintura, me seguindo para fora do boxe – Donna pode até dizer que não, mas me culpa sim por tudo que aconteceu a filha depois que sumi sem explicação. Não a culpo por isso. De certa forma sou responsável sim – diz, passando as mãos vigorosamente pelo cabelo.

O encaro por um segundo examinando suas feições belas entristecidas com a constatação.

—Não penso assim e tenho certeza que Lissy também não – afirmo, indo até ele, segurando seu rosto entre minhas mãos – E se Donna insistir iremos falar com ela – asseguro, lhe dando um beijo rápido – Agora ande, vamos nos vestir e ir logo para a sala antes que seja Thea a vir nos chamar – alerto rindo da careta que faz.

—Já tive uma overdose das loucuras de minha irmãzinha maluca suficientes pra uma semana inteira! – exclama e o olho sem entender – Depois te conto – garante, abrindo meu guarda roupas, um sorriso moleque iluminando seu rosto – Ainda guarda isso aqui? – pergunta exibindo o conjunto que lhe fizera vestir quando nos conhecemos.

—Evidente – respondo, rindo de volta – Se quer saber, ainda te farei usar isto mais uma vez – digo, misteriosa, ele arqueando a sobrancelha – Vista-se Thomas, antes que mude de ideia e resolva esquecer que temos assuntos sérios a resolver – lembro, seu semblante endurecendo rapidamente.

—Está certa – anui, vestindo-se, assim como eu, rapidamente – Vamos – convida, abrindo a porta para que eu passasse, seguindo a meu lado de volta para a sala.

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Narrador

—Desculpem-nos a demora – Caitlin pede ao retornar a sala de mãos dadas com Thomas, sorrindo ao notar a presença de Barry Allen – Olá Barry – cumprimenta-o.

—Oi Cait, Tommy – devolve o jovem, ajustando os óculos e sorrindo.

—O que houve? Os cereais estavam tão grudados assim ao cabelo dele? Ou o iogurte impregnou nos poros e nem a bucha vegetal foi capaz de tirar? Esfregou com bucha não foi? Caso contrário o mau cheiro vai persistir por semanas! Por via das dúvidas, melhor não se aproximar demais do Merlyn bebê ou poderá vomitar novamente– Donna provoca.

—Na verdade foi justamente o vomito o mais complicado de sair e pode ficar tranquila Donna, vou manter uma distancia segura de Felicity – Thomas devolve, irritado.

—Mãe, não disse que iria procurar algo pra cozinhar para mim? Lembre que estou até agora praticamente a pão e água, o que certamente não irá fazer bem ao bebê – intervém a nerd, ajustando os óculos e limpando uma sujeira imaginaria no nariz.

—Verdade amorzinho! Vou fazer isso agora mesmo! – Donna diz, dirigindo-se rapidamente a cozinha.

—Essa é minha menina! – Damien exclama abrindo a mão para que ela tocasse, sorrindo orgulhoso.

—Espera, o senhor não é....

—O pai dela. Alguma duvida a este respeito senhor Gerwitz? – questiona, dirigindo um olhar duro ao técnico.

—Mouse. Me chame de Mouse – corrige-o o rapaz sem se abalar.

—Seu sobre é Gertwitz?? – Monica pergunta, enrugando o cenho.

—Será que podemos focar no que é importante no momento? – Raymond interroga – Não temos muito tempo antes que as pistas esfriem e coisa toda se torne ainda mais complicada, se é que isto é possível – comenta o moreno, coçando a cabeça, dando um pulo quando os pugs passam correndo por entre suas pernas seguidos pelo gato, o trio indo direto para o terraço – Oush! Parecem malucos!

—Posso lembrar que está falando dos meus pets Ray? – Caitlin cobra, encarando-o séria, rindo ante o ar preocupado do rapaz – Brincadeira. Eles são meio maluquinhos mesmo – afirma.

—Certo, voltando ao que importa, como Ray pediu – Thomas diz, chamando atenção para si – O que a policia descobriu até agora Barry? – interroga.

—Pra começar que os dois não foram mortos ao mesmo tempo – revela deixando-o surpreso – Estava explicando para o pessoal antes de vocês chegarem – conta, voltando a tela de seu computador para ele – O homem, Bristow, foi morto meia hora depois da garota, que ainda não foi identificada, diga-se – acresce.

—O primeiro golpe que Bristow recebeu foi na altura da cintura e atingiu o baço – Jay informa.

—Já a garota foi estrangulada e os demais ferimentos por arma branca foram pós mortem – Barry prossegue, reassumindo a narrativa – Pelo ângulo de entrada do golpe recebido por Bristow, a princípio, presume-se que estava de costas para seu agressor...

—Que muito possivelmente era mais baixo do que ele...

—Ou estava sentado em algum lugar posto a altura do golpe – Ray e Eddie, respectivamente, informam.

—Mais uma coisa: eles foram mortos em outro lugar, no apartamento supostamente pertencente a Jane Doe, e levados ao local aonde vocês os encontraram – Oliver revela, massageando o queixo – A pergunta é por que, se ao faze-lo o assassino sabia que iria chamar atenção de todos cedo ou tarde? – questiona.

—Por que carregar os corpos quando simplesmente poderia deixa-los onde estavam, trancar a porta sair tranquilamente? – Thomas indaga – Apenas quando dessem por falta de Bristow iriam encontra-lo. Por falar em falta, a esposa já apareceu?

—Nops! Nem sinal da mulher no apartamento do casal ou em qualquer outra área do condomínio até este exato momento. Estou monitorando a frequência da polícia – Mouse comunica.

—Percebeu que acaba de confessar um crime diante de um juiz federal não percebeu meu rapaz? – Darhk interroga.

—Juiz aposentado segundo o cap aqui, seu futuro genro – corrige-o novamente, apontando Oliver.

—Greg, por acaso acordou com instinto suicida hoje? – Sara pergunta.

—Caitlin, quando foi a ultima vez que fez compras? Não tem praticamente nada na sua dispensa e geladeira! – Donna surge por detrás do marido, sobressaltando a todos – Como posso preparar uma refeição decente para meu bebê com nada de alimentos? – bufa levando as mãos a cintura.

—Pensei que havia dito que cozinhar não é o forte das mulheres da sua família Felicity? – Thea questiona.

—Caitlin cozinha muito bem – Thomas sai em defesa da namorada – Se bem que, tecnicamente, não é uma Smoak – não resiste provocar a loira, que estreita os olhos, encarando-o.

—Não se preocupe Thomas, já separei um pouco de ração para você, embora os pets não mereçam ter seu estoque de alimento reduzido por sua causa – devolve não dando chance a ele responder – E para seu governo, assim como da outra vez, fui a responsável por Felicity ter tido uma gravidez extremamente saudável. Se daquela vez, que estava sozinha, sem nenhum apoio, já cuidei dela, imagina agora que tem este Homem Maravilhoso a seu lado para apoia-la? Evidente que irei caprichar! – alfineta.

—Ok, vocês, calados. Os dois – Felicity ordena apontando de Oliver para Thomas, cortando o protesto de ambos, se voltando para a mãe – Mãe, faça qualquer coisa com o que tiver, sopa, caldo, o que seja! Apenas vá para a cozinha e fique por lá entendeu? – ordena, dedo em riste, fechando os olhos ante os xingamentos da loira antes de dar-lhes as costas, obedecendo-a – Essa será uma longa gravidez! – exclama, se voltando para Tommy – Pare de provoca-la se não quer ouvir o que não gosta – avisa, se voltando para o noivo – E se o assassino quis fazer exatamente isto? Chamar atenção de todos para um dos andares do condomínio por alguma razão? E se Bristow e essa garota foram vitimas aleatórias? – supõe.

—Sinto discordar senhorita Smoak...Felicity – Jay pronuncia-se, se aproximando mais do grupo – Quanto a garota nada posso dizer, mas Bristow definitivamente não foi uma vítima....- cala-se, o som estridente do liquidificador chamando atenção de todos mais uma vez.

—Donna, amor, poderia deixar para usar essa coisa dentro de alguns minutos, por favor? – Damien pede unindo as mãos, jogando-lhe um beijo quando o atende – Prossiga – ordena, voltando-se para o militar.

—Como dizia, Bristow não é inocente – reafirma – Hoje cedo o encontrei no acesso oeste quando voltava de minha corrida. Estava nas proximidades do que acredito ser a saída do tal túnel sobre o qual nos falou Tommy – relembra – Durante a breve conversa que tivemos me deu a entender que estava vigiando-me e não apenas pelas câmeras licitas – cita – Depois de nossa descoberta recente, acredito que sabia sobre as câmeras ilícitas também.

—Qual descoberta? – Oliver pergunta, ansioso, assustando-se ao apoiar uma mão sobre o gato de Caitlin – Opa, desculpa amiguinho – pede, o felino encarando-o antes de pular para o tapete deitando-se entre Cait e Tommy – Então...

—Então...- Mouse assume a narrativa – Descobrimos a origem do sinal pirata. A base, o lugar onde fica a central, por assim dizer, das câmeras espiãs é a cobertura da torre três.

—E somente agora nos conta isso?!? – Eddie bufa, cruzando os braços.

—Acontece que esta informação de nada nos serve no momento porque, diferente das outras duas coberturas, não existe uma forma visível de acessa-la – Jay revela – Abra o programa – pede, o colega atendendo-o de imediato – As coberturas das torres um e dois permitem acesso tanto pelo elevador social quanto pelo de serviço. A da torre três não – informa, mostrando o desenho na tela – A única maneira de chegar até lá seria escalando ou saltando de paraquedas sendo que esta planta pode ter sido alterada e não haver pontos de pouso – conta.

—Como o stalker consegue acessar a cobertura então? – Oliver pergunta, circulando a imagem com o dedo – Seria impossível, mesmo a noite, não chamar atenção alguém escalando a torre três ou saltando de paraquedas – comenta.

—Mais alguém além de mim sentiu-se dentro de O Senhor dos anéis?? – Thea questiona, fazendo quase todos rirem.

—Merda! – Thomas xinga aumentando a voz, assustando a todos, especialmente Felicity e Donna, que se aproximava trazendo uma bandeja com um copo e um prato dentro, não derrubando-a por pouco.

—Thomas, por favor, Felicity não pode se assustar desta forma! Quer que ela perca o bebê por acaso? – ralha.

—Desculpe-me – pede o moreno, alheio as expressões de insatisfação de Oliver, Felicity, Caitlin e Damien ante a insinuação feita por Donna – Evidente que ele não iria se arriscar ser visto – prossegue o empresário – Idiota. Como pude ser tão idiota! – xinga a si mesmo.

—Em algum momento irá fazer sentido Tommy? – Sara interroga, olhando-o confusa.

—Faço minhas as palavras da Sara – Barry concorda.

—A resposta é o túnel – elucida – O bendito túnel perpassa os três prédios, como já foi dito, portanto, o que impede que haja um elevador, escada o seja lá o que for, que permita o acesso a bendita cobertura o que reforça sua percepção a respeito de Bristow, Jay – diz, apontando o amigo – Se é verdade o que ele próprio se vangloriava de ser o único a ter chave do portão que dá acesso ao mesmo....

—Evidente que deveria saber de algo! – Oliver conclui o pensamento do amigo.

—Bristow sabia sobre as câmeras? – Caitlin pergunta, enojada.

—Aquele cretino, filho da...

—Thomas, olha a língua! O pobre homem está morto! – Donna admoesta-o.

—Isso não muda o fato de ser um cretino, tia – Caitlin corrobora, esfregando os braços ao pensar em tudo que o homem vira durante todo este tempo.

—Desta vez estou de pleno acordo com Tommy, mãe – Felicity afirma, fazendo uma careta ao provar o caldo trazido por ela.

—Digo o mesmo Sweet -Oliver concorda, desconfortável.

—Acho que todos concordamos – Sara acresce, cerrando os punhos – Se ele não tivesse morrido, Eu o mataria! – exclama.

—A troco de que ele estaria guardando segredo sobre o stalker? – Ray questiona, pensativo – Não creio que ele fosse o responsável pelas câmeras já que, como todos concordamos desde o princípio, elas devem ter sido instaladas quando da construção dos prédios – relembra.

—Acha que ele sabia quem as instalou e por isso foi morto? – Monica interroga.

—Não sei se foi morto por isto senhorita Torres – Damien comenta – Talvez sua morte tenha sido por outro motivo. Ganância talvez – pondera.

—Tem mais uma coisa – Jay chama atenção para si – Ainda não sabemos exatamente qual a participação dela nessa loucura toda, mas definitivamente Analesile Rock não é uma expectadora inocente, assim como Bristow.

—Descobrimos unas coisas bem interessantes, intrigantes e preocupantes sobre a ruiva assanhada do decimo andar – Mouse comenta, o toque da campainha distraindo-os.

—Até que enfim!! – Thea exclama, adiantando-se atender a porta – Pensei que não chegaria hoje – fala ao jovem entregador, entregando-lhe o pagamento – Vão ficar só olhando? Ajudem aqui – conclama, Eddie e Jay sendo os primeiros a se recuperarem, indo em seu auxilio.

—Thea, o que é isto tudo? – Oliver questiona, ajudando a abrir espaço sobre o centro da sala.

—Comida, o que mais! – responde, abrindo uma das sacolas – Não foi só Felicity que não comeu nada até agora. Eu também não e acredito que a maioria aqui igualmente – constata – Como estavam muito envolvidos em tentar elucidar as mortes e, como Donna bem observou, a dispensa de Cait esta praticamente vazia, e eu estou aqui mais como ouvinte, achei que seria uma boa ideia providenciar comida visto que nenhum de vocês notou as horas passarem – comenta, indicando as portas da varanda, a escuridão lá fora assombrando-os.

—Minha nossa, já anoiteceu. Quantas horas?- Donna interroga, respondendo a si mesma – Já passam das sete! – admira-se.

— Proponho comermos o que Thea tão gentilmente providenciou e darmos este dia por encerrado. Acho que falo por todos quando digo que já tivemos emoções e surpresas demais por um dia – Sara sugere, aspirando o cheiro de uma das embalagens – Nossa, não tinha percebido o quanto estava faminta até sentir esse cheiro!

—Digo o mesmo! – Felicity e Caitlin dizem ao mesmo tempo, rindo divertidas.

—Apoio a proposta da jovem senhorita Lance – Damien se pronuncia, erguendo as mangas da camisa, levantando – Onde ficam os pratos?

—Nos armários acima da pia – Cait informa, fazendo o mesmo que ele, seguindo-o até a cozinha – Thomas, poderia pegar suco, refrigerante e outras bebidas na geladeira? – pede, ajudando o tio a pegar a louça – Os demais, por favor, organizem um espaço para comermos ai mesmo, caso não se importem.

—Só se for agora! – Barry exclama, fechando seu note book – As descobertas e questionamentos podem esperar, além do mais, somente amanhã conseguirei examinar tudo que foi recolhido e examinar as provas e evidencias – afirma, tranquilo.

—E seja lá quem for nosso stalker misterioso, parece-me claro que não irá a lugar nenhum – Oliver acresce, pegando seu celular que começara a tocar – Me deem licença – pede, indo a varanda atender a ligação – Pronto.

< Senhor Queen, quem está falando é Erica Moeckel, do orfanato em Seatle, lembra de mim? > pergunta.

—Sim, sim, lembro – diz o loiro, olhando rapidamente em direção aos amigos dentro do apartamento, o gesto chamando atenção de Thea, que se aproxima discretamente – O que há senhorita? Algum problema com as crianças? – quer saber, preocupado.

< Não com elas propriamente > responde, suspirando < Como bem sabe a casa aonde moramos é alugada e o senhorio havia aumentado o aluguel poucos dias atrás. Graças a sua ajuda temos conseguido manter as contas em dia, e lhe agradeço demais por isso > agradece.

—Mas ....- indaga antevendo algum problema – Senhorita, qual o problema? Certamente não ligaria para mim a esta hora se não houvesse acontecido algo grave – inquire.

< Nossa casa foi posta a venda senhor Queen. Estamos sob ameaça de despejo > avisa com voz triste < Não queria incomoda-lo porém não sei a quem mais recorrer >

—Não se preocupe senhorita. Amanhã mesmo estarei ai para resolver tudo. Não permitirei que a senhorita e as crianças passem uma noite sequer desprotegidas! – assegura, voltando-se ao escutar o barulho a suas costas, surpreendendo-se ao se deparar com a irmã – Preciso desligar agora senhorita. Vejo-a amanhã. De um beijo na pequena Amy por mim – pede, a mulher agradecendo, desculpando-se mais uma vez antes de desligar.

—Crianças? Que crianças Ollie? O que está aprontando? – interroga a jovem, desconfiada.

—Nada Speedy, posso te garantir – diz, segurando-a pelo braço, trazendo-a para um canto escondido – Lembra da menininha que falei?

—A que apareceu enquanto trocava o pneu do carro? Claro – afirma a garota – Que tem ela?

—Ela vive em um orfanato. É uma garotinha esperta e muito especial. Me encantei desde o primeiro contato e por causa disto tenho ajudado o orfanato desde então – revela, erguendo a mão – Espere-me terminar – pede, olhando por sobre a cabeça dela antes de voltar a falar – Não se trata de nada ilegal nem algum segredo que não possa revelar. Apenas....apenas....- para pensativo, suspirando – Pode parecer bobagem, mas meus instintos me disseram para não dizer nada a ninguém, especialmente Felicity.

—Por que? – indaga a garota, desconfiada.

—Bem, pra começar porque a tal garotinha tem o mesmo nome que ela havia escolhido para a filha que teve com Tommy, Amy Lee – revela – Segundo porque sabia que poderiam interpretar mal meu gesto....

—Quer dizer nossa mãe? – corta-o, rolando os olhos e ele ri.

—Entre outros – admite – Mas também a própria Felicity. Já imaginou o choque que tomaria ao saber da garotinha? – pergunta.

—Você não me engana Ollie! – exclama a jovem – O que há além de tudo que disse? – interroga, estreitando os olhos, curiosa – Não iria esconder algo assim da Felicity a menos que...

—Amy foi adotada uma vez, quando era bebê, e depois abandonada no orfanato aonde vive hoje em dia – começa dizer o loiro, cortando-a – Essa primeira adoção aconteceu em Massachusetts, onde nasceu quatro anos atrás – revela, a expressão da irmã alterando-se gradativamente.

—Não está achando que....

—Ela tem a idade certa, nasceu no período certo, Junho de dois mil e treze, os pais supostamente a abandonaram e Thea, ela é incrivelmente parecida com Tommy, em alguns aspectos, quando tinha essa idade – diz, empolgado – Não posso falar sobre Felicity, em termos de comportamento, mas a inteligência, a aparência física....Ela é mistura dos dois! Tenho mantido contato via Skype sempre que posso e estou muito impressionado. Não fosse o que o juiz disse no dia em que chegou talvez não o estivesse – confessa – Mas depois de tê-lo escutado dizer que a neta parecia viva quando a viu mexeu comigo. Pode não ser nada...

—Vocês dois ai, não vão comer? – a pergunta de Felicity os pega de surpresa e se voltam para ela – Pensei que estava faminta Thea – contesta a loira, olhando de um para outro – O que há? Algum problema?

—Coisas de irmãos – Thea se adianta – Já estamos indo cunhadinha. Não deixe meu ogro irmão comer tudo ou vai tomar outro banho de comida! – ameaça, fazendo a loira rir, sacudindo a cabeça negativamente.

—Se demorarem não posso prometer nada – diz ela, erguendo as mãos, retornando para dentro do apartamento, a jovem retendo o irmão quando este faz menção seguir a noiva.

—O que pretende fazer? – interroga.

—Ir até lá e resolver o problema, logico – diz ele – Não vou deixa-las ao relento. Nenhuma delas – assegura, decidido.

—Não pode simplesmente se ausentar justamente agora que Lissy descobriu estar gravida. Mesmo a situação sendo outra tenho certeza que minha cunhada ira surtar! – exclama – Isto sem falar na Donna e no juiz linha dura. Nahn! Não quero correr o risco de ver um de meus irmãos, ou os dois, trucidados! – balança a cabeça mais uma vez – Eu irei – decide, surpreendendo-o – Diga-me o que fazer, quem procurar e como resolver e o farei – afirma, segura – Além do mais, fiquei curiosa em conhecer essa pequena miniatura do Tommy. Eu vou a Seatle em seu lugar – reafirma, decidida.

“....Your faith is Strong;

But I can only fall short for sol ong;

Down the road, later on;

You will hate that I never gave more to you;

Than half of my heart;

But I can’t stop loving you;

But I can’t stop loving you;

But I can’t stop lving you”

Notas finais
Bem, pra começar peço desculpas para quem acompanha as demais fics. Em breve att todas, uma a uma. Peço que me perdoem também se em determinado momento repeti muito os nomes dos personagens. Se fazia necessário para que soubessem quem dizia o que. E pra terminar...daqui a pouco tem fic nova! A louca ataca,KKKKKKKK. Nos vemos em breve. Bjinhos flores.