Invasão de Privacidade

9 Investigations (II- past knocks on the door!)


Notas iniciais
Oi flores! Voltando para mais um cap. E as coisas começam a esquentar!! Um: nosso stalker (será???) começa a se expor. Dois: mama Smoak trouxe novidades. Três: Tommy e Cait em honey moon mesmo com todo reboliço a volta...e olha que ainda vem chumbo grosso pela frente! Só pra que preparem seus cores amores! Grata por todas as rewiews passadas....More rewiews , please....Boa leitura...Bjinhos flores

“ Quanto tempo o coração leva pra saber;

Que sinônimo de amar é sofrer?

No aroma de amores pode haver espinhos;

É como ter mulheres e milhões e ser sozinho;

Na solidão de casa descansar;

O sentido da vida encontrar;

Ninguém pode dizer onde a felicidade está?...”

Sinônimos

Zé Ramalho

Apartamento Oliver e Felicity( sexta, 27/10- 23:57 p.m)

Felicity

—Como assim “mãe o que está fazendo aqui?” Que tipo de pergunta é esta? Então passamos anos separadas e é assim que me recebe? E ainda por cima me deixa plantada a sua porta!!? – ouço minha mãe tagarelar fazendo-me sair da letargia – Felicity Megan Smoak, foi essa a educação que lhe dei por acaso? O que este jovem encantador irá pensar de mim? – questiona.

—Obrigado senhora! – o rapaz da entrega agradece, ambas olhando em sua direção.

—Ah, que gracinha! Você também é encantador...Mas me referi ao deus grego logo ali, atrás dessa filha desnaturada que não via há anos e olha como me recebe! Sequer me convida para entrar em sua....

—Menos mãe, menos – peço, interrompendo-a – E não me faça dizer qual a educação que me deu! – exclamo, estendendo o dinheiro ao rapaz, este me entregando as sacolas – Pode ficar com o troco – digo, dispensando-o – Para de fazer drama e entra, mãe – ordeno, puxando-a, fechando a porta para somente então me voltar dando de cara com Oliver usando nada além de uma toalha enrolada a cintura olhando de mim para minha mãe, confuso – Não vou responder nenhuma pergunta muito menos apresentar vocês enquanto não estiver decentemente vestido! – exclamo, erguendo a mão, cortando o protesto que ele ensaiava.

—Por mim está mais do que decente! – mamãe exclama, rindo daquele jeito que me mata de vergonha e reviro os olhos, bufando.

—Mãe, dá pra se comportar, por favor! – ralho, encarando Oliver, que permanecia estático – Queen, tá esperando o que? Quarto...Agora! – ordeno, apontando na direção do mesmo, o tom autoritário (ou minha expressão furiosa, não sei) fazendo-o girar nos calcanhares, obedecendo (finalmente!).

—Nossa, agora entendo porque não quis retornar a Vegas. Ele é demais!!- mamãe conclui, abanando-se.

—Mãe, quer parar! Oliver não teve nada a ver com não ter querido retornar, sabe muito bem disso. Deixei bem claro para vocês que não pretendia voltar depois de me formar – relembro, caminhando para a cozinha com ela em meu encalço – Por falar nisso, ainda não me respondeu: o que faz aqui? – reitero, retirando as embalagens das sacolas.

—Sim Felicity, fiz boa viagem e também estou muito feliz em te ver! – diz de forma irônica, sentando em uma das cadeiras, me encarando.

—Desculpa mãe, mas é que me pegou de surpresa – peço, suspirando, deixando as sacolas de lado- Então, o que houve? Por que não me avisou que pretendia vir a cidade quando nos falamos da ultima vez, que ao contrário do que disse, não foi há anos, ou sua memória já está lhe pregando peças? – provoco-a, rindo da careta que faz.

Havíamos nos falado por telefone semana passada quando liguei para desejar feliz aniversario a meu padrasto, mas evidente que ela tinha que dramatizar um pouco!

—Simplesmente porque até então não sabia se viríamos ou não – diz, xeretando a sacola a sua frente, esticando o pescoço a fim de enxergar a pia as minhas costas – Andou tentando cozinhar de novo? – questiona, não me dando tempo responder – Já disse que entre as qualidades das mulheres Smoak, culinária não está na lista – brinca me fazendo rir.

— Devo discordar senhora Smoak – a voz forte de Oliver ressoa pelo ambiente enquanto caminha (devidamente vestido) até nós, parando a meu lado – Felicity sabe sim cozinhar – afirma, completando — Faz um macarrão instantâneo como ninguém! – me provoca, erguendo os braços para se proteger das tapas que desfiro, minha mãe rindo alto.

—Pois saibam, os dois, que amanhã mesmo irei procurar um desses cursos de culinária, de preferência esses feitos para solteiros com um professor gostosão e ...

—Como é? Vai o que? – Oliver me interrompe e rio.

—Viu como e bom alfinetar os outros? – revido, estirando língua para ele – Mas vou mesmo procurar um curso, tirando a parte dos solteiros...E do professor gostosão – acrescento – Até porque já tenho o meu professor gostosão particular! – exclamo, envolvendo seu pescoço, ficando na ponta dos pés para beija-lo.

—Agora gostei! – diz, me beijando de volta – Mas se for por minha causa, não precisa. Adoro cozinhar especialmente para você minha lagartinha! – assegura, mordendo meu queixo.

—Lagartinha?? – mamãe pergunta, olhando de mim para ele, lembrando-nos (se e que dá pra esquecer!) sua presença – Por que o apelido?

—Primeiro porque ela ama saladas e segundo porque come de tudo e não engorda uma grama sequer – Oliver explica, me soltando após mais um selinho, voltando-se para mamãe – Oliver Jonas Queen – apresenta-se, esticando a mão para ela.

—Donna Smoak – mamãe diz, apertando-a e franzo o cenho – Tirei o Dark. Ficava muito estranho Smoak Dark....ou Dark Smoak – explica, sacudindo os ombros – Parece nome de assassino de filme trash! – justifica nos fazendo rir.

—O que Damien achou? – quero saber, indo até os armários para pegar pratos, parando – Já jantou mãe? – pergunto, ela negando.

—Não. Só comi o lanchinho que serviram no avião – conta, voltando a xeretar as embalagens – Seu padrasto não se importou – afirma, dando de ombros – Além do mais, casei com ele por amor e não por seu sobrenome.

—Damien Dark, esse nome não me é estranho – Oliver comenta, me ajudado a por a comida em tigelas, estalando os dedos – Ele não era promotor em Vegas?

—Juiz, para ser mais exata – mamãe o corrige – Deve lembra dele dos casos contra a máfia e alguns donos de cassino entre outros. Tiveram grande repercussão nacional- lembra, orgulhosa.

-Estou lembrando agora – Ollie diz, me olhando sério – Melhor me comportar se não quiser ir parar atrás das grades por tempo indeterminado – pisca para mim retirando o restante de nosso jantar da sacola.

—Com certeza meu amor! – afirmo, dando uma tapa em seu bumbum, pegando os talheres.

—Normalmente diria que não, já que Damien sempre foi relativamente tranqüilo em relação aos namorados de Felicity – mamãe começa dizer, fazendo ambos congelarmos ante seu comentário seguinte — Mais depois do que aquele cafajeste fez meu bebê passar, ficou bem mais estressado. Não só ele. Eu também me preocupo bem mais do que antes – admite, me olhando com carinho.

—Isso é passado mãe. Não vai ficar martelando essa historia para sempre, vai? – questiono, saindo da letargia, servindo-nos.

—Evidente que não – afirma – Mas não nego que se tivesse a chance arrancaria a pele daquele infeliz por ter feito meu bebê sofrer tanto! Felicity lhe contou sobre o cafajeste que se aproveitou dela em Vegas não contou? – pergunta de repente.

—Mãe, em primeiro lugar, não era e não sou mais bebê. Em segundo lugar, ele não se aproveitou de mim. Julgávamos estar apaixonados, talvez estivéssemos, não sei, e as coisas não correram do jeito que esperávamos, apenas isto – minimizo, mordendo o lábio.

—Além do mais não se sabe os motivos dele para ir embora tão repentinamente senhora Smoak – Oliver opina, terminando de colocar os rolinhos primavera na bandeja – Pode ser que tenha sido chamado de volta ao trabalho por alguma emergência e não teve tempo de avisar – diz, chupando o molho em seu dedo, me encarando sério.

—Sabe uma coisinha chamada telefone? Foi inventado a bastante tempo e até evoluiu! – minha mãe diz de forma irônica e a repreendo com o olhar (como se adiantasse!) – Trabalho você disse? Que tipo de trabalho faz um homem que se dizia tão apaixonado a ponto de casar-se com uma perfeita desconhecida largá-la no que seria sua lua de mel? – questiona, respondendo a si mesma – Nenhum! Homem nenhum larga a mulher que supostamente ama sem explicação a não ser um cafajeste aproveitador!

—Até concordo com a senhora – Oliver começa, cuidadoso, me dirigindo um olhar aflito – Mas deve levar em consideração que eles estavam apaixonados, não amando, o que, em minha modesta opinião, é bem diferente. Eu jamais largaria Felicity do dia pra noite, sem uma explicação por mais ridícula ou maluca que fosse pelo simples fato de que amo sua filha – exemplifica, beijando minha mão, quase entregando o amigo em seguida – No entanto, apesar da paixão, Tom...- o interrompo com um beijo demorado, segurando seu rosto com força entre minhas mãos.

—É por isso que te amo tanto! – exclamo, ofegante, após cessar o contato – Agora que tal mudarmos de assunto? Melhor: vamos por uma pedra em cima do passado e jantar. Estou varada de fome! – sugiro, ele acenando afirmativamente, entendendo o recado.

—Confesso que também estou. Estes lanchinhos que servem nos voos devem ser feitos pensando em gente que vive de regime! – mamãe resmunga, acomodando-se melhor – E tem razão bebê, vamos por uma pedra sobre este assunto. Já basta tudo que sofreu na época, a gravidez e tudo o mais – relembra, suspirando, olhando o nada – Só de uma coisa me arrependo: não ter ao menos visto o rostinho de minha netinha! – exclama ante novo suspiro – Era a única coisa boa daquela confusão toda. A enfermeira disse-me que era o bebê mais lindo que já vira!- revela.

—Imagino – Oliver anui, segurando minhas mãos, beijando-as, me olhando com tanta ternura que sinto um nó na garganta, o choro vindo sem que pudesse impedir – Hey, tudo bem Sweet, estou aqui – fala docemente, me envolvendo em seu corpanzil, onde praticamente desapareço...o lugar onde me sinto segura e amada – Já passou – reforça, beijando o topo de minha cabeça, erguendo meu rosto, limpando as lagrimas com o polegar – Vamos jantar? Aposto que vai se sentir melhor de barriga cheia, minha lagartinha linda! – brinca me fazendo ri.

De fato, me senti bem melhor após a refeição, a conversa girando em torno de algumas lembranças de mamãe (agradáveis, lógico), minhas e algumas historias de Oliver do tempo de criança (Deus me livre as da adolescência ao lado de Tommy e companhia!).

O clima permanece agradável até a sobremesa, quando pergunto quanto tempo mamãe ficaria na cidade e onde se hospedaria.

—Então...- começa, seu tom excessivamente cuidadoso pondo Oliver e eu em alerta instantaneamente – Primeiro, quero que me desculpem esta invasão, mas como vamos mudar para Starling pensei que poderia passar alguns dias, só enquanto encontro uma casa ou apartamento para Damien e eu morarmos – despeja, sorridente.

—Você disse mudar? – Oliver repete pausadamente.

—Sim. Damien decidiu mudar a firma de advocacia para cá. Vegas está saturado e cansativo. Além do mais ficaremos mais perto de nossa bebê. Ele ficou agilizando a documentação de fechamento por lá e eu vim na frente em busca de nosso lar, evidente que também vou ver um local para os escritórios da firma, ou seja: vim pra ficar. Surpresa! – exclama, abrindo os braços.

—Que ....bom – consigo dizer após um tempo, encarando Oliver.

—Seja bem-vinda Donna – ele deseja, abraçando-a, soltando um “Ferrou!” silencioso por sobre a cabeça de minha mãe.

—Nem imagina o quanto! – digo para mim mesma, mordendo os dedos (não as unhas, os dedos mesmo!).

Depois que nos recuperamos (relativamente) da novidade, conversamos mais um pouco, mamãe nos contando dos planos de Damien e dela, como estava sendo revigorante mudar de ares, etc. Por fim, pergunta-nos se sabemos se ainda há apartamentos disponíveis em nosso condomínio pois havia gostado da localização e da vista.

—Oliver, minha mãe e meu padrasto morando em Starling já é ruim, se vierem morar Aqui será uma catástrofe de proporções homéricas! – choramingo, preparando nossa cama após termos a acomodado no quarto de hospedes – O que faremos? – questiono, sentando pesadamente no colchão.

—Antes de qualquer coisa temos que avisar Tommy. Não estou nem um pouco a fim de ser responsável pela morte de meu melhor amigo. Já me basta o ser pela raiva que sua mãe e seu padrasto, pelo que entendi, sente dele – declara fazendo-me franzir o cenho.

—Não é responsável pela raiva deles amor – o corrijo, abrindo as pernas para que sentasse entre elas, pegando a toalha para ajudá-lo a secar o cabelo (um pouquinho grande do que normalmente usa).

—Sou. Indiretamente, sem querer, mas sou – insiste, mexendo o pescoço de um lado para outro, gesto que o ajuda aliviar a tensão – Pense bem: se não tivesse sido capturado, Tommy não teria sido convocado para a missão, por conseguinte não a abandonaria. Poderiam muito bem estarem casados, com dois, ou três filhos, vivendo felizes em Vegas – teoriza, fazendo-me voltar para olhar em seu rosto, ambos rindo – Nããhnnn! – dizemos juntos.

—No máximo teríamos a guarda compartilhada de nossa pequena – digo, pensativa – O que Tommy e eu sentimos tinha prazo de validade Oliver, e mesmo que não tivesse – me adianto, erguendo a mão para calar seu protesto – Nunca saberemos já que a vida se encarregou de nos afastar, seja lá por qual motivo for....Portanto, Oliver Jonas Queen, pode pensar em outra desculpa para se livrar de mim porque essa não cola. Aceita que dói menos!– aviso, ficando de frente para ele, envolvendo seu pescoço, lhe dando um beijo rápido.

—E quem disse que quero isso? – indaga, me derrubando sobre o colchão, prendendo-me com seu corpo – Eu te amo Felicity...Megan...Smoak – declara, distribuindo beijos por meu rosto e colo – Aceita que dói menos! – parafraseia e rio, tomando seus lábios num beijo apaixonado.

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Verdant (sábado, 28/10 – 06:10 a.m)

Cait

‘Boss? ‘ – o som distante entra em meu ouvido fazendo-me aninhar mais a almofada que abraçava – ‘Boss, só avisando que estou de saída. Fechei o caixa junto com Morgana e Daren. Vou trancar a porta da frente a chave, espero que esteja com a sua’ – a voz prossegue, abafada e distante – ‘ Ah, vi o que pediu ontem, deixei um envelope com o que consegui sob o balcão do bar. Até mais tarde” – despede-se, o vibrar da voz rouca de Thomas em meu ouvido direito me desperta de vez e abro os olhos, assustada.

—Até – responde e só então me dou conta de não estar sobre almofada alguma!

Apoio as mãos erguendo o dorso, sentando em seu abdômen, olhando a volta, confusa.

—O que...onde...Que lugar é este? – questiono, a realidade me atingindo como um raio – Estamos na boate? ....Dormimos na boate? – refaço a pergunta, tapando a boca com as mãos, estarrecida.

—No escritório para ser mais exato e sim, dormimos aqui – confirma, esticando o braço, enroscando a mão em meu cabelo (que deve estar um ninho, diga-se, a considerar o que fizemos ontem à noite!) – Ninguém nos viu ou entrou aqui, fique tranquila – garante, rindo diante de minha cara de assombro – Já disse o quanto fica linda corada desse jeito? – pergunta, não aguardando resposta, me puxando para um beijo, o contato de pele contra pele denunciando nossa nudez – É tão doce Cait! Passaria o dia inteiro te beijando sem cansar – declara, descendo mãos e lábios por meu corpo, colando-me mais ao seu, um grunhido rouco escapando por entre meus lábios quando sinto tocar minha intimidade, aquela altura completamente úmida, pronta para recebê-lo mais uma vez, as lembranças da noite anterior vindo à tona.

—Não Thomas, pare! – peço, apoiando as mãos em seu peito novamente, conseguindo me erguer – Por que me deixou dormir aqui? – resmungo, puxando o que me parece ser uma manta a fim de proteger meus seios de seus olhos e mãos gulosas! – Devia ter-me acordado para que fosse embora – acrescento, estapeando-o quando tenta puxar a manta.

—Um: estava dormindo tão lindo que fiquei com dó de acordá-la. Dois: eu também adormeci enquanto afagava seus cabelos. Três: como disse, tivemos total privacidade já que avisei Harper de minha presença e que não queria ser incomodado a não ser que o mundo estivesse acabando, o que daria no mesmo pois não conheço lugar nem jeito melhor de morrer do que fazendo amor com você – discursa, me derrubando sobre ele após um puxão forte, prendendo minha boca a sua num beijo cheio de desejo, as mãos voltando a percorrer meu corpo lascivamente.

—Droga Thomas, não é justo! – reclamo, estremecendo ao senti-lo estimular meu clitóris com o polegar ao mesmo tempo em que insere dois dedos lentamente em minha entrada, retirando-os só para inseri-los novamente, mais forte e fundo – Thomas... eu quero...- balbucio, ardendo de desejo a medida em que aumenta o ritmo, seu membro duro roçando a parte interna de minhas coxas, me deixando a beira do gozo.

Varias noites durante o tempo em que estivemos separados acordei molhada e arfando, meu corpo clamando por seu toque, fazendo-me escolher entre o prazer solitário ou um banho gelado.

Solto um gemido alto, quase um grito, cravando as unhas em sua pele, esfregando-me em sua mão sem nenhum pudor. Thomas tinha esse, digamos, poder sobre mim. Despertava meu lado mais primitivo como nenhum homem havia feito até hoje. Em seus braços me sentia linda, desejada, amada....lasciva!

—Thomas?? – arquejo, abrindo os olhos, ensaiando um protesto quando interrompe as caricias fazendo menção afastar-se. Comprimo sua cintura com as pernas, impedindo-o mover-se.

—Quer ficar por cima? –pergunta, ofegante e anuo com um gesto de cabeça – Ok, mas se não quiser que goze dentro de você precisa sair quando pedi, certo? – orienta e mais uma vez respondo com um aceno – Ok. Sou todo seu – diz, o tom sexy, malicioso, arrepiando-me inteira.

Sem pressa, apoio as mãos em seu peito enquanto ergo o quadril posicionando-me sobre o membro ereto. Prendo a respiração descendo lentamente, deliciada ao escutar os gemidos que solta (além de algumas obscenidades), parando um segundo quando está totalmente dentro de mim, iniciando uma cavalgada ritmada até atingir o clímax, um torpor gostoso me invadindo.

Recomeço mexer-me até escutá-lo pedir que o deixasse sair, erguendo o quadril segundos antes que gozasse, o liquido espesso atingindo parte de meu quadril e coxa, ele erguendo-se, fazendo-me sentar em seu colo.

—Amo você Cait! – sussurra, me beijando, recomeçando as caricias, deixando-me cavalgá-lo mais uma vez.

Era maravilhoso escutar aquele homem lindo gemendo alto e saber ser a causa dos mesmos, o corpo suado brilhando tentadoramente. Inclino a cabeça prendendo um mamilo eriçado entre os dentes, brincando com a ponta da língua, sentindo o corpo másculo estremecer de prazer.

—Porra Cait, dessa vez não dá tempo ... vou gozar! – avisa ao mesmo tempo em que sinto o jato me invadir fazendo-me acompanha-lo quase no mesmo instante.

Desabo sobre ele, deitando a cabeça em seu ombro, o suor escorrendo por nossos corpos, ambos ofegantes.

—Desse jeito acabamos um com o outro! – exclama, afagando meu cabelo, e rio, o coração diminuindo o ritmo lentamente, assim como o dele.

—Se precisar, te arranjo umas vitaminas Merlyn – não resisto provocá-lo, o som de seu riso me arrepiando.

—Acho que consigo dar conta doutora, mas se precisar pode deixar que peço – responde, continuando a me acariciar.

—Não estou falando da azul, só pra constar – esclareço escutando-o rir mais.

—Sei disso – garante o toque de meu celular sobressaltando-me – Sobre a mesa –aponta ao me ver olhar a volta.

Levanto enrolando a manta em meu corpo, caminhando até o local. Faço uma careta ao ver o nome de minha chefa (madrasta dele) na tela.

—Bom dia doutora Merlyn – atendo me voltando para ele.

< Bom dia doutora Snow. Sei que deveria folgar hoje, mas duas médicas da emergência ligaram avisando que não poderiam vir. A maldita virose as pegou! > xinga < Poderia substituir uma delas? Prometo compensá-la no próximo final de semana >

—Sem problemas – garanto, verificando a hora em meu relógio de pulso – Pode ser que me atrase um pouco – aviso, calculando o tempo entre a Verdant, o condomínio, um banho, refeição decente, cuidar de meus bebês peludos e por fim ir para o hospital.

< Tudo bem. Obrigada doutora. Até já > despede-se.

—Até – retribuo, desligando, encarando o moreno preguiçosamente esticado no sofá e mordo o lábio – Tenho que ir – digo, devorando-o com os olhos.

—Ok – anui, sem sair do lugar – E..??? – insinua, levantando, caminhando até mim devagar, um riso malicioso dançando naquela boca tentadora.

—E acho que meu atraso não será tão pequeno assim! – sopro, deixando-me aprisionar por seu corpo.

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Condomínio Ilhas Gregas (07:45 a.m)

Tommy

Cait salta do carro assim que estaciono em minha vaga na garagem, correndo para os elevadores.

Sigo-a sem pressa, rindo ao vê-la apertar o botão seguidamente.

—Por que não vamos pelas escadas? – sugiro, recebendo um olhar fulminante – Só uma sugestão – me defendo, erguendo as mãos, entrando junto com ela quando as portas abrem – Relaxe Cait, ainda tem tempo – afirmo, puxando-a para meus braços, recebendo várias tapas em protesto.

—Quase oito da manhã Thomas. Já deveria estar no hospital –reclama, encolhendo-se quando roço a barba por fazer em seu pescoço – Falo sério Thomas. Mesmo estando indo substituir um colega, não deveria me atrasar tanto assim!

—Se quiser te levo de helicóptero – brinco, ganhando outro olhar assassino – Ok, se não queria se atrasar doutora, não deveria ter ficado me olhando daquela maneira na boate. Sabe que não resisto a suas curvas perigosas – declaro, mordendo a pele delicada do pescoço, chupando forte, deixando uma marca avermelhada – Oops! – exclamo, fazendo-a olhar para o espelho a nosso lado – Foi sem querer Cait! – tento me defender, erguendo os braços para evitar suas mãos.

—Agora todos vão saber por que me atrasei, seu...seu...Moleque! – ralha, tentando parecer brava. Tentando.

—Ok, me desculpa amor – peço novamente, acompanhando-a pelo corredor, recostando-me a parede enquanto abre a porta – Se quiser posso preparar seu café da manhã como pedido de desculpa enquanto se troca..Ou prefere que a ajude no banho? – sugiro, malicioso.

—O café aceito...Banho nem pensar! Quero chegar ao hospital ainda neste século! – exclama e solto uma gargalhada alta, despindo meu blazer, atirando-o sobre o sofá, seguindo para a cozinha enquanto ela vai para seu quarto, uma lembrança desagradável atingindo-me em cheio – Maldito, filho da puta! – praguejo, arregaçando as mangas da camisa, abrindo geladeira e armários em busca de pão e frutas entre outras coisas – Aproveite enquanto pode. Quando descobrir quem é você vai me pagar caro! – rosno entre dentes, Homer latindo em anuidade – Nos pagar não é companheiro? – pisco para o cão, que senta com a língua de fora – Está com fome amigão? Desculpa ter roubado a mãe de vocês ontem, mas sabe como é parceiro, em se tratando do coração perdemos a razão – digo, indo até a área de serviço, trocando comida e água das quatro tigelas, Marge, Watson e Sherlock aparecendo feito raios ao escutarem o som da ração sendo posta nas vasilhas.

Rio sozinho apreciando os quatro comerem, trocando de pote de vez em quando. Balanço a cabeça negativamente retornando a cozinha onde preparo torradas francesas, suco e café, cortando algumas frutas para uma salada, aproveitando algumas fatias de bolo que encontrei, umedecendo-as com requeijão antes de pô-las para assar no forno, retirando-as no exatamente que Cait retorna.

—Humm, que cheiro bom! – elogia, apoiando as mãos a bancada, cheirando o ar – Minha nossa, disse que iria preparar um café da manhã, não um banquete – diz, surpresa, mordendo uma fatia da torrada – Humm... adoro torrada francesa!

—Eu sei. Te vi fazendo uma vez lembra? – indago, beijando-a.

—Chega. Nada de beijos ou nem vale a pena ir ao hospital — diz, fazendo uma careta ao olhar o relógio – Oito e vinte. Ainda bem que não é meu plantão ou seria chamada atenção – comenta, servindo-se um pouco de suco, me encarando com a testa enrugada – Não vai comer?

—Uhum...vou – murmuro, agradecendo mentalmente ela ter-me aceito de volta.

Fazemos a refeição rapidamente e silenciosamente, Cait saindo quase que imediatamente após comer, deixando um beijo rápido em minha boca, levando o que sobrara das torradas de bolo em uma vasilha plástica, jogando um beijo antes de fechar a porta.

—Ok, agora somos nós amigos. Andaram aprontando ou ficaram comportados? – me volto para os quatro pares de olhos que me observavam atentos, minha atenção voltando-se o corredor que leva ao quarto, escutando o barulho de algo sendo arrastado.

Sigo na direção do som, Homer a meu lado, Sherlock , Marge e Watson mais atrás, atento ao som e a reação dos animais, vendo pelo canto do olho os pelos dos dois machos eriçarem.

—Parece que temos um visitante indesejado não é? – sussurro, cerrando os punhos, preparando-me para o embate iminente.

Quando me aproximo do quarto percebo o movimento no interior através da porta entreaberta.

Precipito-me para dentro a tempo de ver, através do reflexo no espelho do banheiro, o invasor sumindo pela minúscula janela do local.

—Tá de brincadeira! – exclamo, correndo até ele, segurando o pé esquerdo, impedindo momentaneamente sua fuga – Não tão rápido amigo – rosno, puxando com força, trazendo metade de seu corpo para fora – Te peguei miserável! – comemoro.

—Não pegou não – a voz esganada e metálica declara segundos entes de espirar spray de pimenta em meus olhos, cegando-me.

Recuo, gritando de dor, vendo-o através da nevoa retornar para a janela sob os latidos de Homer e Marge, que apoiavam as patinhas na parede, saltando na tentativa de pegá-lo.

—Homer, Marge, venham aqui. Não se aproximem – chamo ao mesmo tempo em que ouço o choro agoniado de um deles indicando que também fora atingido pelo spray, o riso cínico cortando o ar – Desgraçado! – xingo, atirando um dos potes de Cait contra a janela, espatifando-a junto com o mesmo – Vai me pagar caro por isso. Não vai escapar pra sempre – esbravejo, buscando apoio na pia enquanto o riso some.

Lavo os olhos com água abundantemente, voltando-me em busca dos pets, vendo através da nevoa Homer esfregando o focinho desesperadamente contra a cerâmica.

—Vem aqui amigão – chamo, estendendo a mão, ele obedecendo – Vem, vou te ajudar – digo, pondo-o na banheira, ligando a ducha, lavando seus olhos, sentando no chão recostado a banheira, ele a meu lado, parecendo mais aliviado, Marge e os gatos sentados, solidários, a nossa frente.

Depois de uns vinte minutos, a ardência diminui. Pego meu celular, discando para Ollie.

—Oi. Poderia vir ao apartamento de Cait ? Acho que consegui a primeira pista do stalker – digo, olhando o tênis dentro do box, respirando mais calmamente.

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Oliver Queen (09:10 a.m)

Estou na cozinha com Felicity e minha futura sogra, que acabara de acordar, quando meu celular vibra sobre o balcão.

Pego-o sentindo um frio no estomago ao ver o nome de Tommy no visor.

—Me dêem licença – peço, indo para a varanda sob o olhar intrigado de minha loira, me encostando a mureta de vidro, mantendo-as sob minha alça de visão –Tommy, tudo bem? – pergunto, estranhando sua ligação tão cedo.

< Oi. Poderia vir ao apartamento de Cait? Acho que consegui a primeira pista do stalker > pede, direto, algo em sua voz me deixando preocupado.

—Estou indo – aviso, desligando, retornando para junto de Felicity e sua mãe –Meu amor, vou dar um pulinho no apartamento daquele meu amigo do sétimo andar, aquele do prédio ao lado – indico com um gesto de cabeça – Ele está com um probleminha e pediu ajuda – explico, ante seu olhar inquisidor – Coisa rápida – garanto, lhe dando um selinho – Podem começa sem mim, se quiserem – libero.

—Ok. Aproveita e avisa que aquela vizinha que estava de olho chegou de viagem – pede, repetindo meu gesto – Pede pra ele ter cuidado porque ela está meio estressada. Melhor evitá-la por uns dias.

—Direi – garanto, caminhando em direção a porta, rindo baixinho ao escutar Donna perguntar.

—Estão bancando os cupidos por acaso?

Sigo para os elevadores entrando no primeiro que chega. No mezanino, encontro com Ray, que vinha a minha procura, Mouse e Jay o aguardando no jardim.

—Os rapazes acham que a melhor maneira de investigar sem levantar suspeita é vindo morar aqui – Ray adianta – Concordo e acho que devemos, você, Tommy e eu, arcarmos com as despesas deles, ou seja, fornecer o dinheiro para a compra do apartamento- explica enquanto caminhamos, parando perto deles.

—E nós já dissemos que não precisa – Jay retruca, encarando-o de braços cruzados – Não estou sendo orgulhoso, mas acredito que temos o suficiente para um apartamento...

—Estão em uma missão particular sargento, trabalhando para nós. Nada mais justo do que arcarmos com as despesas – o interrompo, erguendo a mão, cortando o protesto – Decidimos isso depois. Agora me acompanhem ao apartamento da namorada de Tommy. Parece que ele conseguiu alguma pista do stalker – aviso, retomando a caminhada.

—Sério? – Mouse admira-se – Show de bola! – vibra enquanto entramos no prédio onde Tommy e Cait moram.

Optamos por subir pelas escadas visto que os elevadores estavam todos ocupados. Dez minutos depois toco a campainha do apartamento ouvindo o “pode entrar” abafado.

Abro a porta, entrando seguido de perto por Ray e os outros, encontrando Tommy deitado no sofá com um pano cobrindo os olhos.

—O que aconteceu? – pergunto, notando um dos cães de Cait deitado junto ao móvel logo abaixo de sua mão.

—O desgraçado estava aqui dentro – rosna sem mover-se.

—Tá de brincadeira! – Ray, Jay e Mouse exclamam ao mesmo tempo fazendo-o retirar o pano do rosto, nos encarando.

—Pareço alguém que está brincando? – rebate, irritado.

—O que houve? Vocês lutaram? Cait, onde...ela está bem? – preocupo-me, olhando a volta.

—Ela já tinha saído e não, não brigamos. O miserável jogou spray de pimenta em meus olhos quando tentei impedir que fugisse pela janela do banheiro – explica – Tem um tênis lá, dentro do box – aponta a direção.

—Vamos dar uma olhada – Jay prontifica-se, levando Mouse consigo.

—Deveria ir ao hospital Tommy, isso tá muito feio – Ray aconselha, pegando o pano que lhe estendia.

—Se não melhorar vou, por hora, molha com água gelada por favor- pede, o cão emitindo um leve choramingo.

—Coitadinho, ele foi atingido também? – Ray pergunta, agachando-se, afagando a cabeça do bichinho.

—Só de leve – Tommy responde – Dá pra molhar o bendito pano Raymond? – resmunga, fazendo nosso amigo erguer-se rápido – Temos que falar com as garotas Ollie. Elas não podem ficar alheias ao que está acontecendo aqui – declara, recebendo o pano úmido, pondo-o nos olhos – Vou passar a dormir aqui. Não quero Cait sozinha e não vou dar nenhuma desculpa esfarrapada – alerta.

—Concordo – anuo, lembrando o pedido de Felicity – A propósito, falando em garotas, temos um novo problema – aviso escutando-o gemer.

—Outro? – Ray questiona, atento, erguendo os olhos do cachorro que afagava– O que desta vez? – quer saber.

—Este diz respeito apenas a Tommy – digo, fazendo com que erguesse um lado do pano para me encarar – Donna Smoak está em Starling ...E veio para ficar! – revelo.

—Ai....Merda!!!!....

Continua

“....Quem tem amor na vida, tem sorte;

Quem na fraqueza sabe ser mais forte;

Ninguém sabe dizer onde a felicidade está;

O amor é feito de paixões e quando perde a razão;

Não sabe quem vai machucar;

Quem ama nunca sente medo de contar o seu segredo;

Sinônimo de amor é amar!”

Notas finais
Nos vemos em quinze dias. Bjinhos flores.