Sala da Presidência, Casa Branca, 3 horas antes do primeiro ataque a Washington

Nessie estava diante de Edward, o rosto vermelho de indignação. Ele cruzava os braços, mantendo uma postura rígida, mas o olhar não escondia a mágoa que sentia. Bella estava ao lado, tentando manter a paz, mas o ambiente estava carregado.

— Isso é ridículo, Nessie – Edward começou, balançando a cabeça. – Você está usando uma briga de adolescentes como desculpa para fugir.

— Desculpa? – Nessie retrucou, incrédula. – Não acredito que você está minimizando o que aconteceu, pai. Sarah foi humilhada! Ela não merece ser tratada assim, ainda mais pela própria família.

— Elas são adolescentes, Nessie! Isso acontece o tempo todo! Você está exagerando!

— Não, Edward! Não vou ficar aqui, vendo minha filha sofrer só para agradar você!

Edward respirou fundo, lutando para manter a calma.

— Sempre é o mesmo problema, não é? Jacob. La Push. Você usa essas situações para justificar por que precisa voltar para ele. Eu sinto que você nunca quis pertencer a este lugar.

Nessie balançou a cabeça, incrédula.

— Você realmente não entende nada, não é? Eu nunca quis ser parte de um mundo onde pessoas como Sarah e Will são tratadas como menos. Jacob não tem nada a ver com isso!

Edward deu um passo à frente, os olhos brilhando de frustração.

— Então vá! Volte para La Push! Mas, se sair por essa porta agora, não precisa nunca mais voltar.

Bella ofegou e colocou a mão no braço de Edward.

— Edward, pare com isso! Isso não vai ajudar!

Nessie o encarou, com lágrimas nos olhos, mas sua expressão era firme.

— Eu esperava mais de você, pai. Muito mais.

Virando-se para Bella, Nessie respirou fundo.

— Mãe, obrigada por tudo, mas não dá mais. Eu preciso ir.

Bella tentou argumentar.

— Nessie, por favor, pense bem. Edward só está magoado...

— Não, mãe. Eu já decidi.

Ela saiu da sala com passos firmes, deixando Edward parado, pensativo, enquanto Bella suspirava, derrotada.

Sarah e Will estavam sentados no sofá, assistindo televisão. Nessie entrou na sala e tentou sorrir para os filhos, mas sua voz saiu firme.

— Vamos, crianças. Está na hora.

Will desligou a TV, enquanto Sarah pegava sua bolsa. Bella entrou na sala atrás de Nessie e se abaixou para abraçar os netos.

— Eu amo vocês, meus anjos. Se cuidem, tá? – disse Bella, com lágrimas nos olhos.

— Tchau, vovó – disse Will, abraçando-a com força. Sarah assentiu educadamente, mas seu rosto mostrava o cansaço emocional.

Nessie observou o momento, depois puxou os filhos em direção à porta.

— Vamos, o carro está esperando.

Bella os acompanhou até a porta, lamentando profundamente a situação.

Nessie, Sarah e Will estavam sentados no carro, acompanhados por membros da equipe de segurança. Sarah olhava pela janela, em silêncio, enquanto Will brincava com o celular. Nessie observava os dois, sentindo uma mistura de alívio e tristeza. Ela precisava tirá-los daquele ambiente, mas não conseguia apagar a mágoa causada pelas palavras de Edward.

O carro chegou ao aeroporto, e os seguranças escoltaram a família até o terminal privado. Nessie segurou as mãos de seus filhos enquanto caminhavam, determinada a levá-los para casa, onde, finalmente, poderiam encontrar paz.

...

Bella estava em pé, os braços cruzados, encarando Edward com um olhar determinado. Ele ainda estava abalado com a saída de Renesmee, mas Bella não pretendia aliviar a situação.

— Eu avisei, Edward – Bella começou, com a voz baixa, mas firme. – Disse que não provocasse nossa filha.

Edward suspirou, esfregando o rosto.

— Bella, ela foi longe demais. Não posso ceder todas as vezes que ela bate de frente comigo.

Bella deu um passo à frente, a frustração evidente.

— Não é sobre ceder, Edward. É sobre ouvir! Você está tão preocupado em controlar tudo que está perdendo o que mais importa: sua família!

Ele tentou responder, mas Bella o interrompeu, sua voz subindo.

— Se você não trouxer nossa filha de volta, Edward Cullen, você será um presidente sem primeira-dama.

Edward piscou, surpreso com a ameaça.

— Bella, não seja absurda...

— Absurdo? – Ela deu uma risada amarga. – Absurdo é você preferir ter razão a manter sua família unida.

Antes que ele pudesse responder, a porta se abriu. Emmett entrou rapidamente, com uma expressão tensa.

— Me desculpem por interromper, mas é urgente.

Edward e Bella trocaram um olhar antes de Edward assentir.

— Entre, Emmett. O que aconteceu?

Sala de Reuniões, Casa Branca

Edward entrou na sala e encontrou Jasper Whitlock e membros da Guarda Nacional esperando. A tensão era palpável. Jasper, com sua postura séria, fez um sinal para que Edward se sentasse.

— Senhor presidente, as armas falharam.

Edward franziu o cenho, tentando processar a informação.

— Como assim, falharam?

Jasper respirou fundo.

— Disparamos em direção ao objeto, mas ele está envolto em algum tipo de campo eletromagnético. Nenhuma das nossas armas teve efeito.

— Isso significa... – Edward começou, mas sua voz falhou.

— Isso significa que o objeto estará na atmosfera terrestre em poucas horas – concluiu Jasper, com um tom grave.

Emmett, sempre mais direto, interveio:

— Não temos tempo de evacuar a cidade, Edward. É melhor você fazer um pronunciamento pedindo que todos busquem refúgio.

Edward massageou as têmporas, sentindo o peso da responsabilidade.

— Não há como neutralizar isso? Nenhuma outra estratégia?

Jasper balançou a cabeça.

— Nenhuma que funcione a tempo, senhor.

Edward ficou em silêncio por um momento, depois olhou para Emmett e Jasper.

— Quero que vocês busquem Renesmee e as crianças. Tragam minha família de volta em segurança.

Emmett sorriu de lado, tentando aliviar a tensão.

— Pode deixar, senhor Presidente. Não vamos falhar.

Jasper assentiu, sua expressão grave.

— Vamos trazê-los de volta, senhor.

Sem esperar mais, os dois saíram da sala, deixando Edward e os outros com a crescente preocupação. Bella, que havia permanecido na sala em silêncio, se aproximou de Edward e sussurrou:

— Se algo acontecer a eles, Edward, nunca vou te perdoar.

Ele engoliu em seco, sentindo o peso de cada palavra.

Aeroporto de Washington, Minutos antes do primeiro ataque.

Nessie observava o balcão de informações, confusa com a ausência de voos disponíveis. A atendente balançava a cabeça, confirmando mais uma vez:

— Não estamos vendendo passagens, senhora. Sem comunicação com as torres, é impossível liberar os voos.

Sarah puxou a manga do casaco da mãe.

— Mamãe, meu celular parou de funcionar. Não tem sinal nem nada.

Nessie franziu o cenho e olhou ao redor, percebendo o ambiente cada vez mais tenso. Foi quando um enorme telão no aeroporto se acendeu, interrompendo todos os murmúrios.

— Atenção, senhoras e senhores – anunciou uma voz masculina. – O presidente dos Estados Unidos, Edward Cullen, fará um pronunciamento.

O rosto de Edward apareceu na tela, sério, mas tentando manter a calma.

— Olha o vovô! – Will apontou para o telão, animado.

Nessie puxou os filhos para perto, seu coração acelerado, enquanto todos no aeroporto ficavam em silêncio para ouvir o presidente.

— Meus caros cidadãos, boa noite. Em momentos como este, a clareza e a verdade são essenciais. Estamos enfrentando um evento inesperado e sem precedentes: um objeto de origem desconhecida está se aproximando rapidamente da atmosfera terrestre.

Edward fez uma pausa, respirando fundo antes de continuar.

— Quero deixar claro que nossas equipes científicas e de defesa estão trabalhando incansavelmente para identificar a natureza deste objeto e determinar seu impacto potencial. Não sabemos ainda se ele representa uma ameaça direta, mas estamos preparados para responder a qualquer eventualidade.

Ele olhou diretamente para a câmera, com uma expressão de determinação.

— Peço a todos que mantenham a calma e sigam as instruções das autoridades locais. A segurança de cada um de vocês é nossa prioridade. Enquanto isso, permaneçam atentos às atualizações oficiais. Este é um momento para nos unirmos, para sermos fortes e solidários.

O tom de Edward suavizou, mas a gravidade de suas palavras permaneceu.

— Como presidente, como pai, como membro desta nação, eu prometo que faremos tudo ao nosso alcance para proteger vocês. Confio em nosso povo e sei que, juntos, superaremos qualquer desafio.

A transmissão foi encerrada, deixando um silêncio inquietante no aeroporto.

Nessie abraçou os filhos, tentando esconder sua própria apreensão.

— Nós vamos voltar para a Casa Branca – ela sussurrou. – É mais seguro lá.

As pessoas ao redor começaram a murmurar, e logo o murmúrio se transformou em gritos. O pânico tomou conta do aeroporto, com multidões correndo de um lado para o outro.

— Fiquem comigo! – Nessie segurou as mãos de Will e Sarah com firmeza, mas o tumulto crescia.

Will, assustado com o caos, soltou a mão da mãe e foi empurrado pela multidão.

— Will! – Nessie gritou, desesperada, tentando alcançá-lo.

Sarah viu o irmão e correu atrás dele, ignorando os gritos da mãe.

— Sarah, volte aqui! – Nessie tentou segui-los, mas a multidão tornou impossível atravessar.

De repente, todas as luzes do aeroporto se apagaram, mergulhando o local na escuridão. Nessie gritou:

— Will! Sarah!

O silêncio tomou conta do ambiente, interrompendo os gritos e murmúrios. As luzes piscaram de volta, mas antes que alguém pudesse reagir, um estrondo ensurdecedor sacudiu o aeroporto.

O chão vibrou sob os pés das pessoas, e Nessie caiu de joelhos, protegendo a cabeça com os braços. Um segundo impacto, ainda mais forte, fez as paredes tremerem.

Quando o som cessou, um silêncio ainda mais assustador tomou conta. Nessie abriu os olhos, olhando ao redor, desesperada para encontrar seus filhos.

— Will! Sarah! – ela gritou novamente, sentindo as lágrimas escorrerem.

As pessoas estavam paralisadas, atordoadas pelo impacto, enquanto o eco do ataque ainda reverberava pelo ar.